segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Stalin el Imperio del Mal (1-2) - Stalin, el Tirano Rojo (La noche tematica) HQ
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Arthur Schopenhauer
(1788 - 1860)
Filósofo germânico nascido em Danzig, Prússia, atual Gdansk, Polônia, considerado de pensamento anti-histórico, o criador da filosofia pessimista, por sua oposição tenaz a Hegel, o pensador da história. Filho do comerciante Henrich Floris Schopenhauer e da bem sucedida escritora Johanna Henriette Trosenier, inicialmente foi encaminhado para estudos voltados para o comércio. Viajou por diversos países da Europa com a finalidade de aprimorar seus conhecimentos. Após o falecimento de seu pai, voltou-se para estudos humanísticos e matriculou-se no Liceu Weimar (1807). Entrou para a faculdade de medicina de Gottigen (1809), tendo como professor Schulze, que o encaminhou para os estudos de Platão e Kant. Na Universidade de Berlim (1811), assistiu cursos ministrados por Schleiermacher e Fichte e doutorou-se (1813) pela Universidade de Berlim com tese intitulada Quadrupla Raiz do Princípio da Razão Suficiente. Tornou-se professor em Berlim (1820) e ali passou a atacar asperamente Hegel, então o filósofo mais influente da Alemanha. Isolado retirou-se para Frankfurt (1831), onde levou vida solitária, totalmente desconhecido como escritor e filósofo. Morreu em Frankfurt am Main e só cerca de vinte anos depois, em uma época de decepção geral na Europa, sua filosofia pessimista começou a chamar a atenção e suas obras foram traduzidas em várias línguas e criando uma escola filosófica denominada de schopenhauerianos, de grande importância na Alemanha e França. Seus escritos influenciam a criação da filosofia existential e a psicologia freudiana. Seus principais livros foram Die Welt als Wille und Vorstellung (1819) e Parerga und Paralipomena (1851).
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terça-feira, 29 de outubro de 2013
Graciliano Ramos
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(1892 - 1953)
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Escritor brasileiro nascido em Quebrangulo, AL, cujos textos voltados para os problemas sociais e escritos em linguagem simples e coloquial, o tornaram um dos escritores mais importantes para a língua portuguesa no Brasil. Viveu em Buíque, PE, e Viçosa, AL, antes de morar em Palmeira dos Índios, AL, onde inicialmente (1915), dedicou-se ao comércio e ao jornalismo. Foi prefeito da cidade (1928-1930) e na década seguinte morou em Maceió, AL, onde dirigiu a Imprensa Oficial e da Instrução Pública e começou a escrever seus mais importantes romances, em geral na primeira pessoa. Preso por motivos políticos (1936), foi levado para o Rio de Janeiro, cidade onde se fixou após ser libertado (1937), e retomou seu trabalho na imprensa. Durante o período de prisão, escreveu Memórias do Cárcere, obra publicada postumamente (1955). Filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (1945), visitou (1952) à União Soviética e à Tchecoslováquia e morreu no Rio de Janeiro. A casa onde o escritor viveu, em Palmeira dos Índios, foi desapropriada (1965) pelo governo de Alagoas e transformada no Museu Graciliano Ramos. Sensível pesquisador da alma humana, seus livros foram publicados em numerosos países, como Alemanha, Argentina, Cuba, Estados Unidos, Finlândia, França, Itália, Polônia e Rússia, com enorme sucesso, como Caetés (1933), o fenomenal São Bernardo (1934), Angústia (1936), Vidas secas (1938), A terra dos meninos pelados (1941), Histórias de Alexandre (1944), Histórias incompletas (1946), Insônia (1947) e Viagem (1954), um relato de suas viagens aos países comunistas. Alguns de seus livros também alcançaram relativo sucesso em premiações nas telas do cinema: São Bernardo por Leon Hirszman (1972) e Vidas secas (1963) e Memórias do cárcere (1984), ambos dirigidos por Nelson Pereira dos Santos.
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quarta-feira, 10 de julho de 2013
Thomas Robert Malthus, Reverendo Malthus
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(1766 - 1834)
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Cura anglicano, economista e demógrafo inglês nascido em Rookery, Surrey, conhecido por sua teoria, o malthusianismo, segundo a qual o crescimento da população tende sempre a superar a produção de alimentos, o que torna necessário o controle da natalidade. Desenvolveu seus primeiros estudos na casa paterna, antes de estudar no Jesus College (1784-1788), Cambridge. Ordenado-se sacerdote da Igreja Anglicana (1797), passou a lecionar economia política em Haileybury (1805). Vivendo como um modesto vigário rural, cura de Albury, em Survey, ganhou celebridade com o livro publicado anonimamente, Essay on Population (1798). Com um texto elaborado de acordo com as estatísticas da época, enunciava uma teoria que foi utilizada por Darwin, em que a espécie humana tendia para sobrepujar seus meios de subsistência a não ser que se eliminassem os indivíduos excedentes. Segundo ele, a produção de alimentos crescia em progressão aritmética e a população em progressão geométrica, gerando fome e miséria nas grandes massas. A natureza corrigia essa desproporção por meio das guerras e epidemias, reduzindo a população, criando, então, a teoria da seleção natural das espécies. Recomendava aos governos anteciparem-se à natureza negando assistência social pública de caráter caritativo, especialmente hospitais e asilos, e aconselhava a população, abstinência sexual como forma de diminuir os índices de natalidade. Com essa teoria, até certo ponto cruel com a pobreza, sua obra foi ao mesmo tempo criticada e aplaudida. Na segunda edição da obra (1803), modificou algumas teses mais radicais da primeira edição, porém com o tempo, sua teoria foi incorporado à teoria econômica, atuando como freio de teses mais otimistas, embora na segunda metade do século XX, a agricultura intensiva tenha permitido aumentos de produção muito maiores do que os previstos por ele. Nomeado professor de história e economia política em Haileybury (1805), também foi eleito membro da Royal Society (1819) e, nos anos seguintes, recebeu grande número de homenagens e honras acadêmicas e faleceu em St. Catherine, próximo de Bath, Somerset.
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segunda-feira, 1 de julho de 2013
Benedetto Croce
(1866 - 1952)
Escritor, filósofo, crítico literário e historiador italiano nascido em Pescasseroli, na região dos Abruzzi, considerado uma fortaleza moral na luta contra o fascismo além de realizar um trabalho cultural magistral em seu país na primeira metade do século XX, que o tornaram um símbolo espiritual da Itália moderna. Passou a maior parte da vida em Nápoles e, aos 16 anos perdeu os pais num terremoto em Casamicciola. Estudou direito, história e filologia em Roma e, de volta a Nápoles, dedicou-se por completo à filosofia. Desenvolvendo suas próprias convicções políticas, de conteúdo democrático e liberal, fundou (1903) a revista La Critica, na qual publicaria a maioria de seus escritos e comentaria os trabalhos dos intelectuais europeus mais importantes de seu tempo. Nomeado senador do reino (1910) apoiou os aliados durante a primeira guerra mundial. Depois foi ministro da Educação, mas com a chegada de Mussolini ao poder retirou-se da vida pública, embora mantivesse sua vigorosa oposição ao fascismo. Depois da segunda guerra mundial, participou da implantação das instituições democráticas na Itália e morreu em Nápoles. Suas obras mais importantes foram Estetica come scienza dell'espressione e linguistica generale (1902), Logica come scienza del concetto puro (1909), Filosofia della practica, Economia ed etica (1909) e Teoria e storia della storiografia (1917), onde pregou sua "filosofia do espírito".
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sábado, 8 de junho de 2013
Abraham Lincoln
(1809 - 1865)
16o Presidente norte-americano (1861-1865) nascido em Hodgenville, Kentucky, lembrado como o presidente que emancipou os escravos nos EEUU e considerado um dos inspiradores da moderna democracia e uma das maiores figuras da história americana. Filho de paupérrimos lavradores, aos sete anos foi para Indiana com a família, em busca de melhore condições de sobrevivência. Órfão de mãe tornou-se um autodidata e pedia livros a amigos e vizinhos para ler depois das tarefas diárias. Trabalhou numa serraria e em barcos dos rios Ohio e Mississipi. Aprovado em exames de direito (1836), tornou-se um advogado muito popular. No ano seguinte, sua família mudou-se para Springfield, Illinois, onde Lincoln encontrou melhores oportunidades profissionais. Casou-se (1842) com Mary Todd Lincoln (1818-1882) e eles tiveram quatro filhos, mas apenas um viveu até a maturidade. Mulher inteligente e ambiciosa o levou a entrar para a política. Filiado ao partido conservador whig, elegeu-se quatro vezes para a assembléia estadual (1834-1840) e foi representante de Illinois no Congresso (1847-1849), onde propôs a emancipação gradativa para os escravos, tese que desagradou tanto aos abolicionistas quanto aos escravistas. Além disso sua oposição à guerra no México, fê-lo perder muitos votos e ele não conseguiu reeleger-se. Sem mandatos públicos por cinco anos, assumiu uma atitude antiescravagista e transformou-se no paladino dessa tendência após o debate que travou com o senador democrata Stephen Douglas. Candidato ao Senado pelo novo Partido Republicano, perdeu as eleições para Douglas (1858), mas se tornou líder dos republicanos e dois anos depois (1860), elegeu-se o 16º presidente dos Estados Unidos. Sua posição antiescravagista provocou o separatismo de sete estados escravistas do sul, que formaram os Estados Confederados da América. O presidente não reconheceu a secessão e os confederados, tomaram o forte Sumter, na Virgínia Ocidental, iniciando a famosa guerra civil americana, a Guerra de Secessão. Os confederados haviam consolidado sua situação, com a adesão de mais quatro estados aos sete sublevados, chegaram à Pensilvânia (1863) e ameaçaram Washington. Prém com a vitória contra os confederados na batalha de Gettysburg (1863), o presidente decretou a emancipação dos escravos e, a seguir, pronunciou o célebre discurso em que definiu o significado democrático do governo do povo, pelo povo e para o povo, e que alcançou repercussão mundial. A guerra ainda continuou ainda por dois anos, mas agora a vitória da União era irreversível. Reeleito presidente (1864), os confederados renderam-se em Appomattox em nove de abril (1865). Preparava um programa de educação dos escravos libertados e defender o direito de voto de ex-escravos, quando foi assassinado pelo ex-ator John Wilkes Booth, com um tiro de pistola na nuca, enquanto assistia a um espetáculo no Teatro Ford, em Washington, e morreu na manhã do dia seguinte, em 14 de abril cinco dias depois da rendição. Alguns dias depois Booth também foi morto ao resistir a um cerco policial para aprendê-lo.
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domingo, 2 de junho de 2013
Biografia de Mendel
(1822 - 1884)
Monge agostiniano, filósofo, botânico, zoólogo e professor austríaco nascido no vilarejo de Heinzendorf, na antiga Silésia, hoje Áustria, pioneiro na demonstração de que não existe herança por combinação, ou seja, os caracteres permanecem diferenciados e intactos, considerado o fundador da genética, hoje um dos mais pesquisados ramos da biologia. Filho de modestos granjeiros, estudou em Lipuila, no Liceu de Troppau, hoje Opava, e depois filosofia por dois anos no Instituto de Filosofia de Ormütz, hoje Olomouc, na República Tcheca. Entrou para o convento dos agostinianos, aos 21 anos de idade, quando adotou o nome Gregor, em Brünn, hoje Brno, e na época (1843) importante centro cultural. Passou a estudar teologia e línguas, foi ordenado padre (1847), tornando-se clérigo em Brünn, hoje na República Tcheca. Afastou-se temporariamente da vida monástica quando foi enviado pelo abade à Universidade de Viena (1851), fundada quase cinco séculos antes (1365), para estudar ciências naturais, física, química, matemática, zoologia e mecânica. Voltou ao convento (1856) para lecionar e dedicar-se ao estudo das ciências biológicas e nos seus jardins iniciou as experiências com hibridação de ervilhas-de-cheiro. Dez anos de estudo forneceram-lhe dados para criar um sistema de contagem dos híbridos resultantes do cruzamento das plantas e, com base na cor e forma da semente, forma da vagem, altura do caule etc., formulou as leis relativas da hereditariedade dos caracteres dominantes e recessivos, cerne de toda a teoria cromossômica da hereditariedade e desenvolveu a sua célebre teoria, motivo pelo qual é considerado o fundador da genética. Os resultados dessas pesquisas foram reunidos em Versuche über Pflanzenhybriden (1865), e Über einige aus künstlicher Befruchtung gewonnene Hieraciumbastarde (1869), ambos apresentados à Sociedade de Ciências Naturais de Brünn, o que viria ser considerado no futuro a obra-prima da experimentação e da lógica, marcando etapa decisiva no estudo da hereditariedade. Esses estudos não tiveram repercussão no meio científico, o que o deixou totalmente desestimulado para continuar suas pesquisas e o fez encerrar sua atividade científica ao ser nomeado abade do convento (1868) e sobrecarregado com as funções administrativas, morreu em Brünn. Seu trabalho permaneceu ignorado e só anos após (1900) seus trabalhos foram recuperados e passaram a ser considerados uma etapa decisiva no estudo da hereditariedade. Três grandes pesquisadores de botânica europeus foram os maiores responsáveis pela valorização dos seus trabalho: Hugo De Vries (1848-1935), na Holanda, Karl Erich Correns (1864-1933), na Alemanha e Erich Tschermak von Seysenegg (1871-1962), na Áustria. Desenvolvendo pesquisas independentes, chegaram a resultados semelhantes. Quando julgavam serem estudos inéditos descobriram as publicações da Sociedade de Brünn e resgataram as leis de Mendel e a autoria original do mestre agostiniano. A obra do religioso austríaco exerceu influência definitiva em áreas como fisiologia, bioquímica, medicina, agricultura e até nas ciências sociais.
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quinta-feira, 30 de maio de 2013
Cornelius Castoriadis
(1922 - 1997)
Filósofo, crítico social e psicanalista grego naturalizado francês nascido em Atenas, considerado um dos intelectuais mais capazes e criativos da segunda metade do século XX. Filiou-se (1942) ao partido trotskista, conjunto dos métodos políticos, econômicos e sociais defendidos por Lev Davidovitch Bronstein (1879-1940), dito Trotski, dirigido por Spiro Stinas e, depois da guerra, mudou-se para Paris (1945), integrando-se ao PCI de Claude Lefort. Depois de fundar o grupo esquerdista Socialismo ou Barbárie (1948) rompeu com o PCI francês e fundou (1949) e dirigiu a revista do grupo (1949-1965), que se transformou num espaço de reflexão sobre o autoritarismo para a esquerda. Destacou-se pelo estudo das formas autoritárias do Estado e por uma análise crítica do regime burocrático vigente durante a maior parte do século na ex-União Soviética. Trabalhou como economista para a OECD (1960-1970) e tornou-se psicanalista prático (1974) e diretor de estudos da Ecole des Hautes Etudes en Sociales Sciences (1979). Sua obra maior foi L'institution imaginaire de la société (1975-1989) com sucessivas edições revisadas e ampliadas, mas também destacaram-se Les carrefours du labyrinthe (1978-1997), obra em 5 volumes sucessivos, Capitalisme moderne et révolution (1979), De l'écologie à l'autonomie (1981), entre outros, além de muitos artigos publicados. Em vida uma de suas idéias básicas foi a da autogestão, e morreu de problemas cardíacos, na França.
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sexta-feira, 24 de maio de 2013
Ernesto Geisel e o autoritarismo nacionalista
O general Geisel enquanto ministro do Supremo Tribunal Militar, 1965 Paradoxalmente, foi a ele, ao “Alemão”, como seus companheiros de farda o chamavam, um homem ideologicamente comprometido com a ditadura militar e de forte inclinação filofascista, de inspiração mussolineana, quem terminou por conduzir o regime militar ao seu fim. Desde o discurso da posse, proferido em 15 de janeiro de 1974, seu nome passou a ser identificado com a “abertura”, isto é a estratégia de gradativa recuperação das liberdades democráticas, suprimidas da vida republicana desde a publicação do AI-5 (o Ato Institucional nº 5), ocorrida em 13 de dezembro de 1969, por obra do general Arthur da Costa e Silva. Secundado pelo seu escudeiro, o general Golbery do Couto e Silva, ex-chefe e mentor do SNI (Serviço Nacional de Informações), entendeu que o sistema sufocante e paranóico que os serviços de segurança (SNI, CIE, CISA, CENIMAR e dos DOI-CODIs, entre outros) haviam imposto ao país, e ao próprio govenro ditatorial, era intolerável. A “abertura” porém, articulada por quem Elio Gaspari chamou (A ditadura derrotada, Cia das Letras, SP, 2003) de “sacerdote” (o general Geisel) e seu companheiro , o “feiticeiro” (o general Golbery do Couto e Silva), não se faria de supetão. Fato, tratou-se de uma retirada milimetricamente calculada e executada que se estendeu por dez anos (de 1974 até 1984), até que o regime militar, desgastado, finalmente foi obrigado a aceitar a vitória no Colégio Eleitoral de um candidato civil à presidência: Tancredo Neves.
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A escolha do general Geisel para suceder o general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), na condução suprema do regime militar foi um tanto sui generis. Num país de 150 milhões de habitantes, a indicação do maior mandatário da nação, se bem que gozando da aprovação dos demais líderes militares, foi feita apenas por um voto: o do próprio general Médici. Grande parte disso devia-se ao sucesso do governo ditatorial, pois na Era Médici, época do Milagre Econômico, a repressão brutal convivia com taxas de crescimento de mais de 11% ao ano. Foi o prestígio amealhado pelo presidente-ditador que fez com que ele, tornando-se o Grande Eleitor, dispensasse a necessidade de realizar amplas consultas aos comandante das forças armadas ou ter que convocar um consistório de generais para encontrar um nome consensual para a sua sucessão. Para ele era o “Alemão” e fim de conversa.
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Biografia de Nelson Mandela
(1918 - )Advogado e líder político sul-africano nascido em Transkei, África do Sul, considerado um guerreiro em luta pela liberdade e Prêmio Nobel da Paz (1993) pelo seu esforço conjunto para acabar de forma pacífica com o apartheid, dividido com Frederik Willem de Klerk (1936 - ). Filho de o Henry Mandela, chefe da uma tribo de Thembu, passou a infância na região da sua tribo onde foi educado. Ainda um jovem estudante do direito na University College de Fort Har, envolveu-se na luta de oposição ao regime do apartheid, que negava aos negros direitos políticos, sociais e econômicos, embora estes fossem maioria na população. Na Universidade de Witwatersrand diplomou-se em leis (1942) e uniu-se ao Congresso Nacional Africano (1944) e como membro do CNA destacou-se como ativista político. Então, juntamente com Walter Sisulu e Oliver Tambo, entre outros, o Umkhonto we Sizwe ou Lança da Nação, um braço armado do CNA, e se tornou seu comandante (1944). Depois da eleição (1948) dar a vitória aos afrikaners do Partido Nacional, que defendiam uma política de segregação racial e preconceitos raciais, tornou-se seu mais ativo opositor e passou a atuar diretamente contra as políticas de apartheid do National Party. Participou do Congresso do Povo (1955) em que divulgou a Carta da Liberdade, um documento contendo um programa fundamental para a causa anti-apartheid. Assim, foi acusado de traição e sofreu um longo processo (1956-1961) do qual finalmente seria absolvido (1961). Neste período, após o massacre de Sharpeville (1960), quando a polícia sul-africana atirou em manifestantes negros, desarmados, matando 69 pessoas e ferindo 180, passou a defender a resistência armada e coordenou uma campanha de sabotagem contra alvos militares e do governo. Acusado de sabotador e guerrilheiro, o Congresso Nacional Africano avaliou a proposta do uso da força para combater a segregação racial e concordou que seus membros que desejassem se envolver na luta armada não seriam punidos. O governo decretou a ilegalidade do CNA e outros grupos anti-apartheid, e passou a caçar o líder negro como um terrorista. No ano seguinte foi preso e condenado a cinco anos prisão com trabalhos forçados, por viajar ilegalmente ao exterior e incentivar greves. Depois (1964), em novo julgamento pela sua ativisade terrorista, foi sentenciado à prisão perpétua, escapando de uma pena de morte por enforcamento. Cumpriu pena na Robben Island Prison, longe de Cape Town (1964-1982), e depois em Pollsmoor Prison. Porém durante os anos de prisão, cresceu a reputação internacional cresceu continuamente e tornou-se o mais importante líder negro da África do Sul e um poderoso símbolo de resistência do movimento de anti-apartheid. Recusou um acordo condicional proposto pelo governo em troca de sua liberdade permanente. Pressionado pela opinião internacional, o governo deu-lhe finalmente a liberdade no dia 11 de fevereiro (1990), por ordem do presidente Frederik Willem de Klerk, depois de quase três décadas de reclusão. O CNA também foi tirado da ilegalidade e depois da liberação, mergulhou fundo em sua luta e realizou (1991) à primeira conferência nacional do CNA na África do Sul e foi eleito seu presidente (1991-1997). Nas eleições presidenciais seguintes, as primeiras como os votos multirraciais, foi eleito como o primeiro presidente negro da África do Sul e exerceu o mandato de cinco anos (1994-1999), comandando a transição do regime de minoria, o apartheid. Reconhecidamente não fez um governo brilhante, mas ganhou respeito internacional por sua luta em prol da reconciliação interna e externa. Após o fim do mandato de presidente (1999), afastou-se da política partidária e voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos. Figura dotada de um inesgotável prestígio no país e no estrangeiro, provavelmente o político com maior autoridade moral no continente africano, o que lhe permitiu desempenhar o papel de conciliador em vários conflitos políticos no seu continente, anunciou sua aposentadoria da vida pública aos 85 anos, por causa das suas condições de saúde (2004). Além do Nobel, recebeu muitas distinções no exterior, incluindo a Ordem de St. John, da rainha Elisabete II, e a Medalha presidencial da Liberdade do presidente estadunidense George Bush, e uma das duas únicas pessoas de origem não-indiana a receber o Bharat Ratna, a mais alta distinção da Índia (1990). Também se tornou cidadão honorário do Canadá e um dos poucos líderes estrangeiros a receber a Ordem do Canadá (2001). Também foi premiado pela Anistia Internacional com o prêmio Embaixador de Consciência (2006) em reconhecimento à liderança na luta pela proteção e promoção dos direitos humanos. Particularmente se casou três vezes, sendo a primeira com Evelyn Ntoko Mase, da qual se divorciou (1957) ainda na prisão, após 13 anos de casamento. Depois casou-se com Winie Madikizela, e com ela ficou 38 anos, divorciando-se (1996) por causa de divergências políticas entre o casal. No seu 80º aniversário, casou-se então com Graça Machel, viúva de Samora Machel, ex-presidente de Moçambique e aliado do CNA. Publicou The Struggle Is My Life (1986), Forging a Democratic, Nonracial South Africa (1993) e Long Walk to Freedom (1994), entre outros.
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John Kenneth Galbraith
15/10/1908, Ontário, Canadá
29/04/2006, Cambridge, EUA
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
Divulgação/Harvard
John Kenneth Galbraith escreveu mais de 40 livros sobre uma ampla gama de assuntos
John Kenneth Galbraith foi professor, diplomata e um dos mais respeitados economistas, seguidor das idéias de John Maynard Keynes.
Galbraith licenciou-se pelo Colégio de Agricultura de Ontário, hoje Universidade de Guelph, e posteriormente fez o mestrado e o doutorado na Universidade da Califórmia em Berkeley. Foi um dos primeiros economistas a tornar-se um "best-seller", com obras voltadas ao público, e não restritas ao mundo acadêmico.
Em 1929, Galbraith assistiu a quebra da bolsa de Nova York, que provocou a grande depressão dos anos 30 e considerou que a atitude pública que antecedeu a crise e a busca de informações confidenciais que levassem a um rápido enriquecimento foram as principais causas do desastre financeiro.
Em 1937, Galbraith naturalizou-se norte-americano. Como consultor do presidente Franklin Roosevelt (1933-1945) participou da política para reativar a economia americana. Durante a Segunda Guerra Mundial, Galbraith foi vice-diretor de administração de preços do governo. Após a guerra, tornou-se conselheiro da administração na Alemanha e no Japão.
Galbraith foi nomeado professor de economia na Universidade de Harvard em 1949 e tornou-se também editor da revista "Fortune".
Conselheiro e amigo do presidente John F. Kennedy, Galbraith foi embaixador na Índia entre 1961 e 1963. Além do apoio econômico ao governo indiano e ao desenvolvimento do país, ele ajudou a estabelecer uma das primeiras faculdades de ciências de computação no Instituto Indiano de Tecnologia em Kanpur, no Estado indiano de Uttar Pradesh. Presidiu a American Economic Association, em 1972. Indicado para o Nobel de economia em 2003, não conquistou o prêmio.
Galbraith escreveu mais de 40 livros sobre uma ampla gama de assuntos. Suas principais obras são: "O Capitalismo Americano" (1952), "A Sociedade Afluente" (1958) e "O Novo Estado Industrial" (1967), no qual ele afirma que poucas industrias nos EUA se enquadram no modelo da concorrência perfeita.
O economista criou sua própria linha de pensamento dentro da academia norte-americana. Era cético diante das extravagâncias da teoria econômica quando não justificadas pelos dados empíricos. Ao defender o gasto em bens públicos e atacar o poder excessivo das grandes corporações, diversas vezes foi associado à esquerda e à oposição a teoria neoclássica.
Galbraith morreu aos 97 anos, de causas naturais, no Hospital Mount Auburn em Cambridge, Massachusetts, EUA.
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José Bento Monteiro Lobato
(1882 - 1948)
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Biografia de Aristóteles
(384 - 322 a.C.)
Escritor, biógrafo, matemático, biólogo e essencialmente filósofo das ciências grego, nascido em Estagira (donde ser dito o Estagirita), uma cidade da Macedônia, cerca de 320 quilômetros ao norte de Atenas, autor do mais antigo conjunto de trabalhos científicos que resistiu fisicamente até nosso tempo e, também, considerado o homem mais erudito de todos os tempos. Se com Platão a filosofia já havia alcançado extraordinário nível conceitual, pode-se afirmar que Aristóteles, pelo rigor de sua metodologia, pela amplitude dos campos em que atuou e por seu empenho em considerar todas as manifestações do conhecimento humano como ramos de um mesmo tronco, foi o primeiro pesquisador científico no sentido atual do termo. Filho de um físico amigo de Amyntas, rei macedônico e avô de Alexandre, inicialmente praticou medicina em Estagira antes de ir para Atenas, onde passou a estudar filosofia durante vinte anos como discípulo de Platão e, posteriormente, como Menaecmus. Chegou a Atenas (367 a. C.) e, com a morte do mestre Platão, instalou-se em Asso, na Eólida, e depois em Lesbos, até ser chamado à corte de Filipe da Macedônia para encarregar-se da educação de seu filho (343 a. C.), que passaria à história como Alexandre o Grande, quando este tinha treze anos de idade. Voltou a Atenas (337 a. C.) e, durante 13 anos seguintes, dedicou-se ao ensino e à elaboração da maior parte de suas obras. Infelismente perderam-se todos os originais das obras publicadas por ele, com exceção da Constituição de Atenas, descoberta no fim do século XIX (1890). As obras conhecidas resultaram de notas para cursos e conferências do filósofo, ordenadas de início por alguns discípulos e depois, de forma mais sistemática, por Adronico de Rodes (c. 60 a. C.). Fundador, juntamente com Teofrasto e outros, do Liceu Aristotélico (334 a. C.), Escola Peripatética de Atenas, onde se ensinava a quase totalidade das ciências, notadamente biologia e ciências naturais. Embora matemática não fosse uma matéria prioritária de ensino no Liceu, promoveu discussões sobre o infinito potencial e a atual aritmética e geometria e escreveu Sobre retas indivisíveis, onde questionava a doutrina dos indivisíveis defendida por Xenócrates, um sucessor de Platão na Academia. Tornou-se o criador das doutrinas do aristotelismo, publicadas em oito volumes com escritos sobre física, matemática, biologia, metafísica, psicologia, política, lógica e ética, uma volumosa obra especulativa e não matemática por excelência. Propôs as qualidades elementares - calor e umidade para o ar; calor e secura para o fogo; frio e umidade para a água e frio e secura para a terra. Além deste tratado escreveu centenas de trabalhos (para alguns historiadores, mais de mil), aparentemente primeiro sobre lógica (Categorias, Tópicos, Analítica, Proposições, etc.), depois trabalhos científicos (A física, Sobre o céu, Sobre a alma, Meteorologia, História natural, As partes dos animais, A geração dos animais, etc), em terceiro sobre estética (Retórica e Poética) e por último os estritamente filosóficos (Ética, Política e Metafísica). Elaborou os primeiros argumentos sobre a teoria ondulatória de propagação da luz, que muito tempo depois prosseguiria com Da Vince e Galileu. Com a morte repentina de Alexandre, tornou-se impopular em virtude de sua ligação com conquistador morto. Tratado então como estrangeiro, deixou Atenas fugindo para Calsis, onde morreu no ano seguinte. No Liceu foi sucedido por Teofrasto.
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Biografia de Castro Alves
Aos quatorze dias do mês de março, no ano de 1847, nasceu Antônio de Castro Alves, na fazenda Cabaceiras, a sete léguas da vila de Curralinho, hoje cidade de Castro Alves. Era filho do Dr. Antônio José Alves e D. Clélia Brasília da Silva Castro.
Passou a infância no sertão natal, e em 54 iniciou os estudos na capital baiana. Aos dezesseis anos foi mandado para o Recife. Ia completar os preparatórios para se habilitar à matrícula na Academia de Direito. A liberdade aos 16 anos é coisa perigosa. O poeta achou a cidade insípida. Como ocupava os seus dias? Disse-o em carta a um amigo da Bahia: "Minha vida passo-a aqui numa rede olhando o telhado, lendo pouco fumando muito. O meu ‘cinismo’ passa a misantropia. Acho-me bastante afetado do peito, tenho sofrido muito. Esta apatia mata-me. De vez em quando vou à Soledade." Que era a Soledade? Um bairro do Recife, onde o poeta tinha uma namorada. O resultado dessa vadiagem foi a reprovação no exame de geometria. Mas em 64 consegue o adolescente matricular-se no Curso Jurídico.
Se era tido por mau estudante, já começava a ser notado como poeta. Em 62 escrevera o poema "A Destruição de Jerusalém", em 63 "Pesadelo", "Meu Segredo", já inspirado pela atriz Eugênia Câmara, "Cansaço", "Noite de Amor", "A Canção do Africano" e outros. Tudo isso era, verdade seja, poesia muito ruim ainda. O menino atirava alto. "A poesia", dizia, "é um sacerdócio — seu Deus, o belo — seu tributário, o Poeta." O Poeta derramando sempre uma lágrima sobre as dores do mundo. "É que", acrescentava, "para chorar as dores pequenas, Deus criou a afeição, para chorar a humanidade — a poesia."
Mas, no dia 9 de novembro de 1864, ao toque da meia-noite, na sotéia em que morava, o poeta, que sem dúvida se balançava na rede, fumando muito, sentiu doer-lhe o peito, e um pressentimento sinistro passou-lhe na alma. Pela primeira vez ia beber inspiração nas fontes da grande poesia: essa a importância do poema "Mocidade e Morte" na obra de Castro Alves. Uma dor individual, dessas para as quais "Deus criou a afeição", despertou no poeta os acentos supremos, que ele depois saberá estender às dores da humanidade, aos sofrimentos dos negros escravos (O Navio Negreiro), ao martírio de todo um continente (Vozes d'África). Não era mais o menino que brincava de poesia, era já o poeta-condor, que iniciava os seus vôos nos céus da verdadeira poesia. Naquela mesma noite escreve o poema, tema pessoal, logo alargado na antítese mocidade-morte, a mocidade borbulhante de gênio, sedenta de justiça, de amor e de glória, dolorosamente frustrada pela morte sete anos depois.
A versão primitiva do Poema foi conservada em autógrafo, documento precioso porque revela duas coisas: o poeta não se contentava com a forma em que lhe saíam os versos no primeiro momento da inspiração; na tarefa de os corrigir e completar procedia com segura intuição e fino gosto. Cotejada a primeira versão com a que foi publicada pelo poeta em São Paulo, por volta de 68-69, verifica-se que todas as emendas foram para melhor. Baste um exemplo: o sexto verso da segunda oitava era na primeira versão "Adornada" com os prantos do arrebol, substituído na definitiva por "Que" banharam de prantos as alvoradas, verso que forma com o anterior um dístico de raro sortilégio verbal.
"vem! formosa mulher — camélia pálida,Que banharam de pranto as alvoradas".
Quase a meio do curso, em 67, o poeta, apaixonado pela portuguesa Eugênia Câmara, parte com ela para a Bahia, onde faz representar um mau drama em prosa — "Gonzaga" ou a "Revolução de Minas". Era sua intenção concluir o bacharelato em São Paulo, aonde chegou no ano seguinte. A sua passagem pelo Rio assinalou-se pelos mesmos triunfos já alcançados em Pernambuco. Em São Paulo, nos fins de 68, feriu-se num pé com um tiro acidental por ocasião de uma caçada, do que resultou longa enfermidade, em que teve o poeta que se submeter a várias intervenções cirúrgicas e finalmente à amputação do pé. O depauperamento das forças conduziu-o à tuberculose pulmonar, a que sucumbiu em 71 no sertão de sua província natal. Antes de regressar a ela, publicara, em 70, o livro "Espumas Flutuantes", cantos por ele definidos como rebentando por vezes, ao estalar fatídico do látego da desgraça", refletindo por vezes "o prisma fantástico da ventura ou do entusiasmo".
Vulgarmente melodramático na desgraça, simples e gracioso na ventura, o que constituía o genuíno clima poético de Castro Alves era o entusiasmo da mocidade apaixonada pelas grandes causas da liberdade e da justiça — as lutas da Independência na Bahia, a insurreição dos negros de Palmares, o papel civilizador da imprensa, e acima de todas a campanha contra a escravidão. Mas este último tema não figurava nas "Espumas Flutuantes". As composições em que o tratava deveriam formar o poema "Os Escravos", o qual teria como remate "A Cachoeira de Paulo Afonso", publicada postumamente. Deixava ainda o poeta outras poesias avulsas, que era seu propósito reunir em outro livro intitulado "Hinos do Equador".
Ao livro "Os Escravos" pertenceriam "Vozes d'África" e "O Navio Negreiro", os dois poemas em que o poeta atingiu a maior altura de seu estro. O primeiro é uma soberba apóstrofe do continente escravizado, a implorar justiça de Deus. O que indignava o poeta era ver que o Novo Mundo, "talhado para as grandezas, pra crescer, criar, subir", a América, que conquistara a liberdade com formidável heroísmo, se manchava no mesmo crime da Europa.
No "O Navio Negreiro" evocava o poeta os sofrimentos dos negros na travessia da África para o Brasil. Sabe-se que os infelizes vinham amontoados no porão e só subiam ao convés uma vez ao dia para o exercício higiênico, a dança forçada sob o chicote dos capatazes.
Em Castro Alves cumpre distinguir o lírico amoroso, que se exprimia quase sempre sem ênfase e às vezes com exemplar simplicidade, como no formoso quadro do poema "Adormecida", o poeta descritivo, pintando com admirável verdade e poesia a nossa paisagem, tal em "O Crepúsculo Sertanejo", cumpre distingui-lo do épico social desmedindo-se em violentas antíteses, em retumbantes onomatopéias. A este último aspecto há que levar em conta a intenção pragmática dos seus cantos, escritos para serem declamados na praça pública, em teatros ou grandes salas —, verdadeiros discursos de poeta-tribuno. E há que reconhecer nele, mau grado os excessos e o mau-gosto ocasional, a maior força verbal e a inspiração mais generosa de toda a poesia brasileira.
Manuel Bandeira
OBRAS:
Espumas Flutuantes
Hinos do Equador
Os Escravos
A Cachoeira de Paulo Afonso
Avulsos
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Documentario Arquivos Confidenciais: Leonardo Da Vinci
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Isaac Asimov
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(1920 - 1992)
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Cientista bioquímico e prolífico escritor de ficção russo nascido em Petrovichi, Rússia, e naturalizado americano, criador do termo robotics, introduzido no livro I, Robot e famoso como popularizador da ciência. Chegou em New York City com apenas três anos de idade, cresceu no Brooklyn, New York, graduou-se em bioquímica na Columbia University (1939) onde também atingiu o Ph.D. (1948). Foi nomeado professor de bioquímica na Boston University School of Medicine (1949). Prolifero escritor de ficção científica, tornou-se um escritor de grande prestígio em virtude de que seus trabalhos incluírem explicações populares de princípios científicos. Autor de livros de divulgação sobre praticamente todos os campos do conhecimento e foi um dos homens mais cultos do século XX. Morreu em New York City, depois de publicar cerca de 500 volumes, como por exemplo, em I, Robot (1950), The Foundation Trilogy (1951-1953), The Caves of Steel (1954), The Naked Sun (1957), The Collapsing Universe (1977), The Robots of Dawn (1983), Robots and Empire (1985) e The Positronic Man (1993). Conhecido por sua alta inteligência, foi presidente honorário da Mensa, uma associação para pessoas superdotadas que conta com membros de 100 países. Sua obra de ficção destacou-se por permitir o leitor leigo adquirir compreender conhecimentos científicos e os métodos científicos.
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sábado, 24 de dezembro de 2011
Grandes biografias. Joseph Stalin. Canal Historia. Segunda Parte.mpg
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Barão do Rio Branco (1845-1912)
07/01/2010 15:40 - Portal Brasil
Barão do Rio Branco foi decisivo na definição dos limites territoriais do Brasil O Barão do Rio Branco, um personagem do mundo, sem fronteiras, foi decisivo no desenho final dos limites territoriais do Brasil. Até os 50 anos teve uma trajetória relativamente discreta. Depois ergueu o mito do diplomata- herói, que, sem disparar um único tiro, anexou mais de 900 mil quilômetros quadrados ao mapa do país.
Nascido no Rio de Janeiro, José Maria da Silva Paranhos Junior cresceu inebriado pela diplomacia e pela retórica. Filho do Visconde do Rio Branco, negociador do fim da Guerra do Paraguai, era, muitas vezes, o primeiro ouvinte dos discursos do pai. Aos 17 anos, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo. Graduou-se bacharel em 1866, em Recife. Passou mais de dois anos na Europa e retornou ao Brasil em 1869. A partir de então, foi professor de História no Colégio Pedro II, promotor público de Nova Friburgo, Rio de Janeiro, e jornalista. Acompanhou o pai em diversas missões diplomáticas. Com 31 anos, assumiu o cargo de cônsul-geral do Brasil, em Liverpool.
Em 1884, presidiu a delegação brasileira na Exposição de São Petersburgo, na Rússia. Na ocasião, elaborou Uma Memória sobre o Brasil, um dos mais importantes documentos da história da chancelaria no país. Em 1891 já com o título de Barão do Rio Branco, recebido em 1888, passou a ser superintendente- geral na Europa, da emigração para o Brasil. A partir de 1893, tornou-se personagem-chave de todo o processo diplomático que culminou com o contorno definitivo do mapa do Brasil. Assumiu as negociações com a Argentina na disputa pelo território de Missões Oeste do Paraná e Santa Catarina. Entregou ao então presidente dos Estados Unidos, Grover Cleveland, árbitro do impasse, uma obra em seis volumes, A questão de limites entre o Brasil e a República Argentina, fundamental para que as reivindicações brasileiras fossem atendidas.
Em 1898 expôs, em sete volumes, os argumentos para a anexação definitiva do Amapá. Em 1900, o governo suíço, mediador da questão, deu parecer favorável ao Brasil. Foi, então, nomeado ministro plenipotenciário. Dois anos depois, tornou-se Ministro das Relações Exteriores. Em 1903 assinou o Tratado de Petrópolis, ponto final em longa pendenga entre Brasil e Bolívia, pela posse do Acre. Entre 1904 e 1910, costurou importantes tratados de paz, com Equador, Guiana Holandesa, Colômbia, Peru e Argentina. Além de notável estrategista, o Barão do Rio Branco foi responsável por um novo conceito de chancelaria no Brasil. Ao morrer, em 10 de fevereiro de 1912, deixou como legado a aproximação do país com as demais nações da América Latina e com os Estados Unidos.
Fonte:
Livro 100 Brasileiros (2004)
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Franklin Delano Roosevelt
30/01/1882, em Hyde Park, Nova York
12/04/1945, Warm Springs, Geórgia
Da Redação
Em São Paulo
Segundo a maioria dos historiadores americanos, o democrata Franklin Delano Roosevelt foi o maior estadista dos Estados Unidos. Ele ajudou os americanos a recuperarem a fé, levando esperança com sua promessa de ação rápida e vigorosa, afirmando em seu discurso de posse: "A única coisa que devemos temer é o medo".
Ao assumir a presidência em 1933, Roosevelt encontrou um país de joelhos. Milhões de pessoas passavam fome, todos os bancos haviam falido, e as perspectivas eram as mais sombrias para a indústria e a agricultura.
Esse quadro desolador foi resultado da crise de superprodução e do crack na Bolsa de Nova York, iniciada em 1929. O liberalismo econômico radical, segundo o qual o Estado não deve regular ou intervir na economia, foi o maior responsável pela crise. Os presidentes republicanos que o precederam não previram os riscos deste liberalismo e nem demonstrarm sensibilidade para com os problemas sociais decorrentes da crise.
Para contorná-la, Roosevelt apelou para a cartilha democrata e, como conseqüência, não só ajudou a tirar o país da crise como também contribuiu para a evolução do capitalismo. Inspirado nas idéias do economista inglês John Maynard Keynes, Roosevelt concebeu o "New Deal" (Novo Trato), um conjunto de medidas econômicas pelas quais o Estado aumentava sua participação na economia, criando uma demanada que, para ser atendida, botava em ação setores da economia antes paralisados pela crise.
O "New Deal" provocou queda no desemprego, aliviando a situação de milhões de famílias. A recuperação da economia era desencadeada por um crescente déficit público, o qual o presidente financiava com aumento de impostos para os mais ricos, num mecanismo de distribuição de renda de ricos para pobres.
Roosevelt nasceu em 1882, no Estado de Nova York. Ele freqüentou a Universidade Harvard e a Faculdade de Direito de Colúmbia, em Nova York. Seguindo o exemplo de seu primo em quinto grau, o ex-presidente Theodore Roosevelt (1901-1908), ele entrou para a política.
Em 1920 ele foi o candidato democrata à vice-presidência. Em 1921, aos 39 anos, ele foi acometido de poliomielite, demonstrando uma coragem indomável. Ele apareceu dramaticamente de muletas para indicar Alfred E. Smith na Convenção Democrata de 1924. Em 1928 ele se tornou governador de Nova York, o "Empire State" (Estado Imperial).
Ele foi eleito presidente em 1932. No início de 1933 havia 13 milhões de desempregados, e quase todos os bancos tinham fechado. Ele apresentou um amplo programa para ajudar as empresas, a agricultura, os desempregados e aqueles que corriam o risco de execução de hipotecas.
Em 1935, o país estava se recuperando, mas empresários e banqueiros se voltaram contra o "New Deal" de Roosevelt. Demonstrando ganância empleno período de crise, eles não gostavam das concessões aos trabalhadores e ficaram horrorizados com déficits no orçamento.
Foi então que Roosevelt respondeu com impostos mais elevados sobre os ricos, controles sobre os bancos e empresas de utilidade pública, um enorme programa de ajuda para os desempregados e um novo programa de reformas: o seguro social.
Roosevelt foi reeleito por elevada margem de votos em 1936, 1940 e 1944. Foi o presidente que governou por mais tempo os EUA. Ele buscou uma legislação que levou a uma revolução na lei constitucional. Depois disso o governo poderia legalmente regular a economia.
Ele também buscou por meio de uma legislação de neutralidade manter os Estados Unidos fora da guerra na Europa, mas ao mesmo tempo adotou uma política de "boa vizinhança" para fortalecer os países ameaçados ou atacados.
Assim, quando a França caiu e a Inglaterra ficou sitiada em 1940, ele começou a enviar para a Grã-Bretanha toda a ajuda possível que não representasse um envolvimento militar direto. Mas os japoneses atacaram Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941, levando Roosevelt a direcionar rapidamente a organização dos recursos e efetivo para a guerra mundial.
Sentindo que a futura paz do mundo dependeria das relações entre os Estados Unidos e a Rússia, o presidente dedicou muita reflexão ao planejamento da Organização das Nações Unidas, por meio da qual, ele esperava, problemas internacionais poderiam ser resolvidos.
À medida que a guerra se aproximava do final, a saúde de Roosevelt deteriorou, e em 12 de abril de 1945, enquanto estava em Warm Springs, Geórgia, ele morreu de hemorragia cerebral.
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Milan Kundera
Escritor tcheco naturalizado francês
1-4-1929, Brno
Do Klick Educação
Seu romance A Brincadeira (1967), impregnado de antistalinismo irônico, obteve muito sucesso devido à boa recepção do público, mas rendeu-lhe a proibição (por parte das autoridades culturais tchecas) de voltar a publicar e a perda da nacionalidade. Kundera vive na França desde 1975 (adotou a nacionalidade francesa em 1980). Estudou piano e dedicou-se à literatura. Em 1970, publicou o romance Risíveis Amores. Com A Insustentável Leveza do Ser (1984, adaptado para o cinema em 1987), tornou-se conhecido mundialmente. Neste romance, vê-se a relação tragicômica entre a existência privada e as relações sociais. Em 1987, recebeu o Prêmio Nacional das Letras da Áustria. Outras obras de destaque são O Livro do Riso e do Esquecimento (1979), A Imortalidade (1990) e A Lentidão (1995).
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