quinta-feira, 21 de novembro de 2013
3a1 - Fernando Henrique (Parte 1)
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quarta-feira, 1 de junho de 2011
AMOR - Mario Quintana
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
O Mapa
O MAPA
Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...
(É nem que fosse o meu corpo!)
Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...
Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...
(Mário Quintana. Em "Apontamentos da História Sobrenatural")
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Sinto saudades
Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades.
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando n o futuro.
Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre.
Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter! Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram.
Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente como só os cães são capazes de fazer.
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!
Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar.
Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade...
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que... não sei onde ... para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi.
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês ... mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria espontaneamente quando estamos desesperados... para contar dinheiro... fazer amor ...declarar sentimentos fortes ... seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples “I miss you” ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis!
De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência...
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domingo, 15 de agosto de 2010
Collor é Dilma
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
UM DIA A CADA DIA
Alberto Cohen
Hoje é o dia, o único hoje.
O ontem terminou sua missão
e o amanhã é sofisma até tornar-se hoje.
Sobrevivente da noite olha a vida
e abraça-te com ela.
É tua, inteira, como se agora nascesses
sem qualquer pecado original,
somente a esperança a te servir de pele
e os olhos deslumbrados pelo que há de vir.
Lá fora estão castelos e fadas
que podem ser reais,
risadas e soluços que ouvirás pela primeira vez
e o amor que te procura para também nascer.
És de hoje, nas entradas e bandeiras
em busca de sonhos possíveis,
ainda que improváveis.
És, enfim, o primeiro astronauta, no primeiro vôo,
a descobrir se a lua existe ou não.
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
ENTREVISTA: Ernesto Cardenal
"Ortega é falsamente de esquerda. Tem traído a esquerda, tem traído os princípios da Revolução, tem traído o sandinismo, tem traído o Sandino e o povo da Nicarágua", desabafa o poeta nicaraguense, um dos pioneiros da Teologia da Libertação.
Por Latinautas*
Ernesto Cardenal, que completa 82 anos no próximo dia 20, intitula-se cristão, marxista, poeta e militante. Desde moço, combateu as ditaduras da família Somoza. Após o fracasso da insurreição de 1954, deixou a Nicarágua para dedicar-se à vida monástica. Tornou-se sacerdote em Manágua, no ano de 1965 e, na década de 70, adotou a linha da Teologia da Libertação. Julgou, em 1976, em Roma, os crimes contra os Direitos Humanos na América Latina. Fundou a Comunidade de Solentiname, na qual se fomentou a criação de cooperativas e diversos espaços culturais. Com o triunfo da revolução de 1979, foi nomeado Ministro da Cultura.
Signatário de vultoso currículo acadêmico nas áreas de filosofia, letras e teologia, que inclui passagens por universidades no México, Nova Iorque, Columbia, Madri e Roma, Cardenal é, além de notório poeta, prosador e escultor.
Carta Maior – Por que o senhor envolveu-se na luta armada contra Somoza?
CM – Como nasceu a sua ligação com a Teologia da Libertação?
CM – Por que a Igreja Católica fez aquela crítica que acusava de perigosa a Teologia da Libertação e por que suspenderam o senhor em 1985?
CM – O senhor foi, em 1976, enviado pela FSLN a Roma para julgar as violações aos direitos humanos na América Latina. Quais foram as violações e qual resultado deste julgamento?
CM – O processo democrático na América Latina é recente. Por quê? O senhor acredita que os países no continente são realmente democráticos?
CM – O que é Utopia para o senhor?
CM – Qual foi a importância do início de um novo processo social na Nicarágua com a criação da Comuna de Solentiname?
CM – Ernesto Cardenal acredita que Daniel Ortega é de esquerda?
CM – O que necessita a esquerda Nicaraguense hoje?
(*) Latinautas é o apelido dado pela Carta Maior à equipe da expedição "Da América para as Américas", formada por Milena Costa de Souza, Pedro José Sorroche Vieira, Thiago Costa de Souza e Ligia Cavagnari. Eles atravessam as américas, passando por 17 países, percorrendo mais de 25 mil km em busca de uma identidade de resistência à hegemonia política, econômica e cultural exercida pelos EUA.
Fonte: Agência Carta Maior - 12 de janeiro de 2007, São Paulo
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domingo, 22 de junho de 2008
PABLO NERUDA
Todas As Cores De uma Artista:
"'Morre lentamente quem não viaja, quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar,
morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os 'is' em detrimento
de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida a fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante...
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio pleno de felicidade'
Pablo Neruda"
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Vida
Vida *
A vida nada mais é do que o alçar do vôo de um pássaro,
Num instante, tão de repente, célere, passa por nós.
Ora qual condor. Ora como o beija-flor,
Adejando, minuciosamente, cada flor do caminho.
Outra, como a águia: agitada, tenaz, pertinaz,
Por vezes, tão tenra como um canário,
Sem saber o que fazer!
Outra, tão cheia de luzes, risos, alegria,
Qual araras tem tamanha algazarra!!!
Frances de Azevedo
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sábado, 12 de abril de 2008
Eu, etiqueta
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quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Funeral
E eu então pensei em suicídio.
É fácil matar o que é vivo.
Mas como matar o subjetivo, aquilo que existe e não existe.
Eu ainda sou viva no que escrevo.
Mas de nada servem essas palavras correndo soltas.
Ocupando espaços.
Inúteis
Sucata acumulada nos terrenos baldios.
Eis minhas frases escritas como árvores secas.
Elas marcam meus olhos, nas olheiras e na insônia.
Eu não sou tranqüila, não quero ser.
Prefiro a angústia, a briga interminável com todos os meus eus.
As coisas não vão bem.
E por isso penso
Matar-me, se só existo, quando escrevo.
Só existo quando confesso assim em letras tortas e mal feitas.
Vou matar-me aos poucos.
Escolho uma panela torta na cozinha.
Um escritor sem livros, sem papel.
Despejo o álcool e atiro o fósforo.
No meio da sala, derretendo o carpete.
O fogo limpo nas chamas azuis.
Vai rasgando palavra por palavra.
São pequenas histórias, se soltando.
Vão queimando e aos poucos deixam de existir.
Em pouco tempo terei cinzas.
Deixo o tempo esfriar, num inverno mítico, as recolho.
Meticulosa, colhendo o resto das palavras;
Matei uma história, alguns versos e um poema.
Guardo num envelope, espero o vento.
Faço cerimônia e correndo, atravesso a ponte e as solto.
E o que o fogo queimou, o vento confirmou...
Escondi-me atrás da luz, rápida pra ser só uma sombra.
.
Mona Lisa Budel
Postado por Atílio às 6:01 PM 0 Comente Aqui!
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