quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Saiba Mais - Voto na urna eletrônica

Atingiu a plenitude

O presidente Lula em um dos seus frequentes momentos de humildade disse que não guarda mágoa de ninguém. O homem mais se parece com Jesus, perdoa Collor, perdoa Deus e o Diabo, é alguém que atingiu a plenitude.

PLÍNIO questiona MARINA (fix)- Debate Rede Record 26-09-2010

Debate dos candidatos ao Governo de SC - 09/07/10 - ...

Debate entre Candidatos ao Governo do Estado de Santa Catarina na OAB/SC...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Dica de Cinema: Netto Perde Sua Alma Trailer

O terceiro e o quarto governo FHC

Não são poucos os cientistas sociais e historiadores que conceituam o governo Lula como o terceiro e o quarto governo FHC. É papo para muito tempo.

Bater em Marina

Diretriz da campanha Dilma nesse momento parece ser bater em Marina para evitar a tranferência de votos para a candidata do PV.

Balela

Quem defende com tanto empenho a mudança na legislação ambiental é obrigado a dizer que considera o aquecimento global uma balela. Será que tudo que andam dizendo é balela?

Arnaldo Jabor - As declarações feitas por Collor sobre José Sarney no pa...

domingo, 26 de setembro de 2010

A Marina do dedo verde

Quando ela fala, veias caudalosas se projetam no pescoço. Marina Silva tem uma voz arranhada, que parece emergir com esforço de sua figura esguia. Com essa voz não treinada, que vem de dentro, Marina foi a candidata, nesta campanha de cartas marcadas, que soube projetar melhor, com inteligência e ironia fina, suas palavras. Talvez porque fossem palavras dela e de mais ninguém. Não mais do mesmo, não o vale-tudo de quem dá mais salário mínimo, 13o de Bolsa Família, ou empregos para a parentalha.

O título deste artigo é uma alusão a O menino do dedo verde, livro infantojuvenil escrito pelo francês Maurice Druon, em 1957, e adaptado para desenho animado. O protagonista, Tistou, tinha um dom: onde colocava o dedo, nasciam flores. O menino conhece a miséria, a prisão e os hospitais. Decide alegrar esses ambientes. E, ao colocar o dedo no presídio, nascem tantas flores que as portas da prisão não fecham mais. Mas os presos não fogem porque o mundo havia mudado para melhor.

Trata-se de uma fábula. Mas, como a realidade desta campanha eleitoral anda difícil de engolir, fantasias são bem-vindas. Na reta final, uma marola verde se torna onda e atrai desiludidos. Marina, que já se apresentou como a “outra Silva” e a “primeira candidata negra à Presidência”, abandonou os slogans que empobreciam seu discurso para colocar o dedo verde nas feridas do país.

Não por acaso a candidata do PV foi quem mais se beneficiou dessa língua malcheirosa que escorre da Casa Civil de Lula. Após as denúncias de corrupção e tráfico de influência do braço direito de Dilma Rousseff, as pesquisas mostram uns pontinhos a mais para Marina. Era previsto. Essa acriana evangélica, com quatro filhos e coque austero, é a única novidade. Suas reflexões sobre o Brasil e os adversários têm um carimbo de franqueza, sem arrogância. Concordando ou não com ela, somos compelidos a escutá-la.

Suas frases de muito efeito ecoaram em cabeças pensantes e na juventude. Seguem-se algumas delas: “Lula e Dilma infantilizam o eleitor brasileiro com essa história de pai e mãe”. “É possível perder ganhando e ganhar perdendo.” “Serra e Dilma são inteiramente parecidos porque defendem um modelo de desenvolvimento do século XX.” “O Brasil não precisa de um gerentão” (referindo-se a Dilma). “Meus adversários criam duas novelas: numa, o Brasil é todo azul, na outra é cor-de- rosa.” Marina se diz contra “o ‘promessômetro’ para ganhar simpatia”. Quer acabar com o “voto por gratidão” e criar o “voto cidadão”. Difícil, inviável, dirão, mas há um componente de sedução em sua fala.

Na semana passada, depois que Lula proclamou, em mais um comício – “Nós somos a opinião pública” –, a menina do dedo verde reagiu: “Eu acredito na liberdade de imprensa. Acho que o presidente fez uma crítica à imprensa que é contraditória com toda a sua trajetória dentro do PT”.

Dilma perdeu a fachada de paz e amor e reagiu com fúria às denúncias na imprensa. “Ela teve uma recaída. Parecia até ela mesma”, teria dito um aliado da petista, segundo a Folha de S.Paulo. A outra má impressão da semana foi a entrevista de José Serra ao Bom dia Brasil, na TV Globo. Não deixou que os jornalistas perguntassem quase nada. Impedia apartes, num tom professoral e prepotente que afasta até seus eleitores. A uma repórter do humorístico CQC, da Bandeirantes, Serra perguntou se ela tinha namorado. Não é a primeira vez que perde a noção.

Sem plásticas ou cabeleireiros, Marina cresceu de estatura ao longo da campanha. Seu discurso a princípio ambientalista ampliou-se e ganhou consistência no campo dos valores e da ética. Mesmo que a enorme maioria dos brasileiros não vote nela, sabe-se o que sua candidatura representa: uma terceira via, de olho no desenvolvimento sustentável do século XXI, que não comporta esmolas para uma massa tutelada e semianalfabeta. Quando deixou o governo Lula, após quedas de braço com Dilma, Marina afirmou: “Perco o pescoço, mas não perco o juízo”. E não perdeu mesmo.

Ruth de Aquino é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro

Candidatos ao governo do RS testam seus conhecimentos

A MÍDIA COMERCIAL EM GUERRA CONTRA LULA E DILMA

A MÍDIA COMERCIAL EM GUERRA CONTRA LULA E DILMA

por Leonardo Boff

Sou profundamente a favor da liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o silêncio obsequioso pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o Brasil Nunca Mais onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida, me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e xulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito innovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

*teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.

YouTube El Plan Marshall Guerra Fría Cap 3 Part 1 5

sábado, 25 de setembro de 2010

Bela

PALESTRA DE VIVIANE MOSÉ - PARTE 01

Era - The Mass

Contos da Meia Noite - carta de um defunto rico

Contos da Meia Noite - O arquivo

Belas

O papel internacional do Brasil (Entre Aspas) 3 de 3

O papel internacional do Brasil (Entre Aspas) 2 de 3

O papel internacional do Brasil (Entre Aspas) 1 de 3

Islamismo após 11 de Setembro

Democratas

Em SC, os Democratas pode ter o seu único sucesso eleitoral para os governos estaduais. O candidato Raimundo Colombo pode ganhar no primeiro turno segundo a última pesquisa do Ibope.

Jarbas diz que Dirceu é o chefe da quadrilha

PINK FLOYD: THE WALL PART 3 OF 10

PINK FLOYD: THE WALL PART 2 OF 10

PINK FLOYD: THE WALL PART 1 OF 10

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pink Floyd Mother

O mar é nosso?

Vídeo do Greenpeace

Desmatamento

Código Florestal

A candidata do governo não deseja tratar do código florestal durante a campanha. Mas o que então que merece ser tratado em campanha?

José Serra no Jornal das Dez da Globonews - 11/08

Dilma Roussef na Globo News (09/08/2010) - Parte 2 de 2

Precipitados

O bom senso recomendaria a nenhum candidato sentar na cadeira antes da eleição.

Marina Silva na Globo News (10/08/2010) - Parte 2 de 2

Globo News - FHC fala sobre Marina Silva.

Especial Miriam Leitão - Marina quer governo de sucessão

Especial Miriam Leitão - Marina critica falta de percepção à questão amb...

Só 2% dos escombros do terremoto do Haiti foram removidos

NOVA YORK - Oito meses depois do terremoto devastador de 12 de janeiro de 2010, que matou mais de 200 mil haitianos, só 2% dos escombros foram removidos. O lixo se espalha por todos os lados na arruinada capital, Porto Príncipe.

Meses atrás, quando entrevistei o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, perguntei se a sociedade internacional iria abandonar o Haiti mais uma vez. Ele respondeu com um sorriso incrédulo e garantiu que desta vez seria diferente.

Afinal, as promessas de ajuda internacional passaram de US$ 10 bilhões. Mas a corrupta elite local tem se mostrado incapaz de gerir o processo de reconstrução nacional.

A falta de remoção dos escombros é apenas mais um sinal inequívoco dessa incapacidade.
Nelson Franco Jobim

Só Pode Ser Amor

- Lembro ao fim do além, escrevo por amar e me fazer muito bem...
Acima de qualquer valor, une todas as virtudes...
Quando ouço a voz dela, as estrelas começam a brilhar...
Só agora começo a entender...
Isso tudo só pode ser amor.

Giancarlo de Oliveira.

sábado, 18 de setembro de 2010

Roda Viva - Marina Silva

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Poupança Conjugal

O marido virou-se para a mulher e disse:

- Bem, vamos colocar uma nota de R$ 5,00 no cofre toda vez que trasarmos?A mulher concordou.

E quando chegou o fim do ano, ele disse:

- Vamos ver quanto já temos? E ao abrir o cofre, ele surpreso, perguntou:

- Por que aqui há notas de R$ 10,00 e de R$ 50,00? Ela respondeu:

- Você pensa que todo mundo é pão duro como você?!

Fonte: Não revelada

Guri de Uruguaiana no Jornal do Almoço

João Kuiudo

João Kuiudo Piadas

O melhor presidente do Brasil?

Gilvan Rocha
11-Set-2010

Tem-se dito, de forma muito insistente, que Luis Lula da Silva foi o melhor presidente que o Brasil conheceu. Para constatar a veracidade desse discurso, basta que indaguemos aos agronegociantes, industriais, banqueiros, altos comerciantes, devastadores do Cerrado e da Amazônia e, sobretudo, aos especuladores nacionais e internacionais. Eles serão unânimes em dizer que o governo Lula é uma sorte grande para os seus negócios.

Não foi à toa que o sr. Barack Obama disse textualmente, referindo-se ao nosso personagem: "Ele é o cara". Não foi sem nenhum propósito que a cúpula do capitalismo internacional, por ocasião de uma reunião em Genebra, proclamou Luis Inácio a personalidade do ano no mundo político internacional.

Por sua vez, o fascismo iraniano tem sido brindado com os fartos elogios do presidente brasileiro, que chama Mahmoud Armadinejad de companheiro. Ora, como se sabe, o Irã é um Estado Teocrático, de natureza profundamente policial, onde a oposição não é permitida e os dissidentes são frequentemente presos e alguns levados à forca. Aliás, para a forca, não são levados somente os dissidentes políticos, mas aqueles que são acusados de prática homossexual.

Não bastassem tais demonstrações de intolerância sanguinária, o governo iraniano condena ao apedrejamento e a golpes de chibata uma mulher a quem acusa de prostituição. Ao lado do fascismo iraniano, há um certo número de facínoras no continente africano que merecem os mimos do governo brasileiro. E quando cobrado o presidente sobre esse comportamento, seus porta-vozes respondem: "negócios são negócios", princípios à parte.

Caixeiro-viajante, a serviço do grande capital, Lula vem gozando de impressionante popularidade, uma vez que fez chegar, aos pobres e miseráveis, alguns resíduos da imensa fortuna acumulada pelos ricos durante o seu governo. Trata-se, portanto, de uma situação adversa para os que lutam contra o capitalismo como única forma de superação das desigualdades e injustiças sociais.

Gilvan Rocha é presidente do CAEP - Centro de Atividades e Estudos Políticos.

Blog autor: http://www.gilvanrocha.blogspot.com/

Jornal Nacional-28/10/2002-Entrevista exclusiva do presidente eleito Luí...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ferreira Gullar: Vamos errar de novo?

Por: Ferreira Gullar na Folha de S. Paulo


FAZ MUITOS ANOS já que não pertenço a nenhum partido político, muito embora me preocupe todo o tempo com os problemas do país e, na medida do possível, procure contribuir para o entendimento do que ocorre. Em função disso, formulo opiniões sobre os políticos e os partidos, buscando sempre examinar os fatos com objetividade.
Minha história com o PT é indicativa desse esforço por ver as coisas objetivamente. Na época em que se discutia o nascimento desse novo partido, alguns companheiros do Partido Comunista opunham-se drasticamente à sua criação, enquanto eu argumentava a favor, por considerar positivo um novo partido de trabalhadores. Alegava eu que, se nós, comunas, não havíamos conseguido ganhar a adesão da classe operária, devíamos apoiar o novo partido que pretendia fazê-lo e, quem sabe, o conseguiria.

Lembro-me do entusiasmo de Mário Pedrosa por Lula, em quem via o renascer da luta proletária, paixão de sua juventude. Durante a campanha pela Frente Ampla, numa reunião no Teatro Casa Grande, pela primeira vez pude ver e ouvir Lula discursar.

Não gostei muito do tom raivoso do seu discurso e, especialmente, por ter acusado "essa gente de Ipanema" de dar força à ditadura militar, quando os organizadores daquela manifestação -como grande parte da intelectualidade que lutava contra o regime militar- ou moravam em Ipanema ou frequentavam sua praia e seus bares. Pouco depois, o torneiro mecânico do ABC passou a namorar uma jovem senhora da alta burguesia carioca.

Não foi isso, porém, que me fez mudar de opinião sobre o PT, mas o que veio depois: negar-se a assinar a Constituição de 1988, opor-se ferozmente a todos os governos que se seguiram ao fim da ditadura -o de Sarney, o de Collor, o de Itamar, o de FHC. Os poucos petistas que votaram pela eleição de Tancredo foram punidos. Erundina, por ter aceito o convite de Itamar para integrar seu ministério, foi expulsa.

Durante o governo FHC, a coisa se tornou ainda pior: Lula denunciou o Plano Real como uma mera jogada eleitoreira e orientou seu partido para votar contra todas as propostas que introduziam importantes mudanças na vida do país. Os petistas votaram contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e, ao perderem no Congresso, entraram com uma ação no Supremo a fim de anulá-la. As privatizações foram satanizadas, inclusive a da Telefônica, graças à qual hoje todo cidadão brasileiro possui telefone. E tudo isso em nome de um esquerdismo vazio e ultrapassado, já que programa de governo o PT nunca teve.

Ao chegar à presidência da República, Lula adotou os programas contra os quais batalhara anos a fio. Não obstante, para espanto meu e de muita gente, conquistou enorme popularidade e, agora, ameaça eleger para governar o país uma senhora, até bem pouco desconhecida de todos, que nada realizou ao longo de sua obscura carreira política.

No polo oposto da disputa está José Serra, homem público, de todos conhecido por seu desempenho ao longo das décadas e por capacidade realizadora comprovada. Enquanto ele apresenta ao eleitor uma ampla lista de realizações indiscutivelmente importantes, no plano da educação, da saúde, da ampliação dos direitos do trabalhador e da cidadania, Dilma nada tem a mostrar, uma vez que sua candidatura é tão simplesmente uma invenção do presidente Lula, que a tirou da cartola, como ilusionista de circo que sabe muito bem enganar a plateia.

A possibilidade da eleição dela é bastante preocupante, porque seria a vitória da demagogia e da farsa sobre a competência e a dedicação à coisa pública. Foi Serra quem introduziu no Brasil o medicamento genérico; tornou amplo e efetivo o tratamento das pessoas contaminadas pelo vírus da Aids, o que lhe valeu o reconhecimento internacional. Suas realizações, como prefeito e governador, são provas de indiscutível competência. E Dilma, o que a habilita a exercer a Presidência da República? Nada, a não ser a palavra de Lula, que, por razões óbvias, não merece crédito.

O povo nem sempre acerta. Por duas vezes, o Brasil elegeu presidentes surgidos do nada -Jânio e Collor. O resultado foi desastroso. Acha que vale a pena correr de novo esse risco?


* Artigo publicado na Folha de SP em 05-09-2010

JORGE FORBES - UM ELOGIO DO EXCESSO - Parte 3

Deixa “a mulher" falar, presidente!

Por Ruth de Aquino

Revista Época

Lula é hoje talvez o brasileiro que menos confia na capacidade de Dilma Rousseff de andar com os próprios pés, falar com a própria boca, pensar com a própria cabeça. O rompante demagógico e sentimental do presidente no dia 7 de setembro atropelou sua candidata. Na TV, Lula afirmou que associar o PT à quebra de sigilo fiscal de parentes de José Serra é “um crime contra a mulher brasileira”. Não, presidente, a violação do sigilo é um crime contra a Constituição. Crime contra a mulher é outra história.

Mais chato e pernicioso que o jogo de empurra entre personagens menores na Receita com nomes mirabolantes como Adeildda, que fuçam como tatus a vida de milhares de cidadãos e falsificam assinaturas, é esse discurso sobre a mulher intocável e santa. Quando os debates começaram, Lula disse que esperava de concorrentes e entrevistadores “mais delicadeza” com Dilma, por ser ela do sexo feminino. Também afirmou que “finalmente o país está preparado para ter uma mulher como presidente”. Como se antes não estivesse. E como se ser mulher fosse pré-requisito para uma boa Presidência. A vizinha Cristina Kirchner não nos deixa mentir.

Agora, o paternalismo do presidente tornou-se patético. Dilma foi jogada para escanteio, numa rouquidão providencial, seguida do nascimento tuitado do primeiro neto. Lula deu uma de macho, falando por uma ex-ministra que nada tem de frágil, conhecida pelo temperamento forte e por um passado de luta contra a ditadura. Em seu ufanismo pontuado pelo Hino Nacional, de terno e broche da Presidência, Lula fez-se de vítima e infantilizou seus eleitores, tratando-os como analfabetos desprovidos de raciocínio.

Como chamar a oposição de “turma do contra”, sem amor pelo país, que “quer destruir tudo o que foi feito”, se o adversário José Serra, à revelia ou não do PSDB, adotou um discurso atabalhoado de continuidade e quis pegar carona nas conquistas sociais do presidente? Lula não tentou destruir tudo o que foi feito por FHC. Ao contrário, manteve a política econômica do governo anterior e caiu de amores por impostos que considerava “assalto ao povo”, como a CPMF. Quando fala da “zelite” para o povão, Lula omite que os banqueiros estão entre os mais satisfeitos com o governo do PT. Esse é o maniqueísmo favorito do ex-sindicalista. Ricos contra pobres. Doutores contra operários. Uma dicotomia falsa no Brasil de hoje, felizmente.

Nenhum presidente de outro partido ousaria mexer no que está dando certo. Um exemplo positivo, a comemorar, é a contínua redução da desigualdade. Apesar da crise internacional, 1 milhão de brasileiros deixaram de ser pobres no ano passado, nos cálculos da Fundação Getulio Vargas.

Era Lula: banquete e migalhas

Afinal, qual é o caráter do governo Lula? Algumas pistas sobre esta questão são dadas pelo próprio Lula. Na edição de O Estado de S. Paulo de 10/12/2009, por exemplo, ele disse:


“Dar um pouquinho de dinheiro para os excluídos não desmonta a economia, como alguns disseram”.

Difícil ser mais claro quanto ao caráter do tão falado aumento da distribuição de renda verificado sob o governo petista. As migalhas para o povo só ficaram mais graúdas. Faz diferença? Faz, e muita. O problema é que não faz diferença alguma para os ricos.

É esta a economia que Lula não quer desmontar. Trata-se de um modelo baseado em enorme concentração não apenas de renda, mas dos meios que a geram. Apenas um em cada 20 brasileiros é dono de alguma propriedade geradora de riqueza: empresa, imóvel, fazenda, banco. Tudo nas mãos de apenas 6% da população.

Assim, a pequena distribuição de renda que vem acontecendo nos últimos anos é produto de uma repartição entre os que vivem de salários, principalmente. Já aqueles que vivem da exploração do trabalho alheio continuam em paz.

Esta é a engenharia política do governo Lula. Uma forma de governar genial, mas a serviço da manutenção da desigualdade e da injustiça social.

O banquete dos ricos continuará farto quanto mais migalhas caírem de sua mesa. Esta é a competência que Lula vem mostrando a uma burguesia cada vez mais satisfeita com ele. Esta é a realidade que muitos setores do movimento social não querem enxergar.

Sérgio Domingues

Era Lula: banquete e migalhas

Afinal, qual é o caráter do governo Lula? Algumas pistas sobre esta questão são dadas pelo próprio Lula. Na edição de O Estado de S. Paulo de 10/12/2009, por exemplo, ele disse:


“Dar um pouquinho de dinheiro para os excluídos não desmonta a economia, como alguns disseram”.

Difícil ser mais claro quanto ao caráter do tão falado aumento da distribuição de renda verificado sob o governo petista. As migalhas para o povo só ficaram mais graúdas. Faz diferença? Faz, e muita. O problema é que não faz diferença alguma para os ricos.

É esta a economia que Lula não quer desmontar. Trata-se de um modelo baseado em enorme concentração não apenas de renda, mas dos meios que a geram. Apenas um em cada 20 brasileiros é dono de alguma propriedade geradora de riqueza: empresa, imóvel, fazenda, banco. Tudo nas mãos de apenas 6% da população.

Assim, a pequena distribuição de renda que vem acontecendo nos últimos anos é produto de uma repartição entre os que vivem de salários, principalmente. Já aqueles que vivem da exploração do trabalho alheio continuam em paz.

Esta é a engenharia política do governo Lula. Uma forma de governar genial, mas a serviço da manutenção da desigualdade e da injustiça social.

O banquete dos ricos continuará farto quanto mais migalhas caírem de sua mesa. Esta é a competência que Lula vem mostrando a uma burguesia cada vez mais satisfeita com ele. Esta é a realidade que muitos setores do movimento social não querem enxergar.

Sérgio Domingues

Foi aqui

Foi em Santa Catarina que um evento esotérico macabro se passou na noite de segunda-feira, curiosamente dia 13, um número altamente macabro. Um líder sindical do final da década de 70 reencarnou no Presidente da República ainda vivo. O líder sindical Luís Inácio Lula da Silva, o mesmo que em entrevista para a Playboy em 1979 afirmou admirar Adolf Hitler, resolveu reencarnar no palanque da candidatura de Ideli Salvatti (PT) ao governo do estado e de Dilma Rousseff (PT) a Presidência da República. Vivemos tempos que podem ser chamados sem qualquer medo de exagerar de diabólicos.


Lula conclamou aos berros, possuído (se por sua admiração a Hitler ou se pela cachaça ainda não se sabe) que o Democratas seja "extirpado" da política nacional. Curiosamente a mesma frase que Hitler e os mais altos dirigentes nazistas utilizavam para se referir ao "problema dos judeus". Tinham de ser "extirpados".


Há muito o Democratas vem desempenhando o papel de "judeu" da política nacional. Por uma série de motivos.


O jornalismo politicamente correto e os analistas isentos, em maior ou menor grau, foram todos formados em um ambiente acadêmico altamente esquerdizado, que remonta a década de 1960 e para o qual, democracia só existe quando partidos políticos de extrema esquerda disputam contra partidos de esquerda e centro-esquerda o controle do processo político. Em qualquer lugar civilizado do mundo isso seria chamado de totalitarismo. Aqui no Brasil virou sinônimo de ideal democrático.


O antigo PFL e o Democratas, seu sucessor, trazem uma mancha grave para esta gente: a marca de tentar ser um partido de centro-direita. Mesmo com várias adaptações em seu programa para tentar agradar aos fofíssimos analistas e jornalistas. E é inadmissível na democracia desta gente que algo próximo da direita se ache no direito de disputar o poder em condições de igualdade.


Ontem, em Joinville, no ritual macabro em que se transformou o comício presidido por Lula, ultrapassou-se todos os limites aceitáveis em uma democracia liberal e representativa digna do nome.


É tempo de a oposição deixar de lado os politicamente corretos. Não é tempo para cálculos sobre o que os isentos vão dizer. Que nos chamem de golpistas. Mas a obrigação, se ainda queremos preservar a democracia, é exigir imediatamente o impeachment do Presidente Lula.


É tempo de acioná-lo legalmente em todas as frentes. No Congresso (mesmo com a certeza da derrota), no Supremo e perdendo o medo, deixando de lado a covardia, é tempo também para relembrarmos de quando a direita não tinha vergonha de ser Direita e irmos para as ruas.

Defender o nosso direito, de nossos filhos, de nossos netos, de nossas famílias, enfim, de todos que amamos, de vivermos em um país livre e democrático, que respeite a sua diversidade e que não queira "extirpar" quaisquer grupos sociais, econômicos, religiosos, políticos ou raciais dos quais discordemos.


Foi aqui. Mas vale para todo o país. Foi aqui. Poderia ter sido em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Norte, no Amazonas ou no Acre. Foi aqui, mas atinge a todos e a cada um dos brasileiros e brasileiras decentes e de bem.


Não pode passar em branco. Se passar, aí sim, terei a certeza que o governo Fernando Henrique foi nossa República de Weimar.


E tratarei de arrumar meu passaporte o mais rápido possível. Antes que me coloquem um triângulo roxo, me enviem para um campo de concentração e acabem me matando com técnicas mais modernas do que Câmaras de Gás.


À LUTA!
Eduardo Bisotto

Era Lula: pobre é baratinho

Lula é um grande comunicador. Pode-se discordar do que ele fala. Difícil não entender o que diz. Um exemplo:


“Tem rico que vem aqui, te pede um bilhão de reais e sai falando mal de você. O pobre te pede dez reais e fica agradecido pelo resto da vida.”

A frase foi publicada na revista Isto É de agosto passado. Não deixa de ser coerente.

O Bolsa-Família é considerado o maior programa social do mundo. Entre 2003 e 2009 o programa ficou com 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Parece muito, mas não é. É só comparar com outros gastos públicos. O superávit primário, por exemplo, mordeu mais de 3% do PIB em média, no mesmo período.

O superávit primário é uma invenção maldita dos tucanos. Trata-se da diferença entre o que os governos gastam e arrecadam. O que sobra não pode ser usado em obras necessárias para a população. Tem que ir para o pagamento dos juros da dívida pública. Aquela que já está em mais de R$ 2 trilhões. A mesma que virou o cassino em que os muito ricos apostam, negociando papéis que pagam os maiores juros do planeta. Por isso, o superávit primário também é chamado de renda mínima dos capitalistas.

Ganhando Dilma ou Serra, o pessoal do andar de cima não precisa se preocupar. O orçamento de 2011 já garantiu R$ 125 bilhões para o superávit primário. Aprovado em lei com a ajuda de tucanos e petistas.

Eles confiam na avaliação de Lula de que pobre é baratinho. Uma crença que pode lhes custar caro, se os bons ventos da economia mundial mudarem de rumo.

Sérgio Domingues

domingo, 12 de setembro de 2010

Dá para acreditar?

Classe média é metade da população do País e totaliza 94,9 milhões
Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC

O avanço da classe C ou a chamada nova classe média no País é uma realidade. No ano passado, o número de brasileiros com renda entre R$ 1.126 e R$ 4.854 totalizou 94,9 milhões de pessoas e ultrapassou pela primeira vez 50% da população. Esta fatia detinha, em 2009, 46,24% do poder de consumo dos brasileiros, conforme pesquisa da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Segundo o coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV, professor Marcelo Neri, o número de pessoas nas classes de baixa renda está caindo, fruto da redução da desigualdade econômica, mesmo na crise financeira. "Em 2003 eram 49 milhões de pobres, sendo que até 2008, 19,5 milhões de pessoas saíram da pobreza", detalha o especialista.

Apesar deste número ser expressivo, a taxa de pobreza caiu apenas de 16,02% para 15,32% nos dois últimos anos. A FGV considera que estão na linha da pobreza as pessoas que sobrevivem com renda mensal de R$ 144.

Para se ter ideia, ainda em 2009, mais de 20 milhões de brasileiros subiram para as classes A e B, de renda maior. As pessoas que se enquadravam nas classes D e E passaram de pouco mais de 96 milhões para 73 milhões de pessoas.

CARTEIRA ASSINADA
O grande símbolo do contingente de 30 milhões de brasileiros que passaram a integrar a nova classe média apenas no ano passado é o emprego com carteira assinada. Neri ressalta que nos últimos sete anos a geração de postos de trabalho formais bateu recorde.

"A parte principal é que o brasileiro fez o dever de casa, gerou renda e está trazendo dinheiro para casa porque trabalha e estuda. Como a desigualdade caiu e a economia está crescendo, as pessoas são empurradas de baixo para cima."

O professor analisa que o lado trabalhador da população está prosperando mais que o consumidor. Ele crê que as empresas devem estar contentes, pois as pessoas vão poder continuar comprando.

O relatório intitulado A Nova Classe Média: O Lado Brilhante dos Pobres aponta também que a renda média dos brasileiros cresceu 7,7% de julho de 2009 a julho deste ano. O percentual é superior à média anual de 3,8% registrada de dezembro de 2002 a dezembro de 2008.

Neri diz que o avanço da classe média brasileira é sustentável, ao contrário do que acontece na Índia e na China, que crescem, mas nem tanto com redução de desigualdade.

Ele comentou que o forte aumento da renda registrado entre julho de 2009 e julho de 2010 deve-se ao fato de estarmos às vésperas de eleições gerais. (com agências)

sábado, 11 de setembro de 2010

RS

No RS os petistas estão eufóricos com a possibilidade de vitória de Tarso Genro, ainda no primeiro turno. Se a eleição for para o segundo turno, o tempo fecha, a tendência é que os eleitores da tucana Yeda passem para o PMDB, o que pode emparelhar a disputa.

Odorico, o Homem do Povo | Vote Odorico!


Não é piada

Aécio Neves promete empenho na campanha Serra, e isso não é piada.

ESSE GOLEIRO SÓ PODE SER DO PSDB

OS PLANOS DA SURPRESA

Uns e outros - Carta aos Missionários - No more war!

BARÃO VERMELHO - PEDRA, FLOR E ESPINHO

BARÃO VERMELHO - O POETA ESTÁ VIVO

Barão Vermelho - Meus bons amigos

Barão Vermelho - O Nosso Mundo

Pink Floyd - Time

Dica de Cinema: Mississipi Em Chamas

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O CABO ELEITORAL


Raimundo Colombo no Conversas Cruzadas - 11/05/2010 - Parte 7

O vice do Serra

Até agora o deputado Índio da Costa não acrescentou absolutamente nada a candidatura José Serra. Foi mais um erro a sua escolha.

Marcelo Adnet para governador

Comédia MTV - Horário Político

O Bem Amado (1982): Odorico nos Estados Unidos

Não vamos zombar desse povo

O presidente deu uma zombadinha dos Brasileiros ao insinuar que existe preconceito contra a senhora Dilma. Ora, presidente, o Brasil não é burro, portanto não vamos zombar desse povo.

O GRITO DA DILMA


Tudo em nome do amor

Presidente Lula pede mais amor da oposição pelo Brasil. Tá bom amoroso, tudo em nome do amor.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Rodrigo Constantino: Forum da Liberdade - Perguntas & Respostas: Parte 2

Rodrigo Constantino: XXIII Forum da Liberdade - Perguntas & Respostas

José Serra decidiu partir para uma campanha mais agressiva

José Serra decidiu partir para uma campanha mais agressiva. Se a estratégia vai funcionar ou não é o que veremos, agora o fundamental é o homem dizer se afinal é oposição ou não ao governo Lula.

Rodrigo Constantino: O Socialismo é Impraticável - Parte 2

Rodrigo Constantino: O Socialismo é Impraticável - Parte 1

Francois Houtart: Fidel y la Revevolucion Cubana 001/013

A disputa é contra o governo Lula

A oposição entrou nesta eleição sem entender a natureza da disputa. Ao se tornar refém de um marqueteiro, misto de publicitário com jornalista, absolutamente incapacitado para entender a natureza de uma disputa eminentemente política, Serra entrou no jogo sem sequer entender as regras. Sem entender a natureza da disputa, é impossível vencer.

A disputa nunca foi entre Dilma Rousseff e José Serra. A disputa sempre foi entre o governo Lula e seus opositores. O eleitor nunca expressou vontade de votar em Dilma. Expressa, isto sim, a vontade de que o governo Lula continue. O que a oposição não entendeu durante oito anos dificilmente entenderia agora. A avaliação do governo só é tão alta porque ele nunca foi confrontado. Durante o mensalão, raro momento em que a oposição fez oposição, os índices de popularidade de Lula ficaram muito perto da aprovação que deve desfrutar hoje o goleiro Bruno ou ainda a que desfrutou o casal Nardoni.

Agora abro um parênteses para discordar daqueles que dizem que Serra não tinha como resolver em três meses o que a oposição não fez em oito anos. Tinha sim. Como já provaram Collor, Fernando Henrique e Lula, os três eleitos neste período em que as eleições diretas para presidente foram reestabelecidas no país. Collor com uma estratégia hiper agressiva, identificou um “inimigo público”, o marajá, antigo barnabé, o funcionário público que vive na mamata, não trabalha e recebe altos salários. Pra completar, no segundo turno jogou com os medos que boa parte da população (com razão) sentia do PT. No minuto final, como nem isso bastou e a curva se mostrava perigosamente virando em sentido favorável ao PT, apelou para o depoimento de Miriam Cordeiro, depois do PT usar à exaustão o caso em que seu pai matou acidentalmente o senador acreano José Kairala no Senado Federal.

Fernando Henrique entrou na eleição com 17%, mas conseguiu encarnar o Plano Real e venceu no primeiro turno. Virou o jogo apenas durante a eleição. Detalhe: com Real e tudo a eleição ia se encaminhando para vitória de Lula. Até James Carville, estrategista dos Democratas nos EUA e responsável em grande medida pela vitória de Bill Clinton em 1992 vir aqui dar uma consultoria de meia-hora que reverteu a eleição. O marqueteiro baiano Nizan Guanaes insistia com uma campanha tradicional, tentando “popularizar” Fernando Henrique, considerado elitista em excesso. O candidato aparecia beijando criancinhas, comendo buchada de bode e outras constrangedoras situações do tipo. Carville disse que o contrário deveria ser feito. Mostrar o Fernando Henrique professoral, preparado em contraposição ao Lula “ignorante” e sem qualquer preparo. Deu certo.

Em 2002, seguidas vezes Lula teve sua liderança ameaçada. Curiosamente em nenhuma pelo candidato da situação, José Serra. Primeiro foi Roseana Sarney, então no PFL, que liderou durante um tempinho até uma montanha de dólares aparecer no escritório do marido e ela não conseguir dar uma explicação convincente. Em seguida foi Ciro Gomes, que se auto implodiu batendo boca e chamando um eleitor de burro, para em seguida afirmar em uma coletiva que a função de sua mulher, a popular atriz Patrícia Pilar na eleição, era dormir com ele. Ainda assim, Lula não era favorito, já que as pesquisas mostravam o candidato estacionado no tradicional patamar petista dos 30%.

José Dirceu, fazendo política, encontrou a solução: arrumou um candidato a vice na elite empresarial, comprando por R$ 10 milhões em cash o apoio do PL. Duda Mendonça só fez a parte estética do serviço, vendendo o “neo-Lula”, com ternos bem cortados e de grife, uma bonita equipe em um “escritório”, trabalhando sob o comando do candidato e o apoio do PL. Sem Alencar na vice, nem mil Dudas Mendonças convenceriam o eleitorado que Lula e o PT de fato haviam mudado.

Voltemos ao atual pleito. Se o eleitor em nenhum momento votou em Dilma, uma ilustríssima desconhecida, não era contra ela que a eleição deveria ser disputada. Não adianta insistir na comparação de biografias se o eleitor está votando tão somente pela continuidade do atual governo. Há que se confrontar o próprio governo. Mas para isso é preciso coragem. Para isso é preciso política. Para isso é preciso que a linha seja dada por estrategistas e políticos e não por um misto de publicitário e jornalista que já provocou um desastre em 2006, fazendo menos votos no segundo turno do que no primeiro. Que quase tirou Mário Covas, o grande estadista Mário Covas, do segundo turno da eleição paulista de 1998.

Em 1998, em 2006 e agora o mesmo erro se repetiu: campanhas despolitizadas, show-room de empreiteira, a recusa permanente e sistemática do confronto. Covas só virou em 1998 quando tomou as rédeas da campanha, politizou o debate e partiu pra cima de Maluf. E partir pra cima é tudo que todos os marqueteiros nacionais juram fazer perder eleições. Acontece que Covas simplesmente massacrou o adversário. Como Collor já havia feito confrontando Lula em 1989. O confronto é da natureza da política. A despeito do que digam os basbaques marqueteiros nacionais.

Parece difícil, quase impossível, confrontar um governo com os índices de popularidade do governo Lula. Acontece que o governo Lula não tem estes índices porque nenhum governo tem índices tão altos. Nem em ditaduras. Os especialistas em pesquisa sempre apontaram a falha fundamental na metodologia utilizada pelos grandes institutos para avaliar o desempenho do governo: Ótimo, bom, regular, ruim e péssimo são genéricos demais para aferir avaliação de governo. O método mais preciso é o utilizado pela quase totalidade de institutos de pesquisa americanos: uma régua com notas de 1 a 10 em que o pesquisado dê sua nota. E há que ponderar ainda o resultado da avaliação genérica do governo com as avaliações das funções de governo.

Saúde, Educação e Segurança Pública sempre estiveram hiper mal avaliados no governo Lula. Era só ter montado uma estratégia eficiente e competente e executado, batendo com força nestas três áreas. E ligando elas a Dilma. Afinal, a própria abriu este flanco ao grudar na totalidade sua imagem ao governo Lula.

Era difícil confrontar um líder hiper carismático, usando a máquina e corrompendo todo o sistema para eleger sua candidata? Era. Mas nunca foi impossível. Só que para haver possibilidade de vitória, o confronto consistente, clareador de posições, precisava ter sido feito desde o primeiro dia.

Temos ainda 26 dias pela frente. Muita coisa pode acontecer. Ou pode não acontecer absolutamente nada. Mas uma derrota acachapante será facilmente explicada pela covardia. A coragem, por certo, não era o elemento único que garantiria a vitória. Mas com coragem, a derrota ao menos seria com honra.
Eduardo Bisotto