quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Deserto de Sal




Uma Cafeicultura Diferente

Índios Canoeiros do Pantanal

As Cidades Mais Violentas do Brasil

Frude no leite

Dos 27 ou 30 presos por ocasião das fraudes no leite, provavelmente até o final da semana, um ou dois continuarão presos. É OU NÃO É UMA ESCULHANBAÇÃO?

Dá para confiar?

Nos últimos dias acontececeram algumas centenas de trocas de partidos, tudo em vista das eleições do próximo ano. Foram candidatos a vereador e a prefeito procurando se acomodar onde acreditam terem mais chances de disputar o pleito.
Dá para confiar em quem troca de partido nessas condições?

terça-feira, 30 de outubro de 2007

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Varig - Portugal/Descobrimento do Brasil (audio recuperado)

ESTAGIÁRIO DE DEFUNTO

Já vi de tudo nesta vida, ou melhor, pensei que já tinha visto de tudo, pois esta semana, as manchetes dos jornais locais fizeram-me perceber, que ainda existe muita coisa jamais vista ou presenciada por mim e por tantos outros seres humanos.
Todos já devem saber desta história: Um homem resolve atravessar o Rio do Peixe a nado, mas infelizmente sua experiência acaba em tragédia. Depois de muito buscarem, os bombeiros voluntários encontram o corpo do fulano que já encontrava-se em decomposição... Cinco pessoas da mesma família o reconhecem como parente. Depois do choro e da comoção geral, realiza-se um velório e um enterro digno de uma pessoa direita e de família...(apesar que pessoas não tão direitas e não tão de família também ficam “santas” depois que morrem, na concepção dos sobreviventes...)... A família despede-se do defunto, indignada com o acontecido, afinal, não é justo uma pessoa jovem e gozando de boa saúde, nos deixar assim, de maneira tão trágica.
Passados três dias, o morto é encontrado “vivinho da silva” numa cidade vizinha, por alguns familiares... A primeira reação natural foi o susto, depois, perceberam que enterraram o homem errado e o ex-defunto tinha ido viajar, “bem bicudo”, sem avisar ninguém.
O acontecido, parte hilário, parte catastrófico me faz ficar apreensivo, pois moro perto do cemitério municipal, e tenho medo... Que tal que essa moda pega e os meus vizinhos ossudos resolvem levantar da sepultura e passear nas ruas do meu bairro tranquilamente?... Não tenho a mínima idéia de qual seria minha reação.
Além do mais, toda esta situação nos faz desenvolver um paradoxo de sentimentos: alegria pelo candidato a defunto ainda estar vivo, resignação por ter sido identificado e enterrado a pessoa errada, tristeza e desconsolo pelo verdadeiro cadáver, que até agora não foi reclamado por nenhum familiar, e por fim indignação, pois em pleno século XXI, ainda aceita-se um reconhecimento por “zóiometro” de um cadáver desfigurado pelos efeitos da morte por afogamento, mesmo com tecnologia suficiente para se fazer um simples exame de DNA, para descartar qualquer possibilidade de erro.
Que fazer agora?... Reabilitar o defunto vivo na sociedade e descobrir a identidade do verdadeiro morto, para que se faça justiça e não se “reze” pela alma errada.
Quanto ao cidadão que foi dado como morto e permanece com vida, este sim, pode dizer que nasceu de novo e viveu uma experiência muito rara: saber antecipadamente, como seria a vida dos seus familiares após a sua morte, agindo como estagiário de defunto.
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Márcio Roberto Goes
Ainda vivo, graças à Deus

China maior exportador do mundo

Josias de souza:
"China na bica de virar maior exportador do mundo
No início de 2007, enquanto George Bush brincava de fazer guerra no Oriente Médio, a China ultrapassava os EUA, tornando-se o segundo maior exportador do planeta. Em agosto passado, os chineses exportaram US$ 111,4 bilhões, deixando para trás também a Alemanha (US$ 105,8 bilhões), tradicionalmente o maior exportador mundial. As projeções indicam que a Alemanha fechará o ano ainda na primeira colocação. Mas as exportações chineses anotarão ao término do exercício um crescimento ameaçador de cerca de 20%. Ou seja, continuará mordendo os calcanhares alemães. Não é só: tudo indica que o crescimento da China vai cravar em 2007 notáveis 11,5%. Será o maior resultado desde 1994."

Por que FHC pôde e Lula não?

É impressionante a hipocrisia demo-tucana e a cara de pau de seus arautos, pitblogueiros, “grande imprensa” etc., ao falar em golpe, quando alguns deputados da base aliada pensam num plebiscito para que seja decidido pelo povo se quer ou não a possibilidade de um terceiro mandato para o presidente Lula.
Por que só agora falam em Constituição, cláusula pétrea, em golpe de Estado? Não foi exatamente o que fez Fernando Henrique Cardoso, quando, num lance inédito, que nem os militares ousaram fazer durante a ditadura militar, rasgou a Constituição – com 200 mil Reai$ motivos, segundo o ex-deputado Ronivon Santiago - em busca do segundo mandato, que acabou conquistando nas urnas?
Se não foi pecado mortal Fernando Henrique emendar o primeiro mandato com um segundo, por que o será agora emendar o segundo de Lula com um terceiro, se isso for aprovado pelo Congresso e depois pela população nas urnas?
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Blog do Mello

Angico Branco

domingo, 28 de outubro de 2007

Sucessão presidencial

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, segue sendo uma das possilibilidades mais vistosas do PT para disputar a sucessão do presidente Lula em 2010.

O Bom Futebol

Veja os Vídeos:

http://br.youtube.com/watch?v=CvixIWdDVog

http://br.youtube.com/watch?v=xUY7LAfxAfk

http://br.youtube.com/watch?v=CVb9OVdwRg8

http://br.youtube.com/watch?v=gS3ibUed5vE

http://br.youtube.com/watch?v=_KPq7hhEocU

Um Corintiano na Missa

corintiano nunca tinha ido à missa. Mas, quando o time estava perdendo todos os jogos, quase sendo rebaixado, ele não viu outra alternativa. E levou um amigo, também corintiano.

Um pouco atrasados, eles entraram na igreja e ouviram o padre falando:

— Vamos abrir a Bíblia, irmãos: Coríntios 1, Versículo 6.

Então um corintiano puxou o outro pra fora da igreja, revoltado.

— O que foi? - perguntou o amigo.

— Pô, assim não dá, cara! Você viu? O Corinthians tá perdendo até na Bíblia!

sábado, 27 de outubro de 2007

Que aquisição dos Comunistas!

Bandeirinha Ana Paula é a nova filiada do PCdoB
A bandeirinha Ana Paula Oliveira é uma das mais novas filiadas do PCdoB em São Paulo, decisão tomada neste último período de campanha de filiação realizado em todo estado. ''Participo do mundo esportivo e o PCdoB é um partido que tem demonstrado seriedade e competência nessa área. Isso me estimulou'', disse, em entrevista exclusiva ao Vermelho.

O partido propôs a filiação de várias lideranças originárias de segmentos diversos da sociedade e comprometidas com as lutas populares e de suas comunidades. Na área esportiva, também se filiou ao partido o mesatenista Hugo Hoyama.

Ana Paula Oliveira ficou conhecida pela ousadia em atuar como assistente de arbitragem, espaço ocupado majoritariamente por homens, trabalhando em jogos de futebol decisivos nos campeonatos Paulista e Brasileiro. Acompanhe, a seguir, a íntegra da entrevista.


Como você iniciou sua carreira no esporte?

Através da minha paixão pelo esporte desde pequena. A arbitragem veio por acaso. Pratiquei esporte desde pos sete anos. Joguei vôlei, handebol, fiz atletismo, natação e Kung Fu. A arbitragem veio por intermédio do meu pai. Ele era juiz e eu ajudava como mesária.

O que a trouxe à política e como foi sua entrada no PCdoB?

Participo do mundo esportivo e o PCdoB é um partido que tem demonstrado seriedade e competência nessa área. Isso me estimulou. Então, o trabalho realizado pelo partido em favor do esporte fez com que houvesse uma aproximação natural. Algumas figuras políticas importantes do PCdoB me convidaram, como o ministro Orlando Silva, a Nádia Campeão, o Aldo Rebelo e eu aceitei.

Qual a sua perspectiva como filiada do PCdoB?

Ainda não tenho definida como vai ser minha atuação, tenho conversado sobre isso freqüentemente com a direção do partido. Não quero antecipar nada sobre candidatura e essas coisas. O objetivo principal é ajudar o esporte, pautar a importância dele na vida das pessoas e a importância da participação feminina nessa área.

O esporte é um meio de ascensão social para uma parcela da população. Como você vê a relação entre esporte e política social?

O esporte é fundamental para ajudar e dar ao jovem, que não tem perspectiva, alguma perspectiva. Mas não é só isso. O esporte auxilia na educação, na saúde, como forma de prevenção, e deve ser trabalhado com mais afinco. Temos que apostar no esporte e, através dele, pode-se influenciar em todo o ciclo social. A prática esportiva traz disciplina, solidariedade e pode ajudar a todos. Aqueles que têm talento podem ser profissionais. Já os que não serão profissionais, podem se utilizar dessa experiência para o projeto de vida futura.

Você falou em participação feminina. O futebol é um universo ainda muito masculino. Agora, você entra na política, também predominantemente masculina. Como avançar na participação das mulheres?

Na política, uso muito a Soninha como referência. A mulher deve contribuir cada vez mais. Deve ganhar mais espaço, porque temos caráter, integridade e uma visão mais humana. É importante não se intimidar e devemos ter coragem para trabalhar e demonstrar nossa capacidade, dessa forma conseguiremos nos impor e superar as dificuldades.

O futebol feminino ganhou muito destaque no último período. O sucesso da nossa seleção pode ajudar a quebrar preconceitos?

Por ser considerado o país do futebol, o Brasil deveria ter políticas de incentivo à prática do futebol feminino.
Só quando tem torneio? E o resto?

Precisamos ter políticas específicas voltadas para isso e dar melhores condições para muitas meninas que têm talento. Vamos sediar uma Copa do Mundo e é preciso que esse investimento reflita para homens e mulheres do futebol. O futebol é barato, requer pouco de investimento, de oportunidade. Podemos fazer isso com as mulheres, até porque muitas delas são chefes de família e necessitam desse apoio para demonstrarem o talento e conseguirem sucesso.

De São Paulo, Fernando Borgonovi
Portal do PC do B

Alpes-Suíça


Ecumenismo

Deu no Blog do Josiais:

"O céu é o limite-
O arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis, uma das maiores lideranças católicas do Brasil, viajou a bordo de um avião Falcon 2000, do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal -considerado arquiinimigo dos católicos- para levar uma imagem de Nossa Senhora a Praga, na República Tcheca. A improvável viagem aconteceu em setembro."

É isso o que queremos?



Um polícia implacável ou uma polícia despreparada sem trabalho de inteligência? Cada dia fica mais claro que o governo do RJ, do seu Cabral, não tem política de Segurança, e vai para a demagogia com essas ações espetaculosas.

Calorzinho de Sala de Aula

ALGUMAS FRASES ELOQUENTES QUE NÓS PROFESSORES ESCUTAMOS:

  • ESSE BOSTA AQUI SÓ FICA RISCANDO MINHA CARTEIRA!
  • QUE HORAS SÃO?
  • CALA A BOCA!
  • METIDO, IDIOTA!
  • ESSE SEM VERGONHA FICA JOGANDO BOLA NA GENTE!
  • SEU VIADO!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

"Não vou perder tempo, com quem não quer nada com nada".

"Não vou perder tempo, com quem não quer nada com nada". É com essa frase ou alguma variante dela, que muitos professores enfrentam as agruras de certas salas de aula.

Charge do Gerson


Respondendo ao Carlos

Carlos você havia perguntado qual o partido que conseguiu fazer uma renovação? Andei pensando, pensando, lendo algumas coisas e não consegui encontrar na história recente do Brasil um partido que tenha se proposto fazer uma renovação e tenha tido êxito, no sentido de renovar suas propostas, lideranças e forma de atuação.
Em geral o que nós temos são partidos que já nascem velhos, mas o assunto merece um bom estudo, pois seguidamente os partidos se proponhem fazer renovações e fica só na promessa.

Que ingratidão!

"Comparando (a CPMF) com outros, não é o menos pior. Há vários impostos que são melhores. Mas tem outros que são piores ainda como é caso da contribuição patronal sobre a folha ou o próprio PIS/Cofins. ” José Serra
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Pois é, que coisa, os Blogueiros que trabalham para o palácio do planalto malhando Serra dia e noite e o cara batalhando para aprovar a CPMF. Que ingratidão!

Fernando Haddad

O ministro da educação, Fernando Haddad, segue com sua cara de modelo aposentado, bradando seus projetos "revolucionários" para a educação brasileira. Por enquanto o resumo da ópera pode assim ser feito:
  • Promessas
  • Diagnósticos sombrios que todos já conhecemos.
  • Uma vergonhoso piso nacional para o magistério.
  • Investimentos sem dinheiro.
  • Uma melhoria da infra-estrutura das escolas.
  • Projetos de enterrar dinheiro nos munícipios do norte e nordeste.
  • Divagações sobre o futuro, onde tudo estará melhor.
  • Novas escolas técnicas provavelmente com qualidade duvidosa.
  • Exames nacionais para provar o que todos já deveriam saber, a educação no Brasil é uma vergonha.

Estado de Píratini

Gaúchos que moram na chamada metade sul do RS, continuam acreditando que a solução para as agruras da região é dividir o RS em dois estados, criando na parte sul o estado de Píratini.

A idéia é que a parte sul do estado, mais pobre, que a norte, criando um estado próprio criaria as condições para uma retomada do desenvolvimento.

Na parte sul do RS ficam importantes cidades do estado: Pelotas, Rio Grande, Santa Maria, Alegrete, Uruguaina, Bagé, Caçapava, Rosário, Itaqui, Santiago, Santa Cruz. Se o assunto for a plebiscito o bixo vai pegar.

O assunto já teve mais força, mas continua sendo discutido, especialmente na região de Pelotas. Os fracassos de sucessivos governos em enfrentar os problemas da metade sul, tem motivado esse sentimento forte de busca de divisão do estado.

Um dado curioso e que é na metade sul do estado se encontram com 4 universidades federais, e muito pouca representação política.

PT e PSDB UNIDOS

PT e PSDB unidos no Senado Federal. Para que? Ora para aprovar a CPMF, para o que mais seria?

Onde estão os Cara-Pintadas?

O ano era 1992, era Julho, Agosto, Setembro, circulavam pelo Brasil jovens, que passaram a ser chamados de Cara-Pintadas. Pois eles queriam afastar um presidente corrupto, que acabou sendo afastado.

Hoje, 15 anos depois, o que somos? Aqueles destemidos jovens de 1992, andam por ai levando suas vidas e assistindo as mesmas práticas tão condenadas naqueles dias.

O que perdemos daquele tempo para hoje? Teríamos perdido a coragem, a vergonha ou simplesmente amadurecemos ou ainda, talvez estejamos em plenos processo de apodrecimento.

O melhor é ficar quieto?

No Brasil de hoje muita gente que sempre falou muito, no passado, tem guardado um silêncio estrondoso que chega assustar. Será que o melhor mesmo é ficar quieto?
Calar e deixar que os abutres fiquem a dar palestras, vendendo a mentira, o engodo e a falta de vergonha em doses cavalares.
Olhemos em frente tem uns por ai que não se constrangem com nada possuem uma capacidade ilimitada de fingir o que não são.
Qual a utilidade do silêncio em um momento em que seriamos obrigado a falar, e a falar com todas as letras, dando nome certo, para as coisas sem eufemismo, dizendo roubo é roubo e não erro, ladrão é ladrão e assim por diante.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

O LIXO DA HISTÓRIA

Recentemente o deputado federal Décio Lima PT/SC, em discurso na câmara dos deputados insinuou que aos críticos do governo Lula está reservado o lixo da História.

Convém lembrar que a tal lata de lixo da história possui uma tampa larga, e a lugares para muitos, inclusive para aqueles do coro dos satisfeitos.

Quem dera soubéssemos com antecedência quem vai para o lixão da história. Por não sabermos, convém sermos mais modestos em nosso julgamentos.

Ao longo do tempo muitos foram sentenciados ao lixo da História se formos examinar, estes condenados, teremos bons motivos para nos envergonhar, mas não deles, mas sim de seus julgadores. Normalmente amigos das conveniências e das facilidades.

Não tenhamos o impeto de julgar tão apressadamente certos comportamentos antes de melhor examiná-los.

Reescrever a História

Tentar reescrever fatos históricos é uma rotina que nós professores de história estamos constantemente convivendo. Recentemento o ex-presidente Collor tentou reescrever a História do seu impedimento do cargo de presidente, felizmente não tem dado muito certo.
José Dirceu, tem tentado reescrever episódios de sua passagem pelo governo , também não tem tido muito sucesso. Sua anistiaempolgou aqueles mais próximos do ex-ministro que acreditam que a política se faz no vale-tudo.
Os simpatizantes do Nazismo até hoje, no mundo todo tentam reescrever episódios da história da Alemanha e da Segunda Guerra para defender o Nazismo.
Todas essas tentativas por absurdas que sejam acabam sendo um novo capitulo na História, pois a própria interpretação da História também é parte integrante da mesma.

O VELHO PMDB DE GUERRA

O Globo Online - Ricardo Noblat -:
"O apetite sem tamanho do PMDB
De Gerson Camarotti:
Como já havia feito na Câmara para conseguir o controle de Furnas, o PMDB do Senado também decidiu pôr a CPMF na mesa de negociação para tentar retomar o comando do setor elétrico, hoje nas mãos da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef.
A cúpula do partido mandou recado ao Planalto: para votar a prorrogação da CPMF será preciso resolver a situação do Ministério das Minas e Energia. O partido quer o retorno do ex-ministro Silas Rondeau, antes mesmo do relatório da Procuradoria Geral da República sobre a Operação Navalha, e, com isso, retomar o comando das principais estatais do setor: Eletrobrás, Eletronorte e Eletrosul"
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COMENTÁRIO:

Realmente o PMDB é um partido sensacional, só se empolga mesmo é com cargos, com raras excessões.

Charge do Gerson


Quem não for de Caçador leia a reportagem no link abaixo e entendará a charge:

Morto-vivo
Família identifica corpo errado no IML

O incontornável Marx

Escrito por Plinio Arruda Sampaio
22-Out-2007

O título deste livro esclarece perfeitamente seu objetivo: trata-se de mostrar a atualidade do pensamento marxista, numa hora em que vozes interessadas, na academia, na imprensa, na política, anunciam sua superação como ferramenta útil para a análise da realidade que nos cerca. Jorge Novoa retruca: Marx é incontornável.

Ele tem razão. Se o conhecimento do marxismo sempre foi necessário para as pessoas engajadas na transformação a sociedade, seu estudo torna-se absolutamente indispensável no momento em que o capitalismo assume uma feição ainda mais sinistra do que no passado.


Para demonstrar sua tese, Novoa reuniu doze ensaios marxistas a respeito dos problemas que o homem moderno precisa resolver a fim de deter a marcha batida da humanidade em direção a um tempo de barbárie.

Textos inéditos de autores nacionais alternam-se com ensaios de autores estrangeiros bastante familiarizados com a luta socialista em nosso país. São reflexões sobre o sindicalismo, partido político, socialismo, terrorismo, nacionalismo, imperialismo, ecologia – nenhuma das questões que preocupam a humanidade neste inicio de século deixou de ser incluída.

Os doze ensaios compõem uma verdadeira mini-enciclopédia marxista, que não deveriam faltar nas estantes dos brasileiros que acreditam na força do seu país e na possibilidade concreta de instaurar aqui uma sociedade próspera e socialista.
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O incontornável Marx
Editora Unesp
Organizador: Jorge Novoa

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Fraude no Leite


Estão adulterando até o leite, é o que descobriu a Polícia Federal. Aposto que vão acabar culpando as vacas. Dezessete pessoas foram presas inclusive um funcionário do Ministério da Agricultua, olhem só, responsável pela fiscalização.
Leite servido a crianças e adultos em todo o Brasil.
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Atualização as 23 horas
Deu no Blog do Noblat
"Cooperativa confirma uso de soda cáustica em leite
De Jucimara de Pauda:
O delegado da Polícia Federal de Uberaba (MG), Ricardo Ruiz da Silva, disse ontem que o presidente da Copervale (Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande) confirmou, em depoimento, que a empresa usava soda cáustica no leite longa vida integral. O delegado se recusou a fornecer o nome do presidente da cooperativa, mas a Folha apurou que ele se chama Luis Galberto Ribeiro Ferreira.
O presidente é um dos 27 suspeitos presos durante a operação Ouro Branco, realizada anteontem pela PF nas cidades de Uberaba e Passos. Dos 27, 14 foram liberados ontem. A ação tinha o objetivo de desbaratar uma quadrilha que, segundo a PF, adulterava leite longa vida (de caixinha) no Triângulo Mineiro para aumentar o prazo de validade e o volume do produto.
Além da Copervale, uma segunda cooperativa, a Casmil (Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro), de Passos, estaria envolvida. Juntas, as duas produziriam 400 mil litros de leite por dia."

Droga de Elite

Deu no Blog do Josias:
"Levantamento feito pela FGV a partir de dados coletados pelo IBGE comprova algo de que já se suspeitava: o personagem que se esconde atrás da indústria das drogas e da violência é mesmo o grande nariz. Milhares de narizes. Chiques. Bem-nascidos. Instruídos.
Uma verdadeira tropa de elite. Constatou-se que a maioria dos usuários de drogas do Brasil (62%) pertence à classe A (renda familiar de mais de R$ 9,5 mil), tem a pele branca (85%), é do sexo masculino (99%) e tem idade entre 20 e 29 anos (50,7%). 'A pesquisa está totalmente consistente com o filme 'Tropa de Elite'. Não foi à toa que houve muita polêmica”, disse o economista Marcelo Neri, responsável pelo levantamento. “A nossa pesquisa poderia se chamar droga de elite porque quem consome drogas no Brasil é um jovem de elite.'"

Dengue

O Globo Online - Ricardo Noblat - :
"Tem novo mosquito da dengue por aí
De Ullisses Campbell: Um novo mosquito da dengue descoberto no Brasil por pesquisadores da Universidade Estadual do Ceará (UECE) pôs em alerta as autoridades em saúde pública de todo o Brasil. Conhecido como Aedes albopictus, o novo vetor da doença já foi encontrado em 21 estados. Agora, pesquisadores tentam identificá-lo no Distrito Federal, Rondônia, Roraima, Amapá, Piauí e Sergipe. Em Fortaleza, onde há maior concentração da nova espécie, o mosquito já está praticamente em todos os bairros.
O albopictus foi descoberto pelos pesquisadores cearenses sem querer. A bióloga Maria Isabel Florindo, da UECE, estava estudando a incubação do vírus da dengue na natureza quando encontrou a nova espécie. Aparentemente, o novo mosquito é idêntico ao Aedes aegypti. Tem inclusive as listas brancas e pernas compridas. As sutis diferenças estão na boca e no dorso, que são mais bem desenhados. 'A grande diferença está nos hábitos. O novo mosquito é mais resistente e pica a pessoa a qualquer hora do dia, enquanto o aegypti só ataca no amanhecer e no final da tarde', explica Maria Isabel."

Aumento nos Juros do cheque especial

O Globo Online - Ricardo Noblat -
"Bancos aumentam juros do cheque especial
De Juliana Rocha:
As taxas de juros do cheque especial subiram em média de 139,5% para 140% ao ano em setembro. O aumento mostra um movimento que deve se alastrar em outubro, com o crescimento do custo de captação dos bancos no mês passado, mesmo antes de o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central interromper a seqüência de dois anos de cortes na taxa básica de juros, a Selic."

Guarda Compartilhada

O Globo Online - Ricardo Noblat -
"Senado aprova guarda compartilhada de filhos
O plenário do Senado aprovou ontem projeto de lei que institui a guarda compartilhada de filhos de pais separados. A proposta estabelece que o juiz sugira esse tipo de guarda, segundo a qual ambos têm a mesma responsabilidade material, educacional e social pelas crianças. Embora muitos juízes já adotem a medida, ela não está formalizada na legislação: o Código Civil prevê a concessão da guarda a um dos pais. Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa do aval da Câmara dos Deputados."

Nota do PSOL catarinense

PSOL é contra a Privatização das BR’s 101 e 116

Publicado em 08/10/2007
O PSOL de Santa Catarina assume publicamente posição contrária à iniciativa do governo Lula em privatizar as BR’s 101 e 116. As razões da Direção Estadual do PSOL são duas: a primeira, por que as rodovias foram construidas e duplicladas (no caso da BR 101) com recursos públicos e que suas manutenções já são financiadas com os tributos CID e IPVA. Hoje, entregar este patrimônio para empresas privadas é assaltar Santa Catarina com caneta de Presidênte da República nas mãos. A segunda razão, é que Lula e o PT acusaram nas eleições de 2006, que o candidato do PSDB, seria uma ameaça por ser ele privatizante (uma verdade), e que Lula e o PT seriam a garantia do fim da era das privatizações (uma mentira). Hoje, Lula determina que a ANTT, lance o Edital para privatizar as BR’s 101 e 116 como já é de conhecimento público. A Direção do PSOL chama ainda a atenção dizendo que o conceito adequado para tratar o tema é o de PRIVATIZAÇÃO e não somente pedágio, vez que a empresa vencedora poderá explorar a veiculação de out-door as margens das rodovias, cobrar pelo uso do cabeamento de fibras óticas e redes elétricas, etc. Nestes termos o PSOL afirma que o governo Lula não reune legitimidade política para praticar as privatizações anunciadas.
Comissão Executiva Estadual do PSOL/SC
04 de outubro de 2007

A opinião dos Democratas

O Globo Online - Ricardo Noblat -:

"'Os R$ 40 bilhões não são imprescindíveis'

O presidente nacional do partido Democratas, Rodrigo Maia, deputado federal pelo Rio, não se furta a questionar a arrecadação do governo com a CPMF. Isso não é novidade. Mas agora o parlamentar afirma que a relatora da PEC na CCJ do Senado, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), vai provar, com estudo técnico do partido, que a União não precisa da arrecadação. Para Maia, a CPMF tem o papel de cobrir o ônus da burocracia de um Estado inchado criado por Lula. Apesar da grita, a oposição continua dividida no Senado, onde os partidos adversários do governo têm a chance de derrubar a proposta. Maia prefere, porém, não criar atrito com os tucanos, tradicionais aliados, cuja bancada ainda está indecisa devido à pressão de dois governadores do PSDB, potenciais candidatos à sucessão de Lula e que, já demonstraram, também não abririam mão de R$ 40 bilhões da CPMF. "

Entrevista de José Dirceu

Parte I

http://br.youtube.com/watch?v=EYs0wJeZzA0

Parte II

http://br.youtube.com/watch?v=nev8VvV5_Zo

Parte III

http://br.youtube.com/watch?v=PPIjaTee-Do

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Abrindo o Coração

Escrito por Eliane Balvedi Medeiros
A vida terrestre se equilibra no Amor, mas ninguém não se dá conta. Todos procuram sua alma gêmea, porém, egoístas que somos, deveríamos entender isso como almas, porque na maioria dos relacionamentos duradouros sãos os que demonstram companheirismo, amparando-se mutuamente, gerando um clima harmônico, compreensão e aceitação das diferenças prevalecem. Duas pessoas que assim se relacionam, conseguem construir positivamente sua realidade presente, integrando-se, numa nova vida que representará uma referência sólida para todos aqueles que seguirem seus passos. estudamos na espiritualidade que a coisa mais linda e sublime que existe é o amor. Teoria maravilhosa, Como devemos viver esta vida com amor? Como podemos partilhar este dom que recebemos e traçar um projeto de vida baseado nele? Precisamos do anseio e da apreciação do outro para nos tornar pessoas completas e realizadas, e é isso que nos leva a relacionamentos mais íntimos. Esperamos que o outro venha nos completar, e entramos num vazio, numa inquietação constante ao perceber que isso não acontece. O resultado será sempre a solidão. Hoje em dia, vive-se muito em individualidade, mas poucos têm a verdadeira compreensão do que isso representa. transformou-se em egoísmo e o que deveria ser saudável, dentro do relacionamento, ter seu próprio espaço, preservar seu próprio eu, o que poderia ajudar na relação a dois, foi tão destorcida pela sociedade, que acabou agredindo seu verdadeiro sentido, estragando os relacionamentos, e conseqüentemente, o amor.
Então o que faz um relacionamento real e duradouro, se um dos sinais dos novos tempos, nos mostra que estamos cada vez mais longe dele? Nós seres humanos, carentes em essência, não perdemos jamais a necessidade de encontrar o amor, e a individualidade deve ser preservada, não para afastar, e sim para unir, porque se assim for, com respeito, mantém um relacionamento. Esse amor, hoje analisado como fora de moda e arcaico, continua sendo o emblema de uma vida feliz. Amor é um ato de se doar por este motivo ele sempre está na moda e é eterno. O diálogo é único caminho. A linguagem mal interpretada é a principal barreira.
Aqueles que desejam um encontro sincero, que almejam construir algo de verdadeiro, devem praticam muito o diálogo. É essa a forma humana de demonstrar amor. É responder às necessidades expressadas pelo outro.
Devemos ter coragem para enfrentar esse novo desafio?

Vão culpar as Vacas

VÃO CULPAR AS VACAS
Estão adulterando até o leite, é o que descobriu a Polícia Federal. Aposto que vão acabar culpando as vacas.
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E O FUNDEB?
Pararam de falar no assunto é só esperar, ano que vem o dinheiro começa a faltar e a grita começa. Os primeiros a reclamar serão os prefeitos, por falta de verba para o transporte escolar.
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PARCEIROS
O presidente Lula fez bonito ao lado do Bispo Edir Macedo, na inauguração da Recordnews, e o Serra, presente, ainda disse que tinha muito prazer de estar ao lado do presidente, não é lindo mesmo.
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TUCANOS E A CPMF
E os tucanos vão votar a favor da CPMF, crentes de que vão receber o governo de mão beijada em 2010.
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OLHA AS ELEIÇÕES!
A turma que já votou e vai votar a favor da CPMF não esqueça, ano que vem tem eleições.
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SARNEY NINGUÉM MERECE!
José Sarney é um dos candidatos a substituir Renan. É mole, já tem gente pensando em absolver o Renan.
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SENADORES GUEVARISTAS!
Senado Federal fez hoje uma seção de homenagem a Che Guevara chega a ser hilário, mas foi interessante.

O placar da CPMF

Folha Online - Blogs - Josias de Souza:
"Hoje, CPMF cairia na CCJ do Senado por um voto
Se a emenda da CPMF fosse levada a voto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado hoje, a renovação do tributo seria rejeitada. Há na comissão 23 senadores. Levantamento feito pelo blog indica um empate: há onze votos governistas e onze da oposição. Mantido esse quadro, caberá ao presidente da CCJ dar o voto de Minerva. Para desassossego do governo, a comissão é comandada por Marco Maciel (DEM-PE). O voto dele é contra a prorrogação do imposto do cheque até 2011, como deseja Lula. Vão abaixo os votos de cada senador, revelados entre quatro paredes, nesta fase que antecede a negociação anunciada pelo Planalto:
A favor da CPMF: 1) Serys Slhessarenko (PT-MT); 2) Sibá Machado (PT-AC); 3) Eduardo Suplicy (PT-SP); 4) Aloizio Mercadante (PT-SP); 5) Epitácio Cafeteira (PTB-MA); 6) Antônio Carlos Valadares (PSB-SE); 7) Romero Jucá (PMDB-RR); 8) Almeida Lima (PMDB-SE); 9) Valter Pereira (PMDB-MS); 10) Gilvam Borges (PMDB-AP); e 11) Jefferson Peres (PDT-AM).
Contra a CPMF: 1) Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE); 2) Pedro Simon (PMDB-RS); 3) Adelmir Santana (DEM-DF); 4) Marco Maciel (DEM-PE); 5) Demóstenes Torres (DEM-GO); 6) Kátia Abreu (DEM-TO); 7) Antonio Carlos Júnior (DEM-BA); 8) Arthur Virgílio (PSDB-AM); 9) Eduardo Azeredo (PSDB-MG); 10) Lúcia Vânia (PSDB-GO); 11) Tasso Jereissati (PSDB-CE); e 12) Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). "

Tá sobrando emprego em SC ?

"...Portanto, estamos extremamente felizes, e isso repercute positivamente. Já tive a oportunidade de registrar que, em Santa Catarina, ocorrem situações que há muito tempo não aconteciam. Um exemplo são os casos de funcionários de uma empresa que recebem oferta de emprego de outra empresa, para receber salário melhor, e aceitam. Ou seja, a oferta de emprego cria competição entre as empresas na disputa por profissionais.
Senador Jayme Campos, a agroindústria tem tanta necessidade de mão-de-obra que está fazendo jornada de trabalho de cinco horas. Assim, o agricultor pode cumprir uma jornada de trabalho na sua propriedade e outra na atividade industrial..."
Senadora Ideli no Plenário do Senado Federal no dia 28 de Junho de 2007

O esperado

"Acusado de matar Dorothy Stang é condenado a 27 anos
Rayfran das Neves Sales, 31, foi condenado ontem, por unanimidade, a 27 anos de prisão pela morte da irmã Dorothy Stang, em fevereiro de 2005, em Anapu (PA). Ao ser interrogado, Rayfran disse ter matado a freira a tiros, mas negou que tivesse sido contratado por fazendeiros para assassiná-la. Segundo Rayfran, ele matou a missionária por ter sido ameaçado por ela quando ia plantar capim no lote 55, em Anapu. A área era reivindicada pela freira para a criação de um projeto de assentamento rural. "

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Entrevista

Leonardo Boff: o Vaticano está alienado da realidade da Igreja.
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Para o teólogo, condenação do jesuíta Jon Sobrino abre o caminho para a visita do Papa Bento XVI ao Brasil 26/03/2007
Eduardo Sales Lima,da redaçãoEm entrevista, Leonardo Boff, téologo e o colunista do Brasil de Fato, avalia que a decisão do Vaticano de condenar o jesuíta salvadorenho Jon Sobrino no começo de março se relaciona com a visita do Papa Bento XVI ao Brasil. Segundo o religioso, um grupo de Igreja Católica guarda rancor da Teologia da Libertação e o Vaticano preocupa-se apenas com a hierarquia.
Brasil de Fato: A condenação a Jon Sobrino é um recado da ala conservadora da igreja?
Leonardo Boff: Para mim é uma reação dos grupos no Vaticano que guardam rancor à teologia da libertação porque ela continua viva em todos os continentes, embora menos visível que antigamente. Provavelmente está por detrás o grupo da Colômbia com os Cardeais Alfonso Lopez Trujillo, Dario Castrillon Hoyos, e o Cardeal Barragan do México bem como o brasileiro que trabalha com eles, o bispo Dom Karl Josef Romer que montou o processo judicial contra mim. Eles querem limpar o caminho para a chegada do Papa ao Brasil. Só que puseram pedras demais e o efeito poderá ser contrário. Provavelmente o Papa deverá dar explicações ou então piorar ainda mais a condenação. Será um teste se ele pretende manter a paz e a unidade no campo teológico ou se prefere a ruptura dilaceradora em nome de uma ortodoxia rígida e distanciada do bom senso e do sentido da história de nossos provos crucificados pela injustiça.
BF: Os argumentos dados pelo Vaticano para a condenação têm fundamento?
Boff: Os argumentos não se sustentam quando lemos os textos de Jon Sobrino. Ele mesmo, submeteu a vários especialistas na area da cristologia, seus vários livros, a Sesboué da França, a Gonzáles Faus da Espanha, a Carlos Palacio do Brasil e a outros. Ninguém deles achou qualquer erro ou risco para os fiéis.Mas quando existe previamente o "furor condenatório" não valem as razões mas a vontade arbitrária das autoridades que se regem pelo autoritarismo patriarcal que preside as relações internas da Igreja. Sua condenação é uma ameaça a todos os teólogos que pretendem fazer teologia a partir dos pobres, ou como prefere Jon Sobrino, a partir das vítimas e dos povos crucificados.
BF: O Vaticano sufoca as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs)?
Boff: Para o Vatincano as CEBs não existem. Eles se orientam pelo direito canônico. Este não prevê nada para elas. Talvez "pias associações" coisa que eles efetivamente não são. Em razão disso, nenhum representante das CEBs seja leigos, seja padres, religiosos/as ou bispos foram escolhidos para estarem presentes na V Conferência Espiscopal da América Latina e Caribe (Celam) em Aparecida. Isso mostra apenas o quanto o Vaticano está alienado da realidade concreta da Igreja. Para ele, na verdade, só conta a hierarquia. O resto são como "garis" da Igreja, simples leigos, frequeses de paróquias e consumidores de bens simbólicos que eles, os padres e hierarcas somente produzem.
BF: Como a Teologia da Libertação aborda temas atuais como trangênicos e aquecimento global?
Boff: A teologia da libertação há muito vinha denunciando que a exploração que se move contra as pessoas, as classes, os países, os ecossistemas, se dirige também contra a Terra como um todo. Na opção preferencial pelos pobres, marca registrada da Teologia da Libertação, deve entrar a Terra, pois é o grande pobre, oprimido e devastado. O aquecimento global é resultado desta agressão sistemática da Casa Comum. A Teologia da Libertação tem elaborado toda uma ética do cuidado, da responsabilidade, da proteção e salvaguarda da herança que recebemos da Terra e do universo e uma verdadeira mistica do respeito e da reverência para com o Mistério da Criação, chamado a ser o Corpo da Trindade. Agora nos resta cuidarmos mais ainda, adaptarmo-nos às mudanças inevitáveis e minorar os efeitos maléficos.
Brasil de Fato
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PUBLICADO ORIGINALMENTE NESTE BLOG EM 13 DE JUNHO DE 2007

A polêmica dos novos estados

Por mais polêmico que seja o projeto de criação de mais seis estados: Carajás e Tapajós no Pará; Mato Grosso do Norte em Mato Grosso; Rio São Francisco na Bahia; Maranhão do Sul no Maranhão e Gurguéia no Piauí, me parece uma idéia que merece ser discutida. Os dois estados que se desmembrariam do Pará e outro que se desmembraria de Mato Grosso são defensáveis pois facilitariam a administração dessas regiões, os outros eu acredito que seja meio complicado e oneroso serem criados.

VARIEDADE DE FONTES INFORMATIVAS

Hoje podemos nos informar pela TV, jornais, rádio, sites, blogs, etc. Essa variedade que em tese é boa pode nos induzir há muitos erros.
Agora quando estes meios se complementam, um site dá uma informação, a TV reproduz, e o jornal reproduz a TV, e o rádio reproduz o que saiu no jornal. Pois bem, dá para ver que a encrenca pode ser enorme.
Por isso sejamos cautelosos especialmente com aquilo que reproduzimos. Podemos estar fortalecendo uma cadeia de desinformação.

Violência no Campo

O Globo Online - Ricardo Noblat -:
"deu na folha de s.paulo
Confronto entre sem-terra e segurança mata 2 no PR
Duas pessoas morreram e oito ficaram feridas durante confronto entre trabalhadores rurais sem-terra e seguranças na fazenda experimental da multinacional Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste (540 km de Curitiba-PR). A fazenda -que faz experiências com material geneticamente modificado- foi invadida na manhã de ontem por aproximadamente 200 integrantes da Via Campesina e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Entre os mortos está Valmir Mota de Oliveira, 32, conhecido como Keno, um dos principais líderes do MST na região oeste do Paraná. O segurança Fábio Ferreira, 25, também morreu. Segundo a PM, as duas mortes foram provocadas por disparos de arma de fogo. Celso Ribeiro, um dos líderes da invasão, disse que os sem-terra chegaram à fazenda às 6h para 'ocupar' a área de 127 hectares. O grupo estava acampado próximo à fazenda, que já havia sido invadida em março de 2006 e desocupada em julho deste ano. No momento da invasão, oito seguranças foram expulsos pelo grupo. Por volta das 13h30, um microônibus com aproximadamente 35 seguranças chegaram à propriedade, segundo os sem-terra. Eles relatam que os seguranças estavam armados e chegaram atirando. O tiroteio durou cerca de 30 minutos. Em seguida, a maioria dos seguranças deixou a área. Keno, que estava na entrada da fazenda, foi alvejado na perna e no tórax. Ele chegou a ser socorrido com vida, mas morreu a caminho do hospital. O segurança morreu no local."

Se Jesus Voltasse a Terra

"Se Jesus voltasse a terra com certeza não seria professor, praticaria qualquer outra atividade, menos o magistériro"
Reflexão de um professor desesperado

As eleições de 2008

As eleições municipais só acontecem em 2008, mas os candidatos são alinhavados em 2007, e cabe a nós eleitores irmos pensando e pesquisando os possíveis candidatos. Quem busca informações de última hora, normalmente vota mal.

domingo, 21 de outubro de 2007

Como os europeus conseguem?

Na Europa Neva em vários dias do ano, e os aviões pousam e decolam, quem sabe nos informamos sobre o que eles fazem. Neve é bem pior do que chuva, penso eu na minha ignorância.
No Brasil não conseguimos resolver problemas simples, pela mais absoluta preguiça, copiar o que é bom fora do Brasil não é feio, feio é não resolver os problemas.
Falou se tanto na tal crise aérea que quem utiliza a aviação no Brasil segue desconfiado da segurança do sistema.

Oposição sonolenta

Nunca se viu uma oposição tão sonolenta, como a que fazem Democratas e o PSDB. Já tem gente apostando que o governo reelege o sucessor de Lula em primeiro turno.

Malhando

Blogueiros que trabalham para o PT paulista estão a pleno vapor malhando Serra dia e noite. Nada como uma pesquisa.

Entrevista de Jilmar Tatto

Deu no Estadão:
'O PT se apequenou. Não somos filhos do Lula'
Concorrente à presidência do partido, Tatto defende candidatura própria em 2010 e novos critérios para concessões de TV
Vera Rosa
Disposto a desbancar o antigo Campo Majoritário do PT e a acabar com a “passividade” do partido em relação ao governo Lula, o deputado Jilmar Tatto (SP) lançará sua candidatura na terça-feira, em Brasília, com chances de ser o principal desafiante de Ricardo Berzoini (SP) ao comando petista. A eleição está marcada para 2 de dezembro. Sem papas na língua, Tatto diz que “o PT se apequenou” diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tem sido preterido no governo de coalizão. “Não somos filhos do Lula”, afirma. “A relação, hoje, não é política: é tumultuada e confusa. Não faz bem para a democracia, nem para o governo nem para o PT.”Apoiado pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, e pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (SP), Tatto garante que “não existe a possibilidade” de o PT arquivar a candidatura própria à sucessão de Lula, em 2010. Seu nome preferido, claro, é Marta, para qualquer disputa: prefeitura, governo ou Palácio do Planalto.Terceiro-vice-presidente do PT, o deputado também faz coro com petistas na defesa de “novos critérios” para concessões de TV. Jura, porém, que o governo não seguirá o exemplo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que cassou a licença da emissora RCTV. “Nós não somos chavistas”, insiste.Na seara política, Tatto não esconde que o partido tem interesse na cadeira ocupada pelo ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, acusado pela Polícia Federal de participar do esquema conhecido como “mensalão mineiro”. E, ao contrário do que Lula recomendou, não sairá em sua defesa. “Mares Guia é problema do governo e do PTB”, devolve.
Por que o sr. decidiu ser candidato à presidência do PT?
Pela necessidade de renovar. O PT tem 27 anos e o núcleo que dirige o partido, o antigo Campo Majoritário, se esgotou.O relacionamento entre a cúpula do PT e o presidente Lula está cada vez mais distante.
O partido tem sido preterido no governo de coalizão?
Não é que esteja distante. O que se coloca é que o PT é o principal partido do País e não está sendo valorizado. Não queremos nem mais nem menos: nem privilégios nem sermos preteridos. Não somos filhos do Lula. A relação, hoje, não é política. É tumultuada e confusa. Não faz bem para a democracia nem para o governo e nem para o PT.
O que é preciso mudar?
É preciso uma agenda comum entre o partido e o governo para que possamos colocar de forma transparente as nossas idéias. A gente percebe que isso não está sendo valorizado pelo governo porque o PT se apequenou. Não podemos, ao término de oito anos de mandato, fazer um balanço de que o governo Lula foi conservador. Não queremos ideologizar a relação, mas quem tem de dar a linha política é o PT.
O Congresso já discute a sucessão do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros. Se ele renunciar, o PT brigará pelo cargo?
O PT tem de dialogar com os aliados e escolher um nome de comum acordo. Se tiver consenso em relação ao Tião Viana (vice-presidente do Senado e filiado ao PT), tudo bem. O importante é que haja um candidato da base e pode ser do PMDB. Não é questão de princípio: é de governabilidade.
O presidente Lula pediu aos petistas que saíssem em defesa do articulador político do governo, Walfrido Mares Guia, mas o sr. foi um dos primeiros a ir contra essa orientação. Acha que ele deve entregar o cargo?
Mares Guia é um problema do governo e do PTB. A responsabilidade política por quem compõe o governo é do presidente da República, não é do PT. Eu tenho mandato parlamentar, não sou um auxiliar do presidente. Cada partido cuida dos seus pares.
Aliados dizem que o PT nunca se conformou em ter perdido a articulação política do governo, que tem enorme apetite por cargos e ciúme de outros partidos da coalizão...
Essa é uma área estratégica e, do ponto de vista político, consideramos que deveria ficar com o PT. Se você for verificar, em toda a coordenação política do governo o PT não está em nenhum lugar: nem no Ministério das Relações Institucionais, nem na liderança do governo na Câmara, nem no Senado, nem no Congresso. Só que nos momentos difíceis da vida do governo quem sai em defesa é justamente o PT.
Um momento difícil seria agora, com a tentativa de prorrogação da CPMF?
É. Muitas vezes eles (os líderes) não defendem o governo de forma enfática. Defender o governo quando tudo está bem é a coisa mais fácil do mundo...
O PT não tem candidato natural à sucessão de Lula, em 2010. É possível o partido abrir mão da candidatura à Presidência para apoiar um concorrente da base aliada?
Não existe essa possibilidade. O PT vai apresentar um nome para a base aliada. Temos vários quadros: Marta Suplicy, Jaques Wagner, Dilma Rousseff, Tarso Genro, Patrus Ananias...
Mas o presidente quer um candidato único da base. A resolução do 3º Congresso do PT, fazendo aceno à coalizão, foi jogo de cena?
Não. Lula está certo e não poderia se movimentar de forma diferente. Nós vamos apresentar um nome à coalizão.
Vão apresentar para discussão e só aceitam desde que o candidato seja do PT. É isso?
Veja, política é um processo de negociação. Se eles (os aliados) conseguirem nos convencer que o candidato apresentado é viável e melhor que o nosso, aí é outra história.
O deputado Ciro Gomes (PSB) chegou a dizer, em entrevista ao Estado, que não aceita ser vetado...
Não há veto, absolutamente. Nós somos parceiros.
Depois do escândalo do mensalão, PT e governo adotaram o discurso de que as mazelas do sistema político decorrem da falta de financiamento público de campanha. Então, por que a reforma política não foi tratada como prioridade?
Tentamos, mas a maioria não quis. Foi um erro do governo não ter entrado no debate. Isso favoreceu os que são contrários ao financiamento público.
O sr. acha que esse discurso da falta de financiamento público justifica o mensalão?
Nada justifica. Mas a relação do financiamento privado para eleger presidentes, governadores, prefeitos e vereadores não ajuda a democracia. O eleito acaba ficando refém de quem o financia. Temos de acabar com isso.
O sr. é favorável à revisão das concessões de TVs?
Não à revisão. Eu acho que as concessões têm de se dar em outro parâmetro. É preciso democratizá-las, definir novos critérios. Hoje, poucos grupos dominam essa área.
O sr. não teme que o PT fique com o carimbo de chavista ao pregar novos critérios para as concessões?
Absolutamente. Nós não somos chavistas. Esse fantasma de que nós queremos fechar TVs não existe.
Democratizar as comunicações, para o sr., é o quê?
É ter uma relação mais transparente no processo de concessões, criar um marco regulatório e envolver a sociedade na questão do conteúdo do que é passado. Temos de nos preocupar com o que queremos para o País, qual o papel dos meios de comunicação do ponto de vista do desenvolvimento cultural, que tipo de programação queremos, como fica a questão regional...
Mas isso não é uma interferência muito grande?
É uma concessão pública. Essas concessionárias têm de retribuir para a sociedade, no seu conteúdo, programações que tratem da questão cultural, do povo brasileiro, do nosso País. Não se trata de interferir na programação, no jornalismo.
Quando o sr. fala em retribuir já dá idéia de uma coisa chapa branca...
Mas retribuir para a sociedade, não para o governo. O que nós queremos é democratizar para que (a concessão) saia do controle de poucas famílias e todos possam participar. Hoje, as renovações de concessões são feitas de forma automática. Não tem critério nenhum. É um absurdo o que está acontecendo. O PT só corre o risco de ser chapa branca se perder o contato com o movimento social. Isso, sim, seria a morte do PT.

Tucanos empolgados

Tucanos empolgados com as pesquisas para as eleições de 2010 pensam em lançar uma Chapa José Serra-Aécio Neves. É muito otimismo.
O problema é que eles se empolgam com as pesquisas, mas se esquecem de fazer campanha.

sábado, 20 de outubro de 2007

ELITE SEM TROPA

Por Juremir Machado da Silva, jornalista

Meu texto sobre o filme "Tropa de Elite" causou tremores frios em muita gente. Entendo. O cinema brasileiro da chamada "retomada" é muito ruim. Até a pornochanchada era melhor. Tinha mais ritmo. Há uma tradição brasileira de idealização de bandidos, de cangaceiros a traficantes. O mal é sempre a ordem, o poder, a polícia. Faz sentido. Afinal, neste país, a lei é uma fachada para a sacanagem dos mais ricos. Mas esse esquema simplifica. Os últimos filmes, de gente como Jorge Furtado e Guel Arraes, são totalmente vazios e não conseguem situar esse paradoxo da cultura nacional. José Padilha, com "Tropa de Elite", conseguiu trazer finalmente a realidade brasileira para a tela. Sem afetações nem conversa fiada. É pau puro mesmo.

Todo problema do consumo de drogas pela burguesia da Zona Sul do Rio de Janeiro está baseado no seguinte princípio: a polícia não deveria reprimir. Afinal, por que não se poderia consumir drogas tranqüilamente? Porque o tráfico é ilegal. O pessoal quer consumir sem ser incomodado por não concordar com essa ilegalidade. Como a sociedade, através dos seus representantes, não muda a lei, a galera espera que a polícia seja complacente, tolerante e conivente, nem que seja corrompendo-se. É o que mais acontece quando um filhinho da burguesia cai na rede policial e precisa ser liberado. Que deve fazer a polícia? Tentar cumprir a lei ou praticar desobediência civil (ou militar?) para estar de acordo com os leitores de Foucault (o teórico francês que mais denunciou os mecanismos do poder capilarizado) em universidades cariocas?

"Tropa de Elite" espanta por ser o ponto de vista do policial. Nesse sentido, coloca-se do lado da lei e do poder. Num país em que a sociedade vê o Estado como seu inimigo, a lei e a ordem são sempre ilegítimos. Todo filme não reacionário deve, portanto, denunciar a ordem. Descobre-se que os nossos cineastas gostam de mensagens e de certo maniqueísmo. Cada filme precisa ter o personagem bom, ainda que algumas hesitações, podendo até ser o bandido, vítima da sua condição social, e o mau (o policial, a ordem, o poder) bem claros. O espectador é tido por meio bronco. Necessita de heróis e de perfis claros. A equação é simples: o jovem burguês comete uma ilegalidade, a polícia reprime. O jovem sente-se vítima do policial. O filme de Padilha tem razão: não há passeata por policial morto. Só por rico. Mas todos querem segurança. Eis o paradoxo: espera-se que a segurança seja garantida pelo inimigo, o policial. Depois, ele deve fechar os olhos.

A burguesia brasileira não quer ser tolhida nas suas ações, mesmo quando ilegais. A ordem deve ser imposta aos pobres. No caso do uso de drogas, porém, os pobres são apenas os fornecedores dos ricos. A velha chantagem do intelectual de esquerda volta à cena: cumprir uma lei julgada conservadora é ilegítimo. A turma quer viver em paz na ilegalidade. Bastaria convencer pais e avôs, detentores do poder, a mudar a lei. É brega estar do lado da ordem. "Tropa de Elite", embora esteticamente fraco, é o mais realista dos filmes brasileiros das últimas décadas. O problema dos seus críticos é que eles se identificam com os jovens burgueses da Zona Sul do Rio de Janeiro. Querem dar um "tapinha" sem remorsos nem maiores responsabilidades. Por que não liberar geral? Muita gente perderia com isso.

Publicado no Correio do Povo de 18.10.07

Ignorância?

Escrito por Wladimir Pomar
28-Set-2007

Na história da humanidade, a ignorância, seja a ingênua, seja a mal intencionada, tem sido responsável por muitas tragédias, das epidemias às guerras. É isso que me vem à mente, ao ler certos artigos a respeito da utilização, em escolas públicas e privadas, do livro didático "Nova História Crítica", supostamente de "viés marxista" ou "comunista".

A partir daí, esses articulistas afirmam que a literatura dominante nas escolas médias brasileiras é de tendência socialista e fortemente anticapitalista. Seus exemplos mais fortes seriam, além da "Nova História Crítica", o antigo texto de Leo Huberman, "A História da Riqueza do Homem". Aparentemente, eles apenas pretendem mostrar que tais textos estão ultrapassados, são mentirosos e "ideológicos", correspondendo apenas a equívocos juvenis.

Suponhamos que seja verdade que tais textos estejam superados. Suponhamos, mesmo, que eles contenham mentiras, possuam forte viés ideológico, e estejam carregados de equívocos. Mesmo que tudo isso fosse verdadeiro, por que sua leitura, ou a transmissão de seu conteúdo, não deveria mais ser tolerada? Só porque viveríamos numa época em que o capitalismo estaria demonstrando toda a sua "pujança e capacidade de gerar bem estar"? Isso não seria romper com toda a defesa que fazem da liberdade de expressão do pensamento?

Fingindo atacar o conteúdo desses livros, o que esses articulistas pretendem é proibir que os jovens leiam e debatam qualquer conteúdo que ponha em dúvida a "pujança e capacidade de gerar bem estar" do capitalismo. Por isso são capazes de fazer a afirmação, sem qualquer comprovação empírica, de que os livros de teor socialista seriam predominantes nas escolas médias brasileiras. O que não passa de uma tentativa canhestra de intimidar, tanto os autores de "viés marxista", "comunista" ou "socialista", quanto pais e professores ainda avassalados por preconceitos sobre essas correntes de pensamento.

Para quem pretende uma educação democrática e que estimule o senso crítico, pouco importa que livros como a "Nova História Crítica" e "História da Riqueza do Homem" tenham abordagens "marxistas". Como pouco importa que textos de Oliveira Viana e Joaquim Nabuco possuam fortes conotações monarquistas. Ou que os textos econômicos de maior predominância nas escolas brasileiras sejam de autores de correntes liberais e neoliberais. O que importa é que os alunos possam confrontá-los com a realidade do Brasil e do mundo, sob dominância capitalista.

Se o marxismo morreu, o socialismo naufragou, e o comunismo não passou de uma quimera, por que temer que livros que se referenciam nessas correntes façam "mal" à juventude? Simples ignorância, ou medo de que os jovens descubram todos os aspectos da "pujança capitalista"?

Wladimir Pomar é escritor e analista político.

Reformar o capitalismo ou ruptura socialista?

Plinio Arruda Sampaio 10/10/2007
O mundo que emergiu da Segunda Guerra Mundial favoreceu a classe operária. Se antes, o comunismo e o socialismo haviam se expandido bastante entre o operariado, após a guerra, a adesão tornou-se avassaladora.
A esse enorme crescimento dos partidos comunistas europeus, somou-se a presença mundial da União Soviética, que saiu da guerra como potência militar e econômica de primeira grandeza.
Um setor mais lúcido da burguesia compreendeu então que, se batesse de frente com o operariado, o mundo iria pelos ares. Objetivamente, não havia mais condições para manter políticas econômicas baseadas numa doutrina econômica responsável por duas carnificinas mundiais e pela maior crise econômica da história do capitalismo.
Para evitar o pior, a burguesia aceitou - sempre a contragosto e sempre resistindo ao máximo - a intervenção do Estado na economia, com a finalidade de promover o desenvolvimento e de reduzir as desigualdades entre as regiões e as classes sociais.
Surgiu então o Estado de Bem-Estar Social que incorporou várias reivindicações da classe trabalhadora: jornada de oito horas, repouso semanal, salário mínimo, férias, estabilidade - tudo o que constava das pautas do movimento operário antes da guerra.
Esse período durou 25 anos e, enquanto durou, as condições de vida dos operários melhoraram substancialmente. Contudo, o mais importante não foi conseguido: apesar da enorme força dos sindicatos e dos partidos operários, não se conseguiu derrotar politicamente a burguesia e substituir o modo de produção capitalista pelo modo socialista.
Em meados dos anos 70, o Estado de Bem-Estar Social entrou em crise. Saiu dela, dez anos depois, com a contra-revolução liberal - agora sob a roupagem de neoliberalismo.
Essa contra-revolução, que é mundial, atingiu o Brasil com toda força, a partir de 1990, quando FHC declarou que iria virar a página da Era Vargas.
De lá para cá, os trabalhadores não conseguiram sequer uma vitória importante. Só perderam direitos e benefícios sociais.
A derrota causou perplexidade e divisão entre a classe trabalhadora.
Alguns partidos e movimentos procuram reviver o Estado de Bem-Estar Social, propondo reformas na estrutura do capitalismo brasileiro.
Outros consideram que não se pode voltar atrás o relógio da história e que não existem condições internacionais e internas para que a burguesia brasileira (brasileira?) seja reformada. A hora seria, portanto, de formular uma estratégia de ruptura socialista, no contexto de um processo internacional.
Mais dia, menos dia, os trabalhadores terão de optar entre essas duas estratégias.
_______________
Plinio Arruda Sampaio é advogado, ex-deputado constituinte, presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra) e diretor do jornal Correio da Cidadania

Corrupção na PRF

O Globo Online - Ricardo Noblat - : "Corrupção na PRF aumenta riscos nas estradas Em 2003, ano em que o patrulheiro José Vargas de Oliveira foi julgado, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) resolveu reagir. Iniciou uma faxina interna para tentar se livrar da fama de ser uma das instituições federais mais vulneráveis à corrupção. Desde então, 132 policiais foram demitidos por envolvimento em irregularidades, entre os quais José Vargas, que fora condenado a 17 anos e seis meses de prisão por ter assassinado o caminhoneiro do qual tentara extorquir dinheiro no Rio. A corrupção dos patrulheiros e a frouxidão da fiscalização facilitam o livre trânsito de motoristas imprudentes e, com isso, ajudam a aumentar as estatísticas da violência nas estradas. As fraudes vão desde extorsão a motoristas infratores até cobrança de propina em larga escala para liberação de caminhões com excesso de peso, inflamáveis proibidos e outras irregularidades. Leia mais em O Globo"

Olha os Tucanos Lulando

O Globo Online - Ricardo Noblat - "CPMF: Serra e Aécio emitem sinal verde Sob as bênçãos dos governadores tucanos de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, o PSDB abriu ontem espaço para negociar com o governo o apoio à proposta que prorroga a CPMF até 2011. Depois de reunião no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, o presidente do partido, senador Tasso Jereissati, (CE) e o líder da legenda no Senado, Arthur Virgílio (AM) disseram que a bancada tucana no Senado vai esperar uma proposta do governo que vá na direção de reivindicações do partido, como a redução progressiva da alíquota da contribuição e a desoneração da folha de pagamentos.
As concessões que o governo terá de fazer para esticar a validade da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011 já dividem o governo. Apesar das restrições da Receita Federal, interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a idéia de excluir quem ganha até R$ 1,7 mil da cobrança do imposto do cheque tem mais “apelo social” e, de quebra, pode render dividendos políticos enquanto a redução da alíquota não vem. "

Censo 2007 II

Se em SP se conseguiu uma recontagem da população se aguarda que outros municípios brasileiros também consiguam a tal recontarem. NOSSA CARÊNCIA NO ENSINO DE MATEMÁTICA É ALARMANTE.

Censo 2007

O Globo Online - Ricardo Noblat :
"Prefeitos pressionam IBGE a rever censo de 2007 Os números preliminares do censo de 2007 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estão provocando uma verdadeira rebelião de prefeitos por todo o País. Eles exigem a recontagem da população de seus municípios, pois um grande número de cidades apresentou redução de habitantes em relação às projeções efetuadas pelo próprio IBGE. O índice populacional tem impacto direto no cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal receita de grande parte das prefeituras, e também influi nos cálculos para repasse de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Em São Paulo, pressionado pelos prefeitos, o IBGE já corrigiu para cima a população de pelo menos 60 municípios incluídos na contagem de 2007. "

Fidelidade na República dos infiéis

Escrito por Ruy Fabiano
O Supremo Tribunal Federal reiterou em relação ao Senado o que já havia estabelecido para a Câmara dos Deputados: o mandato pertence ao partido, não a seu eventual titular. Quem mudou de legenda, pois, estará sujeito à perda do mandato. Simples assim?
Nem tanto, claro. Como se trata de prática de largo alcance, da qual bem poucos estão isentos, os gestos de solidariedade irrestrita se multiplicam, assim como as fórmulas criativas para que ninguém seja responsabilizado pelo que já está feito.
Afinal – e esse é o argumento central -, se sempre se procedeu assim e nunca houve qualquer providência punitiva, não é justo que subitamente, sem aviso prévio, se estabeleça uma linha duríssima e, de maneira implacável, cabeças comecem a ser ceifadas.
O argumento, claro, poderia ser invocado também pelos traficantes dos morros cariocas, diante do ímpeto furioso com que o governador Sérgio Cabral investe contra seus redutos. Poderiam dizer: “Pôxa, mas ia tudo tão bem, por que esse jogo duro agora?”
O líder do PTB na Câmara, deputado José Múcio, acha que a lei deveria conceder ao menos o direito de uma mudança partidária por legislatura. Pelo menos uma. Não explicou exatamente por que a eventual escassez numérica conferiria legitimidade à prática.
Seu raciocínio parece partir daquela máxima do Barão de Itararé: “Ou nos locupletamos todos ou restaure-se a moralidade.” Ele, com sua proposta, parece dizer: “Ora, se todos nos demos bem (ou seja, se todos nos locupletamos) com o troca-troca partidário, por que restaurar-se a moralidade?”
A política brasileira é, em alguns momentos, tão cheia de paradoxos e contradições, que chega a ser engraçada. A mudança de status de um partido faz com que mudem também os seus princípios. Lula e o PT, por exemplo, acham hoje um absurdo alguém acusar sem provas ou ignorar a presunção de inocência. A isso, chamam de “furor udenista”. Antes, era imperativo moral.
Acham igualmente inaceitável a idéia fixa da oposição em denunciar e propor CPIs. A senadora Ideli Salvati (PT-SC) chegou a lamentar que se falasse tanto em ética, uma coisa afinal de contas tão chata, que jamais interessou a ninguém.
A oposição de hoje, por sua vez, pouco afeita ao papel (afinal trata-se de forças políticas habituadas há décadas ao exercício do poder), torna-se subitamente defensora da fidelidade partidária - a mesma fidelidade que combateu quando lhe foi conveniente.
O Democratas (ex-Arena, ex-PDS, ex-PFL), quando ainda integrava o governo militar, em 1984, rebelou-se contra o comando partidário e fez da infidelidade partidária instrumento de ação e afirmação política. Se a fidelidade que o DEM hoje postula – e que lhe pode render o retorno de algumas cadeiras na Câmara e Senado – fosse acatada pelo STF em 1984, o Brasil teria sido presidido no ano seguinte por ninguém menos que Paulo Maluf, e aquelas lideranças estariam aposentadas.
Os pedessistas que não aceitavam Paulo Maluf dissentiram publicamente de sua candidatura e anunciaram voto em Tancredo Neves. Constituíram a Frente Liberal, que depois se transformaria em PFL, hoje DEM. O STF considerou válido o voto infiel e, com isso, pôs fim ao regime militar, mudando a história do Brasil.
De lá para cá, o troca-troca partidário tornou-se rotina, prática comum a todos os partidos. O falecido Sérgio Motta – espécie de José Dirceu do governo FHC – promoveu ampla campanha de adesões ao PSDB, que acabou apelidado de “partido-ônibus” – aquele em que todo mundo embarca (basta fazer – dizia-se “receber” – o sinal).
Com isso, rompeu com o então secretário-geral dos tucanos, Pimenta da Veiga, que temia (e com razão) a perda de qualidade humana imposta pelos arrivistas e a diluição dos compromissos doutrinários do partido. Foi exatamente o que aconteceu.
O PFL foi igualmente beneficiário daquele troca-troca, atraindo também grande número de políticos chapa-branca e tornando-se um partido de primeira grandeza no Congresso.
O PT denunciou o teor imoral daquele procedimento. Hoje, é beneficiário dele – só que o praticou com mais engenho e arte. Em vez de atrair arrivistas aos seus quadros, passou a empurrá-los para os partidos “barrigas de aluguel”, que dependem do governo para sobreviver.
A gênese do Mensalão é essa. Não foi, moralmente falando, diferente do que vigorava antes. Foi mais ousado e menos eficaz. O Judiciário fez sua parte, pondo fim à orgia partidária. Vejamos o que faz o Congresso.

Ele não fica quieto (Roberto Jefferson)


Entrevista de Roberto Cabrini

Veja o Vídeo:
http://terratv.terra.com.br/templates/channelContents.aspx?channel=2469&contentid=103999&play=1

Meu dia do perdão

Escolhi o dia 2 de outubro como o dia do perdão. Do meu perdão a todos.
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O cristianismo, pela via popular, nos ensina que errar é humano e perdoar, divino. Devemos perdoar para ser perdoados. A humanidade, recusando-se a perdoar, põe-se em risco.
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Portanto, decidi resolver algumas antigas pendências, perdoando de coração aberto e de modo incondicional a todos aqueles que de algum modo me prejudicaram (e certamente não só a mim).Perdôo.
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Perdôo todos os governantes e políticos brasileiros que, ao longo das últimas quatro décadas, enriqueceram-se por meio da corrupção, corrompendo e corrompendo-se.
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Perdôo Collor, Sarney, ACM, FHC, Lula, José Dirceu, e a quem desejar entrar nesta lista, pelo que fizeram ou deixaram de fazer, pelo que viram e sobretudo pelo que não viram.
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Perdôo aquela professora que, eu garoto, me puniu por ter escrito “irmães”, quase matando um futuro escritor capaz de entrever as três mães adicionais nas suas três irmãs mais novas.
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Perdôo o médico cardiologista que me receitou antidepressivos sem necessidade. Minha “depressão” resolveu-se quando joguei os remédios pela janela e assumi as batidas do meu coração.
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Perdôo o padre a quem fui confessar meus pecados e depois contou meus pecados a outras pessoas. Fui buscar o perdão e saí tosquiado.Perdôo a quem não me perdoou.
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Perdôo os alunos que não entenderam a disciplina que eu não soube ministrar com melhor didática.
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Perdôo os banqueiros e seus juros, os engraxates e suas escovas, os garçons e suas bandejas, os taxistas e seus cintos de segurança, os guardas de trânsito e suas multas, os burocratas e seus carimbos, os advogados e suas leis, as prostitutas e seus olhares, os editores e seus prazos, os livreiros e suas estantes, os síndicos e suas manias.
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Perdôo os animais que me hostilizaram, as árvores que não me deram frutos, as máquinas que emperraram quando eu mais precisava delas, os pratos e copos que se quebraram em pedaços.
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Perdôo o frio excessivo, o calor inclemente, a chuva e suas enchentes, a poluição de todos os gêneros, os resfriados, as viroses.
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Meu perdão é universal, sem fronteiras e sem ideologia. Perdôo Bush e Fidel, Steven Spielberg e Bill Gates, Bento XVI e Dalai Lama, Bin Laden e Marcola.
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Tanto perdão concedido, fui dormir em paz. Certamente também Deus, em sua infinita misericórdia, me perdoará esta crônica.
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Gabriel Perissé é doutor em educação pela USP e escritor.
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Publicado originalmente neste Blog no dia dezoito de outubro de 2006

O Muro de Berlim

Plantão da Globo o Fim da URSS

Veja os Vídeos:

http://www.youtube.com/watch?v=32HFDb1cjDU&mode=related&search=

http://www.youtube.com/watch?v=Sk0o359uz80&mode=related&search=

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Mais um Belo


O bom futebol



Mais um Belo

Mais um Belo


Crônica do Márcio Goes


POR QUE (NÃO) FALAR DO RENAN
Renan Calheiros ainda é o assunto do momento em todo o Brasil, porém, muitas pessoas me questionam, já que tenho uma coluna semanal, porque até agora não escrevi nada sobre este assunto tão destacado pela mídia...
Então, a pedidos, vou escrever sobre o tal presidente do senado que agora, atendendo ao clamor popular (ou não), licenciou-se do cargo por quarenta e cinco dias... Ou melhor: vou escrever sobre o porquê de não escrever sobre ele:
Em primeiro lugar, acho que este assunto já está saturado pelos meios de comunicação, o que me impede de fazer qualquer comentário que ainda não tenha sido feito, por qualquer outro cronista “antenado” ao mundo ao seu redor. Além do mais, prefiro falar de fatos e pessoas mais próximas do cotidiano simples de um povo guerreiro que reside em Caçador e região...
Prefiro falar de nossas escolas públicas, em estado catastrófico, sobretudo aquelas enormes, inauguradas há dois ou quatro anos que já estão, literalmente caindo, algumas até com salas interditadas... Sem falar que ainda encontram-se “ocas” de equipamentos. Nos laboratórios de primeiro mundo, nada mais que poeira cósmica e vácuo físico e moral, além das constantes rachaduras e portas que devem ser constantemente chumbadas novamente em virtude do material de péssima qualidade utilizado pelas empreiteiras: deste modo, não tem direção nem corpo docente que consiga “dar conta do recado”...
Prefiro escrever sobre aqueles que abusam da confiança e da inteligência do povo mais humilde, vencendo o pleito eleitoral com a promessa de asfalto grátis, terminal rodoviário e outras maravilhas utópicas que até hoje não foram cumpridas e nem poderiam ser, pois o povo só é prioridade no palanque que disputa votos, depois é preciso favorecer àqueles que “trabalharam” na campanha, mesmo que para isso seja necessário fechar os olhos e os ouvidos para aqueles que trabalham diuturnamente e elegeram os “bunitão”, na esperança de serem lembrados...
Prefiro comentar sobre a (in)fidelidade partidária que paira sobre nossa cidade, inclusive de pessoas que foram a vida inteira de extrema direita, defendendo interesses altamente capitalistas ou viviam pulando de galho em galho e agora recebem uma “luz divina” e encontram, na estrela socialista uma nova esperança (abstenho-me do comentário sobre ideologia, que parece estar em quinto plano). Fato que deixa muito claro os interesses pessoais e eleitoreiros acima do desejo de contribuir com o bem-estar do povo que porventura depositará neles (ou não) seu voto de confiança no próximo ano... Afinal, agora é “a hora da estrela” (Clarice Lispector que me perdoe o plágio)...
Prefiro indignar-me com alguns empresários que dizem estar em crise por causa da baixa do dólar, fato que usam de “bengala” para demitir o pobre do trabalhador, que nunca tem direito à recompensa digna daquilo que suas mãos calejadas produzem. Não consigo aceitar o fato de que o rico, que desde a invasão dos portugueses, em 1500, sempre ficou com a maior fatia do bolo, hoje chora porque precisa disponibilizar um pedaço um pouquinho maior para o proletariado... E diga-se de passagem que este pedaço do trabalhador está longe de ser justo. A ele cabe dar o melhor de si para aumentar a produção e engordar o bolso do patrão que não se cansa de desenvolver estratégias, às vezes ilícitas, para lucrar mais e pagar menos...
E ainda querem que eu fale do Renan?... Bah!... A meu ver, ele não é nada pior que os exemplos mencionados aqui.
Márcio Roberto Goes

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Charge do Gerson

Isolamento Social

"O isolamento social da esquerda é muito grande, a grande mídia privada – o verdadeiro partido das classes dominantes – forma e deforma a opinião pública a seu bel prazer. Os programas sensacionalistas na TV, com o pretexto de pedir justiça para casos de violência, na verdade insuflam sentimentos ruins, que multiplicam a cultura da violência."
Flávio Koutz, Membro do Diretório Nacional do PT

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A cultura do café

Especialista na influência do clima na agricultura, tem afirmado que o aumento da temperatura no Brasil pode nos tirar o título de maior produtor mundial de café, posição que ocupamos há dois séculos.
Teremos que fazer adaptações, todos os países farão.

Hugo Chavez é um ditador?

Meus alunos me fizeram essa pergunta. Como é próprio de uma sala de aula, você é obrigado a responder rápido, e respondi na minha visão, o presidente da venezuela não é um ditador. O que ele é então?
Não o considero um democrata, diz ele que é socialista, e deve ser , é assim que se define, e o socialismo pode ser definido das maneiras mais diferenciadas, e até estranhas.
Para não fazermos confusão, também não comparemos Chavez a Fidel, são duas pessoas, duas lideranças, dois processos históricos bastante distintos.
O que motiva essas reflexões sobre Chavez no Brasil e a fúria dos seus detratores e a paixão dos seus simpatizantes, não me encontro em nenhuma das duas categorias. Meu interesse é entender o que se passa na Venezuela, inclusive para responder com mais profundidade as perguntas dos meus alunos.
Acredito que há coisas mais importante no Brasil para discutirmos. Se chavez for um ditador, os venezuelanos se virem para se livrarem dele, cada povo tem a missão histórica de administrar as suas nulidades e as nossas não são poucas.
Chavez foi eleito, fato que em si, não serve para caracterizar um governo.
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Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo.

Ditadura da Mídia

Gravidez não é caderneta de poupança!

A propósito da amante de Senador Calheiros circula na internet um alerta que diz que gravidez não é caderneta de poupança. VAI SE SABE, no caso em tela deu certo.

Quando uma pessoa...

Quando uma pessoa lhe provoca uma sensação forte normalmente ficamos com ela durante um longo tempo. Quem dera pudéssemos selecionar só a sensação daquelas pessoas que nos tornam mais humanos e dignos.

Incógnita


Boa!


terça-feira, 16 de outubro de 2007

Dilma na cabeça

Ricardo Noblat

É tão antigo quanto a Sé de Braga o plano de Lula de disputar a eleição presidencial de 2014. A dita Sé fica em Portugal e começou a ser construída no século XI. Para ter chance de obter o terceiro mandato, Lula precisa que o candidato à sua sucessão seja derrotado. Ou que uma vez eleito desista da reeleição. É aqui que entra Dilma Rouseff.
Lula se acha um homem de sorte desde que escolheu Dilma para substituir José Dirceu na Casa Civil. Não fazia idéia de que ela se sairia tão bem ali. Temia sua falta de bons modos. Dilma é durona. Não faz o tipo que os políticos tanto apreciam. Em compensação é uma executiva de primeira linha. Detesta firulas. Joga para o time. E nada lhe escapa.
José Dirceu penou quando perdeu a coordenação política do governo. Centralizador, abriu mais frentes de serviço do que poderia dar conta. Dilma, não. Como Dirceu, também é centralizadora. Diferentemente dele, não pretende mandar em tudo. Quem despacha com o presidente sempre que deseja está dispensado de exibir sinais exteriores de poder.
O de Dilma deriva de Lula, o único padrinho de sua nomeação. Mas ela tem agido para ampliá-lo. Seu mais recente feito foi o leilão das concessões à iniciativa privada de 2,6 mil quilômetros de estradas. Um percurso que custaria R$ 10,00 nos anos 90 sairá por R$ 2,70. Imagina o prato oferecido aos marqueteiros da campanha do PT em 2010...
Dilma está para o segundo governo Lula como Dirceu e Antonio Palocci estiveram para o primeiro. Lula cada vez mais delega a Dilma tarefas que antes lhe tomavam parte do tempo e o aborreciam. Ela ganhou tão rápido a confiança dele que os dois já conversaram sobre um tema a respeito do qual Lula só fala generalidades: a sucessão de 2010.
De público, Lula insiste na tese de que os partidos da base de apoio ao governo devem se unir em torno de um único candidato à próxima eleição presidencial. Se houver mais de um, assistirá de camarote ao primeiro turno da eleição. E em um eventual segundo turno, aí, sim, subirá no palanque daquele que prometer dar continuidade ao seu governo.
Lula fala sério. E também fala sério quando diz que o candidato único pode sair ou não do PT. Virou uma espécie de entidade que sobrepaira os partidos. Dá corda no governador mineiro Aécio Neves para que troque o PSDB pelo PMDB. Enxerga nele um nome capaz de substitui-lo. Sabe, contudo, que Aécio deverá permanecer no PSDB. E então?
Então Lula se inclina a ir com Dilma. Há por aí uma onda favorável à eleição de mulheres para cargos políticos relevantes. Lula está atento a isso. O presidente do Chile é uma mulher. O futuro presidente da Argentina será uma mulher. Hillary Clinton é forte candidata a presidente dos Estados Unidos.
Pela primeira vez na sua história, a Câmara dos Deputados nos Estados Unidos é presidida por uma mulher. Aqui, em 2002, a então governadora do Maranhão Roseana Sarney quase empatou com Lula nas pesquisas quando era aspirante a candidata. Derrapou ao se descobrir dinheiro de origem desconhecida guardado no cofre da empresa do marido.
Marta “Relaxa e goza” Suplicy? Esqueça. Ela tem vôo político próprio. Lula não a vê como sucessora dele. Que vá concorrer ao governo de São Paulo. Jacques Wagner, governador da Bahia? Ainda “não aconteceu”, digamos assim. O governo dele, meu rei, anda meio devagar. Tarso Genro, ministro da Justiça? Enfrenta sérias resistências no PT.
O PMDB prefere se dividir entre vários candidatos para governar depois com quem vencer.
O PSB tem Ciro Gomes, que o PT não engole. Anote aí: se o Programa de Aceleração do Crescimento for um sucesso, Dilma contará com o patrocínio de Lula para ser candidata. Ela tem uma vantagem a mais: caso se eleja, topa governar apenas um mandato.
É o que Lula confidencia ter ouvido dela um dia desses durante uma longa conversa a sós. Acreditou e gostou muito do que ouviu.