Mostrando postagens com marcador Filosofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filosofia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Arthur Schopenhauer

Arthur Schopenhauer
(1788 - 1860)
Filósofo germânico nascido em Danzig, Prússia, atual Gdansk, Polônia, considerado de pensamento anti-histórico, o criador da filosofia pessimista, por sua oposição tenaz a Hegel, o pensador da história. Filho do comerciante Henrich Floris Schopenhauer e da bem sucedida escritora Johanna Henriette Trosenier, inicialmente foi encaminhado para estudos voltados para o comércio. Viajou por diversos países da Europa com a finalidade de aprimorar seus conhecimentos. Após o falecimento de seu pai, voltou-se para estudos humanísticos e matriculou-se no Liceu Weimar (1807). Entrou para a faculdade de medicina de Gottigen (1809), tendo como professor Schulze, que o encaminhou para os estudos de Platão e Kant. Na Universidade de Berlim (1811), assistiu cursos ministrados por Schleiermacher e Fichte e doutorou-se (1813) pela Universidade de Berlim com tese intitulada Quadrupla Raiz do Princípio da Razão Suficiente. Tornou-se professor em Berlim (1820) e ali passou a atacar asperamente Hegel, então o filósofo mais influente da Alemanha. Isolado retirou-se para Frankfurt (1831), onde levou vida solitária, totalmente desconhecido como escritor e filósofo. Morreu em Frankfurt am Main e só cerca de vinte anos depois, em uma época de decepção geral na Europa, sua filosofia pessimista começou a chamar a atenção e suas obras foram traduzidas em várias línguas e criando uma escola filosófica denominada de schopenhauerianos, de grande importância na Alemanha e França. Seus escritos influenciam a criação da filosofia existential e a psicologia freudiana. Seus principais livros foram Die Welt als Wille und Vorstellung (1819) e Parerga und Paralipomena (1851).

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Benedetto Croce

Benedetto Croce
(1866 - 1952)
Escritor, filósofo, crítico literário e historiador italiano nascido em Pescasseroli, na região dos Abruzzi, considerado uma fortaleza moral na luta contra o fascismo além de realizar um trabalho cultural magistral em seu país na primeira metade do século XX, que o tornaram um símbolo espiritual da Itália moderna. Passou a maior parte da vida em Nápoles e, aos 16 anos perdeu os pais num terremoto em Casamicciola. Estudou direito, história e filologia em Roma e, de volta a Nápoles, dedicou-se por completo à filosofia. Desenvolvendo suas próprias convicções políticas, de conteúdo democrático e liberal, fundou (1903) a revista La Critica, na qual publicaria a maioria de seus escritos e comentaria os trabalhos dos intelectuais europeus mais importantes de seu tempo. Nomeado senador do reino (1910) apoiou os aliados durante a primeira guerra mundial. Depois foi ministro da Educação, mas com a chegada de Mussolini ao poder retirou-se da vida pública, embora mantivesse sua vigorosa oposição ao fascismo. Depois da segunda guerra mundial, participou da implantação das instituições democráticas na Itália e morreu em Nápoles. Suas obras mais importantes foram Estetica come scienza dell'espressione e linguistica generale (1902), Logica come scienza del concetto puro (1909), Filosofia della practica, Economia ed etica (1909) e Teoria e storia della storiografia (1917), onde pregou sua "filosofia do espírito".

sábado, 15 de junho de 2013

Sócrates


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Cornelius Castoriadis

Cornelius Castoriadis
(1922 - 1997)

Filósofo, crítico social e psicanalista grego naturalizado francês nascido em Atenas, considerado um dos intelectuais mais capazes e criativos da segunda metade do século XX. Filiou-se (1942) ao partido trotskista, conjunto dos métodos políticos, econômicos e sociais defendidos por Lev Davidovitch Bronstein (1879-1940), dito Trotski, dirigido por Spiro Stinas e, depois da guerra, mudou-se para Paris (1945), integrando-se ao PCI de Claude Lefort. Depois de fundar o grupo esquerdista Socialismo ou Barbárie (1948) rompeu com o PCI francês e fundou (1949) e dirigiu a revista do grupo (1949-1965), que se transformou num espaço de reflexão sobre o autoritarismo para a esquerda. Destacou-se pelo estudo das formas autoritárias do Estado e por uma análise crítica do regime burocrático vigente durante a maior parte do século na ex-União Soviética. Trabalhou como economista para a OECD (1960-1970) e tornou-se psicanalista prático (1974) e diretor de estudos da Ecole des Hautes Etudes en Sociales Sciences (1979). Sua obra maior foi L'institution imaginaire de la société (1975-1989) com sucessivas edições revisadas e ampliadas, mas também destacaram-se Les carrefours du labyrinthe (1978-1997), obra em 5 volumes sucessivos, Capitalisme moderne et révolution (1979), De l'écologie à l'autonomie (1981), entre outros, além de muitos artigos publicados. Em vida uma de suas idéias básicas foi a da autogestão, e morreu de problemas cardíacos, na França.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ernesto Geisel e o autoritarismo nacionalista

Originário da pequena classe média colonial rio-grandense, nascido na cidade de Bento Gonçalves em 8 de agosto 1908, de pai alemão emigrado e mãe nascida na cidadezinha de Estrela, Ernesto Geisel, indicado como presidente do Brasil em 1973, ao seu modo foi um exemplo da mobilidade social brasileira. Porém, o único voto que ele recebeu para alcançar a presidência do Brasil, exercida entre 1974-1978, foi dado pelo general Médici. seu antecessor e exclusivo eleitor. Geisel saíra ainda jovem da colônia italo-alemã para chegar homem maduro ao palácio da Alvorada.
.
O alemão e a abertura

O general Geisel enquanto ministro do Supremo Tribunal Militar, 1965 Paradoxalmente, foi a ele, ao “Alemão”, como seus companheiros de farda o chamavam, um homem ideologicamente comprometido com a ditadura militar e de forte inclinação filofascista, de inspiração mussolineana, quem terminou por conduzir o regime militar ao seu fim. Desde o discurso da posse, proferido em 15 de janeiro de 1974, seu nome passou a ser identificado com a “abertura”, isto é a estratégia de gradativa recuperação das liberdades democráticas, suprimidas da vida republicana desde a publicação do AI-5 (o Ato Institucional nº 5), ocorrida em 13 de dezembro de 1969, por obra do general Arthur da Costa e Silva. Secundado pelo seu escudeiro, o general Golbery do Couto e Silva, ex-chefe e mentor do SNI (Serviço Nacional de Informações), entendeu que o sistema sufocante e paranóico que os serviços de segurança (SNI, CIE, CISA, CENIMAR e dos DOI-CODIs, entre outros) haviam imposto ao país, e ao próprio govenro ditatorial, era intolerável. A “abertura” porém, articulada por quem Elio Gaspari chamou (A ditadura derrotada, Cia das Letras, SP, 2003) de “sacerdote” (o general Geisel) e seu companheiro , o “feiticeiro” (o general Golbery do Couto e Silva), não se faria de supetão. Fato, tratou-se de uma retirada milimetricamente calculada e executada que se estendeu por dez anos (de 1974 até 1984), até que o regime militar, desgastado, finalmente foi obrigado a aceitar a vitória no Colégio Eleitoral de um candidato civil à presidência: Tancredo Neves.
.
O grande eleitor

A escolha do general Geisel para suceder o general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), na condução suprema do regime militar foi um tanto sui generis. Num país de 150 milhões de habitantes, a indicação do maior mandatário da nação, se bem que gozando da aprovação dos demais líderes militares, foi feita apenas por um voto: o do próprio general Médici. Grande parte disso devia-se ao sucesso do governo ditatorial, pois na Era Médici, época do Milagre Econômico, a repressão brutal convivia com taxas de crescimento de mais de 11% ao ano. Foi o prestígio amealhado pelo presidente-ditador que fez com que ele, tornando-se o Grande Eleitor, dispensasse a necessidade de realizar amplas consultas aos comandante das forças armadas ou ter que convocar um consistório de generais para encontrar um nome consensual para a sua sucessão. Para ele era o “Alemão” e fim de conversa.
Segundo Élio Gaspari, o único registo, mais ou menos público, de inconformidade com aquele procedimento eleitoral sui generis partiu de um cidadão norte-americano. Estando a aparar o cabelo no Salão Vogue, no centro do Rio de Janeiro, um executivo de uma empresa petrolífera americana, manifestou para o barbeiro a sua estranheza e o seu desagrado com aquele tipo de “sufrágio”, processo absolutamente inusitado para um americano. Teve a infelicidade de ter sido escutado por um major do exército que terminou por levá-lo preso, intimando-o depois a ter que dar esclarecimentos a uma agência do SNI.
Igualmente pesou na escolha do nome do general Ernesto Geisel o fato do seu irmão mais velho, o general Orlando Geisel, ser o todo-poderoso Ministro do Exército do regime. Estava numa posição que lhe permitia remover qualquer obstáculo vindo das casernas que ameaçasse a promoção final de Ernesto Geisel à presidência. Aos políticos civis, aos desprezados “casacas” que davam sustentação ao regime militar, os integrantes da ARENA (Aliança Renovadora Nacional), só lhes restou coonestar e aplaudir o nome do ungido.
Voltaire Schilling

segunda-feira, 20 de maio de 2013

sábado, 19 de janeiro de 2013

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

sábado, 14 de janeiro de 2012

terça-feira, 4 de outubro de 2011

domingo, 26 de junho de 2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

GASSET E AS MASSAS

GASSET E AS MASSAS


Publicado na Folha de S.Paulo, sábado, 3 de dezembro de 1977

--------------------------------------------------------------------------------



Nem este volume nem eu somos políticos. O assunto que aqui se trata é prévio à política e pertence a seu subsolo. A missão do chamado "intelectual" é, em certo modo, oposta à do político. A obra intelectual aspira a esclarecer as coisas, enquanto a do político, pelo contrário, consiste em confundi-las. Ser da esquerda é, como ser da direita, uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher para ser imbecil, ambas com efeito são formas de hemiplegia moral. Há um fato que, para bem ou para mal, é o mais importante na vida pública européia. É o advento das massas ao pleno poderio social. Como as massas, por definição, não devem nem podem dirigir a sua própria existência e menos reger a sociedade, quer dizer-se que a Europa sofre agora a mais grave crise que a povos, nações, culturas cabe padecer. Chama-se esta crise "rebelião das massas".
Para compreender este formidável fato convém evitar um significado exclusivo ou primariamente político. A vida pública não é apenas política, mas, ao mesmo tempo, e ainda antes, intelectual, moral, religiosa. Compreende todos os usos coletivos e inclui o modo de vestir e o de gozar.
Visualmente denomino este fato da aglomeração, do "cheio". As cidades, casas, praias, hotéis, trens estão cheios. Começa a existir um problema —encontrar lugar. Mas o que nos surpreende tanto? As cidades não foram feitas para abrigar grandes populações, os trens não foram construídos para transportar grandes contigentes? Os componentes desta multidão não surgiram do nada. Os indivíduos que a integram preexistiam, mas de forma diferente, repartidos pelo mundo em pequenos grupos. Se antes a multidão existia, passava inadvertidamente, ocupava o fundo do cenário social, hoje adiantou-se, está no proscênio, é o personagem principal.
A sociedade é sempre uma unidade dinâmica de dois fatores: minorias e massas. As minorias são indivíduos especialmente qualificados. Massa são aqueles sem qualificação especial. Não se confunda massa com "massa operária". Massa é o homem médio —deste modo o que era quantidade vira qualidade. Esta divisão decorre de outra mais radical sobre a humanidade: temos a classe de criaturas que exigem muito de si e acumulam sobre si exigências crescentes e a classe das que não exigem de si nada especial. A rigor dentro de cada classe social há massa e minoria autêntica. Mesmo nos meios intelectuais. Repilo toda interpretação que não descubra a significação positiva oculta sob o atual império das massas. Todo destino é dramático e trágico em sua profunda dimensão. Para onde nos leva a massa? É um mal absoluto ou um bem possível?
A meu juízo quem não entende esta curiosa situação das massas não pode compreender nada do que hoje começa a acontecer no mundo. A soberania do indivíduo genérico —meta da democracia— passou de ideal jurídico a um estágio psicológico.
Quando algo que foi ideal se faz ingrediente do cotidiano, inexoravelmente, deixa de ser ideal. A generosa inspiração democrática pretendia tirar as almas humanas da servidão interna. Queria-se que o homem médio fosse senhor. Então, não se estranhe que ele agora atue por si, que reclame todos os direitos e prazeres, que imponha, decidido, sua vontade. O nível médio de hoje acha-se onde, antes, só tocavam as aristocracias. A vida humana, na totalidade, ascendeu —o soldado de hoje tem muito do capitão de ontem.
Não ressalto que a física de Einstein seja mais baixa do que a física de Newton, mas que o homem Einstein é capaz de maior exatidão e liberdade de espírito que o homem Newton.
As minorias idealistas e progressistas supõem que o desejado por elas inexoravelmente se realizará. Protegidos por esta certeza soltaram leme da História, deixaram de estar alerta, perderam a agilidade e a eficácia. A vida se lhes escapou das mãos, ficou insubmissa. Certas de que o mundo irá em linha reta retraem sua inquietude sobre o porvir e acomodam-se num presente definitivo. Não estranhe a ninguém que o mundo pareça hoje vazio de projetos, antecipações, ideais. A deserção das minorias dirigentes acha-se sempre no reverso da rebeldia das massas. A natureza está sempre aí, sustenta-se a si mesma. Mas a civilização não está aí, não se sustenta a si mesma. Se querem aproveitar-se das vantagens da civilização é preciso preocupar-se em sustentar a civilização.



--------------------------------------------------------------------------------

José Ortega y Gasset (1883-1955), ensaísta e filósofo espanhol, de origem aristocrática. Foi também ativo jornalista, editor e político. Chefiou a oposição intelectual republicana na ditadura de Primo de Rivera (1923-1930). Foi deputado na segunda República espanhola e governador civil de Madri. Com a eclosão da guerra civil exilou-se na Argentina e depois em Portugal. De lá, após a 2ª Guerra Mundial, reaproximou-se gradualmente da Espanha até que, em 1948, voltou definitivamente. A partir de então dedicou-se apenas à filosofia, fundando o Instituto de Humanidades. Ortega foi o líder da mais profícua escola filosófica espanhola dos últimos três séculos. Escritor prolífico, sua primeira obra foi "Meditaciones del Quijote" (1914), mas a que lhe deu fama internacional foi "A Rebelião das Massas" (1930). Nela trouxe para a ciência social, o senso trágico do pensamento espanhol: a vida é um naufrágio, não apenas para indivíduos mas para as sociedades e as medidas desesperadas empreendidas para não soçobrarem constituem a cultura humana. A noção da aristocracia do talento perpassa toda a obra de Gasset. O trecho abaixo foi extraído de "A Rebelião das Massas" (ed. Lial, Rio, 1971) em tradução de Herrera Filho.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Religiões na vida política

Um fenômeno recente, mas não tão recente e a presença da religiões na vida política. Será mesmo salutar um excessiva intromissão das religiões e dos religiosos na vida política?