terça-feira, 31 de julho de 2007

O desafio messiânico de Jobim

O desafio messiânico de Jobim
Em política, o papel de salvador da Pátria é sempre uma faca de dois gumes. O eventual fracasso aprofunda o ambiente de depressão, que propiciou o surgimento de alguém com aquele perfil, e o sucesso estabelece novas lutas de poder.
Nélson Jobim assumiu o Ministério da Defesa na expectativa de que venha a solucionar a crise aérea, tida como crise de gestão – que ele, nas entrelinhas, considerou mais apropriadamente crise de comando. Se fracassar, desorganiza ainda mais o governo Lula.
Se triunfar, torna-se peça-chave no processo sucessório, o que abre frentes de luta na base política do governo – e a fragiliza.
Jobim, como se sabe, não é um administrador. É um político – e não deixou de sê-lo nem mesmo quando presidiu a mais alta Corte de Justiça do país, o Supremo Tribunal Federal. Não apenas: é político com projeto pessoal ambicioso. Quis ser vice de Lula na eleição do ano passado. Depois quis ser presidente do PMDB.
Nas duas circunstâncias, perdeu – e pelo mesmo motivo: escassa habilidade no trato pessoal. É carismático, voluntarioso e tem sede de comando. Assemelha-se, quanto a isso, a um político do passado, o ex-governador Carlos Lacerda.
Tal como ele, fracassa no quesito diplomacia. Lacerda, em seu depoimento ao Estado de S. Paulo, publicado em 1977, dizia, referindo-se ao golpe militar de 64, que fora chamado para as ações de mobilização pública, mas havia sido excluído das conspirações de bastidores. Quem confiaria num furacão para conspirar?
Jobim, sem exercer o mesmo fascínio, exibe truculência equivalente. É afirmativo, mas, em alguns momentos, extrapola e torna-se soberbo. Seus colegas no STF, a exemplo de seus colegas no Parlamento, o viam, em alguns momentos, como prepotente.
Esse perfil, como é óbvio, não faz muito sucesso na hora de coletar apoios individuais nos bastidores. Por isso, o PMDB optou por Michel Temer para sua presidência. Tem mais a ver com o perfil do partido, multifacetado, controverso. Temer não é afirmativo. É dissimulado, jeitoso. Não é alguém que se chame para enfrentar um pepino como o da crise aérea.
Jobim é performático. Ocupa espaços, transmite sempre a impressão de que está no comando. Nesse sentido, contrasta imensamente com seu antecessor, Waldir Pires, que chegou a dizer que nada tinha a ver com o tráfego aéreo. Pires, por seu passado de exilado político e adversário do regime militar, era visto com reservas no âmbito das Forças Armadas que, em tese, comandava.
Jobim não tem arestas ideológicas com os militares. O tipo de sabotagem que pode sofrer é de natureza político-partidária. O PT teme que sua ascensão o torne nome irrecusável à sucessão de Lula – inclusive com o apoio de Lula. É cedo para a sucessão? Pode ser. O país não está pensando nisso. O país, não – mas os políticos jamais deixam de pensar. A sucessão presidencial, entre eles, começa no instante seguinte ao da posse – e não cessa.
Crise é sinônimo de oportunidade. É quando surgem idéias e gestam-se as mudanças. Jobim é um ator talentoso, a quem Lula está oferecendo palco e script de primeira. A crise é do tamanho de sua ambição, que, por sua vez, gera prevenções e desconfianças de igual ou maior porte.
Seu êxito dependerá não apenas de comando e gerência, mas sobretudo de sua capacidade para lidar com os efeitos políticos colaterais. Boa medida será fingir que não está nem aí para a sucessão presidencial e tornar esse tema simplesmente proibido em seu entorno. No mais, boa sorte – é o que todos desejamos.
Ruy Fabiano

As melhores postagens

Volta às jaulas
.
Por Gabriel Perissé
Recomeça o ano letivo. Primeiro dia. Turma nova. A jovem professora abre a porta da sala de aula. A diretora vem correndo, segura-a pelo braço e pergunta:
— Você vai entrar assim?— Assim como?
— assusta-se a mestra.
— Assim, sorrindo?
Recomeça o ano letivo. A coordenadora de uma faculdade particular, cujo vestibular se tornou uma simples ficha de inscrição bancária, explica ao professor recém-contratado:
— Meu caro professor, aprenda esta lição: o aluno em classe é o seu maior amigo, e o seu maior inimigo.
— Peraí... Isto quer dizer que o aluno é o meu... traidor?
— De certo modo, sim. Eles são como os animais de um circo. Você é o domador. Eles são o seu ganha-pão, mas, a qualquer momento, o leão pode arrancar sua cabeça ou o elefante pisar seu pescoço. Cuidado!
Recomeça o ano letivo. Os alunos olham o professor, desconfiados. As perguntas iniciais denunciam medo, insegurança, traumas.
— Professor, o que vai cair nas provas?
— Mas, gente, prova não é bombardeio...
— Professor, o senhor pode nos soltar mais cedo?
— Mas, gente, vocês não estão presos!Recomeça o ano letivo. Antigamente, os alunos levavam flores e maçãs para sua professora. Hoje, uma professora pode receber um presente-bomba e perder a mão direita.
Recomeça o ano letivo. Nos cursinhos, os aluninhos sentem-se cada vez mais diminuídos. Um pré-vestibulando pergunta:— Professor, como usar o ponto-e-vírgula?
E o mestre não hesita:
— Tudo isso é muito complicado. Para evitar confusão, é melhor não usá-lo.Recomeça o ano letivo, e é preciso, é urgente relembrar para que serve a escola, qual o papel do professor e o que se espera de um estudante.
É preciso relembrar:Que a escola tem por função escolarizar. E não encoleirar.
Que o professor tem por função ensinar. E não adestrar.Que o aluno tem por função aprender. E não se prender.
Um velho professor dizia-me que seu melhor aluno era aquele que mais rapidamente se sentia apto a largar sua mão e seguir novos caminhos. Sábia visão do ensino, em que está implícita uma pedagogia sem pedagogices. O bom professor ensina o aluno a pensar por conta própria, a estudar por amor.Recomeça o ano letivo e muitas vezes tudo isso mais parece uma volta às jaulas.Recomeça o ano letivo, e a menina, toda sorridente, diz à professora: "Tia, amanhã eu não vou vim, tá?"
originalmente publicado nesse blog em seis de fevereiro de 2007

Eu sei Legião Urbana

Ainda a crise aérea

Se foram os vigias

Se foram os 1200 vigias que prestavam relevante serviços nas escolas estaduais. Mas um deserviço a educação catarinense.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Charge


Charge


Crônica do Márcio Goes

A LÓGICA DA TRAGÉDIA
João dos sonhos azuis entra correndo na prefeitura, meio ofegante e com cara de desesperado:
- “Quero falar com o prefeito!... Onde ele está?”
A secretária, muito educada, lhe responde:
- “O prefeito está muito ocupado, inaugurando um pé de couve e depois vai inaugurar meio metro de asfalto casquinha num bairro de nossa cidade, em seguida vistoriar os portais das escolas... Creio que não poderá lhe atender hoje, senhor.”
- “Mas meu caso é urgentíssimo!...”
- “Do que se trata, senhor?”
- “Bati meu carro... quer dizer, meu fusquinha azul!...”
- “ E como aconteceu este acidente, senhor?...”
- “Faltou freio na descida, a pista estava molhada e bati na traseira de um chevete...”
- “Me desculpe, senhor, mas acho que a prefeitura não tem nada a ver com isso.”
- “Por que não? O que vocês têm contra fusca e chevete? Por acaso eles não são carros?”
- “Não é nada disso... Acontece que este acidente não é responsabilidade da prefeitura, e sim do proprietário do veículo.”
- “Como assim?... Eu bati nas ruas desta cidade!...”
- “E por que bateu?”
- “Faltou freio e a pista estava molhada, eu já disse!”
- “A prefeitura não tem nenhuma responsabilidade sobre os freios de seu veículo, senhor...”
- “ Ôpa!... Não é qualquer veículo. É o meu fusquinha azul!...”
- “ Pois bem! A prefeitura não tem nenhuma responsabilidade sobre os freios de seu querido e idolatrado fusquinha azul...”
- “Pois bem, digo eu! Raciocine comigo: Dias atrás um avião perdeu o controle no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, matando cerca de duzentas pessoas. Certo?”
- “Certo! Só quem estava em Marte nos últimos dias não sabe deste acontecimento...Mas o que isso tem a ver com o seu acidente?”
- “Olha, graças à Deus ninguém morreu no meu acidente, mas eu tive danos materiais e o prefeito vai ter que ser responsabilizado.”
- “Isso não tem fundamento!”
- “Continue seguindo meu raciocínio: O avião desgovernado era da TAM, não conseguiu pousar por causa da pista molhada e de alguns problemas de manutenção, mas todos estão responsabilizando as autoridades: é o prefeito da cidade, é o governador de São Paulo e até o presidente teve que dar um pronunciamento à nação...”
- “E daí?”
- “Assim como as autoridades estão sendo responsabilizadas pela tragédia com o avião da TAM e a responsabilidade da empresa parece estar em segundo plano, sinto-me no direito de responsabilizar o senhor prefeito pelo meu acidente com meu fusca azul e deixar minha responsabilidade também em segundo plano, respeitadas as devidas proporções... Tem lógica ou não tem?...”
Márcio Roberto Goes

domingo, 29 de julho de 2007

Coluna do Sinte

Coluna 18/07/2007
Nova diretoria, continua a luta

Ao iniciar esta gestão a direção do SINTE em diversas Regionais e na Executiva Estadual experimenta uma nova situação, o início da vigência da proporcionalidade. Com esta situação as chapas que fizerem no mínimo 15% dos votos, no caso de disputa entre duas ou 10% no caso de mais de duas chapas, colocam representantes na direção.
A Executiva Estadual que tomou posse na sexta-feira, 13 de julho, está composta com 4 dirigentes da chapa 1, com 4 da chapa 2, e 3 da chapa 3.
Para os que defendem a proporcionalidade, afirmam que ela pode evitar a prática de oposição sindical que muitas vezes emperra a organização e o encaminhamento das lutas, mas é preciso responsabilidade, transparência e compromisso com a luta em defesa dos interesses da categoria para evitar que a direção mergulhe em disputas inócuas e infrutíferas.
Como a situação é nova os dirigentes, mesmo experientes, estarão se submetendo a decisões colegiadas, com a participação de pensamentos e propostas divergentes o que torna obrigatório o aprendizado de agir de forma conjunta na divergência.
Entre os três grupos que apresentaram suas propostas à categoria está o interesse pela busca de melhores condições de trabalho, valorização da categoria e principalmente a conquista de um piso salarial capaz de garantir a dignidade dos/as trabalhadores e trabalhadoras em educação de Santa Catarina.
AUDIÊNCIAS
Das duas audiências agendadas para semana passada entre o SINTE e a SED, ocorreu apenas uma delas, com a Diretora de Recursos Humanos. Com o Secretário a reunião foi cancelada, por motivos de doença. Na reunião que ocorreu, apresentamos a proposta de liberação das licenças prêmios já para o mês de agosto em um percentual superior a 10%. Aproveitamos para denunciar o não cumprimento do acordo de que não haveria demissão de serventes e merendeiras nos CEI´s e o grave problema que ocorrerá com a demissão dos vigias terceirizados. Também discutimos novamente a questão do aumento do Vale-alimentação. Em nenhum dos pontos houve avanço, apenas o compromisso da diretora de levar nossas posições ao Grupo Gestor.
A avaliação é uma só, não existe outra possibilidade de garantirmos avanço na nossa pauta de reivindicação se não nos mobilizarmos. Neste sentido em agosto, dia 4, na reunião do novo Conselho Deliberativo do SINTE organizaremos uma Plano de Lutas para que possamos garantir o que defendemos. A nova executiva decidiu por enviar novo ofício ao Secretário cobrando o agendamento de audiência para instalarmos um processo de negociação em torno da nossa pauta de reivindicação.

DENÚNCIA - CORTE DE GASTOS
Em mais uma prática autoritária e meramente monetária (economia) o governo do Estado está demitindo os ACTs que atuam nos CEDUPs e NEP`s, 10 dias antes do término do contrato, está demitindo serventes e merendeiras dos CEI´s, dificultando a contratação de ACT´s nas APAE´s e ainda, como já informamos demitiu centenas de vigias. Esta decisão provoca prejuízos financeiros imediatos a um grande número de profissionais e insegurança nas escolas.
Não podemos permitir que estas situações se concretizem e se multipliquem, pois abriremos precedentes a políticas que negam na prática os direitos mais básicos de qualquer trabalhador, sem contar que provoca prejuízos e injustiças irreversíveis, com perdas aos profissionais e à qualidade do ensino público de Santa Catarina.
Todos os trabalhadores em educação que tiverem seus direitos atacados devem entrar em contato com o nosso Departamento Jurídico para que possamos agilizar ações no Judiciário com vistas a reverter a perda dos direitos provocados por mais este ataque do governo a nossa categoria.

Charge

Charge


O Brasil é o país mais corrupto do mundo?

Não. Mas está entre os mais corruptos do mundo.

Apagão Rodoviário

O apagão da saúde


Não esqueçamos o discurso do Simon

sábado, 28 de julho de 2007

Deitando e rolando

Algumas empresas aéreas de passageiros há tempos deitam e rolam no Brasil. Algumas de transporte de passageiros fazem a mesma coisa.

Verdade sobre os homens

01. Como se chama um homem inteligente, sensível e bonito?
R.: Boato.
02. O que deve fazer uma mulher quando seu marido corre em zigue-zague pelo
jardim?
R.: Continuar atirando.
03. Por que os homens não têm período de crise na idade madura ?
R.: Porque nunca saem da puberdade. (Absolutamente verdade!!!)
04. Qual é o ponto comum entre os homens que freqüentam bares para
solteiros?
R.: Todos eles são casados.
05. Qual a semelhança entre o homem e o microondas?
R.: Aquecem em 15 segundos. (Boa...)
06. Qual a semelhança entre o homem e o caracol?
R.: Ambos babam e se arrastam. E ainda pensam que a casa é deles.
(heheheh)
07. Por que não existe um homem inteligente, sensível e bonito ao mesmo
tempo?
R.: Porque seria mulher.(ótima)
08. Quando um homem mostra que tem planos para o futuro?
R.: Quando ele compra 2 caixas de cerveja. (Putz, perfeita!!!)
09. Por que mulheres casadas são mais gordas do que as solteiras?
R.: A solteira chega em casa, vê o que tem na geladeira e vai pra cama, a casada vê o que tem na cama e vai pra geladeira.(hehehehehe)
10. Como se chama uma mulher que sabe onde seu marido está todas as noites?
R.: Viúva.
11. O que disse Deus depois de criar o homem?
R.: Tenho que ser capaz de fazer coisa melhor.(Boa)
12. O que disse Deus depois de criar a mulher?
R.: A prática traz a perfeição.. (Boa)

sexta-feira, 27 de julho de 2007

TENTANDO CRIAR O FATO POSITVO

A nomeação de Nelson Jobim veio num momento crítico, onde o governo tenta criar um fato favorável, no entanto as críticas são tantas que a nomeação do ilustre jurista poder ser absolutamente insuficiente.

Só Waldir Pires não sabia!

Todo mundo já sabia que Waldir Pires seria fritado. Só ele não sabia, ficou lá, parado, esperando a frigideira se manifestar.

74 dias de greve na cultura

Os funcionários do Ministério da Cultura estão há 74 dias de greve e ninguém toca no assunto. É como se esse setor do governo simplesmente não existisse.

A solução é rezar

Por ora a solução mais imediata para enfrentar a crise aérea é rezar. Essa é a recomendação do presidente da república.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

O SILÊNCIO DE FHC

Não só o presidente Lula andou mais silencioso nesses dias. O ex-presidente FHC, sempre tão opinativa, também fez voto de silêncio.
Seria o temor de ser responsabilizado pela ausência de investimentos no setor aéreo no seu governo?

E a manutenção das aeronaves?

Como anda a manutenção das aeronaves? A fiscalização é feita? Pelo que se ouve não tem fiscalização alguma.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

O GOVERNO TAMBÉM NÃO AJUDA!

Esperança renovada vem um novo ministro da defesa. E o governo nomeia Nelson Jobim.
Qual a intimidade do "Deus do Direito" com os temas que vai ter que tratar?
Para quem esqueceu, Jobim é mais um tucano do PMDB no governo Lula. Já está ficando repetitivo.

A notícia está nos aeroportos

O governo faz beiço, mas a imprensa, normalmente vai atrás da notícia. Tem problema nos aeroportos, e, todos os dias, lá estará a imprensa. A melhor forma de tirar ela de lá é solucionar os problemas.

terça-feira, 24 de julho de 2007

A pior solução

O governo escolheu a pior solução para a crise aérea. Aumentar o preço das passagens.

Dessa maneira evidentemente vai diminuir o número de passageiros. Que engenhosa solução!

Vai aumentar o número de carros e ônibus nas rodovias, inseguras e perigosas, como você sabe, e todos deveriam saber.

O Sétimo Dia

Hoje fez sete dias do acidente da TAM, conveniente que não alimentemos maiores expectativas em relação a medidas governamentais salvadoras. Aparentemente elas não virão,mesmo que caia um avião a cada sete dias.
É triste fazer essa afirmação, mas já estamos em um grau de descaso, em que mesmo a morte, antes de morte ser, é uma grande notícia.
O chamado caos aéreo é fichinha perto da caos da saúde por exemplo, que já vem de longa data, e as autoridades sobre ele se manifestam com aquela tranquilidade típica dos cínicos.
Veja o novo ministro da saúde, o tal do Temporão. Para ele o único problema de saúde digno de preocupação são os abortos clandestinos.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Limite de 150 passageiros

Representantes do governo informaram que o máximo de passageiros dos aviões que pousariam em Congonhas seria reduzido para 150. Pois não é que continuam pousando em Congonhas aviões com passageiros acima desse limite.
O pessoal está com dificuldade de entender o que está acontecendo.

Pressão sobre o governo

A empresa TAM parece ter orientado os seus pilotos para não pousarem em Congonhas nos últimos dias para . pressionar o governo ou responsabilizar o governo pelos acidente. O jogo de tirar o corpo fora das responsabilidades vai ser violento.
Estou apostando fque governo e a empresa vão fazer um acordo para dividirem a responsabilidade, é o que de melhor podem fazer no momento.

domingo, 22 de julho de 2007

sábado, 21 de julho de 2007

Quem tiver curiosidade!

Pesquisem pode ser até pela internet como morreu o genro do ACM, e como a polícia bahiana comandada pelo então governador Antônio Carlos Magalhães investigou o caso.

EM TEMPO

O substituto de ACM no senado será o seu próprio filho. E tem alguns imbecis falando na TV que não se fazem mais políticos como ele. FELIZMENTE!

POBRE DO POVO!

POBRE DO POVO QUE PRECISA DE ÍDOLOS COMO ANTÔNIO CARLOS MAGALHÃES!

Gesto digno do presidente

ACM vivia chamando o presidente Lula de ladrão. Não provou nada, e hoje e ontem, lamentou-se a sua morte, eu não lamentei. Parabéns ao presidente que não foi ao enterro, foi um dos seus gestos mais dignos nesse segundo mandato. Deve haver algo mais relevante para o presidente fazer do que prestigiar um daqueles que tanto contriubui para toda essa sujeira que vivemos.

O surrado discurso de FHC e Collor

O governo atual não perde tempo, sua politica em relação a ao funcionalismo público consiste em limitar o direito de greve. Repete o surrado discurso dos tucanos e de Collor.

Não iriam me asfaltar II?


As ruas também falam, e fazem perguntas impertinentes

Não iriam me asfaltar?

As ruas também falam, e fazem perguntas impertinentes.

Existe vida fora dos grandes eventos!

Seria conveniente que a sociedade se atentasse para o fato de que quando acontece os chamados grandes acontecimento, trágicos é verdade, a vida de milhões de pessoas continua existindo e absolutamente distante do epicentro do fato considerado digno de cobertura dos grandes acontecimentos.

A grande imprensa, e, não só ela infelizmente passa a enfocar o fato único, atraindo todas as atenções para aquele fato isso sem dúvida presta um deserviço para o restante da sociedade que segue a sua vida com seus pequenos dramas e também com suas pequenas tragédias, que circulam bem longe das câmaras ávidas por audiência.

Usemos a internet para contaminar o mundo com a vida que anda distante dos grande veículos de comunicação.

Renovação necessária.

Que a morte de ACM sirva para chegarmos a uma conclusão óbvia está mais do que na hora de um incentivo para renovarmos nossa lideranças politicas, com todo respeito aos mais experientes é hora de abrir espaço para novas lideranças, na esperança de eles não envelheçam precocemente.

O que dizer de ACM?

Que contribuiu enormemente para manter toda essa estrutura política pobre que o Brasil possui até hoje.
Foram 50 anos defendendo os poderosos, praticando arbitrariedades, e cometendo crimes e irregularidades, que ficaram impunes. Certamente vai fazer parceria com Augusto Pinochet.
Que mania é essa de depois que o cara morre escamotear aquilo que ele foi.
QUAL É LEGADO DE SUA GESTÃO DE 16 ANOS NA Bahia? Erradicou o analfabetismo por lá, zerou o déficit habitacional, como deixou a educação bahiana?
Morreu e era um grande entulho autoritário, foi um golpista até nos seus últimos discursos no senado.
Foi conivente com todos os crimes praticados na ditadura, não pediu desculpas por isso, ao contrário continuou defendendo as realizações da ditadura.
Agora é tratado como um herói, mas que herói? Chantagista; truculento; adversário da democracia; da liberdade de imprensa; oportunista.
Quem derá algumas suspeitas que pesam contra ele sejam esclarecidas, mesmo depois de sua morte.

Picuínhas

PSDB pediu a demissão de Marco Aurélio Garcia. Picuinha o gesto que ele fez, em privado, no seu gabinete é feito por todo o brasil, por centenas de políticos. A emissora decidiu colocar no ar, cabe a nós telespectadores analisar as condutas, do ministro e da emissora de televisão.
Para mim resolveram com aquela imagem tratar uma picuínha, é por isso que somos essa nação que anda a reboque das outras.
Os grandes temas do momento não são os gestos do senhor Marco Aurélio Garcia.

O que esperavam?

O que os membros do governo federal esperavam? Que a grande imprensa iria apoiar incondicionalmente o governo? Estavam tão certos de que governariam para as elites, que esperavam apoio integral da grande mídia?
Dúvidas que ficam diante das suas insistentes declarações. Não estavam preparados para atuar em uma sociedade plural, onde a imprensa também assume posições, como sempre assumiu.
Sobre a globo convêm citar a frase do glorioso José Dirceu "É um patrimônio do povo brasileiro"

Sono

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Potência Olímpica

O Brasil poderia ser uma potência olímpica, não somos porque não investimos efetivamente no esporte e na educação

Improvável

Embora haja pessoas do PT e do PMDB que sonhem com uma coligação entre os dois partidos para disputar a próxima eleição municipal, essa possibilidade é bastante improvável.

Ser autêntico ou ser agradável?

Vivemos em uma sociedade que cobra que sejamos todos agradáveis, mas nem sempre esse comportamento nos faz bem.
Seriamos com certeza mais felizes se fôssemos autênticos, certamente perderíamos algumas falsas amizades, mas ganharíamos em qualidade de vida.

O pronunciamento do presidente sobre o acidente da TAM

"Minhas amigas e meus amigos,


Nós, brasileiros, estamos vivendo dias muito tristes, sob o impacto do acidente com o avião da TAM, em congonhas, que ceifou a vida de tantos compatriotas. Estamos todos, homens e mulheres, de Norte a Sul do Brasil, com o coração sangrando.


Sei que nada iguala o sofrimento das famílias que perderam seus entes queridos no acidente, mas, em nome dos brasileiros e brasileiras, quero dizer que sentimos suas perdas como se fossem nossas.

Choramos e nos revoltamos junto com vocês. Não conseguimos aceitar a tragédia. E eu, pessoalmente, sofro como pai, como esposo e como presidente. Acima de qualquer outra consideração, é hora de dar todo carinho e apoio às mães, aos pais, aos filhos, aos parentes e aos amigos dos passageiros e tripulantes do vôo 3054 e dos funcionários da TAM que morreram na tragédia. Que nosso carinho e nossa solidariedade possam ajudar a aliviar a dor irreparável que estão sentindo.


Nada que se possa fazer trará de volta aqueles que amamos e perdemos, mas quero que todos saibam que o governo está fazendo e fará o possível e o impossível para apurar as causas do acidente. A Aeronáutica já iniciou as investigações. Por determinação minha, a Polícia Federal também está trabalhando no caso. Todas as hipóteses serão examinadas.


Não se pode condenar ou absolver quem quer que seja com base em opiniões apressadas. Não se deve abandonar nenhuma linha de investigação por antecipação. Estou seguro de que, em breve, o País terá as informações que precisa e merece.


Como presidente, quero garantir às famílias que, além da apuração rigorosa dos fatos, estamos tomando todas as providências ao nosso alcance para diminuir os riscos de novas tragédias. É dentro desse compromisso que anuncio à nação algumas decisões tomadas hoje pelo Conselho de Aviação Civil:


1 - Mudança do perfil operacional do Aeroporto de Congonhas, com diminuição do número de vôos e restrição ao peso das aeronaves. Embora Congonhas atenda a todas as normas internacionais de segurança, isso não basta. Como o Aeroporto foi cercado por todos os lados, pela cidade de São Paulo, ele precisa obedecer a medidas de segurança ainda mais severas. Congonhas deve ser um aeroporto voltado para a aviação regional e ponte aérea. Não pode mais ser um ponto de distribuição de vôos, conexões e escalas, como vinha acontecendo. Essa missão na área de São Paulo deverá ser atribuída a Guarulhos e Viracopos.


2 - Fortalecimento da Agência Nacional da Aviação Civil, a Anac, para que atue mais efetivamente em defesa dos interesses dos usuários do sistema nacional.


3 - Intensificação das medidas de modernização do controle de tráfego aéreo.


4 - Definição, em 90 dias, do local da construção de um novo aeroporto na região de São Paulo.


5 - Exigência de que as companhias aéreas tenham sempre, de sobreaviso, em regime de contingência, aeronaves e tripulações para ser acionadas em caso de necessidade.


Meus amigos e minhas amigas,


No momento em que anuncio estas medidas, peço serenidade a todos os brasileiros. Nosso sistema aéreo, apesar dos investimentos que fizemos na expansão e na modernização de quase todos os aeroportos brasileiros, passa por dificuldades. E seu maior problema hoje é a excessiva concentração de vôos em Congonhas. E é isso que precisamos resolver imediatamente. O nivel de segurança do nosso sistema aéreo é compatível com todos os padrões internacionais. Não podemos perder isso de vista.


Meus amigos e minhas amigas,


Na apuração dos fatos, estamos trabalhando com rigor e serenidade, sem precipitações. Rigor para conhecer a verdade. Serenidade para não cometer injustiças. Da mesma forma que não podemos ficar impassíveis perante a dor e os riscos à segurança dos brasileiros, não podemos tomar atitudes precipitadas.


Com as medidas que anuncio hoje e com outras providências que o governo irá tomar nos próximos dias, tenho certeza de que o nosso sistema aéreo voltará a se adequar às necessidades do País. Quero expressar, em nome de todo o povo brasileiro, meus agradecimentos aos bombeiros, à polícia, à Defesa Civil e aos funcionários do Instituto Médico Legal de São Paulo, que vêm trabalhando duramente nos últimos dias.


Encerro falando especialmente ao coração dos brasileiros que perderam entes queridos na tragédia. Sei que não há palavras para confortá-los nesta hora. Peço a Deus que dê força a todos vocês para superar o sofrimento.


Que Deus nos abençoe a todos. Boa noite."

Coluna do Rafael Seidel

E o cenário vai se desenhando...As construções de possíveis candidaturas e coligações passam a ganhar cada vez mais força. Uma das estratégias impressas por cada um dos partidos é a de esperar até o início do ano da eleição para anunciar quem será o seu representante. Na verdade, muitas análises já foram feitas e o que hoje pode-se dizer é que temos uma nova face para a sucessão na Prefeitura em 2009.
De um lado, continua a figura do prefeito Saulo Sperotto que confirma o seu nome como candidato a reeleição. Sua força está nas bases do próprio PSDB e até então do PP. Só que alguns pepistas descontentes não querem continuar com esse apoio. O nome do deputado Reno Caramori sempre volta à tona como candidato quando se fala em sucessão à Prefeitura. O parlamentar não confirma nem nega a informação.
Só que preparando-se para uma futura quebra de parceria entre esses partidos, Sperotto já tratou de colocar mais cimento em suas bases. Trouxe para a Administração o pastor Vilso Soares, do PTB, partido até então, com candidato próprio e já declarado, o padre Flávio. Sperotto pode repetir o que conseguiu em 2005, quando trouxe para dentro do governo o PDT, oposição na campanha, mas que tornou-se situação, pelo menos dentro da Prefeitura, com a proposta de cargos.
No entanto, neste espaço há mais um porém. O prefeito de Calmon, João Batista De Geroni declarou-se pré-candidato a prefeito de Caçador. Voltando a sua origem, De Geroni poderia estar colocando água nos planos de Sperotto. Muitos já consideravam essa idéia descartada, mas agora, parece estar mais forte do que nunca.
Já o atual secretário, Valdir Cobalchini, o nome forte do PMDB, precisa reavaliar a sua atuação frente à SDR, pois algumas obras ainda não saíram do papel. Se assim continuar, sua candidatura vai ser uma decepção, assim como foi a do delegado Carlos Evandro Luz. O PMDB muito gostaria de voltar ao Paço Municipal, mas precisa agilizar um pouco suas ações, pois, do jeito que anda, pode amargar novamente uma das piores votações da história. Alguns acertos ainda dentro de PMDB deixam as dúvidas a respeito de uma candidatura com chapa pura. Conversas de bastidores ainda destacam que poderão aparecer novidades a respeito disso.
Já o PT, que ainda discute o nome do seu candidato, tem como maior força para isso, o empresário Assis Pereira, que disputou o pleito na eleição de 2004 e ficou com pouco mais de 800 votos atrás de Sperotto. Se Assis for realmente o candidato, será a primeira vez que o PT repete um nome de um pleito para o outro. Mesmo não sendo mais um candidato surpresa, Assis pode repetir a votação que fez na última eleição.
Faltando pouco mais de 15 meses para o pleito de 2008, as especulações cada vez mais começam aumentar e o cenário se definir. Nomes e lançamentos de pré-candidaturas já estão sendo feitos, só que, nada de concreto até agora. Vários acertos poderão mudar os rumos dos partidos e até mesmo dos nomes mais fortes que hoje são possíveis candidatos. É esperar e ver. Com colaboração de Atílio da Silveira de Oliveira. (http://oilita.blogspot.com).

As melhores postagens

Vídeos educacionais
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Histórias do Brasil
Os vídeos abaixo, que integram o Programa de Educação a Distância do ILB, foram elaborados para auxiliar os cidadãos a conhecer mais detalhes sobre as histórias do Brasil. Assista e, se puder, dê-nos sua opinião sobre eles.Estamos trabalhando continuamente para o aprimoramento de nossos materiais e recursos didáticos.
Para exibir o vídeo, clique no programa desejado. Para fazer o download do arquivo para o seu computador, clique com o botão direito do mouse no programa desejado, e escolha a opção "salvar destino".
É necessário ter o programa Windows Media Player instalado em seu computador.
Canudos V1
"Bota-Abaixo" "Revolta da Vacina" V2
Santos Dumont V3
Caricatura no Brasil 1 V4
Caricatura no Brasil 2 V5
Café e Imigrantes V6
Guerra do Contestado V7
Revistas Brasileiras V8
Semana de Arte Moderna V9Voltar
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Senado Federal
Originalmente publicado em onze de janeiro de 2007

Joaninha Turbinada



Charge



Momento Cultural Com Eliana



quinta-feira, 19 de julho de 2007

Beleza

O silêncio!

Deu no Blog do Noblat:

"Lula, cadê você?
Do blog da cientista política Lucia Hippolito:
"Quando um doido saiu atirando dentro de uma universidade americana, matando dezenas de alunos, o presidente George Bush compareceu ao campus, no dia seguinte, para uma homenagem aos mortos.
Quando a cidade de Paris foi palco de um quebra-quebra terrível, porque os jovens universitários recusavam a lei do primeiro emprego, o presidente Jacques Chirac foi à TV e se dirigiu aos franceses.
Quando Madri foi atingida por um atentado terrorista, o primeiro-ministro dirigiu-se ao povo pela TV, e o rei e a rainha foram no dia seguinte visitar os feridos.
Em momentos graves por que passam os países, a força simbólica do chefe da Nação se faz presente, confortando e se solidarizando com a dor da população.
Estamos vivendo um desses momentos graves.
Por isso, não se compreende por que até agora o presidente Lula não dirigiu um pronunciamento à Nação.
Lula é homem de palavra fácil, gosta de discursar e discursa muito. Um pronunciamento seu mostraria sua preocupação com a dor das famílias enlutadas e com a apreensão de todos os brasileiros.
Não se espera do presidente da República que conheça todos os detalhes técnicos. Não é esta a sua função.
Espera-se do presidente uma palavra de conforto, que mostre a todos que o primeiro mandatário do país está junto com o seu povo.
Já vamos para 48 horas depois desse terrível acidente, e até agora o presidente só se manifestou através do porta-voz, numa nota fria, sem alma, sem emoção.
A omissão do presidente só pode constituir uma derrota para o secretário de Comunicação Social. Franklin Martins é um jornalista experiente e conhece a importância da força simbólica da palavra do presidente da República numa hora dessas.
Ninguém está pedindo a Lula que pilote um avião, apenas que pilote o país"."

Dica de Cinema-Independência ou Morte

Dez meses para esclarecer tudo?

Os responsáveis pela insvestigação do acidente da TAM informam, que vão demorar dez meses para esclarecer tudo. Até lá oremos para que não hajam outros acidentes para investigar.

Alguém vai pedir desculpas para Elisa?


"Era assim, "minha princesinha", que Arnaldo Ramos Batista, funcionário da TAM que estava no vôo 3054, chamava a filha na sua página do Orkut. Ele escolheu o nome do bebê; ele posou para fotos beijando a barriga da mulher, Sandra, quando a menina ainda não tinha nascido.
Angustiou-se no dia do parto, sofreu, suou frio e teve muito medo. Chorou quando ouviu seu bebê chorar pela primeira vez. No dia do batizado, lá estava Arnaldo sorridente tirando fotos de Elisa e da família. Algumas imagens ficaram desfocadas, mas ele nem percebeu e exibiu todas na internet.
Sandra escreveu sobre Arnaldo um texto emocionado que começa assim: "Ele foi a melhor coisa que me aconteceu na vida"..."
Blog do Noblat

Esclarecendo tudo!

Ministro da Justiça, Tarso Genro, diz que tudo será, absolutamente, esclarecido em relação ao acidente da TAM. É o que todo mundo está esperando.

Cautela?

Sobre o acidente da Tam o ministro da defesa Waldir Pires pediu CAUTELA. AJUDOU BASTANTE!

Mais sobre a tragédia

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM61910-7823-GLOBO+NEWS+AO+VIVO,00.html

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Charge

Quem sustenta a prostituição infantil ?

Quem sustenta a prostituição infantil no Brasil? Arrisco um palpite:

  • A falta de educação.
  • A miséria.
  • Os tarados em suas variadas modalidades.
  • Os conselhos tutelares ineficiente em todo o Brasil.
  • Os policiais corruptos que se favorecem com isso.
  • Os cafetões e cafetinas que agenciam meninas e meninos por todo o Brasil.
  • Os governos que tratam o assunto como secundário.
  • Políticos que são beneficiados, inclusive financeiramente, por esses esquemas imundos.
  • Eu e você que podemos denunciar e ajudar no combate a essa realidade e pouco fazemos.

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ORIGINALMENTE PUBLICADA NESTE BLOG EM VINTE DE MAIO DE 2007

A fonte da riqueza é o trabalho

Quase todas as religiões pregam que a riqueza e a virtude advem do trabalho árduo.

Nós no Brasil estamos acostumados a conviver com a riqueza que vem do saque, do espólio das coisas públicas e da exploração do homem pelo homem.

Quem bom será, quando chegarmos a uma conclusão simples de que ao menos não devemos ser coniventes com aqueles que confundem o que é público com o que é particular.

O acidente com o avião da TAM ontem

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM702736-7823-AIRBUS+DA+TAM+BATE+EM+PREDIO+E+PEGA+FOGO+EM+SAO+PAULO,00.html
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Informações do Jornal Nacional sobre o acidente:
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL72127-5605,00.html

terça-feira, 17 de julho de 2007

Dica de Cinema-Rainha Margot







Entrevista de Luiz Carlos Azenha-Parte III

Entrevista de Luiz Carlos Azenha-Parte II

Entrevista de Luiz Caralos Azenha-Parte I

Sabrina Sato entre os índios


Nossa paciência!

No Brasil realmente somos um povo, excessivamente paciente, capaz de tolerar o intolerável, saqueados somos, todos os dias, e acordamos, vamos ao trabalho e tocamos em frente. Até quando?

Promessas já não enganam, aqueles com maior grau de informação, mas infelizmente parcela expressiva da nossa população deixa se levar por elas, e todos arcamos com os prejuízos.

Em algumas horas somos tentados a mandar tudo pelos ares, mas acossados pelos senso de responsabilidade e pelo temor de que algo pior venha a ocorrer, vamos tocando nossas rotinas, como se a normalidade fosse a característica do momento.

O que tem de normal nas inúmeras tragédias sociais que o Brasil vive a décadas? Somente os imbecis são capazes de considerar normal, as incontáveis mazelas que enfrentamos a anos.

Comentário pertinente

Comentário do Professor Diógenes ao texto Piso do Policial, Piso do Professor:
"Diógenes Figueiredo Leite disse...
Concordo plenamente professor com suas palavras, isto apenas evidência como nossos políticos preferem investir mais na repressão do que na prevenção com uma educação de qualidade como todos os países desenvolvidos fazem. Só para citar tais políticos falam tanto em valorização, mas na verdade só estão ganhando tempo como sempre fizeram desde o início de nossa colonização, por isso nem sequer um filho de vereador aspira seguir a carreira do magistério. Em países com democracia consolidadas como por exemplo, me desculpem por falar sobre o homem mais odiado e poderoso do mundo o Sr Bush presidente dos E.U.A, a filha dele Barbara Bush é professora de escola pública e leciona à crianças! Isto é, um país de verdade, mas continuamos naquele país de Machado de Assis onde só é doutor quem faz medicina ou direito nessa elite retrograda. Me deculpe pelo desabafo, mas realmente é uma vergonha ser Brasileiro! Diógenes Figueiredo Leite Prof. de Ling. Inglesa formado na U.F.P.B
Terça-feira, 17 Julho, 2007 "

Charge


segunda-feira, 16 de julho de 2007

Caixeiro do Riso




Temos uma chance

Hoje por causa da internet, temos uma modesta chance de interferir no noticiário. Você sabe que coisas importantes no nosso país tem pouco destaque na TV, no rádio, nos jornais, mas na internet podemos, mesmo que de forma limitada, e precária, colocar outros assuntos, noticias que de outra forma ficariam escondidas.

Muito criticamos a programação das TVs, mas hoje podemos disponibilizar via internet uma série de programas de boa qualidade, sobre muitos assuntos de maneira gratuita ou barata. Isto já é uma concorrência, e uma alerta para que as TVs repensem as suas programações.

As televisões brasileiras infelizmente não colocam o Brasil por inteiro nas suas programações, normalmente retratam a realidade de São Paulo e do Rio de Janeiro. No entanto na internet podemos colocar notícias de várias partes do Brasil, sem passar pelo filtro dos grandes meios de comunicação, isso pode ser decisivo para a democratização da sociedade brasileira.

Não perdem tempo


Pai decidi deixar o filho preso

Confira o Vídeo:

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL70519-5598,00.html

domingo, 15 de julho de 2007

Charge do Gerson



A influência das telenovelas

Uma comissão do senado federal realizou uma audiência pública a alguns dias para discutir a influência das telenovelas na formação ética e moral dos brasileiros. Penso que foi uma iniciativa bastante interessante e merece uma reflexão de toda a sociedade.

Novo vídeo de Bin Laden

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM701583-7823-NOVO+VIDEO+DE+BIN+LADEN,00.html

sábado, 14 de julho de 2007

PSOL, UMA TENTATIVA INCOMPLETA

O PSOL, surgiu como uma tentativa de setores descontentes com o PT, mas até agora não conseguiu empolgar. A postura da senadora Heloísa Helena, não agrada a todos os líderes, em razão de sua radicalidade, que beira a raiva.

Se o PSOL ficar restrito a senadora Heloísa pode realmente se tornar mais um partido de esquerda, pequeno e dogmático, sem maiores repercussões na sociedade brasileira. A falta de unidade também assombra os psolistas.

No entanto o PSOL guarda uma radicalidade e uma capacidade de encampar demandas antigas da sociedade brasileira, que pode lhe dar vida. Não cair num brete estreito parece ser o seu maior desafio nestes dois primeiros anos.

Pelo que ouvimos dos seus líderes não existe um consenso sobre uma série de pontos fundamentais dentro do partido. O que é unanimidade dentro do partido é uma avaliação extremamente crítica em relação ao governo Lula.

Os parlamentares do PSOL tem se caracterizado por uma atuação firme, forte e combativa no parlamento, fato que alarga muito a visibilidade do partido na sociedade. Outra grande preocupação do partido e não reproduzir vícios que atolaram o PT em uma situação complicada, como por exemplo a primazia das disputas eleitorais em detrimento da luta social.

Charge

Editorial do Jornal do Brasil

Editorial: Armadilha de um piquete solidário
O presidente da República cedeu à tentação da generosidade pessoal de Luiz Inácio da Silva e à solidariedade sindical de Lula ao apoiar o indivíduo Renan Calheiros, que se aferra ao cargo de presidente do Senado, apesar da investigação sobre quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética. A declaração do chefe da nação sobre a necessidade de a Polícia Federal ser cuidadosa quando investiga os cidadãos ou são óbvias ou se constituem num desastrado recado de apoio ao agora amigo senador.
O presidente Lula tem sabedoria política, caso contrário não teria construído um partido político nem seria reeleito, mas caiu na armadilha preparada por Calheiros quando considerou as denúncias como jogo da oposição ao qual o Planalto não pode ceder. Mesmo que o presidente tenha usado de moderação incomum na tentativa de não dizer mais do que pensa, venceu o desejo pessoal de confortar e o hábito de sindicalista de abrir um piquete de solidariedade.
Engana-se o presidente se imagina que o país, a Presidência da República e o Senado ficaram melhores depois que interveio, por enquanto pela retórica.
Do episódio, saem todos perdendo, exceto o senador Renan Calheiros. Sabe o líder sindical que não se faz bom acordo com patrão intransigente. E não se conhece intransigência maior do que a do comandante do Congresso em campanha para sair ileso da trapalhada em que se meteu sozinho.
Sabe o político petista que não se dá trégua ao poder, seja de que partido for. E não se nota uma oposição tão desorientada desde que o Congresso se reergueu da ditadura militar. Deveria saber o ocupante do principal gabinete do Planalto que a instituição está acima de circunstâncias passageiras que não são obstáculos reais à democracia nem aos melhores planos do governo.
O presidente também prestou um desserviço às missões da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, embora ninguém vá dar-se por achado. Claro que as duas instituições não podem julgar, mas também não cabe a um integrante do Executivo absolver. A questão é de uma clareza atroz: se o senador Renan Calheiros é inocente ou culpado das acusações, que seja julgado. Em ambos os casos, que se afaste da presidência do Senado e deixe a Casa trabalhar em paz.

Charge


O Pescador


Tarsila do Amaral

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Americanismo

Deu no Blog do Alon

"Americanismo (13/07)
O Sergio Leo postou no blog dele um texto esclarecedor sobre a visita do subsecretário de Estado dos EUA, Nicholas Burns. O Sergio disseca o ridículo dos que tentam apontar um suposto antiamericanismo na nossa política externa. Não é novidade na História do Brasil as nossas elites advertirem Washington sobre o "antiamericanismo" de governos que elas querem remover, em proveito próprio. Só que desta vez deram azar: nunca desde Eurico Gaspar Dutra o Brasil esteve tão alinhado aos Estados Unidos. Graças ao etanol e aos biocombustíveis. A desestabilização do Mercosul e o afastamento entre de um lado o Brasil e de outro a Venezuela, a Bolívia e Cuba desenham o cenário de uma gigantesca vitória diplomática para o governo de George W. Bush. O fato tem recebido pouco destaque, infelizmente. À direita, como disse, interessa alardear um inexistente antiamericanismo supostamente praticado pelo Brasil. Para ver se arrumam lá fora o apoio político que lhes falta aqui dentro. Já à esquerda anti-Bush interessa esconder o americanismo pelo qual nos vai conduzindo a diplomacia de Luiz Inácio Lula da Silva. Para manter vivo o mito de que somos governados por alguém que estaria "afrontando o império". Voltarei ao assunto. Aliás, já escrevi sobre isso lá atrás, em Que antiamericanismo?, em março. Está valendo."

Perseguição no IBAMA

Funcionários do IBAMA em greve denunciam perseguições do governo. Era só o que faltava.

Gabeira e o Fora Renan



O silêncio encorajador

O silêncio da sociedade encoraja os trambiqueiros como Renan Calheiros a continuar nas suas atividades criminosas.

Cristo Redentor que maravilha do mundo!

Que o mundo saiba que em volta de uma das maravilhas do mundo, existe violência, tráfico de drogas, morte, miséria, e indiferença das elites e das autoridades.

IBAMA

Funcionários do IBAMA ainda em greve não aceitam a proposta do governos de repartir as atribuições da instituição. O assunto vai causando muita polêmica o governo tenta jogar para cima do IBAMA a responsabilidade pelos atraso de certas obras.

Crônica do Márcio

“PAN” PARA QUEM TEM FOME

Nesta sexta-feira 13, não sei se por sorte ou azar, inicia-se oficialmente os Jogos Pan Americanos no Brasil... Reconheço, como a maioria dos brasileiros, a importância de um evento deste porte para divulgar o nosso país por toda a América e pelo mundo afora. Bem sabemos que o Brasil tem muito a crescer ainda, mas em vista de cinco ou seis anos atrás evoluimos consideravelmente na questão social e na diminuição da desigualdade entre as classes... Quem não gosta nada disso são os grandes empresários que vivem na fartura às custas da mão de obra do proletariado que não tem direito a um fio sequer da fatia do bolo que a empresa lucra com o seu trabalho, não sabe para onde vai tudo aquilo que suas mãos produzem, muito menos o dinheiro que elas geram... Não tem como não se indignar, mas de qualquer forma, nosso país merece este evento esportivo.

Bem, voltemos ao Pan: Para quem está atento aos noticiários, já deve ter percebido que a expectativa é grande pela espera deste grandioso evento e entre uma e outra notícia dos boletins do Pan, percebe-se, discretamente que os gastos com o evento ultrapassaram demasiadamente o orçamento previsto: O que era para ficar em alguns milhões de reais (não sei o número exato, mas nem os organizadores parecem saber), já ultrapassa os cinco bilhões (estou jogando baixo)... Ufa! Parece que passou um pouquinho: mais ou menos quatro bilhões, um valor que não cabe na minha cabeça nem na minha conta corrente. É! Acho que deve estar no limite de tolerância de 400%... “Coisa pouca!”.

De forma alguma estou contestando o valor gasto com os jogos, tenho certeza que o retorno será maior... Só não entendo porque não foi previsto antes! Isso está me cheirando mais à superfaturamento que à burrice dos organizadores... Algum distraído andou perdendo essa verba: Procure em seu bolso... Não está por aí?... Pois é, nem mo meu!... E certamente nem no bolso daquele trabalhador que construiu a vila do Pan, reformou e construiu complexos esportivos, trabalhando de sol a sol, sob os braços abertos do Cristo Redentor, eleito uma das maravilhas do mundo moderno, arriscando o “pêlo” e comendo marmita fria para o povo das Américas aplaudir seus atletas...

Onde está o dinheiro?... Certamente na conta de quem menos necessita.

O esporte pode fazer a moral de uma nação, como acontece no Brasil com o futebol e nos “inimigos do mundo” com o basquete, porém, quando existem outros interesses capitalistas e desumanos, a moral despenca... Mas porque pensar em moral quando se tem dinheiro sobrando?... Parece que a tal moral se aplica somente para os pobres, fato visível nas campanhas feitas na “poderosa do plim-plim” e em outras emissoras de TV com umas animações “meia boca”, questionando a população sobre seus atos e culminando com a seguinte frase:

“A corrupção existe em vários níveis e em nenhum deles ela é boa: Nem no governo, nem nas escolas (...) muito menos na sua vida”...

Parece que o pobre, que é o menos corrupto por excelência (justamente por isso que é pobre), é também o mais cobrado...

Não podemos esquecer que nosso país é um forte candidato à sede da copa de 2014: Será que vai estourar o orçamento outra vez? É melhor o “povo lá de cima” ficar atento e preparado para “engordar” o bolso enquanto torcemos por nossa seleção-canarinho e estouramos nosso mísero orçamento para ver vinte e dois homens correndo atrás de uma bola, porém torcemos só por onze deles.

E o povão?... Não sei!...Deve estar passando fome... Chega! Já estourei meu espaço previsto para esta coluna...

Márcio Roberto Goes
Cadê meu dinheiro?... “Pan!!!... Sumiu!?

A credibilidade das instituições


Não existe "salvação" fora da Igreja Católica

Quando se pensa que a Igreja Católica está se esforçando para reconquistar as ovelhas debandadas de seu rebanho, eis que vêm considerações nada amistosas do Papa Bento XI em relação ao ritual da igreja e aos protestantes.
Um documento publicado pelo papa quando ele era cardeal e que agora foi revisado, deverá ser divulgado nesta quinta-feira, segundo fontes do Vaticano.
No documento, o papa reivindica que as missas sejam feitas em Latim, mas o item mais polêmico está na declaração que a Igreja Católica é a única que poderá dar salvação aos cristãos e que as igrejas protestantes são ‘incompletas’.
Bispos e padres católicos estão desapontados com a divulgação deste documento. Segundo eles, a missa em latim será um retrocesso e a declaração da ‘plena’ salvação só no catolicismo afastará o diálogo ecumênico com as outras igrejas cristãs.
É esse autoritarismo e indiferença do catolicismo que afasta milhares de fiéis no Brasil e que esvazia seus templos em várias partes do mundo. O papa agora é Deus para definir quem será salvo?
Meu Deus, quanta prepotência! E os escândalos no seio da Igreja Católica envolvendo os padres, será que Deus vai salva-los só porque são católicos?
Será que já não chega os políticos com suas representações fajutas e agora teremos que engolir também o fundamentalismo católico?
Jesus, tenha misericórdia de nós, pois seus ‘representantes’ não sabem o que dizem.
Vagner Rosa

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Editorial do Blog do Noblat

Fora, Renan! (Editorial do blog)
Diante do grave momento político que vive o Congresso, este Blog resolve assumir suas responsabilidades e diz o que vai na alma de expressiva parcela dos brasileiros: ninguém agüenta mais a cara feia e o cinismo do presidente do Senado Renan Calheiros, que dia-a-dia consegue avacalhar ainda mais a imagem do Parlamento perante o país.
Hoje de manhã, chegamos ao fundo do poço: o primeiro mandatário do país e chefe do Poder Executivo, o presidente Lula, pediu que o ocupante do quarto cargo mais importante da República, justamente Renan, evite presidir a sessão desta noite do Congresso destinada a votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
A oposição promete obstruir a sessão se Renan cumprir a ameaça de exibir sua cara-de-pau no plenário.
Ou seja, aquele papo do velho Montesquieu, de que os poderes são harmônicos, autônomos e independentes entre si, foi para o vinagre. Renan atrapalha o processo democrático, foi o que Lula disse com o seu gesto.
O recado foi transmitido pelo ministro Mares Guia, das Relações Institucionais, ao presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), e ao líder do Governo na Câmara, deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE).
E, num sinal eloqüente da erosão de sua autoridade política e moral, Renan é que teve de ir ao gabinete de Temer na Câmara dos Deputados para receber o puxão de orelhas lulista. E mesmo assim Renan ainda insiste em dizer que tudo é uma pseudo-crise. Imaginem se fosse uma crise real!
O nível de esquizofrenia de Renan chegou ao auge logo depois da reunião com Temer e José Múcio, ao fingir naturalidade e dizer que "só vai comandar a votação se houver algum problema na sessão".
Renan sabe que não há nenhum problema. Ele finge ignorar que ele – Renan – é o problema, um fator nunca antes visto neste país de tanto constrangimento moral e político para presidir o Senado diante de grave quebra do decoro e da ética parlamentar.
"Se a sessão não ocorrer normalmente, vou botar ordem na casa", ousou dizer Renan antes de desistir de presidi-la. E o disse com a cara feia de cartaginês que assustaria até um Catão.
Mesmo uma mentalidade bovina entende, hoje, que Renan já não bota ordem – o que ele estabelece é a desordem, o caos, a balbúrdia, o motim, a rebeldia do mais pacato e complacente dos senadores ao insistir, de forma desafiadora e quase doentia, que não há problema no Senado e que dali não arredará o pé.
Renan, hoje, é a própria desordem que fere a ordem estabelecida. Deixou de ser um problema político. Está se transformando numa deprimente questão clínica. Logo, logo, vão precisar de uma camisa-de-força para arredar a crise. Não faltarão mãos limpas para tomar tão profilática medida.

A UNE vai radicalizar

A nova presidente da UNE, Lúcia Stumpf, garante que a entidade vai radicalizar. Então tá, esperemos a radicalização.

Perder dois mil cargos de confiança?

Imagine se o governo de Santa Catarina, a exemplo dos governos de outros estados, vão abrir mão de indicar partidarimente 2000 cargos de confiança para as direções das escolas.
Não tem questão constitucional alguma, o problema é exclusivamente político. E pensar que o PMDB foi contra a ditadura militar.

Jogando para a platéia

Senadora Ideli Salvatti protocolou um projeto para instituir eleições diretas para os diretores das escolas públicas de todo o Brasil. Sabe a senadora que o projeto não será aprovado, até porque seus companheiros do PMDB são contrários, portanto, é mais um jogo para a platéia.

Coluna Prestes

A ditadura militar no Brasil

Aprovada LDO

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM700599-7823-LEI+DE+DIRETRIZES+ORCAMENTARIAS+E+VOTADA+SEM+RENAN,00.html

Vão defender o trambiqueiro

O governo federal vai continuar defendendo o senador Renan? Aparentemente sim, não chega a ser uma surpresa, mais era mais uma oportunidade de assumir uma postura digna.

Cala boca Arruda

O senador Inácio Arruda, para defender o senador Calheiros descambou para a luta de classes. Vão se respeitar senador, trambiqueiro é trambiqueiro, ou se defende eles ou se acusa.

Esquecendo Deus

Juro que, depois dessa coluna, deixo o tema religião de lado por uns tempos. O problema é que, quanto mais tento explicar meu raciocínio, menos compreendido sou, a julgar pelo crescente número de e-mails que recebo.
Retomemos a questão desde os seus prolegômenos. Não sou contra a religião assim como não sou contra a literatura, o sexo e as drogas. Todos eles podem ser fonte legítima de prazer para quem os usa. E não dá para negar que muita gente encontra conforto junto à religião. Alguns experimentam até mesmo o êxtase. Há ainda quem dela se valha para formar e cimentar um círculo de relacionamentos sociais, mais ou menos como um clube. Para nenhuma dessas funções, entretanto, é necessário que ela seja verdadeira. Aliás, afirmar que determinada religião é falsa é uma asserção com a qual a esmagadora maioria da humanidade tende a concordar, desde que o juízo não se refira a seu próprio credo.
Para que a prática religiosa se mantenha legítima, isto é, mais benigna do que maligna, é necessário antes de mais nada que ela não sirva de pretexto para imposições e violência. Se alguém, mesmo contra todas as evidências, quer acreditar que vinho se converte em sangue, e a hóstia, em carne, tem o direito de fazê-lo. O que não dá para aceitar é que, em nome dessa e de outras idéias às vezes exóticas, derive um código moral e busque empurrá-lo goela abaixo de toda a sociedade, incluindo os que não partilham das mesmas crenças, as quais, vale insistir, têm uma base empírica extremamente frágil, para dizer o mínimo.
E, infelizmente, a história está repleta de guerras e massacres cometidos em nome da religião. Mesmo hoje, em pleno século 21, muitas vezes é a fé que define aqueles a quem podemos matar. Terroristas jihadistas têm o "dever" de matar infiéis. Sunitas e xiitas no Iraque estão, em nome da verdadeira sucessão do profeta, autorizados a dizimar-se uns aos outros. Nós, no Ocidente, lançamo-nos na missão sagrada de semear a democracia no mundo islâmico. Fazemo-lo, é claro, atirando bombas. Aos que inadvertidamente morrem no processo chamamos eufemisticamente de "danos colaterais". Em geral, são muçulmanos árabes, africanos ou asiáticos.
Não estou, evidentemente, atribuindo à religião toda a violência de que o homem é capaz. Ao contrário, estou convicto de que, não fosse a fé, encontraríamos outros pretextos para nos massacrar, como a coloração da pele, o idioma de origem ou alguma outra bobagem do tipo a mão que usa para escrever. É inegável, entretanto, que a religião serviu e está servindo de motor à barbárie. Nesse contexto, e dada a virtual impossibilidade de simplesmente acabarmos com os credos, a medida óbvia que se impõe é conter o fervor religioso das pessoas. Se todos forem um pouco mais relapsos na implementação de mandamentos que cobram a destruição dos infiéis, teremos um mundo mais pacífico.
Também não nego que a religião esteja na origem de coisas, senão boas, pelo menos interessantes, na música, na arquitetura, na pintura e, acrescento por minha conta e risco, na sutil arte metafísica. Só que vale aqui o mesmo argumento da violência. Não é porque essas realizações se deram sob o signo da religião que não teriam ocorrido sem ela, que, de resto, esteve com o homem desde que ele desceu das árvores. Daí não decorre que ela seja a responsável direta por todas as obras humanas, sejam elas boas ou más.
Isso nos leva a uma pergunta interessante. Por que diabos a religião existe? A resposta é mais ou menos óbvia para o crente: para honrar a Deus e pedir-Lhe que interceda por nós. Curiosamente, é entre agnósticos, ateus e outros que buscam uma abordagem científica do fenômeno religioso que a questão se torna controversa. "Grosso modo", há os que lhe reconhecem algum valor, como o de reforçar os laços sociais entre as pessoas numa comunidade, e os que a consideram um mero efeito colateral --e adverso-- da circuitaria cerebral humana. O biólogo Richard Dawkins, por exemplo, aposta que o pendor humano pelo sobrenatural é o resultado inopinado do módulo cerebral que nos torna crianças obedientes, acreditando, sem nenhum espírito crítico, nas histórias que nossos pais nos contam. Especialmente no passado darwiniano, obedecer cegamente aos mais experientes ajudava a manter-nos longe de perigos. Outros autores, como o filósofo Daniel Dennett, elaboram um pouco mais a questão, sugerindo a concorrência de outros módulos neuronais, como a tendência a ver agentes onde só existem sombras (o seguro morreu de velho) e a inventar explicações, ainda que infundadas, para tudo --característica que, embora nos faça pagar alguns micos, pode contribuir para a sobrevivência do grupo.
Sei que nós, seres imperfeitos, não devemos questionar as decisões do Altíssimo, mas convenhamos que não faz muito sentido para um Deus onipotente e benevolente revelar-se na forma de colecionador de prepúcios para os judeus e, para os maias, como um espectador ávido por sacrifícios humanos. A hipótese de que deuses são criações humanas explica muito melhor a universalidade do fenômeno religioso do que a teoria das "sementes de verdade" propugnada pelo catolicismo.
Alguns de meus interlocutores partiram dessa universalidade da religião para concluir que ela é necessária e benéfica. Até admito que, no passado, ela possa ter ajudado. Já não é o caso. A religião acabou tomando rumos que a tornaram uma força mais maligna do que benigna, atuando muito mais para separar as pessoas --e de forma violenta-- do que para uni-las. Um dos responsáveis por essa transformação foi o advento do monoteísmo, tão celebrado por judeus, cristãos e muçulmanos.
É claro que os povos já guerreavam muito antes de Abrão deixar a cidade de Ur, na Caldéia. Só que os combates não costumavam vestir as roupagens da religião. Aliás, nem havia necessidade. Uma das vantagens do politeísmo é que ele favorece o livre intercâmbio de deuses. Um babilônio e um grego tinham inúmeras diferenças, mas, se havia algo que podia uni-los, era justamente identificar as semelhanças entre Ishtar e Afrodite, que se tornavam apenas diferentes nomes da mesma deusa. Com o monoteísmo, veio o exclusivismo. Deus não apenas pedia para ser louvado como passou a exigir a destruição de seus, digamos, concorrentes. Estava aberta a avenida para a intolerância religiosa, que até hoje segue contabilizando vítimas. Nesta semana mesmo, o Vaticano soltou um novo documento que volta a proclamar sua superioridade sobre as igrejas ortodoxas e as "seitas" protestantes. "Quod erat demonstrandum".
A forma como encaramos Deus é, felizmente, mutável. Ishtar, Afrodite, Mitra, Wotan e vários outros panteões foram esquecidos. O próprio Iahweh do Antigo Testamento se tornou, de algum modo, menos raivoso: a grande maioria dos judeus e dos cristãos já não apedrejam aqueles que levam Seu santo nome em vão. É um progresso. E, já que todos os sinais são de que a religião não desaparecerá tão cedo, resta esperar que ela continue se modificando para assumir formas menos destrutivas. Não creio que isso ocorrerá no horizonte de nossas vidas, mas quem sabe no dos netos dos netos de nossos netos.
Hélio Schwartsman,

Luis Carlos Prates

Ser feliz
Sempre foi difícil, agora está mais difícil ainda, achar o caminho para a felicidade. Claro que, instintivamente, todos sabemos qual é o caminho, mas estamos mandando ao diabo o instinto. Não o queremos ouvir. Melhor é tapar os ouvidos e seguir o rebanho. Rebanho, sim, pessoas que se multiplicam no mesmo e errado comportamento não passam de rebanho. Muito espertos foram os antigos pensadores religiosos, muitos espertos. Chamaram as multidões de rebanho, muitos espertos.O que quero dizer, leitora, é que hoje não se pode, está proibido, ser feliz sem dinheiro. E antes que alguém me diga que é impossível ser feliz debaixo da ponte, comendo restos jogados pela misericórdia de poucos, digo que não falo dos mendigos da vida, falo dos mendigos bem-vestidos. Nós, mais das vezes. Claro que a porta ficou aberta para a leitora escapar, afinal, os errados são sempre os outros, não é? Antes de dizer a que venho, é possível, sim, que um mendigo seja mais feliz que nós ou que muitos de nós. Nós somos insaciáveis, queremos mais e sempre mais, e nunca queremos do que nos faz bem: o essencial. Queremos do que nos faz mal: as farturas. Um sujeito, por exemplo, ganha 50 mil reais na loteria, um dinheiro que, convenhamos, caiu do céu, mas o "felizardo" fica infeliz. Ele queria ter ganho 100 mil e fica se dando aos diabos por não ter ganhado o dobro do que ganhou. É ou não é um estúpido? A maioria é assim, estúpida.Digo a que venho. Duas notícias. A primeira faz-me saber que um mexicano, Carlos Slim, homem de telecomunicações, desbancou Bill Gates como o sujeito mais rico do mundo. Que pena que tenho dele. Dizem que ele acumula U$ 68 bilhões. Não sei o que isso significa, sei apenas que quem tem "apenas" 1 bilhão de dólares pode gastar 1000 dólares por dia durante 3000 mil anos. Já nem sei mais o que pode então esse mexicano gastar. E será que o dinheiro tem gosto quando se tem tanto?Deve ser um sujeito muito infeliz, perdeu os desejos na vida, não mais os pode ter, ele terá a todos na mão no momento em que desejar. E isso mata o desejar. Se a medida da felicidade é o dinheiro, ele é bem-aventurado. Será mesmo?Junto a essa notícia, outra. Está no Brasil o escritor americano Jim Dodge. Ele diz que nos Estados Unidos o sujeito só pode ser feliz de dois modos: ou tendo muito dinheiro ou desejando ter apenas o essencial. Ele diz que optou pela segunda hipótese. Sábio.Nossos desejos, quando não assentados sobre o que é essencial, nos empurram para o abismo do descontentamento. Pode-se ser feliz, sim, com o que temos agora...
Licenças
Manchete do DC: - "A farra das licenças médicas no Estado". Tenho o direito de perguntar: os diagnósticos são bem-feitos? Rigorosos? E os doentes são mesmo doentes? Sempre. ..?
Safados
Borracharias por todo o Brasil alugam pneus novos para pobretões irresponsáveis levar o carro para ser aprovado nas vistorias. Não tens dinheiro, cara? Anda a pé. Te enxerga.
Tatuagem
Mulheres, sempre elas, continuam mandando tatuar o nome de bobões - namorados - pelo corpo. Depois, abandonadas, dão-se para os diabos para apagar o erro. E os bobões nem aí.
Elas
Triste manchete: - "Maioria das mulheres quer nome do noivo". Significa levar a marca de "propriedade"... Você já viu o contrário, um homem com o sobrenome dela? Algumas gostam de algemas.
Falta dizer
Muita gente anda circulando em busca de emprego. É bom que a turma não esqueça que deve conjugar duas virtudes para chegar ao ponto: vontade e qualificação. Sem essas duas "fadas", vai ser difícil. Mas tem uma coisa: as duas dependem só da pessoa.Não adianta culpar terceiros.

Cartão-Postal

Cartão-Postal Tarsila do Amaral

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Saulo, Cabalchini e Assis

Muitas pessoas acreditam que o próximo pleito municipal, em Caçador vai ser disputado por Valdir Cobalchini, Saulo Sperotto e Assis Pereira. Se assim for, o candidato do PMDB precisa acelerar certos procedimentos na SDR, que andam a passos de tartaruga. Caso contrário, sua candidatura vai ter dificuldades.
O PMDB muito gostaria de voltar ao paço municipal, mas precisa agilizar um pouco suas ações, do jeito que anda pode ficar atrás do PT como aconteceu no último pleito. O atual prefeito por sua vez não está deitado em berço de ouro, algumas das suas promessas ainda não foram cumpridas, e, o povo às aguarda com ansiedade, especialmente o asfaltamento das ruas, promessa que rendeu votos, mas, agora pode tirar.
O candidato do PT tem dado sinais de que pode concorrer novamente a prefeito. Se o fizer será a primeira vez que o PT repete o candidato. Mesmo não sendo mais um candidato surpresa, Assis pode repetir a votação que fez na última eleição, e sonhar com uma possível vitória.

Trabalho Escravo

Deu no Blog do Noblat
"O mapa do trabalho escravo
De Carolina Brígido em O Globo, hoje:
"O Ministério do Trabalho encontrou nos últimos seis meses 51 empregadores utilizando mão-de-obra em situação de escravidão. Os nomes foram incluídos na chamada lista suja do governo. Elaborada pelo ministério, a relação tem agora 192 empregadores, pessoas físicas e jurídicas de 16 estados flagrados usando esse tipo de trabalho em propriedades rurais.
No último semestre, apenas 22 nomes foram retirados da relação pois conseguiram regularizar a situação dos trabalhadores e pagaram as multas aplicadas pelos fiscais. Antes de deixar a lista, o empregador é monitorado pelo período de dois anos. Boa parte dos empregadores que integram a relação suja foi denunciada pelo Ministério Público do Trabalho e responde a ações judiciais pelos crimes.
O maior número de empregadores que exploram o trabalho escravo está no Pará, com 52 nomes na lista do ministério. Em seguida vem Tocantins, com 43; Maranhão, com 32; Goiás, com 24; e Mato Grosso, com 16. O mapa da escravatura no Brasil segue a lógica geográfica do desmatamento da Amazônia e do cerrado. Nas duas regiões, a vegetação nativa tem sido substituída pela atividade agropecuária"

Charge



Criatividade

Eles também querem uma pensão de Renan

Pensão paga por senador leva corredores de Brasília a fazerem bem-humoradas faixas de protesto
Soraia Costa *
A divulgação de que o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), pagava R$ 12 mil de pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, mãe da filha de três anos do senador, por meio de um lobista da empreiteira Mendes Júnior gerou indignação nos brasileiros, mas também causou uma pontinha de inveja em muitos.
Ao participar da 7ª Corrida de Rua de Taguatinga (DF), a administradora de empresas Graça Melo, 55 anos, viu a faixa “Come eu Renan” (assim mesmo, sem a vírgula), feita por um grupo de corredores que tradicionalmente faz chacota sobre questões políticas e sociais, e decidiu tirar uma foto. Foi um sucesso. Ela colocou a foto em seu Orkut e a imagem começou a circular pela internet, indo parar em diversos blogs.
“As pessoas estão mais preocupadas em participar mais e cobrar mais da política, nem que seja com uma simples faixa”, disse Graça ao Congresso em Foco.
Ela explicou que é separada, mãe de quatro filhos e que nenhum deles recebe tanto dinheiro quanto a filha de Renan. Por isso, quando viu a faixa, logo teve a idéia de tirar a foto. “Se por um lado ele agiu errado com relação à origem do dinheiro e à maneira como foi feita a negociação, por outro ele foi muito correto com a moça”, disse, referindo-se à assistência dispensada por Renan a Mônica Veloso.
Graça, no entanto, garantiu que a explicação dada pelo presidente do Congresso não a convenceu. “E isso ainda está atrasando o trabalho da Câmara e do Senado”, acrescentou.
Para ela, esse tipo de protesto, mesmo que bem-humorado, é uma forma de a população mostrar que está atenta ao que acontece no Legislativo. “É uma forma de o povo mostrar que está acompanhando o comportamento daqueles que receberam votos e de cobrar esses votos que deram. Mas acho que está muito perto da população ir para as ruas mesmo e dar um basta, porque estão todos muito indignados”, defendeu Graça Melo, que é funcionária pública federal.
Assim, até eu!
Um dos autores da frase, o também servidor público Geraldo Custódio, 53 anos, era quem segurava a faixa no momento em que ela foi vista por Graça. "Na corrida, foi a maior gozação", conta ele. "Quando me perguntavam como assim 'come eu Renan', eu respondia que por uma pensão daquelas até eu queria ser a Mônica Veloso".
O grupo do qual Geraldo faz parte não tem nome definido, mas começou a levar faixas para eventos esportivos na época em que estouraram as denúncias do mensalão. Ele e um grupo com mais dez amigos passaram a fazer os protestos durante corridas em diferentes cidades do país.
“Tudo começou na meia-maratona do Rio de Janeiro, quando corremos os 21 km carregando malas de isopor. Na época, ficamos conhecidos como ‘os malas de Brasília’, mas a cada corrida escolhemos o tema a partir do que está em evidência. Não necessariamente são questões políticas, mas com essas crises constantes, os temas políticos estão sendo predominantes”, explicou ele.
Na 7ª Corrida de Rua de Taguatinga (DF), além da faixa fotografada com Graça Melo, o grupo fez outras duas: “Renan é um paizão” e “Vavá é um amigão”. A segunda delas, em referência ao pedido de prisão do irmão do presidente Lula, solicitado pela Polícia Federal e negado pela Justiça por falta de provas. “Corremos por prazer, e nossa idéia é fazer chacota com o noticiário do dia. Por mais que seja brincadeira, fazemos as pessoas pensar”, acredita Geraldo.
Sr. ladrão, desculpe
Além das faixas, o grupo é conhecido por usar camisetas dizendo “Não roube”. “Elas geram várias interpretações, mas sempre levam à reflexão. E é isso que é importante”, argumenta Geraldo. “Gosto de brincar com as palavras para chamar a atenção para os problemas. Quando roubaram o som do meu carro três vezes em um mesmo mês, escrevi no vidro: ‘Sr. ladrão, o CD já foi roubado este mês, desculpe!’”, exemplifica o funcionário público. Além de estampar diversos blogs, a foto de Graça também passou a ser o tema de três comunidades do Orkut. O criador de uma delas, o analista de sistema Josimar Lopes, justificou sua idéia escrevendo:
“Considerando que a política nacional virou um lixo há muito tempo; que não se conta nos dedos das mãos o número de políticos honestos no país; que as leis não funcionam; que justiça é coisa para pobre; que o povo não ajuda; e que não vou acertar na Mega Sena; eu também quero uma filha do Renan. Renan, come eu!!! Este é um protesto de um brasileiro que se cansou do maior puteiro que virou este país!”
Como na frase daquela piada clássica do homem que insiste em manter o humor, mesmo tendo um punhal atravessando seu corpo de lado a lado, o Brasil segue daquele jeito que todos sabemos: "só dói quando eu rio".* Colaborou Lucas Ferraz
Congresso em Foco

Escândalo

Deu no Blog do Alon:
Rio de Janeiro (09/07) - Os ministérios da Agricultura e da Fazenda e a Comissão de Agricultura do Senado Federal devem definir até domingo (15) as condições para a renegociação das dívidas de agricultores. Segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, este é o prazo para que eles possam obter empréstimos para a safra de verão, que começa em agosto. “Deveremos ter regras que não se constituam impedimento para a obtenção de recursos para a próxima safra”. Uma das soluções em estudo seria jogar 80% das dívidas a vencerem este ano para o final das prestações, de modo a deixar o produtor adimplente. “É preciso encontrar uma fórmula para tornar o agricultor adimplente novamente. Estamos estudando adiar para o final dos empréstimos as prestações que não foram honradas por causa da situação desfavorável do setor em safras passadas”. O ministro disse que as dívidas do setor agrícola com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com o Banco do Brasil chegam a R$ 131 bilhões, incluídas as dívidas que vêm sendo renegociadas desde a década de 90 e cujo prazo de vencimento é nos próximos 20 anos. “A maior parte desta dívida tem prazo de vencimento de até cinco anos, mas você tem dividas que vêm sendo prorrogadas por até 20 anos e que vêm desde o início da década de 90. Causadas por fatores diversas que vão da seca aos planos econômicos”.Eis um escândalo bilionário. O agronegócio deve R$ 131 bi para o BNDES e o Banco do Brasil. Segundo a reportagem, "incluídas as dívidas que vêm sendo renegociadas desde a década de 90". Agora, o ministro da Agricultura propõe mais uma benesse, "jogar 80% das dívidas a vencerem este ano para o final das prestações". Pois eu tenho uma idéia melhor: executar as dívidas a partir de um certo valor. O agronegócio brasileiro sustenta-se num tripé: 1) prosperidade privada, 2) dinheiro público barato, na modalidade de empréstimos que não necessariamente precisam ser pagos e 3) recordes anuais de produção e também de choradeira. Querem capitalismo? Pois então que tenhamos capitalismo. Deve e não pagou, a dívida será executada. Aposto que não vai faltar terra para a reforma agrária. Talvez a coisa resvale em algum dos novos amigos de infância do presidente da República e de seu partido. Mas não se faz omelete sem quebrar ovos, não é?"