sábado, 31 de março de 2007

Raul Seixas-Tente outra vez

Copa de 94



Blogueiros amigos: Valeu pela força


EU TE VENÇO ROMÁRIO


SOCIALISMO E CHAVISMO


LAMBANÇA NOS AEROPORTOS


Como os nossos pais
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Qual é a trilha sonora que embala o momento em que chega ao poder a geração que dizia que ia mudar o mundo?
O rabino Henry Sobel foi preso nos Estados Unidos quando furtava gravatas numa loja de griffe.
O rabino Henry Sobel foi um dos mais atuantes líderes religiosos na resistência à ditadura militar e na luta pelos direitos humanos. Chegou mesmo a enfrentar atritos com os membros mais conservadores da comunidade judaica por suas posições em muitos momentos. Emocionou o país ao defender o enterro em solo sagrado do jornalista Vladimir Herzog e de Iara Iavelberg, companheira de Carlos Lamarca, judeus que a ditadura “suicidou”.“Já faz tempo, eu vi você na rua, cabelo ao vento, gente jovem reunida/ Na parede da memória, essa lembrança é o quadro que dói mais”
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi cassado na Câmara dos Deputados pelo envolvimento com o esquema do mensalão. O procurador-geral da República classificou-o, em seu relatório sobre o escândalo, como chefe da quadrilha. Dirceu hoje vive de representar empresas que têm negócios e interesses com o governo.Durante a ditadura militar, Dirceu destacava-se no movimento estudantil com seus discursos inflamados, que podiam surgir a qualquer momento, encarapitado num poste ou em cima de uma caixa de madeira. Dirceu organizou o último Congresso da UNE. Foi para o exílio trocado pelo embaixador americano Charles Elbrick, que foi seqüestrado pelo MR-8. Virou, então, personagem de uma história rocambolesca: em Cuba, submeteu-se a uma cirurgia plástica que modificou o seu rosto e retornou ao Brasil com uma identidade falsa."Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude/ Tá em casa, guardado por Deus, contando o vil metal”
Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu no Palácio do Planalto o senador Fernando Collor. Foi a primeira vez que Collor voltou ao Palácio depois do seu impeachment. Estava lá com a bancada do PTB. Collor tem sido um entusiasta defensor do governo Lula no Congresso.Em 1989, Fernando Collor derrotou Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições. Mais tarde, após uma intensa investigação numa CPI mista no Congresso, descobriu-se que havia um esquema de corrupção capitaneado por Paulo César Farias, que fora tesoureiro de Collor na campanha. O dinheiro administrado por PC chegou a pagar despesas de Collor, como a compra de um automóvel, um Fiat Elba. Nas ruas, as pessoas, num movimento capitaneado pelo PT e pela UNE, pintaram as suas caras para pedir a imediata deposição de Collor num processo de impeachment.“Nunca mais você saiu à rua em grupo reunido/ O dedo em V, cabelo ao vento, amor e flor, que é do cartaz?
Era a geração que dizia que ia mudar o mundo. Quando ela chegasse ao poder, muita gente acreditava que a canção que embalaria esse momento seria algo assim como o Imagine, de John Lennon. Que, então, já não houvesse mais “nada pelo qual se mate ou se morra” e que iríamos ver “todas as pessoas vivendo em paz”, sem mais sentir “ganância ou fome”. Afinal, eram palavras de um “sonhador”, mas como ele dizia, ele “não era o único”. No entanto, a realidade hoje parece ser embalada muito mais pelos versos de um compositor menos conhecido e mais modesto. Um certo cearense fã dos Beatles e de Lennon. As canções que embalam o tempo dessa tal geração no poder estão mais para “Como Nossos Pais” e “Velha Roupa Colorida”, de Belchior. Que sejam, pelo menos, na versão rascante, gritada, indignada, de Elis Regina. "Minha dor é perceber/ que, apesar de termos feito tudo o que fizemos/ Nós ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”
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Rudolfo Lago

ANIVERSÁRIO DE DEZ ANOS DOS BLOGS
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Oficialmente, o primeiro blog de que se tem notícia entrou no ar em 1º de abril de 1997. É o Scripting News, criado por Dave Winer. Portanto, estamos perto do aniversário de 10 anos.

A DÉCIMA PRIMEIRA PRIORIDADE
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Apesar de todo o esforço para nos convencer de que o maior problema do Brasil são os aeroportos, não acredito que sejam. Antes dele existem no mínimo dez de maior relevância social.

sexta-feira, 30 de março de 2007

ALÉM DA IMAGINAÇÃO

Paulo Henrique Amorim exercitando sua fértil imaginação está vendo um iminente golpe, patrocinado pelos controladores de vôo. Afirmar que os controladores de vôo querem derrubar o governo me parece uma idiotice, como veio de um jornalista experiente, talvez esteja sob efeito de algum medicamento forte ou de álcool.
Eu só vejo gente com grande responsabilidade, afirmando que precisam ganhar melhor.
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"CONTROLADORES SÃO OS CAMINHONEIROS DE ALLENDE

Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 263
. Uma greve nacional da Associação dos Donos de Caminhões financiada pela CIA ajudou a derrubar o presidente Salvador Allende, do Chile, em 1973.
. O objetivo do “paro” dos caminhoneiros era exatamente o dos controladores: desorganizar a produção.
. Chave da operação dos caminhoneiros chilenos era derrubar os Ministros da Defesa, Carlos Prats e Orlando Leteleier, com o que se acabava por desmoralizar o Presidente da República.
. No Chile de Allende, havia um mínimo de pluralidade na imprensa – uma parte da imprensa apoiava o presidente eleito pelo povo.
. Aqui, os controladores de vôo já há algum tempo aplicam a chantagem de “parar” o país.
. Hoje, nesta sexta-feira, conseguiram.
. Aqui, os controladores de vôos contam com o apoio de 90% da imprensa escrita e uma parte da imprensa de televisão.
. E têm o mesmo objetivo dos colegas chilenos: derrubar o Presidente da República.
. A reivindicação dos controladores de vôos não é uma questão sindical ou militar - é política e tem como alvo a estabilidade das instituições democráticas.
. O objetivo, aqui, também, é desestabilizar o Ministro da Defesa, Waldir Pires, que já conta com uma resistência razoável das Forças Armadas, que não se esquecem que ele serviu ao Presidente João Goulart.
. A outra parte da operação consiste em provocar a queda do Presidente da República pela mão da imprensa e de uma CPI que, agora, contou com a ajuda providencial de um Ministro do Supremo Tribunal Federal.
. No Chile, como aqui, o “paro” dos controladores tem a função de jogar a classe média contra o Governo. Quem anda de avião é a classe média.
. O “paro” dos nossos caminhoneiros se deu imediatamente depois que o Presidente da República decolou para se encontrar, neste sábado, com o Presidente Bush.
. É obvio que a intenção é esvaziar e constranger o Presidente da República.
. Para isso, de novo, os caminhoneiros contarão com o apoio da imprensa, que saberá explorar o “apagão aéreo”, como forma de embaraçar o Presidente da República num momento em que trata de importantes negociações com o Presidente da nação mais poderosa do mundo.
. Em 1981, o presidente Ronald Reagan enfrentou uma greve de controladores de vôo com a demissão de 11 mil de 13 mil controladores grevistas.
. Aqui, o governo trabalhista já foi longe demais na tentativa de negociar com os controladores.
. Os controladores demonstraram que têm um poder de chantagem ilimitado.
. Só o uso da lei resolverá o problema.
. A hora de negociar passou.
. Os nossos caminhoneiros estão na ilegalidade e no golpe."

Senadores desistem de viajar devido ao caos aéreo
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O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) foi mais um passageiro que não conseguiu embarcar para o seu local de destino, nesta sexta-feira (30), no aeroporto de Brasília. O senador, que viajaria às 18h 40 para São Paulo, deixou o aeroporto por volta das 21h. Ele defendeu a instalação da CPI do Apagão na Câmara dos Deputados. "O povo está querendo, a coisa que eu mais ouvi hoje foi: Cristovam, tem que sair a CPI. Não fazer CPI nesse momento é não respeitar a opinião pública, ainda mais com fatos como o apagão. Você pode até dizer que o apagão não é culpa de ninguém. Mas não fazer a CPI, aí o povo vai ter o direito de dizer que há uma culpa do Congresso", disse. O senador disse que, na sala de embarque, há muitos passageiros deitados à espera de notícias. E que, apesar do caos, eles estavam relativamente calmos. "Estamos caindo nesse risco, de nos acostumar com a violência, com a pobreza, com a desigualdade, com o desemprego e com o apagão geral que o país parece que está vivendo", disse. Outro parlamentar que também desistiu de esperar foi o senador Pedro Simon (PMDB-RS). Ele embarcaria para Porto Alegre. "É um absurdo que o Brasil esteja em choque há seis meses e ninguém faça nada", disse o senador Pedro Simon (PMDB-RS).

MINISTRO DEFENDE PRESÍDIO PARA JOVENS
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Proposta de Tarso Genro é reunir jovens entre 18 e 23 anos. Para o ministro, criação desses presídios não exige mudar lei.
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Ministro defendeu projeto durante evento no Rio de Janeiro nesta sexta (foto: Tasso Marcelo/Agência Estado)
O ministro da Justiça Tarso Genro defendeu nesta sexta-feira (30), no Rio de Janeiro, a criação de presídios especiais no Brasil exclusivos para jovens de 18 a 23 anos.Segundo o ministro, o objetivo dessas carceragens especiais seria tentar recuperar jovens que cometeram algum delito, separando-os de criminosos mais perigosos.
"Estamos pensando em um sistema carcerário disciplinar para uma faixa da sociedade de 18 a 23 anos, para que a recuperação seja mais facilitada e não haja contaminação da criminalidade mais consolidada", disse Genro a jornalistas, após proferir aula inaugural na Faculdade Cândido Mendes.
"Hoje, nós temos uma população carcerária muito grande, com distintos níveis de criminalidade. Por que não pensar de maneira adequada, cientificamente planejada e bem discutida, um determinado tipo prisional que tenha a contenção desse pessoal mais jovem", questionou.
Tarso Genro pretende discutir essa proposta no governo e convocar especialistas para debater o tema. O ministro acredita que a criação desses presídios para jovens não exige mudanças na lei.
"Não é necessária uma emenda constitucional, não precisa mudar a lei. Pode ser uma medida administrativa."
O presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, presente ao evento, apoiou a proposta do ministro da Justiça. "Vejo com bons olhos. O importante é tratar os jovens que ainda podem ter uma perspectiva de vida e que estão misturados a criminosos de alta periculosidade", afirmou.
G1

CAMPANHA!


BANDIDOS EM PAZ
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O pacote da segurança pública fica pronto em 60 dias até lá os bandidos podem ficar tranquilos, e depois dos sessenta dias, também não devem se preocuparem muito. No ritmo atual das coisas, a vida vai ser tranquila para eles.

Piso de R$ 850 para professor
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O governo enviou ao Congresso projeto de lei propondo a fixação de piso salarial nacional de R$ 850 por mês para professores de educação básica que lecionam 40 horas semanais na rede pública. A proposta atende uma reinvindicação antiga do magistério.
O valor no entanto pode ser considerado uma migalha. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a medida beneficiará 55% do magistério que recebem abaixo do piso.
Quem paga os salários dos professores de educação básica são os governos estaduais e as prefeituras, e em regra pagam um piso abaixo do que é proposto. Este piso no entanto é absolutamente insuficiente para manter um nível de vida digno para o magistério.
Novamente vamos sendo enrolados pelos políticos. São décadas de promessas não cumpridas, mas uma vai sendo descumprida, com a aparência de que será cumprida.
Os governo nos diferentes níveis nunca cumpriram o piso nacional do FUNDEF, nada está a indicar que vão cumprir este miserável piso nacional de 850 Reais.

quinta-feira, 29 de março de 2007

NÃO SOBROU NADA!


Não sobrou nada, por enquanto, para o ex-ministro da pesca José Fristsch. O negócio agora é brigar pelo segundo escalão.

VEM MUDANÇA NA PREVIDÊNCIA
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O presidente Lula anunciou que o PDT não foi para o Ministério da Previdência, porque serão feitas mudanças que o partido não concorda. Então se prepare, vem mais mudança na previdência, o negócio e ficar alerta.
Tem muita gente achando que não vai se aposentar nunca, não deixam de ter razão. Depois de tanto roubo na previdência, agora resta penalizar quem trabalha, e os fraudadores numa boa, rindo da nossa cara.

GREVE DA POLÍCIA FEDERAL
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Policiais federais estão insatisfeitos com os seus vencimentos. Depois de tanto serem usados politicamente no último período, o pessoal começa a expor o que pensa.

CONHEÇA FLORIANO PEIXOTO
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Veja este vídeo da TV senado que conta um pouco da história de Florino Peixoto o segundo presidente da história republicana do Brasil.Clic no link abaixo.
Floriano Peixoto

MÚSICAS QUE FIZERAM HISTÓRIA
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Bon Jovi-Always
From this moment on - TGO
Quase sem querer
INÚTIL-ULTRAJE A RIGOR
O TEMPO NÃO PARA-CAZUZA
IDEOLOGIA-CAZUZA
SUNDAY
PINK FLOYD
Raul Seixas - Tente Outra Vez Clipe
Cazuza - Vida Louca Vida

VISITEM
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Visitem o Blog da Pastoral da Juventude região de Caçador.

terça-feira, 27 de março de 2007

A SINDROME DA PRÓXIMA VEZ
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O PT em Caçador vive a síndrome da próxima vez. Ao final de cada eleição a população comenta nas ruas, da próxima vez o PT ganha, agora já foi um susto. Bom na próxima vez, aparentemente o PT está mais preocupado em honrar a tradição de ter candidato próprio a prefeito, é a sindrome da próxima vez se antecipando.

OS GÊNIOS DE ÓCULOS
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Quando necessitei de óculos pela primeira vez, há dez anos, alguém me disse, certamente para me consolar, que as pessoas que usam óculos são mais inteligentes... Ora!... Eu não queria parecer mais inteligente que ninguém. Só queria ter uma qualidade de visão igual a dos outros...
Parecia, na minha cabeça, que a inteligência não tinha nada a ver com a visão, e sim com a massa encefálica de cada indivíduo e com a periodicidade com que ela é usada... Afinal, tudo que cai em desuso, atrofia.
Não sou psicólogo, nem neurologista, entendo pouco dessas coisas da mente, apesar de me esforçar para aprender... Mas há algum tempo recebi um e-mail que me fez mudar de idéia. Nele dizia que para sermos “mais inteligentes”, é necessário exercitarmos o cérebro, oportunizando a ele o máximo de situações novas todos os dias, desafiando sua incrível capacidade de adaptação: algo como, mudar a disposição dos móveis da casa, escritório, ou qualquer outro local de trabalho; andar por caminhos diferentes, trocar o relógio do pulso esquerdo para o direito, caminhar de costas, memorizar placas na rua, usar o mouse com a mão contrária à costumeira, ou frear o automóvel com o pé esquerdo (Ôpa! Isso é perigoso... melhor não tentar!)... e o melhor exercício para a mente, na minha opinião, que é a leitura de bons livros e textos, enriquecendo nosso vocabulário e excitando nossa criatividade.
Provas da incrível e incontestável capacidade de adaptação do cérebro humano, não faltam, haja visto muitos deficientes físicos, mentais e sensoriais que não se renderam aos obstáculos impostos pela vida e conseguem interagir com este mundo globalizado e desumano à altura daqueles considerados “normais”... Como conseguem levar uma vida normal?... Exercitando as partes do cérebro atrofiadas por nossa preguiça e vencendo barreiras limítrofes impostas pelo preconceito fétido dos (a)normais.
Seguindo este raciocínio, as pessoas que dependem de lentes corretivas para a visão, também exercitam mais o cérebro, pois periodicamente precisam atualizar o grau de seus óculos, necessitando, para isso de uma adaptação e um exercício mental que é tanto maior quanto a diferença do grau de deficiência em relação aos mortais que usufruem de uma visão perfeita.
Isso muito me consola e me faz lembrar de muitos “míopes” ou deficientes visuais famosos: O grande poeta Carlos Drummond de Andrade, O cronista catarinense Maicon Tenfen que é cego de um olho, mesma deficiência de Luiz Vaz De Camões, que há mais de quinhentos anos atrás, apesar de perder um olho na guerra, nos presenteou com sua obra incomparável e de um valor incalculável para a Literatura, não só Portuguesa, mas universal, além de tantos outros contemporâneos, como Jô Soares, o cantor e compositor Silvio Brito, etc...etc...etc...
Se exercitar mais o cérebro é sinal de inteligência, então eu sou inteligente, pelo fato de há cada seis meses precisar trocar as lentes dos meus óculos e desafiar a capacidade de meu cérebro adaptar-se com novas situações, fato que ocorre com qualquer “quatro zóio” , provando que este mito é verdadeiro: Quem usa óculos é mais inteligente que os outros (Isso deve deixar meu oftamologista e as óticas muito contentes...).
Mas não precisa ser míope, ou estrábico para ampliar a inteligência. Basta jogar brasa na massa cinzenta e fazê-la funcionar diariamente, submetendo o cérebro aos desafios do dia-a dia, encarando-os como uma situação nova que ativa o pensamento, mantendo-o reciclado e fortalecido a cada momento. Feito isso, estaremos vencendo a preguiça mental, tão presente no nosso cotidiano e por conseqüência, tornando-nos mais “inteligentes”.
Márcio Roberto GoesMais um gênio míope...

segunda-feira, 26 de março de 2007

ENTREVISTA COM PAULO HENRIQUE AMORIM
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Paulo Henrique Amorim diz que o monopólio da mídia no Brasil não tem paralelo no mundo e que a imprensa trabalha para abreviar o mandato de Lula. Mas vê sinais de mudança nas comunicações no país
Por Paulo Donizetti de Souza e Nicolau Soares

Quando Mino Carta comandou a criação da Veja, em 1968, Paulo Henrique Amorim estava por perto, e acabou sendo o primeiro correspondente da revista em Nova York. Hoje, ele faz questão de observar que Mino abomina a cria. Diz que considera Veja uma publicação de extrema direita, mas só quando está bonzinho – em seu estado “normal”, chama-a de boletim do pensamento fascista. Graduado na Fundação Escola de Sociologia e Política, de São Paulo, sua formação jornalística, segundo ele próprio, deu-se na imprensa escrita.
Em 2005, lançou em parceria com a jornalista Maria Helena Passos Plim-Plim – A Peleja de Brizola contra a Fraude Eleitoral (Editora Conrad), livro-reportagem sobre o Caso Proconsult, uma tentativa de fraudar as eleições para governador do Rio de Janeiro em 1982.
No meio eletrônico, Amorim abriu o escritório da Globo em NY – depois passou por Band, Cultura e Record, onde permanece, apresentando o programa Domingo Espetacular. Inaugurou as coberturas em tempo real para webTV no antigo Zaz e estreou com o multimídia UOL News em 2000. Hoje, hospeda no IG seu site Conversa Afiada.
O jornalista acredita que a imprensa “trabalhou, trabalha e trabalhará” pela abreviação do mandato do presidente Lula e que a mídia é antitrabalhista, e portanto anti-Lula, desde a era Getúlio. Mas crê que o mundo das comunicações dá vários sinais de que está em processo de mudança no país. Amorim deixa claro que não gosta de FHC, da Globo, da imprensa farisaica, do Ronaldinho “Fenômeno”, de quem fala mal do Rio de Janeiro e de nordestinos. O que ele realmente gosta é de confusão.

A TV ainda é o veículo mais influente sobre a sociedade não-organizada. Como você vê o desempenho da TV brasileira na formação da inteligência dos cidadãos?A TV brasileira não nasceu para isso. Ela copiou o modelo americano, que se opôs ao inglês. O modelo inglês veio do rádio. A BBC rádio inspirou a criação da televisão. A certa altura da história americana, com o presidente Roosevelt, o governo teve de escolher entre fazer televisão pública ou privada. Roosevelt escolheu televisão e rádio privados porque ele tinha 100% dos jornais americanos contra ele. Então, fez um acordo com os donos de emissoras e deixou a legislação correr na linha da privatização para poder chegar ao povo americano. Roosevelt fez uma reforma institucional muito importante do ponto de vista dos programas sociais. E essa opção política casou com os interesses econômicos nos Estados Unidos de tal maneira que, quando a televisão saiu da costela do rádio, ela já era uma televisão privada.

E o Brasil?Já saiu inspirado pelo modelo americano. A televisão brasileira já nasceu com o grande conglomerado do Chateaubriand, que foi substituído pelo conglomerado Globo. E a cumplicidade, o vínculo entre o Estado brasileiro e a Rede Globo foi tão profundo que se chegou a uma situação que durante muito tempo permitiu que a Globo, com 50% da audiência, tivesse 75% da verba publicitária – uma situação sem paralelo num regime democrático. Essa anomalia que fez com que a TV brasileira não só não desempenhasse o papel de formar os brasileiros como também se tornasse um monopólio virtual, na prática, de um único grupo de televisão, um grupo conservador e que interfere no processo político sempre no lado não-trabalhista.

A que você atribui esse desempenho? Competência estratégica empresarial?Foi uma combinação. Beneficiou o regime militar e foi explorada empresarialmente muito bem por Roberto Marinho, que conseguiu sufocar os concorrentes, e escolher os concorrentes. A certa altura do governo Geisel, Roberto Marinho escolheu os adversários. Escolheu o grupo Manchete e o grupo Silvio Santos. Ou seja, ele não só criava as condições que o beneficiavam como escolhia com quem queria brigar.

Como essa situação começa a mudar?O que muda agora são três fenômenos paralelos. Um é que pela primeira vez a Globo tem um adversário com grana, a Record. Pela primeira vez tem um adversário com dinheiro para enfrentá-la no terreno dela, que é a telenovela. Segundo lugar: pela primeira vez na história do Brasil o governo não é amigo dela. Para o meu gosto, o governo Lula trata a Globo bem demais, mas não como a tratavam Fernando Henrique, José Sarney, e todos os governos militares.
Mas há quem diga que o ministro das Comunicações, Hélio Costa, é um braço da Globo no governo.Não, porque o poder saiu do Ministério das Comunicações. O poder hoje está nas mãos de Dilma Rousseff (ministra-chefe da Casa Civil).
E terceiro...A democratização do acesso através dos meios de comunicação via internet.
Guardadas as devidas limitações da exclusão digital.Claro, mas elas estão diminuindo. Tem aí o computador popular, a instalação de computadores nas escolas públicas, as lan houses. Está acabando o monopólio. Vem aí a revolução do vídeo na internet. Essa coisa monolítica Jornal Nacional-falou-tá-falado não é mais assim, não. Eles deram o golpe no primeiro turno, mas não conseguiram no segundo. Alckmin teve no primeiro turno mais votos que no segundo. E Lula teve contra Alckmin mais votos do que contra Serra.
Fale um pouco da sua história, da sua formação profissional.Eu me formei em imprensa escrita. Fui para a televisão com mais de 40 anos. Minha carreira chegou num ponto em que eu não tinha mais para onde ir na imprensa escrita. Fui trabalhar primeiro na TV Manchete, depois na Globo, e depois fui para Bandeirantes, Cultura e hoje Record. Minha formação é de jornalismo escrito e por acaso eu me dei bem em televisão. Deus me beijou na testa e eu tenho facilidade de me comunicar com a câmera, portanto, com o público. Mas minha escola jornalística é a do Mino Carta na Veja. É uma coisa quase pré-histórica.
Você diz que a Veja é uma revista de direita.Isso é quando eu estou bonzinho, generoso. A Veja hoje é o boletim do fascio. O Mino repudia a Veja.
Como você avalia sua conduta profissional nas eleições, no pós-eleições, na relação com a política?Por causa do meu trabalho de televisão, procurei ser um jornalista, digamos, não-engajado. Porém, a certa altura, achei que meu trabalho na TV Record, nesse programa Domingo Espetacular, me permitia fazer uma escolha. Eu não pretendo mais ter um papel de jornalista que mexa com política e economia numa televisão aberta. Para isso criei um site, o Conversa Afiada, hospedado no IG, que tem lá, para quem quiser ler, uma seção chamada “Não coma gato por lebre”, em que estabeleço com muita clareza quais são as minhas inclinações. Não gosto de FHC, Daniel Dantas, Rede Globo, imprensa farisaica, do Corvo do Lavradio (Carlos Lacerda), Ronaldo dito “o fenômeno”, Flamengo – sou Fluminense –, de quem fala mal do Rio, de quem fala mal de nordestino, de Brasília, de pós-moderno, de Dry Martini com uma gota a mais de Martini, de filme de terror, de Amsterdam Avenue, de urna eletrônica e de gatos. Não engano ninguém.
Existe imprensa independente no Brasil?A imprensa escrita brasileira, com exceção da CartaCapital, trabalhou, trabalha e trabalhará para abreviar o mandato do presidente Lula. Isso eu quero dizer que é o Estadão, a Folha, o Globo, o Zero Hora, para falar dos quatro principais jornais do país. Com a eleição do presidente Lula, caiu a máscara. A imprensa conservadora brasileira tem tradição de ser antitrabalhista, militou contra Getúlio Vargas, contra Juscelino, contra Jango. Roberto Marinho contribuiu para sujar a imagem do Rio de Janeiro com o objetivo de prejudicar os dois governos de Leonel Brizola. Essa imagem que o Rio tem hoje, de ser a capital da violência, combinação de Chicago com Medellín, é produto da Rede Globo. Agora, elegeu-se um trabalhista, e eles começaram a militar contra. Como diz a professora Marilena Chaui, a campanha do impeachment começou no dia em que Lula tomou posse. Eu criei um índice, o IVDL, o Índice Vamos Derrubar o Lula. A imprensa brasileira, sobretudo a escrita, com exceção da CartaCapital, é engajada, partidária.
A democratização do acesso à informação pode contribuir para o jornalismo independente ou derruba de uma vez por todas o mito e cada um vai assumir sua posição publicamente?Quando você fala em jornalismo independente, eu penso em um jornalismo desligado dos grandes grupos. E com o mínimo de recursos, muitas vezes. Hoje, com uma câmera de celular você filma. Não esqueça que a execução de Saddam Hussein foi gravada com celular e divulgada pelo Google. As redes de televisão dos Estados Unidos estavam pensando no que fazer com o vídeo, e o Google já tinha botado no ar. A eleição para o Senado americano foi decidida com um celular. O famoso senador que chamou um indiano de macaco perdeu a eleição porque foi para o YouTube.
Além da Internet, há outros espaços para democratização?Os outros espaços estão na educação. No acesso do pobre à educação, associado ao acesso ao computador.
Uma discussão que vem sendo feita nos movimentos sociais é um plano governamental para a democratização da comunicação.Eu acho que o movimento sindical brasileiro, o PT e o governo Lula bobearam. Eles menosprezaram o poder da imprensa conservadora. Nenhum dos três teve peito para enfrentar a imprensa conservadora e criar uma imprensa alternativa. O Brasil é o único país razoavelmente sério do mundo que não tem um jornal trabalhista. Um La República, um El País, não tem no Brasil. Culpa do movimento trabalhista, e aí eu incluo o PT, os sindicatos e o governo Lula. O governo achou que ia chamar a Globo, encantar a família Marinho. Eles são contra Lula desde Getúlio Vargas. Quando Getúlio morreu, o povo foi para a rua e fechou o jornal O Globo. A família Mesquita é contra Lula desde o Getúlio Vargas. Outro erro que o PT cometeu, que Lula cometeu, foi achar que eles eram diferentes dos trabalhistas, Getúlio, Jango, Brizola. Para os conservadores, não tem diferença. A diferença é a seguinte: o que é o problema número um do Brasil? A carga tributária ou a distribuição da renda? Essa é a questão. É como nos Estados Unidos. George Bush é a favor de tirar imposto de rico e Clinton é a favor de distribuir a renda. Aqui no Brasil, Getúlio, Jango, Brizola e Lula querem distribuir a renda. Do outro lado, Fernando Henrique Cardoso, José Serra, que pode ter todas as idéias de esquerda, mas se comporta como homem de direita. Não me interessam as idéias do Serra, me interessa a prática do Serra.
E Aécio? Ciro Gomes?Eu quero falar de tucano, eu não gosto é de tucano (risos). Mas é preciso ficar claro o seguinte: acredito em pluralidade, em livre confronto de idéias, que os mais capazes sejam mais bem remunerados, não sou a favor da estatização dos meios de comunicação, tenho muitas simpatias por um regime econômico de mercado, me considero uma pessoa bem-sucedida nesse regime. Acho que ele precisa ser policiado, precisa de regras, disciplina.
Não precisa ser selvagem.O capitalismo sabe ganhar dinheiro, mas não sabe distribuir. Então tem de haver mecanismos pelos quais seja possível distribuir dentro do regime da livre-iniciativa. Tem de haver um entrechoque entre os que são a favor de reduzir impostos e os que são a favor de distribuir renda. Cinco anos um, cinco anos outro, e por aí vai. Isso é democracia. Não pode é ser sempre de direita. Mas o que eu gosto é de democracia, de confronto, de pau. Fui formado assim, sou filho de uma família de classe média baixa e passei a minha vida lutando, eu gosto disso. O que não gosto é de pensamento único. E durante a hegemonia do neoliberalismo, codificado por Margaret Thatcher e por Ronald Reagan, e aqui imposto por Fernando Henrique e a imprensa que o cerca até hoje, criou-se um sistema de pensamento único. É isso que eu acho que tem de ser desmontado. Acho que essa é minha modestíssima contribuição como jornalista. Não significa que eu seja petista, socialista, nada. Sou apenas um jornalista que gosta de confusão.
Você acredita que os meios de comunicação podem caminhar para um futuro em que tenham maior compromisso humanista?A idéia que vem por aí é a seguinte, professor. É a desprivatização dos jornais. Um cara chamado Steven Rattner (banqueiro e investidor que já foi repórter do NYT e hoje administra o Quadrangle Group, empresa de investimentos em meios de comunicação) defende a seguinte tese: a democracia precisa de jornal independente, objetivo, que não pode tomar partido. Toma partido na página de opinião e o resto é fato, fato, fato. Aqui nos jornais brasileiros até o horóscopo é partidário, a previsão do tempo. A livre-iniciativa não tem grana para fazer bons jornais independentes. Não se esqueça de que o setor industrial que mais sofre hoje no Brasil é o da imprensa escrita, e é por isso que eles têm esse mau humor. Rattner diz que precisamos criar um novo modelo de negócios para sustentar os jornais. Qual? Fundos públicos, doações de bilionários caridosos e humanistas, fundações, sistema de subsídios, como na BBC. Essa combinação deverá garantir um número mínimo de jornais independentes. É o que ele chama de desprivatização dos jornais. E eu acho que é para isso que nós vamos.
Os brasileiros têm condições de saber o que está acontecendo na América do Sul através dos nossos jornais?Não, a nossa cobertura internacional é grotesca. Os jornais brasileiros não prestam. A rigor, não tem o que ler. Começa que cinco páginas são dedicadas à reforma ministerial que non me ne frega niente. Que me frega quem vai ser ministro das Cidades? Não muda a natureza do café que eu tomo no boteco, com mais ou menos açúcar. Se Marta vai ser ministra, que me interessa? Faça uma enquete na rua e pergunte o nome do ministro das Cidades. Ninguém sabe, e é bom que não saiba, não precisa saber, não interessa. Por que eles fazem isso? Para demonstrar que Lula não sabe decidir. Era uma coisa que se dizia de Getúlio também. Ele ficou com a fama de que criou a frase “deixa estar para ver como é que fica”. E foi o homem que mais mudou as estruturas sociais do Brasil. E ele mudou o país, mudou o Código de Minas, a lei de gestão do trabalho, criou a Petrobras, a Eletrobrás, mulher passou a votar.
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E o debate da redução da maioridade penal?Sou a favor da redução, acho que a lei penal brasileira é frouxa, a lei de execuções penais é frouxa. Acho que político brasileiro tem medo de bandido e sou a favor de uma lei muito mais rigorosa. Agora, tem causas sociais, tem de mandar o cara para a escola, tem de fazer um apoio para a comunidade, uma série de coisas. Mas a primeira coisa é mudar o Código Penal.

Há vagas para carreiristas!
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Nos primórdios do PT, havia uma preocupação com as lideranças que buscavam o partido para fazer carreira. Cruel é o destino, hoje o carreirismo é uma das marcas constitutivas do PT.
Até para atrair novos líderes o partido poderia lançar um campanha com o slogan "HÁ VAGAS PARA CARREIRISTAS".

ELEIÇÃO PARA A CÂMARA
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Os Partidos já pensam na próxima composição da câmara de vereadores. E para isso já vão afiando seus candidatos.
O PMDB vai brigar para manter suas três vagas e quem sabe conquistar uma quarta. PP e PFL vão brigar para manter as quatro que possuem.
PT, PPS, PSB, PDT, PTB. PSDB e PR vão fazer uma briga de foice para conquistarem as outras duas vagas que sobrarem. São sete partidos para apenas duas vagas, não vai ser moleza, já tem gente fazendo campanha a mil por hora.

O VEREADOR TUCANO
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O PSDB em Caçador deve estar avaliando como um grave equívoco, no último pleito não ter tido um boa nominata para concorrer a câmara municipal. No próximo pleito provavelmente vão brigar com unhas e dente para fazer ao menos um representante no legislativo.
Na hipótese de um segundo mandato do prefeito Saulo provavelmente os tucanos vão querer navegar em mares menos tormentosos.

PENSANDO PEQUENO
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Somos todos solidários com a articulação para trazer um CEFET para Caçador, mas gostaria de ver um movimento sério e forte para termos um campus de uma universidade pública em Caçador. Até entendo a empolgação com um CEFET, mas convenhamos os seus beneficios serão modestos.
Um campus de uma universidade pública, estadual ou federal, geraria um beneficio muito maior para nossa cidade, que a tão sonhada escola técnica. Mas aparentemente o sonho do pessoal é pequeno, para buscar uma universidade pública a própria ambição teria que ser bem maior.

SE PRECISAR DO SUS, BOA SORTE!
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Assumiu o novo ministro da Saúde, indicado pelo falastrão governador do Rio de Janeiro. Quais são as suas primeiras medidas para melhorar os serviços públicos de saúde? Até agora nada, e nós próximos dias não sei, e se você precisar?
Até agora o governo do "Brasil de todos", não viablizou um atendimento de saúde digno para os brasileiros. É o caso exemplar de falência, federal, estadual e municipal, nunca a saúde pública foi colocada num plano tão secundário.
Queira Deus que você não precise do SUS, se precisar lhe desejo sorte, você vai precisar.

PALLOCI E GENOÍNO
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O outrora todo-poderoso ministro da fazenda do primeiro governo Lula, Palloci, exerce com discrição, o mandato de deputado federal. Outro que segue seus passos, é José Genoíno, reluzente estrela do PT no parlamento, em outros tempos, agora segue um mandato apagado e distante dos holofotes que sempre adorou.

Coluna do Rafael Seidel
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Festa do Município
Deixando as preferências políticas à parte, o que se viu na Festa do Município deste ano foi realmente uma tentativa frustrada de levar o público ao Parque das Araucárias para a comemoração dos 73 anos de Caçador. No primeiro dia, poucas pessoas e atrativos fracos. No segundo dia, à tarde, Silker Show, uma atração destinada às crianças, se apresentou para umas 30 pessoas, dentre as quais, umas 10 crianças. À noite, o público correspondeu e mais de 12 mil expectadores viram a banda Titãs e o caçadorense André Jean. Já no domingo, a festa estava praticamente morta e a chuva atrapalhou ainda mais. Nem a tentativa de se fazer um bolo gigante deu certo. Alguns comentários já postados no Portal Caçador On line mostram o que os caçadorenses estão achando da comemoração.
“Nem lembrei”
Frase do secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Gilmar Ramos, para dizer que não tinha nem pensando na imprensa de Caçador, responsável pela divulgação da Festa. Na verdade, nem uma sala para os profissionais trabalharem foi providenciada. Havia apenas um computador colocado ao lado dos equipamentos da rádio, mas sem internet.
Deselegância
Em pleno aniversário do Município, uma das lideranças que também tem trabalhado pelo desenvolvimento de Caçador, o secretário Regional Valdir Cobalchini (PMDB), mesmo comparecendo ao Desfile Alegórico, não foi chamado para compor o palanque oficial. Ficou no meio do público, assistindo ao evento.
Deselegância I
Uma clara deselegância por parte de uma Prefeitura que vem sendo atendida pelo Governo do Estado, representado em nossa região pelo secretário Cobalchini. Aliás, fazem poucos dias que Saulo participou de uma maratona de inaugurações de obras com dinheiro do Estado. Este tipo de atitude lembra de mesquinharias da política antiga, que já parecia superada em nossa cidade.
Desculpa?
Do prefeito Saulo Sperotto na inauguração da Câmara: "Se não houver uma mudança rápida nisso (ele falava que a minoria dos impostos fica em Caçador, apenas 15%, sendo que o Governo Federal recebe 65%), vai ser muito difícil para nós darmos uma boa qualidade de vida para a nossa população. Por isso, tenho que ir para Florianópolis e Brasília, buscar recursos para o nosso Município".
Será?
Parece que esta coluna errou. Acordos dos bastidores do Partido dos Trabalhadores podem levar para a candidatura a prefeito o empresário Assis Pereira. Na verdade, ele pode vir a compor uma chapa pura, com o vereador Marcos Creminácio como vice.
Ladeira abaixo
E a disputa entre o vereador Beto Comazzeto (PMDB) e o vereador e secretário de Infra-Estrutura, Itacir Fioreze, o Fically (PP), em torno do uso de máquinas em locais particulares pode acabar fazendo o projeto de ambos de um dia serem prefeitos virar água.

SEXO ONLINE


sábado, 24 de março de 2007

Um palanque na Esplanada
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Tancredo Neves ensinava que não se deve nomear quem não se pode demitir. Por isso, não nomeava parentes - nem seus, nem de amigos mais próximos. Se precisasse tirá-los, por alguma razão funcional, criaria uma crise doméstica.
No governo que não chegou a assumir, evitou colocar em seu ministério (herdado por Sarney) potenciais candidatos à sua sucessão. Como demiti-los sem provocar uma crise política na sua própria base? Por essa razão, manteve à distância de seu staff o nome mais influente de seu partido, Ulysses Guimarães.
Lula não segue essa sábia lição. Acaba de nomear para o Ministério do Turismo a ex-prefeita Marta Suplicy, que chega ruidosamente como pré-candidata a dois cargos de primeira linha: a prefeitura paulistana, em 2008, e à sucessão presidencial de 2010. E chega pedindo que sua pasta, secundária no espectro ministerial, seja incrementada, pois, do jeito que está, não funcionará como plataforma eleitoral.
Ora, se não atender à ministra, inflando o cofre de sua pasta, Lula abrirá frente de atritos com ela própria e com os que a querem disputando aquelas eleições. Se atendê-la, brigará não apenas com os demais candidatos potenciais de sua base, como com os demais ministros, que se sentirão desmerecidos politicamente.
Outro axioma está sendo aí ignorado – desta vez por Marta: o de que não se deve colocar a carroça adiante dos bois. Sabe-se que, em política, açodamento resulta em antecipação da guerra. Sucessão presidencial é guerra. Quem primeiro se expõe ao sol e ao sereno é o primeiro a ser bombardeado, por todos os lados.
O ex-ministro José Dirceu, que no curto período em que exerceu o poder mostrou ignorar como poucos os seus mistérios, precipitou-se e pagou caro por isso. Assumiu a chefia da Casa Civil como superministro, candidato ostensivo à sucessão. Saiu pela porta dos fundos, cassado, na segunda metade do mandato.
Fazia questão de ser visto e identificado como o ministro que mandava no presidente. O Superzé. Dava entrevistas em tom agressivo, mandava recados duros aos correligionários, ocupava ostensivamente todos os espaços.
Brigava em público com os ministros da área econômica, querendo impor-lhe diretrizes, como se estas emanassem do próprio presidente da República. Não emanavam, como se viu depois.
Dirceu chegou a incluir-se em todos os grupos de trabalho interministeriais formados para dar agilidade a projetos governamentais. O resultado é que, não sendo ele o super-homem, não comparecia à maioria das reuniões, e aqueles grupos, idéia engenhosa, acabaram não funcionando.
A história ensina que as eminências pardas são, acima de tudo, discretas. Aparecem o mínimo possível – e falam ainda menos. São, acima de tudo, eficientes. Agem – e muito – na sombra. Não se gabam de influir: apenas influem. A ministra Dilma Roussef, sucessora de Dirceu na Casa Civil, exerce influência bem superior à dele, e o faz sem ostentações.
Com Dirceu, Lula viu-se na circunstância que Tancredo recomendava evitar. Não tinha coragem de demiti-lo. Caíra na cilada de nomear alguém que lhe infundia temor reverencial. Já na primeira mancada de Dirceu, o escândalo Waldomiro Diniz, Lula teve que absorver o desgaste da situação por não ter peito para defenestrá-lo.
Ninguém duvida de que, fosse outro o ministro, e Lula teria estancado aquela hemorragia na hora, demitindo-o. Não o fazendo, submeteu-se a um longo período de anemia política, que desembocou na crise do Mensalão, que quase o leva ao impeachment.
Com Marta, Lula reincide no erro de nomear alguém que sonha com o seu lugar. Alguém que não fará do cargo que ocupa uma instância de assessoria administrativa do presidente (como deve ser um ministério), mas um palanque estratégico para funcionar como atalho para o próprio Palácio do Planalto.
Terá nela um adversário íntimo – e um ministro a menos.
Ruy Fabiano é jornalista

INGÊNUOS E ARROGANTES
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Lembro do ano de 1989, eu então com 16 anos, e mais alguns milhares de jovens usávamos garbosamente uma camiseta MEU PRIMEIRO VOTO É PRO PT. Tínhamos a certeza típica dos arrogantes, de que o PT era a salvação do mundo e Lula era o líder genial, que levaria o país no rumo do socialismo democrático e da igualdade social.
Não havia poste, árvore onde não colocassemos um cartaz do nosso guia, não havia muro que não pedíssemos, podemos pintar Lula presidente?
Hoje olhando distraidamente com quem o presidente governa, penso com os meus botões, como éramos ingênuos. Ingênuos e arrogantes.

QUEM NÓS SOMOS?
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Deu no Blog do Noblat:
"Retrato do internauta brasileiro
O Brasil tem 32,1 milhões de internautas interessados especialmente em aproveitar os benefícios da Rede para a educação e aprendizagem. Os usuários são jovens, com média de 28 anos de idade, 10,7 anos de estudo e renda três vezes superior à média da população. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fazem parte de um suplemento da Pesquisa por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2005 e traçam um panorama do uso da web e da telefonia celular no país. Leia mais aqui"

CONHEÇA OS BLOGUEIROS QUE NOS APÓIAM
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Blog do Gian
Blog do Mello
Blog do Noblat
Blog do Noel
Blog OXI...GÊNIUS !?
Contos da Escola
Pobre Virtual

OPINIÃO
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O amigo Márcio Appi deixou um comentário instigante na postagem que fiz sobre o futuro do PT em caçador. Segue a íntegra da postagem:
"Márcio José Appi disse...

Acredito que o PT está pronto para governar Caçador desde o Pleito passado (2004), o que está faltando é simplesmente o comprometimento de seus filiados, acreditar que o partido é realmente uma força política. É preciso ainda, livrar-se do ranço político, deixar de ter medo deste que não leva e nunca levou a nada. Abdicar de interesses particulares, e abraçar os interesses de Caçador, isso sim é ser caçadorense. 2008 trará consigo, os ventos da mudança. "

OS MOVIMENTO SOCIAIS FICARAM DE FORA
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Na montagem do segundo governo Lula, mais uma vez os movimentos sociais ficaram de fora. Em um passado, não muito remoto, esses movimentos foram o esteio de fortalecimento do PT, agora o presidente prefere outros interlocutores, normalmente intimamente ligados aos partidos tradicionais, e a entidades de caráter indubitavelmente conservadoras.
Entendo até como justo, o que tem acontecido, se for verdade que o presidente deseja realmente uma distância maior do seu partido, natural é, que também se afaste desses movimentos. Inconveniente se tornou para o governo federal o vínculo ainda existente do PT com esses movimentos sociais.
Em breve, quem tanto apoiou o atual presidente, pode ser simplesmente catalogado, como mais um entrave para o crescimento, como tem acontecido com os ambientalistas por exemplo.

sexta-feira, 23 de março de 2007

O NOVO MINISTRO DA JUSTIÇA
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Tarso Genro é o novo ministro da justiça. É famoso por ter um ego avantajado, e uma história de confrontos dentro do PT. Os Dirceuzistas gostariam de ver Genro despachando no seu escritório em Porto Alegre, e não no ministério da justiça.
Tarso Genro sonha com um PT, sem a hegemonia do grupo de ex-ministro Zé Dirceu, mas este tem muita força dentro do PT. Seu grupo político tem ramificações em todos os estados e controla muitos diretórios municipais do PT, além de sindicatos fortes, e exercer força em vários diretórios estaduais do PT, e controlar o mais forte deles, o de São Paulo.
Diante disso não surpreende que o ministro Tarso Genro acabe tendo que dirigir o Ministério da Justiça em constante confronto com os Dirceuzistas, que recentemente conseguiram a indicação do dois ministros, Marta Suplicy e Franklin Martins.

quinta-feira, 22 de março de 2007

ESTUDANTES SE MOBILIZAM NO PAULO SCHIEFFLER
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Acaba amanhã, o prazo para a inscrição das chapas para concorrer ao grêmio estudantil do Paulo Schieffler. Duas chapas vão se inscrever.
É motivo de muita alegria saber que a gurizada, vai manter a história de outros tantos estudantes, que pela escola passaram e mantiveram o grêmio atuante. Parabéns também ao professor Zézinho sempre pronto e atuante para estimular os alunos a se organizarem.
Façam uma campanha bonita nos próximos dias, e depois vamos colocar o grêmio para funcionar a pleno vapor. Um abração a todos.

TUDO PELA VOLTA AO PAÇO MUNICIPAL
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Peemedebistas, esperançosos, em voltar ao paço municipal decidiram aumentar a oposição discursiva ao prefeito Saulo, e o cordão é puxado pelo vereador Alcedir Ferlin. Vejam suas palavras na Câmara.

  • “Do prefeito, nenhum projeto real que tenha beneficiado a população, exceto da Festa do Município com os portões abertos, mas isso é mesmo uma obrigação do poder público, já que o cidadão paga os impostos e teria o direito de ter essa festa de graça”
  • “ta mal e o prefeito está cheio de boas intenções, mas de boas intenções diversos lugares estão lotados”.

PARABÉNS PEDRO SIMON II
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Veja parte do embate entre Simon e Collor
http://www.youtube.com/watch?v=BVW8hXl4PPo

CARGA TRIBUTÁRIA


COLUNA DO RAFAEL SEIDEL
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Lenha na fogueira
O vereador Alcedir Ferlin jogou ainda mais lenha na fogueira nas discussões de ontem acerca do uso das máquinas na Prefeitura em terreno particular sem autorização da Câmara. Ele afirmou que a Prefeitura só lança projetos de fantasia e que não viu nenhuma ação por parte do Executivo.
Lenha na fogueira I
“Do prefeito, nenhum projeto real que tenha beneficiado a população, exceto da Festa do Município com os portões abertos, mas isso é mesmo uma obrigação do poder público, já que o cidadão paga os impostos e teria o direito de ter essa festa de graça”, declarou Ferlin na sessão desta segunda. Ele afirmou ainda que a Prefeitura “ta mal e o prefeito está cheio de boas intenções, mas de boas intenções diversos lugares estão lotados”.
Festa
O vereador Deoclides Sabedot também usou a palavra para afirmar que para fazer a Festa do Município em Calmon, cascalhando estradas para realizar um evento, o prefeito foi bom, mas para fazer as obras aqui em Caçador está difícil. Ele se referiu a melhoria da estrada que leva até a chácara do Jair Carneiro, onde foi realizado um rodeio, que já fica nas terras do município vizinho.
Reclamação
Além disso, esta questão já foi tema de reportagem neste Portal, onde os moradores e donos de terras da estrada que fica à direita desta onde os rodeios são realizados, e que leva até o município de Timbó Grande, estão indignados com a situação da mesma, afirmando que as máquinas nem ao menos passaram pelo local, mesmo estando tão próximas por um bom tempo.
Encurralado
Pelo jeito, mais uma vez, o prefeito Sperotto está encurralado pelos vereadores de Caçador. Depois de ter colocado máquinas trabalhar no terreno da Reunidas, sendo alvo de um processo no Ministério Público, ele agora está diante da mesma situação, só que com uma diferença: da outra vez ele não sabia que não era certo. Agora, com o alerta do MP ele já sabe.
Médicos
E o projeto dos médicos, que chegou à Câmara há pouco mais de uma semana, não foi votado nesta segunda. Mesmo assim, estavam presentes representantes da classe de saúde, para ouvir alguma coisa a respeito de uma possível data de aprovação. Segundo presidente da Casa, Gilberto Gonçalves, a Comissão de Constituição e Justiça está analisando, sendo que depois ele passará para a Comissão de Finanças e por último para a de Saúde. A sua votação provavelmente deverá sair nos dias 2 e 3 de abril.
Médicos I
Aliás, com a calorosa discussão acerca dos acontecimentos com as máquinas da Prefeitura, quase que uma explicação, para os presentes interessados no projeto dos médicos, não aconteceu. O vereador Marcos Creminácio teve que pedir a palavra e enfatizar que as pessoas estavam ali e pediu quando ele provavelmente seria votado.
Segurança
Gonçalves ainda aproveitou para dizer que não pode mais sair em festas em Caçador já que não se sente mais seguro. Segundo ele, está recebendo ameaças e está se sentindo com medo de aparecer em público, sob pena de “ser abordado por alguma daquelas pessoas que se favoreceram quando aprovamos o projeto aqui nesta casa”. O presidente se referiu ao projeto da Guarda Municipal que foi aprovado até mesmo pelos vereadores da oposição.

Charge


A leitura
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Confira a entrevista:
http://www.youtube.com/watch?v=KaJLn4TIN2M

quarta-feira, 21 de março de 2007

PARABÉNS PEDRO SIMON

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Parabéns ao Senador Pedro Simon, que ocupou a tribuna do senado hoje, para lembrar a todos que Collor foi cassado, por ser o que é um CORRUPTO.

Entrevista de Roberto Damatta
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Veja a entrevista do sociólogo Roberto Damatta a TV Câmara
Roberto Damatta

terça-feira, 20 de março de 2007

Desastre na educação
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O tucanato paulista está em pé de guerra. Diferentes alas do partido tentam empurrar para a rival a culpa pelo ocaso da educação no Estado de São Paulo.
O ex-ministro e hoje deputado federal, Paulo Renato Souza, ataca a falta de continuidade nas políticas educacionais e lança algumas farpas sobre a ex-secretária estadual Rose Neubauer. Rose critica sem meias palavras seu sucessor, Gabriel Chalita. E Gabriel culpa mais ou menos a todos, inclusive pais de alunos. A atual secretária, Maria Lucia Marcondes Carvalho Vasconcelos, que não tinha entrado na história, preferiu acusar a periodicidade do sistema de ciclos e determinou sua redução de quatro para dois anos.
O péssimo desempenho dos estudantes paulistas é uma responsabilidade à qual o PSDB não tem como furtar-se. Nossos piciformes líderes administram o Estado desde 1995 (duas gestões de Mário Covas e uma de Geraldo Alckmin) e seguirão no comando (através de José Serra) pelo menos até 2010. Desta vez, não dá para tentar incriminar a oposição.
Nesse período, a rede estadual de São Paulo viu despencar sua colocação no "ranking" do Saeb (exame do governo federal). Em 1995, os alunos da 8ª série obtiveram o segundo lugar na prova de português e quarto na de matemática.
No exame de 2005, as respectivas posições foram 7ª e 10ª. Movimento semelhante ocorreu em relação aos estudantes do terceiro ano do ensino médio.
Em 95, eles também obtiveram a segunda e quarta colocações nos testes de português e matemática. Em 2005, ficaram em 8º e 9º. Também houve piora na posição das crianças da 4ª série.No Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2006, nenhuma das escolas estaduais regulares de São Paulo obteve nota superior a 50%. Pior, a média dos alunos que cursaram a rede pública ficou em 36%, contra os 54% dos que estudaram em colégios particulares.
Como sempre ocorre nessas situações, as autoridades acusaram os suspeitos de sempre: a incorporação de mais crianças ao sistema de ensino _a virtual universalização do ensino fundamental, que teve lugar em meados dos anos 90_ e a progressão continuada ou sistema de ciclos, que substituiu a aprovação anual por um regime em que a promoção ou repetência só ocorre ao final de cada ciclo, isto é, na 4ª e na 8ª séries.
É claro que trazer mais gente para a sala de aula --em especial crianças marginalizadas das periferias, que eram as que ainda não haviam sido incluídas na rede-- tende a produzir impactos negativos sobre a nota média. Só que não foi apenas São Paulo que juntou mais mais gente no sistema. O mesmo fenômeno se verificou em todas as unidades federativas. Assim, o fato de o Estado mais rico do país ter caído no "ranking" exige explicações adicionais.
É aí que entra a progressão continuada. Embora exista em toda parte do mundo, com experiências que remontam aos anos 40 (Reino Unido), ela virou, por estas bandas, uma espécie de bode expiatório para todas as ocasiões. Se a garotada não aprende, a culpa é da progressão. Se os índices do chamado analfabetismo funcional não dão sinal de cair, responsabilize-se o sistema de ciclos. Daqui a pouco ele será o vilão até do aquecimento global.Não há dúvida de que ocorreram inúmeros problemas na implantação dos ciclos no Estado. Eu não hesitaria nem mesmo em classificá-la como desastrosa. Mas é demais tentar atribuir a uma política adotada na educação fundamental os insucessos verificados no ensino médio. Nesta fase, o aluno é avaliado a cada ano e só pode passar para o seguinte se obtiver um desempenho mínimo. Se, por hipótese, um estudante despreparado conseguiu formar-se na 8ª série (o que o regime de progressão não prevê), a escola teve a oportunidade de reprová-lo pelo menos duas vezes antes que chegasse ao terceiro colegial e prestasse a prova do Saeb e/ou do Enem. Se não o fez, a encrenca é ainda maior. O sistema não apenas não consegue ensinar o aluno como é incapaz também de avaliá-lo corretamente.
Como reconhecer nossas próprias falhas é sempre mais difícil do que lançar acusações contra terceiros --especialmente se eles não puderem responder, como é o caso de idéias--, a progressão continuada virou a culpada de plantão. Como conceito, entretanto, ela faz todo o sentido. Se há algo de estranho no mundo da pedagogia, ele está na noção de reprovação. Por que raios um aluno que tenha ido mal em, digamos, língua portuguesa precisa refazer todos os conteúdos de matemática ou ciências, disciplinas em que pode ter se saído bem? Por que alguém que domine 50% da matéria é considerado apto a seguir com os estudos e a pessoa que responde a apenas 49% das questões é reprovada? O que há de tão transcendental nesse 1%?
Essas perguntas se tornam ainda mais candentes quando se considera o estrago que a repetência costuma provocar na vida do aluno. Crianças ainda mais do que adultos costumam pensar e agir em função de rótulos. Quando um jovem recebe a pecha de repetente, tende a desempenhar esse papel ao longo de toda a sua vida acadêmica.
É muito mais razoável que a escola identifique tão rapidamente quanto possível os alunos que não estão assimilando os conteúdos como se espera e procure corrigir a situação. Isso envolve toda uma estrutura de avaliação fina, aulas de reforço e até apoio psicopedagógico com o qual a rede pública não conta.
Pior até, a implantação do sistema de ciclos, que teve início em 1997, foi feita sem o devido preparo. A mudança foi ditada de cima para baixo sem nem ao menos explicar a alunos, pais e professores o que se pretendia. Mestres boicotaram a reforma --com o fim da repetência perderam uma poderosa ferramenta para manter a disciplina. Pais não compreenderam nada quando viram seus filhos "passando de ano" sem nem conseguir ler a contento. Na prática, a progressão converteu-se numa aprovação automática que, embora não explique as grandes deficiências do ensino, ajuda a perenizá-las. Não é à toa que maldizer o sistema de ciclos se tornou tema obrigatório para todos os candidatos da oposição --às vezes também da situação-- ao governo do Estado de São Paulo.Mesmo com tantas e tamanhas falhas, a progressão trouxe teve um importante impacto positivo. Com a diminuição das taxas de reprovação, caiu significativamente o índice de evasão escolar. Entre 1999 e 2004, baixou em 59% o número de alunos que abandonaram o ensino fundamental no Estado de São Paulo. No país, onde a progressão é mais restrita do que em São Paulo, a queda foi de mais modestos 31%.Até aqui, nada de muito novo no front. Como tantas outras vezes, estamos diante do dilema qualidade X quantidade. Se optamos por colocar o maior número possível de crianças na escola e mantê-las ali, precisamos estar dispostos a sacrificar algo da qualidade do ensino. Já erigir a excelência em meta prioritária implicaria investir todos os recursos nos alunos mais dotados e excluir parcela significativa da população. Era mais ou menos essa a situação nos tempos em que os colégios públicos eram disparados os melhores do país. Muitos lembram tal época com nostalgia. Menos amiúde se recordam de que nem sequer a metade dos jovens tinha acesso a eles. Ainda que precariamente, hoje a esmagadora maioria dos brasileiros aprende a ler.
O desafio é encontrar uma fórmula que permita conciliar as virtudes dos dois modelos, isto é, manter praticamente todas as crianças e jovens na escola e, ao mesmo tempo, garantir que pelo menos os melhores alunos tenham acesso a um ensino público de qualidade, que lhes permita disputar vagas nas universidades e no mercado de trabalho em condições de igualdade com os jovens egressos da rede privada. Para fazê-lo seria preciso encontrar um modo de recompensar com mais verbas as escolas com melhor desempenho e permitir que os estudantes com notas mais altas escolham onde vão estudar. O simples fato de introduzir no sistema um pouco de concorrência com "feedback" positivo já coloca no horizonte a perspectiva de que os principais atores (diretores, professores, pais) se mexam, num movimento que poderia resultar em melhoras qualitativas para toda a rede oficial.
O ensino vai mal no Brasil e em São Paulo particularmente. Os tucanos podem e devem tentar encontrar os responsáveis por erros no passado, mas isso não os isenta (bem como aos demais governantes) de adotar medidas para tentar reverter o desastre. A situação é grave e exige mudanças mais profundas do que baixar de quatro para dois anos a duração do ciclos.
Hélio Schwartsman, é editorialista da Folha e Bacharel em filosofia.

SERVIÇOS PÚTRIDOS


Marcos Arruda

Cena Um


Disco 195. Ocupado. Tento várias vezes ao longo de uns 20 minutos. Afinal, trrrrrimmmmmmmmm.
- Cedae, bom dia. Para consertos, aperte 1... para reclamações, aperte .
Quando afinal consigo falar com um ser humano, digo:
- Eu gostaria de dar parte de um escapamento de água na casa no. 107 da Rua João Afonso, no Humaitá. Há vários dias a água escapa por um buraco no encanamento, bem perto do relógio que marca a entrada da água.
- O relógio gira?
- Gira sim. Mas o vazamento já deve ter desperdiçado milhares de litros de água cada dia!
- Para nós isto não importa, porque o inquilino está pagando!

Cena Dois

Salto do carro ao lado de um orelhão duplo, na rua Martins Ferreira. Coloco o cartão telefônico na fenda. O telefone não funciona. Vou para o outro. Mesma coisa.

Pago dois reais para deixar o carro atrás da Cobal. Busco o orelhão próximo à esquina da São Clemente com a Rua Marques. Ele não funciona. Entro na Cobal e busco o orelhão. Ele não funciona.

Martinha, minha irmã, se mudou sábado passado. Havia combinado com a Telemar-Oi de eles fazerem na sexta-feira a transferência da linha da casa antiga para o novo apartamento. Não veio ninguém e ela está sem telefone e sem internet para o fim-de-semana. Ela depende de ambos para o seu trabalho de intérprete.

Interrupções no uso do Velox têm impedido que trabalhemos com a presteza e agilidade que os beneficiários esperam de nós: eu, como consultor econômico, pesquisador e educador, minha mulher como professora e tradutora, meu filho fazendo trabalhos de grupo com colegas, todos nós usando a internet e o correio eletrônico. Em fevereiro passamos cinco dias sem o serviço Velox, que é da Telemar-Oi, privatizada, concessionária monopolista de um serviço essencial nesta e noutras regiôes do país.

Cena Três

Somos vários no ponto do ônibus, na esquina da Voluntários com a Rua Dona Mariana. Várias senhoras esperam pela condução que lhes sirva. Quando afinal o ônibus de uma delas chega perto do ponto, ele vem por fora. Ela se agita. Tem cerca de 75 anos, e não consegue atrair a atenção do motorista com seus gestos ansiosos. O ônibus passa ao lado do que está no ponto e segue adiante, deixando-a para trás, frustrada e impotente.

Chega o meu ônibus. Espero que ele se aproxime do ponto. Ele está atrás de dois outros, que estão parados no ponto. De repente, o trânsito na segunda pista esvazia, o ônibus sai detrás dos outros e arranca, passando ao lado dos outros e enquanto eu fico gesticulando e assoviando no vazio.

Afinal, tomo o ônibus seguinte, uns dez minutos depois. Pergunto ao motorista:

- Está muito quente aqui dentro! Como é que o senhor aguenta trabalhar assim?
Ele coloca a mão no capô do motor e diz:
- Veja como isto aqui aquece. Como é que minha cabeça pode trabalhar bem se está sendo cozinhada pelo calor e pelo barulho durante mais de oito horas por dia?

Os ônibus que servem a cidade do Rio de Janeiro, são construídos sobre chassis de caminhão, pelas grandes transnacionais automobilísticas. Por isso, o motor é na frente e dentro do ônibus, infernizando motorista e passageiros com calor e barulho acima do tolerável. Se a isto se acrescentam os freios mal regulados, que assoviam cada vez que o motorista tem que fazer o ônibus diminuir a velocidade ou parar, temos aí uma combinação literalmente intolerável. Recordemos que as linhas de ônibus são concessionárias privadas da Prefeitura Municipal. É ela a responsável por garantir os bons serviços dessas linhas ao público.

Cena Quatro

Ponho o carro em marcha para descer a rua João Afonso. A rua ainda é calçada com paralelepípedos. Isto não seria problema, se a Prefeitura tivesse um serviço de manutenção alerta e eficiente, como é o caso da Prefeitura de Paris em relação a grande parte das ruas e praças da cidade, que também são calçadas com paralelepípedos. Quando dirijo o carro para o meio da rua, o peito de aço que protege o chassis raspa nas pedras fazendo um barulho arrepiante de metal sendo ferido.

A rua está dilacerada como se tivesse havido um bombardeio aéreo localizado sobre ela. A parte da rua em que moramos é uma ladeira de uns 40 graus de inclinação. Em frente do número 80 existe uma área de pedras deslocadas, colocadas dentro do buraco que as contém sem qualquer arranjo ou fixação. A área cobre metade da largura da rua de uma calçada à outra. Em frente do número 75 existe um buraco sem pedras, de uns 40cm de profundidade e meio metro de largura, bem no meio da rua. Algumas partes da rua apresentam corcovas, pois a terra sob o calçamento deslizou com as chuvas abundantes do mês de janeiro, deslocando os paralelepípedos e facilitando seu desprendimento. Alguns deles estão pousados no meio fio, e alguns moradores e outros motoristas que estacionam nesta rua (professores do Colégio Pedro II e do Pedrinho são os mais frequentes) os utilizam para calçar as rodas a fim de que não deslizem.

A presença desses dois colégios na esquina e no interior da rua João Afonso são um tormento para os moradores da parte alta da rua. Todo dia de aula, de 7h30 às 8h, de 12h30 às 13h e de 17h30 às 18h é quase impossível sairmos de carro porque as vans e os carros que trazem os alunos e alunos bloqueiam o trânsito. Muitas vezes há conflito entre quem sobe e quem desce. Um só carro de um motorista indignado é capaz de bloquear a rua de 10 a 15 minutos, porque ele quer a prioridade de passagem. Os podres poderes do Município jamais tomaram conhecimento das nossas queixas. Os moradores já fizeram abaixo-assinados e petições, sem obter qualquer retorno.

Conclusão

Quanto o Estado é privatizado, corrupto, podre, os serviços deixam de ser públicos para tornarem-se pútridos.

Degelo no Ártico acelera-se e pode aumentar mudanças no planeta
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O degelo no Ártico acelerou-se nas últimas décadas e pode causar uma sucessão de mudanças nas regiões temperadas do planeta, alertam estudos divulgados pela revista Science. De acordo com a pesquisa, há quatro geleiras árticas cujo degelo ameaça aumentar o nível do mar. Esse degelo, segundo outro estudo, deve-se à poluição atmosférica. Segundo Mark Serreze, cientista do Centro Nacional de Dados sobre a Neve e o Gelo na Universidade do Colorado, o desaparecimento do gelo nos mares árticos chegou a um momento "crítico", cujo impacto "não se limitará à região ártica". Segundo Serreze, o acúmulo de gelo nos mares árticos foi negativa desde 1979, quando começaram a ser utilizados satélites para sua observação. O cientista acrescentou que, desde aquele ano, foi perdida uma média anual de aproximadamente 100 mil quilômetros quadrados de gelo como resultado do aumento da concentração dos gases que provocam o efeito estufa. – O Ártico perde muito gelo nos meses do verão, e parece que também está gerando menos gelo no inverno – afirmou. E quando o gelo chega a um estado vulnerável, a situação chega a um ponto de desorganização tamanho que é possível que estejamos avançando rapidamente rumo a um Ártico sem gelo, acrescentou. Serraze disse que, como o aumento das temperaturas registrado nas últimas décadas deve-se à emissão de gases estufa na atmosfera, a curto prazo não se pode prever um fim da diminuição do gelo nos mares árticos. O cientista lembrou que, em geral, a perda de gelo é associada por muitas pessoas a seu efeito negativo sobre a fauna, especialmente sobre os ursos polares, e a sua responsabilidade para a erosão nas regiões litorâneas do Alasca e da Sibéria. No entanto, afirmou, outros estudos também associam a perda de gelo a mudanças nos padrões atmosféricos que provocam aumento ou diminuição das precipitações nos Estados Unidos e na Europa. Outro estudo publicado na Science, realizado por cientistas da Universidade de Edimburgo e da University College de Londres, dá números mais precisos sobre o degelo. Este, aponta, é de 125 milhões de toneladas por ano. Os cientistas Andrew Shepherd e Duncan Wingham afirmam que esse degelo é suficiente para aumentar o nível do mar em 0,35 milímetro por ano. Como prova, apresentam o caso de quatro geleiras antárticas cujo degelo foi detectado mediante observações por satélite e que constituem uma ameaça para os níveis marítimos. Essas geleiras, no leste e no oeste da Antártida, provêm de bacias submarinas que fluem nos oceanos e são vulneráveis às mudanças de temperatura, afirmam. Segundo relatório de cientistas da Universidade Pierre e Marie Curie, em Paris, também publicado pela Science, o aquecimento global está ocorrendo cada vez com maior rapidez no norte do planeta, e se deve à crescente concentração de gases estufa. As fontes de poluição incluem as da região eurasiana, as emissões de navios e os incêndios florestais, apontam. A publicação dos estudos coincidiu com uma reunião científica na cidade de Hannover, Estado norte-americano de New Hampshire, para determinar o impacto do aquecimento global. Segundo os cientistas, o aquecimento é maior em torno da linha do Equador, mas as mudanças que produz nessa altura são menos dramáticas que as que ocorrem nos pólos. As conseqüências das mudanças climáticas, dizem, afetarão todos os habitantes do planeta, cada aspecto da vida humana, e ninguém poderá evitá-las.
Fonte: AGÊNCIA EFE

segunda-feira, 19 de março de 2007

OS SONHOS DO PRESIDENTE E OS SEUS
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Lula sonhou em ser presidente do Brasil e conseguiu, sonhou em ser reeleito e conseguiu. Mas e os seus sonhos estão se realizando?
Falo dos seus sonhos mais simples. Uma nação não pode existir, para realizar os sonhos de um único dos seus filhos.

Banho de Sangue

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A Guerra do Iraque completou hoje quatro anos, são 650 mil civis iraquianos e três mil soldados norte-americanos mortos, aumentouo número de atos de terrorismo no mundo, enfraqueceu o Estado de Direito nos Estados Unidos. Há 140 mil soldados norte-americanos no Iraque que vive uma guerra civil desde a deposição do ditador Sadam Hussein, e Bush quer mandar mais 30 mil.

PT PRONTO PARA GOVERNAR CAÇADOR
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O PT pronto para governar Caçador, mas isso somente em 2020. Até lá, o partido vai ter tempo suficiente, para um longo e profícuo aprendizado. Seria conveniente que não houvesse demora, o tempo passa rápido.
Para o próximo pleito, aparentemente, o partido vai apenas "honrar a tradição" de ter candidato próprio a prefeito.

domingo, 18 de março de 2007

ROSANA HERMAN FALA SOBRE BLOGS
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Protocolo de Kyoto
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O Protocolo de Kyoto foi firmado em 1997, por 157 países, tendo sido originado da Convenção sobre Mudanças Climática realizada em 1992, na Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92, onde resolveu-se estabilizar as emissões de gases efeito estufa, para permitir o desenvolvimento sustentável preconizado na Agenda 21. A meta principal do citado protocolo é reduzir em 5,2% a emissão de gases estufa até o ano 2012, partindo-se dos níveis de 1990, ou seja estagnar a emissão destes gases aos níveis do citado ano.
Em julho de 2001, realizou-se a Conferência sobre Mudanças Climática, em Bonn, Alemanha, na qual os EUA não aderiram. O problema é que os Estados Unidos é considerado o país mais poluidor do mundo, com cerca de 25% da poluição de gases estufa, de forma que as metas pretendidas podem ficar comprometidas, principalmente porque outros países por interesses econômicos venham a acompanhar a negativa dos EUA. Foi estabelecido nesta conferência o “comércio de emissões” onde os países em desenvolvimento com emissões abaixo do permitido podem vender suas “cotas de emissão” aos países industrializados que podem também trocar por plantações de florestas nestes países em desenvolvimento como “sumidouros de carbono”
Os 10 maiores emitentes de dióxido de carbono na atmosfera: 1º EUA; 2º China; 3º Rússia; 4º Japão; 5º Alemanha; 6º Índia; 7º Grã-Bretanha; 8º Canadá; 9º Itália; 10º Coréia.
A última Arca de Noé

ESCOLAS: ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA
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Infelizmente nossas escolas são vistas como espaços de convivência, algo como uma praça de alimentação de um Shopping Center. Antigamente íamos a escola para aprender. Hoje, nossos jovens estão indo para conviver.
A convivência também educa, e, é uma dimensão da escola, mas reduzi-lá a isso, tem sido um equivoco perverso. A dimensão do conhecimento, da aprendizagem, anda ausente de nossas escolas.
Quando vemos os resultados dos exames nacionais do ensino, não deveríamos nos assustar, são apenas uma manifestação da realidade de nossas escolas. Nós professores, também estamos paulatinamente perdendo esse espaço da escola, como espaço do conhecimento, e da aprendizagem.
Tudo isso é profundamente lamentável.

BENTO XVI
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O papa recentemente desaprovou o 2º casamento dos católicos. Triste a constatação de que na entrada do séc. XXI, a autoridade máxima da Igreja, não está nem um pouco receptiva para as proeminentes realidades do mundo.
Em breve o papa vem ao Brasil, e será uma boa oportunidade da igreja brasileira, chamar a atenção do sumo pontífice para a importância da atualização da igreja, diante da realidade que afeta milhões de católicos no Brasil e no mundo.
Pessoas que tiveram insucesso no 1º casamento estão impedidas pelas leis católicas de buscar a sua felicidade, através de um novo relacionamento. Só mesmo uma igreja realmente desencarnada do mundo pode continuar defendendo tal proposição.

Charge


sábado, 17 de março de 2007

O PDT, A PROSTITUTA DA VEZ
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Vendo o PDT aderir ao governo Lula, pensei em um querido amigo, que dizia que o PDT era como uma prostituta, estava normalmente com quem pagava mais. Acredito que nem todos os pedetistas tem essa tendência, de mudar repentinamente de posições.
Esta comportamento, no entanto não é exclusivo do PDT, mas virou parte da nossa cultura política.

NOVAMENTE O AEROPORTO É A OPÇÃO
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O aeroporto continua sendo uma opção para milhares de brasileiros que querem melhorar de vida. É lamentável, que muitos brasileiros prefiram correr os riscos de uma vida no exterior, a buscar uma colocação no mercado de trabalho brasileiro.

Video Sensual: Que Cobrinha!
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http://www.videolog.tv/video?204449

COLUNA DO RAFAEL SEIDEL

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Unidos
Vereador e presidente da Câmara, Gilberto Gonçalves (sem partido), que no Legislativo é oposição ao Executivo, deixou as diferenças de lado na reunião do Cefet, nesta quarta-feira, e conversou por um longo tempo ao pé do ouvido com o prefeito Saulo Sperotto. O assunto: o desenvolvimento de Caçador, através do centro para cursos técnicos.
Unidos I
Aliás, coisa que poucos viram até hoje pôde ser notado na reunião em prol do Cefet. Como se tratava de um projeto amplo, abraçado por diversas entidades, não houve discussões políticas entre Gonçalves e o prefeito Sperotto. Na verdade, eles chegaram a um consenso com a maior facilidade. Tudo pensando em Caçador.
Candidato
“O PT vai manter a tradição e lançará, em 2008, candidato próprio a prefeito de Caçador”. Do vereador petista, Marcos Creminácio, na sessão de segunda-feira, na Câmara. Dentre os nomes mais cogitados e fortes dentro do partido, o ex-presidente do Legislativo ainda mantém a sua posição. Além dele, outro possível nome pode ser o empresário, Assis Pereira.
Frase
“Não queremos praia, queremos tecnologia para Caçador”. Do empresário Gilberto Seleme, na reunião do Cefet, nesta quarta-feira.
Médicos
Continuam as discussões acerca da questão dos salários dos médicos de Caçador. No entanto, o prefeito Saulo Sperotto já garantiu que ou os médicos aceitam o termo de ajuste de conduta imposto pelo Ministério Público ou “eu serei obrigado a abrir um processo administrativo para novas contratações”. O chefe do Executivo ainda revelou que existem muitos profissionais pedindo para trabalhar em Caçador e que a situação será resolvida.
Médicos I
Cá entre nós: essa novela já está indo longe demais. Quem está perdendo com certeza é a população de Caçador, que fica sem atendimento ou é mal atendida por profissionais sem vontade de trabalhar, já que não há uma definição.

O desabafo dos professores
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Gabriel Perissé
Leio na Folha de S. Paulo (06/03) um editorial intitulado "Nota vermelha":
"Quando já não parece mais possível receber más notícias sobre o desastre educacional, eis que elas não param de chegar. A última má nova saiu de um recorte paulistano do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem): nenhuma escola estadual da maior cidade do país obteve ‘nota azul’ na prova. Todas as 621 escolas consideradas tiveram rendimento inferior a 50%.
"O momento é propício para observarmos a educação, em São Paulo e em outros estados. Os instrumentos de avaliação revelam o fracasso. E as más notícias continuarão a chegar, porque problemas educacionais não se resolvem do dia para a noite."
Nas últimas linhas daquele editorial da Folha, pede-se que José Serra se manifeste, pois caberia a ele, neste caso, dar explicações e propor políticas que não façam a educação desaparecer em meio a tantas outras políticas...
Um imenso desânimo
Poderíamos mencionar outros nomes comprometidos com o desastre: o ex-governador Geraldo Alckmin, o ex-secretário da Educação Gabriel Chalita e, ampliando, o ex-ministro Paulo Renato. Haverá outros. Não tiveram todos eles a faca, o queijo, a caneta e as verbas nas mãos ao longo dos últimos anos?
Mas, pensando melhor, para que chamá-los? Dirão algo de relevante aos pais, aos jovens, aos professores, à sociedade? Não têm o espírito educacional de que precisávamos. É melhor procurar outras pessoas cujas idéias possam despertar ações eficazes, mudanças reais.
Nas estantes de pedagogia das livrarias, estudos (melhores ou piores) apresentam análises e propostas. Não faltam teóricos. E não faltam, nas escolas públicas e privadas, professores que se destacam pela criatividade, pelo dinamismo... mas podem morrer afogados em meio às ondas do imenso desânimo.
"E a parte deles?"
Notícias recorrentes sobre o baixo rendimento escolar de nossos alunos desmoralizam os docentes brasileiros. Os políticos que prometeram valorizar a educação fingem que não é com eles, desaparecem. Aqui embaixo, lemos algo sobre pacotes genéricos e a necessidade de recursos para salvar a educação...
Enquanto isso, os professores vão ao orkut desabafar, como nesta mensagem de uma comunidade:
"É só bordoada em cima do professor, afinal eles têm a ‘prova científica e irrefutável’ de que não somos competentes. Mas e a parte deles? E a redução de alunos por sala? E a melhoria da estrutura física da escola? E a nossa formação? E a nossa valorização salarial?"

LUZ DE NEON NO FIM DO TÚNEL
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Sei que meu texto da semana passada causou espanto e indignação a muitos leitores, afinal, não estamos acostumados a ouvir ou ler certas verdades desagradáveis sobre os estudantes. É muito mais fácil culpar as autoridades, que por sua vez também têm grande parcela de culpa “sim senhor”, e de maneira nenhuma esta trégua significa que estamos furtando delas esta responsabilidade. Aqueles “excelentíssimos” eleitos pelo povo têm, acima de qualquer outro cidadão, a responsabilidade e o compromisso de buscar, com todas as forças uma melhor educação pública para nosso país, o que parece não acontecer na prática, pois dificilmente encontramos um político que pense no povo acima de seus interesses partidários, financeiros,ou profissionais.
No que tange a prática da leitura e do estudo entre nossos alunos, duas coisas me chamaram a atenção nos últimos dias:
Uma delas, foi há duas semanas atrás, com meu amigo, compadre e colega de página no Jornal Informe de Caçador, quando ele disponibilizava aos leitores a oportunidade de contemplar uma grande obra de Carlos Drummond de Andrade, falando justamente sobre mentira e verdade, mesmo tema da minha coluna naquela edição. O que o Mário Caschinski fez foi um grão de areia na construção do conhecimento da nossa Língua e nossa Literatura, que julgo ser uma das mais ricas e diversificadas do mundo. Se todos buscassem inspiração na Literatura, compreenderíamos melhor nosso mundo, porque os olhos de um escritor são sensíveis a ponto de expor a verdade sem máscaras ou meias palavras.
Mas a maior surpresa, tive esta semana, quando questionava meus alunos sobre as obras que leram durante as férias... Em todas as turmas eu fazia uma pergunta simples: Quem leu um livro inteiro nestas férias?... Pouquíssimos levantavam a mão, em algumas turmas, não ví um único braço erguido.
Desanimado, quase rasgando meu diploma, eis que chego numa sala de primeiro ano de ensino médio e faço a mesma pergunta... Uma única e solitária menina ergue a mão, no meio da sala, declarando meio sem jeito:
“Normalmente, leio um livro por semana, professor.”
“O quê?” - Perguntei arregalando os olhos, quase não acreditando no que ouvia. Ela prosseguiu com seu relato que me fez acreditar novamente no meu trabalho:
“Verdade! Leio todas as noites antes de dormir, mas minha mãe reclama que eu fico muito tempo com a luz do quarto acesa...”
“E o que você faz?” - Indaguei curioso, como se estivesse descobrindo algo sobrenatural (e na verdade, estava)...
“Eu apago a luz do quarto e leio com a luz de neon do celular...”
Meu Deus! Neste momento, “me caiu os butiá do borso”, pois às vezes, nem eu alcanço a marca de um livro por semana, ainda mais com a família dando contra... Tive vontade de pegar aquela menina no colo, beijar-lhe a testa e sair carregando-a como se fosse um troféu pelos corredores do Wanda... Tive ímpetos de sair na janela e gritar para todo o “Martellão”: -“Eu tenho uma aluna que lê!... Isso é incrível! Vamos chamar a imprensa falada, escrita e televisionada para relatar este fato, que merece ser capa de todos os jornais e revistas, manchete do Jornal Nacional, precisa virar fofoca do TV Fama e destaque do Fantástico.”
É incrível, mas este fato me deu uma injeção de ânimo, sabendo que uma menina de quinze anos não se rende a falta de estrutura de nossas escolas públicas, nem a contrariedade de sua mãe. Então, quem sou eu para não tentar dar também meu grão de areia para salvar a educação?
Márcio Roberto Goes
Com licença, preciso ler

Entrevista de Tarso Genro
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Deu na Folha de S. Paulo:
"O novo ministro da Justiça, Tarso Genro, defende a discussão "da liberdade de circulação de opinião, principalmente da opinião política", na imprensa.Afirma que não há problema de liberdade de imprensa no país, mas "de circulação de opinião de forma mais plural".
Segundo Tarso, que deixa hoje o ministério de Relações Institucionais e assume novo posto na Esplanada, o que falta é a possibilidade de "a cidadania mais deslocada do debate político poder exprimir de forma abrangente a sua opinião".
Em entrevista à Folha, Tarso diz ter três prioridades na pasta: reforma política, continuar a política de segurança pública do antecessor, Márcio Thomaz Bastos, e "integrar as políticas de segurança pública com as políticas sociais".
Tarso rejeita a avaliação de que será mais propenso a pressões políticas por ter interesses partidários diretos. Afirma que a PF terá ação "republicana".
FOLHA - Quais serão suas prioridades na Justiça?
TARSO GENRO - Reforma política, continuidade do trabalho do Márcio na segurança pública e, a médio e a longo prazos, integrar as políticas de segurança pública do governo com as políticas sociais. Essa última permitirá que a segurança pública seja tratada rigorosamente como questão policial, científica, de articulação institucional entre a União e os Estados. Ao integrar a questão da segurança pública na afirmação da cidadania, me refiro particularmente aos jovens das periferias.
FOLHA - O sr. compartilha da tese, já expressada pelo presidente, de que a violência nos grandes centros urbanos é herança de governos passados, descaso com a juventude e resultado da desigualdade social?
TARSO - Não entendi que o presidente tivesse culpado qualquer governo passado. Interpretei suas afirmações como herança do Estado brasileiro. A desigualdade e a expectativa diferente sobre futuro influem na criminalidade, mas são fatores.
FOLHA - Entra governo e sai governo, e a segurança permanece um problema no país. Por quê?
TARSO - Urbanização acelerada, ausência de políticas públicas de inclusão e de integração social. Há ainda a estética da morte, a estética da violência, que faz parte de um tipo de cultura de uma sociedade como a nossa. Isso não é responsabilidade de um governo em especial, mas resultado de uma formação social concreta.
FOLHA - Como essa estética da morte se expressa?
TARSO - Por meio da exacerbação da violência, que influi na juventude, por meio da ausência de uma educação pública que afirme os valores da solidariedade, que dê oportunidades para as pessoas se integrarem socialmente. Isso ocorre não somente no Brasil, mas também nos países desenvolvidos. É um problema civilizatório.
FOLHA - Qual sua posição sobre redução da maioridade penal e o tempo de internação do jovem infrator?
TARSO - Em relação à redução da maioridade, o governo já expressou sua posição contrária. O aumento do tempo de internação tem de vir acompanhado de medidas eficazes educativas e de reintegração, se essa for a opção. Não há uma avaliação rigorosa se isso é realmente necessário, se terá efeitos dissuasórios na criminalidade.
FOLHA - Na campanha de 2006, o sr. sustentou que a imprensa agiu contra a candidatura de Lula em aliança com a elite paulista. Mantém a avaliação?
TARSO - No país não existe problema de liberdade de imprensa, nem de mau exercício da liberdade de imprensa. Existe um debate político importante sobre o futuro da democracia brasileira, em que a questão dos meios de comunicação é um elemento importante. Não acho que existe qualquer campanha conspiratória contra o governo Lula nem contra a democracia. O que falei foi que nitidamente a maior parte da imprensa estava contra o governo. Apenas o óbvio.
FOLHA - Na tese Mensagem ao Partido, documento para o 3º Congresso do PT assinado pelo sr., prega-se a democratização dos meios de comunicação. O que seria isso?
TARSO - Não será a partir do Estado. É uma questão de consciência da sociedade de como se organiza a circulação da opinião. No Brasil, existe liberdade de imprensa. Ela tem de ser preservada e está preservada na Constituição. Agora, qualquer país sério tem de discutir a liberdade de circulação de opinião, principalmente da opinião política, o que muitos países estão fazendo, mas não se trata de problema de liberdade de opinião ou de imprensa, e sim de circulação de opinião de forma mais plural.
FOLHA - Falta pluralidade à imprensa brasileira?
TARSO - Não falta pluralidade, porque os meios de comunicação têm várias posições políticas. Falta possibilidade da cidadania mais deslocada do debate político, afastada de assuntos de informação, poder exprimir de forma tão abrangente como os demais sua posição.
FOLHA - Como isso poderia ser feito, por meio de TV pública?
TARSO - Uma TV pública é importante. E o aumento do número de jornais, revistas, TVs privadas e públicas regionais.
FOLHA - O sr. acha necessário alguma regulação da imprensa, como se tentou no primeiro mandato com o Conselho Federal de Jornalismo?
TARSO - Não, eu acho que a liberdade de imprensa está bem regulada, há meios legais para que os cidadãos exerçam seus reparos à imprensa quando se sintam ofendidos.
FOLHA - O sr. interpelou judicialmente um colunista (Demétrio Magnoli) que o chamou de ministro da classificação racial, numa referência à política de cotas pelo sr. defendida. Não é um atitude contra o direito de opinião?
TARSO - Em primeiro lugar, não fui eu que fiz. Foi o advogado-geral da União. Em segundo lugar, para um filho de mãe judia, ser qualificado como integrante do ministério da "classificação racial" é extremamente ofensivo. Se o advogado-geral não o tivesse interpelado, eu o teria feito. É um direito individual de um cidadão de esclarecer no plano jurídico o que a pessoa quis dizer com uma classificação desse tipo. Soube que a interpelação foi respondida e ela satisfez o advogado-geral. Respondeu que não teve a intenção de ofender.
FOLHA - O sr. comandará a PF, que ainda investiga o dossiegate. Qual será sua orientação para esse caso?
TARSO - Quem vai comandar a Polícia Federal é o chefe da Polícia Federal, não o ministro da Justiça. O ministro não comanda nem orienta a Polícia Federal fora da legalidade. A PF tem uma normatividade muito clara dos seus deveres e obrigações, e é uma legislação muito republicana. Ao ministro da Justiça não compete interferir nas ações, a não ser para preservar a legalidade, quando isso, eventualmente, for ferido."