sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Dom Pedro Casaldaliga

Ancelmo.com - Ancelmo Gois:
"Homenagem ao padre
João Pedro Stédile está em Barcelona. Vai participar domingo da homenagem aos 80 anos de Dom Pedro Casaldaliga, o padre que é catalão de nascimento mas que adotou o Brasil.
Na ocasião, será lançado um livro sobre a participação de Casaldáliga na luta pela reforma Agrária no Brasil. Um dos capítulos é assinado pelo líder sem-terra."

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Rascunhos

Candidatos devem observar com atenção o que tem acontecido com a campanha da Senhora Hilary Clinton. A favorita que vai ficando pelo caminho.

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O Homem da Capa Preta é um filme das antigas que enfoca a trajetória de Tenório Cavalcanti um politico carioca da década de 50. Um grande filme.

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Bons filmes instigam as pessoas a pensarem. Tropa de Elite é um desses filmes que se encaixa nesta categoria.

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Recentemente assisti o filme Tempo de Recomeçar. Em meio a vários perdas pessoais os personagens buscavam reconstruir suas vidas. Um excelente filme.

O jubileu da esquerda

Alguns eventos, a exemplo da transferência do poder em Cuba, funcionam como um papel de tornassol ideológico: têm o dom de revelar as simpatias políticas da pessoa que os interpreta. Os que vêem Fidel e seus asseclas apenas como um bando de assassinos e administradores incompetentes são inequivocamente de direita. Já os que justificam o regime cubano ou pelo menos reconhecem-lhe méritos podem ser classificados como de esquerda.
Refiro-me aqui a nosso primeiro impulso classificatório. Após uma análise mais detida, é preciso muita ideologia seja para deixar de identificar o castrismo como uma ditadura escancarada, seja para não surpreender-se com o fato de que um país de renda quase africana tenha conseguido obter indicadores de Primeiro Mundo em saúde e educação. (Parto aqui do pressuposto de que os números oficiais são verdadeiros; e há indícios de que sejam).
A questão que fica, como há pouco propôs meu amigo Nelson Ascher em sua coluna lunebdomadária na Ilustrada, é: ainda faz sentido falar em direita e esquerda? A dicotomia serve par algo além de mostrar como nos posicionamos em relação a Cuba ou, ainda mais remotamente, em relação à revolução francesa do século 18, que foi quando esses conceitos surgiram?
Receio que a pergunta esteja mal colocada. Não se trata de fazer ou não sentido, de ser útil ou inútil. O ponto central, desconfio, é que existem determinados assuntos diante dos quais é praticamente impossível não ter posição. Refiro-me a temas como aborto, pena de morte, transgênicos, direitos dos animais, mudança climática e até mesmo a natureza do regime cubano. E a maneira como nos situamos em relação a um elenco mais ou menos fixo deles faz com que sejamos classificados (e até autoclassificados) como "de direita" ou "de esquerda".
Tomemos alguns casos concretos. São bandeiras caras à esquerda a liberação do aborto e do consumo de drogas e a condenação à pena de morte e ao porte de armas. Já a direita sustenta exatamente o contrário. São "clusters" difíceis de conciliar com os ditames da razão. Se é o princípio da sacralidade da vida que prepondera, deveríamos ser contra os quatro pontos. Já uma defesa intransigente das liberdades recomendaria a aprovação de todos.
De modo análogo, é difícil sustentar que animais são titulares de direitos (outra tese esquerdista), mas que seres humanos podem ser privados deles em determinadas condições, como uma revolução proletária.
Igualmente ilógico é impor a Cuba um embargo econômico por conta de violações aos direitos humanos e seguir negociando normalmente com regimes tão ou mais sanguinários, como a Arábia Saudita.
Minha tese é que a dicotomia esquerda-direita tem menos a ver com racionalizações sobre a realidade do que com um sistema de juízos morais sobre as coisas.
Na semana passada citei muito "en passant" o trabalho do psicólogo Jonathan Haidt, que propõe a existência de cinco núcleos de sentimentos morais: agressão, justiça (ou equanimidade), comunidade (ou lealdade ao grupo), autoridade e pureza. Eles constituiriam uma espécie de tabela periódica do instinto moral. Baseado num amplo banco de entrevistas pela internet, Haidt concluiu que os liberais norte-americanos (o que chamaríamos de esquerda por aqui) tendem a valorizar mais conceitos como não agredir o próximo e promover a justiça, praticamente desprezando os ideais de lealdade ao grupo, autoridade e pureza. Já o que se convencionou chamar de conservadores daria um peso mais ou menos igual a cada um dos cinco elementos.
Já resvalando no terreno da caricatura, poderíamos dizer que o liberal é um sujeito tarado por criar cotas raciais e que se preocupa mais com o futuro do bandido que acabou de assaltar e estuprar sua filha do que com ela própria. Já o conservador seria um militarista empedernido que acha que pode pegar Aids (uma justa punição divina) apenas cumprimentando um homossexual.
Cuidado, não estou aqui propondo nenhum tipo de classificação pronta e acabada. Vamos não apenas encontrar esquerdistas contrários ao aborto e direitistas favoráveis à liberação das drogas como também combinações incomuns dessas categorias. Os conceitos de esquerda e direita, embora pareçam seguir um padrão pelo menos epidemiológico, são bastante maleáveis e mudam de tempos em tempos, muitas vezes ao sabor de modismos. Para dar uma idéia das reviravoltas possíveis, basta lembrar que, do final dos anos 40 ao início dos 50, a esquerda apoiava quase incondicionalmente o Estado de Israel.
De minha parte, como já fiz numa coluna antiga, gosto de levar a distinção esquerda-direita para o plano filosófico. Acho que ela se torna mais produtiva --e menos confusa-- se a fixarmos num tópico específico e relevante, como a natureza humana.
Para o direitista clássico, a natureza humana é acima de tudo incorrigível. O homem seria essencial e imutavelmente mau. Tudo o que se pode fazer para permitir a vida em sociedade é refrear, se necessário pela força, seus impulsos egoístas. Daí a necessidade de leis rígidas e o apelo a uma moral severa, de preferência inspirada por uma força superior, como Deus. A economia nada mais é do que a tradução, em termos monetários, dos apetites humanos. Tudo o que tenda a alterar as inclinações naturais das pessoas está fadado ao fracasso.
Já para a esquerda, a natureza humana, se existe, seria pelo menos bastante maleável. O homem, muito mais do que o produto de genes, é reflexo de seu ambiente, que pode ser alterado segundo projetos racionais. Obras de engenharia social e intervenções do Estado na economia são possíveis e desejáveis, de modo a tornar o mundo um lugar melhor, e as pessoas, mais felizes.
Pessoalmente, não "compro" nenhum dos dois pacotes fechados. Não há nenhuma dúvida de que o ser humano pode ser mau. Freqüentemente o é, como o demonstram as barbaridades singulares ou coletivas cometidas ao longo dos tempos. Também parece claro que os experimentos históricos que buscaram forjar um "novo homem" fracassaram redondamente. Pior, acabaram produzindo horrores bem conhecidos.
Acredito, como os antigos, que a virtude está no meio. A menos que acreditemos que determinados povos já vêm com o gene da violência engatilhado, é forçoso reconhecer que o ambiente a que somos submetidos é decisivo para nosso comportamento social. Ora, se até os suecos, povo que descende dos temíveis vikings, cuja proverbial violência bastava para pôr cidades inteiras a correr durante a Idade Média, conseguiram encontrar uma forma de organização social que os levou a cultivar a paz e a tolerância e a conquistar as primeiras posições em todos os rankings de qualidade de vida, nem tudo está perdido. É perfeitamente possível que populações hoje imersas na barbárie encontrem um caminho semelhante. A esquerda, definida como a crença na possibilidade de melhorar a natureza humana (ainda que só um bocadinho), não morreu.
O segredo, desconfio, é ser relativamente modesto nas metas e objetivos. Não conseguiremos reformar radicalmente o homem, mas poderemos desenvolver formas de organização que não estimulem o que temos de pior. Só isso já seria uma bela de uma vitória. Não chega a ser o paraíso na Terra prometido por alguns profetas da esquerda, mas pelo menos nos afasta um pouco do inferno que tem sido a existência para grandes parcelas da humanidade.
Hélio Schwartsman, 42, é editorialista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001. Escreve para a Folha Online às quintas.

Segurança Alimentar na China e Brasil

Segurança Alimentar na China e Brasil
Milton Pomar
Cenas de pobres em filas de sopa nos EUA são bastante comuns em filmes. Quem quiser atualizar-se a respeito pode assistir “Pursuit”, no qual o ator William Smith vivencia esse drama durante algum tempo, antes de “vencer na vida”. A existência até hoje desse tipo de “Fome Zero” dos EUA, país maior produtor e exportador de cereais do mundo e com mais de 25% de obesos entre a população de 19 estados, é tão absurdo quanto o do Brasil, maior exportador mundial de carnes e soja e primeiro lugar em mais cinco outros produtos agrícolas.

A comparação nesse aspecto entre os EUA e o Brasil faz sentido, porque o modelo dominante de agricultura é o mesmo em ambos. O Brasil implantou na década de 70 o modelo norte-americano das “plantation” - às custas da destruição de quase metade do Cerrado - , subsidiou muito a entrada de empresas de outros setores na agricultura e a mecanização em grande escala, estruturou e bancou o funcionamento de uma grande rede de pesquisa, assistência técnica e armazenagem, e durante dez anos subsidiou também a expansão da produção de trigo e de cana de açúcar para produzir álcool.

Essa agricultura “industrial” made in USA depende de ajuda do Estado, e os EUA não abrem mão de subsidiar seus produtores e exportadores agrícolas, coisa de US$100 bilhões todos os anos. Parte desse dinheiro é obtido com as sobretaxas que impõem ao suco de laranja, couro de boi, açúcar e carnes do Brasil e de outros países que exportam para os EUA.

Quando houve a crise agrícola de 85, o governo Reagan impôs uma redução de 15% da área plantada e pagou o lucro não-realizado dos fazendeiros. (E aumentou a sopa, porque aumentaram os pobres no seu governo, de 14% para 18%.)

Essas reflexões cabem cada vez mais no Brasil, em tempos de safras de 130 milhões de toneladas, superávits de US$40 bilhões no comércio exterior agrícola, propaganda dos transgênicos como “solução para a agricultura”, uso do espaço rural para cana versus alimentos, Reforma Agrária(?) tímida e discussões sobre os modelos de produção agrícola e as políticas públicas (crédito, subsídios, investimento em pesquisas, comercialização) para esse setor. Qual é a lógica de um país recordista de produção e exportação agrícolas como o Brasil ainda ter tanta gente subnutrida?

A China abriu mão dos impostos agrícolas e da ajuda alimentar da ONU a partir de 1º de janeiro de 2006. Ela recebia doações de cereais desde 1980, através da FAO. Já os impostos sobre a agricultura existiam há 2.600 anos, e a sua anulação implica em uma redução de custos de até 20%.

Como que esse país, com 71% do seu território tomado por desertos, regiões áridas, semi-áridas e “drylands”, e tendo que dividir o espaço restante com áreas urbanas, pode produzir alimentos em quantidade suficiente para alimentar o seu 1,35 bilhão de habitantes? Como proporcionar segurança alimentar a essa população, plantando cereais em pouco mais de 100 milhões de hectares?

Quando começou seu processo de Reformas, o governo o fez pela Agricultura, ainda em 1978. Esse setor respondeu com um salto espetacular na produção, de 320 milhões de toneladas, para 505 milhões 20 anos depois. Em 2005, foram 484 milhões de toneladas de cereais e 30,8 milhões de oleaginosas, e a área plantada total atingiu 124 milhões de ha. Nesse ano, a produção de carnes teria atingido 77 milhões de toneladas, e a de peixes mais 51 milhões.

Das várias medidas implementadas a partir de 1978 na agricultura chinesa, certamente as que produziram maior efeito sobre os produtores foram as relativas à rentabilidade da atividade. E essas só puderam ser viabilizadas à medida em que a população aumentava o seu poder aquisitivo, via distribuição de renda. Os preços pagos aos agricultores estimularam o aumento da produtividade, daí a busca por novas tecnologias e a utilização cada vez maior de fertilizantes e irrigação. No caso brasileiro, houve aumento da produção graças também às novas tecnologias e maior consumo de fertilizantes, mais a incorporação de grande quantidade de novas áreas.

Tanto na China como no Brasil a ciência e a tecnologia deram conta de propiciar os meios para esse aumento da produção de alimentos, a ponto de hoje ambos os países serem autosuficientes. A razão aparentemente contraditória de haver fome no Brasil e não haver na China, reside essencialmente na distribuição de renda e no crescimento econômico, completamente distintos nos dois países. Graças ao aumento do poder de compra da população, via distribuição de renda, que acompanha e dá sustentação ao veloz crescimento (média anual de 9% nos últimos 27 anos) da economia da China, a sua agricultura pode aumentar a produção em mais de 50% sem aumentar a área plantada. Em contrapartida, no Brasil, a economia entrou em parafuso em 1974 e só começou a melhorar com o crescimento (insuficiente) registrado no governo Lula a partir de 2004. Nas décadas de 70, 80 e 90, o Brasil produziu uma concentração de renda tão grande que coloca o país no grupo dos mais pobres do planeta. Infelizmente, até agora o governo Lula e a sociedade brasileira não conseguiram melhorar de forma significativa a distribuição de renda no país. Essa condição mantém quase metade da população brasileira vivendo com menos de 2/3 do mínimo para a sobrevivência de uma família. Daí porque falta comida no consumo e sobra na produção.

Havia 854 milhões de famintos no mundo em 2006, segundo a FAO. Um aumento de 54 milhões de famintos, em relação a 1996. Esse aumento só não foi maior graças ao desempenho da China, o país apontado por alguns especialistas, céticos quanto à sua capacidade de produzir a própria comida, como o grande perigo para a alimentação mundial. Pois foi a China, com a redução de 250 milhões para 26 milhões de “necessitados”, na década de 80, quem produziu o maior avanço mundial no combate à fome.

Dois outros aspectos interessantes, na comparação entre EUA, China e Brasil, é que os dois primeiros realizaram Reforma Agrária de verdade, não o arremedo que se vê em nosso país, e possuem uma infraestrutura de Logística muito superior à brasileira, praticamente toda ela com ferrovias e hidrovias.

Milton Pomar é profissional de marketing e geógrafo. Atualmente está morando na China, por razões profissionais.

Amigo Urso

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Carros oficiais

Já que vão investigar os cartões corporativos, aproveitem e também investiguem o uso dos carros oficiais.

Pássaros


video

Dinheiro do Ibama

Blog do Noblat :

"Cartão - Dinheiro do Ibama pagou clínica de beleza
A revelação de que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) gastou R$ 23 mil numa clínica de estética em Goiânia levou o órgão a descobrir que uma funcionária pode ter desviado R$ 100 mil. O ponto de partida da investigação foram pagamentos ao Centro de Estética Ângela Karina. As despesas estão registradas desde 2005 no Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU), o mesmo que mostra dados de cartões corporativos.
Nesse caso, a fraude não envolvia cartões, mas o sistema de liberação de verbas do Ibama em Goiânia. A funcionária apontada como responsável pelas irregularidades trabalhava no setor financeiro e falsificaria projetos para desviar dinheiro. Os saques eram em valores baixos para não chamar a atenção.
Os gastos com a clínica estética aparecem como se fossem despesas de conservação ambiental e recuperação animais silvestres. O Portal da Transparência registra os pagamentos ao centro de estética. Em 13 de dezembro de 2006, consta que o órgão ambiental pagou R$ 7.023,87 à clínica. O ordenador da despesa não aparece."

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

CIRO está maduro

CIRO está maduro, ao menos foi o que ele declarou em recente entrevista para a Folha de São Paulo. Estou desconfiado que de tão maduro, ele andou chegando perto do apodrecimento.
Lembro-me do Senhor Ciro batendo forte no PT. Depois virou um obediente ministro do presidente Lula. Bom, mais essas guinadas não podem ser atribuidas a ele, exclusivamente, pode simplesmente dizer que também virou uma metamorfose ambulante e tudo estara resolvido.
Na referida entrevista o senhor Gomes ainda afirmou que não pretende vender a alma para se eleger presidente, até ai tudo bem, é o que todos dizem. Hilário será ver certos petistas fazendo campanha para Ciro Gomes, o que malharam o homem, em outros tempos.

Rascunhos

0 estilo das coisas muitas vezes nos faz termos uma fascínio especial por elas. Pode até não haver muito conteúdo, mas tendo estilo, naturalmente, nossos olhos serão atraídos.
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Andei escrevendo nessas férias pelos simples prazer de escrever. Pois sim, pode parecer bobagem, mas é isso sem nenhuma razão ou motivação aparente gosto de ir escrevendo, basta estar próximo do bloquinho de anotações e as idéias já vão saindo, iluminadas ou não, tento registrar, e posteriormente seleciono, algumas para socializar com o nobres visitantes desse blog.
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A nossa vida é ocupada em grande parte pelas seleções que fazemos. Selecionar a bem da verdade é uma arte, muitas vezes ingrata, que quando erramos, não temos muitas opções em quem colocar a culpa.
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Escrever é uma forma de nos comunicarmos com esse mundo de tantas incomunicabilidades. Escreve sempre parece ser uma boa terapia para esses tempos tumultuados em que vivemos.
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Neste ano, esse blog entra em seu terceiro ano, por aqui já postei muitas coisas, normalmente aquilo que considero relevante. Faço postagens diárias, mas em determinados períodos acabo não fazendo essas postagens diárias. Mas sempre procuro manter essa constância diária de postagens. Manter um blog e não actualizar é um convite a torná-lo desinteressante.
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Diz a sabedoria popular que uma porta se fecha e outra se abre, não sei se é bem assim, mas é assim que as coisas se parecem.
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Todos queremos evoluir, mas existem regras para que isso aconteça, não evoluímos, simplesmente porque desejamos evoluir. Existem pessoas, no entanto que não se preocupam com tais questões, simplesmente vivem, como entendem que devem viver, e consideram o papo de evolução uma babaquice.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Dança do Ventre


Porto-Portugal

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Onde está você

E o senador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, vai finalmente iniciar o seu mandato de senador esse ano. Vamos lá homem faz mais de ano que era para assumir.

Pelos - Jose Claudio Machado e Porca Veia

Beleza

Momento de Harmonia


Foi vivido essa semana entre o presidente, o governador catarinense, e a senadora catarinense.

Senhora Clinton anda nervosa

Blog do Noblat - Ricardo Noblat: O Globo Online:
"De Hillary para Obama: 'Você deveria se envergonhar'
Por Claudia Parsons:
Hillary Clinton criticou seu rival Barack Obama, no sábado, por folhetos distribuídos pelo comitê de campanha dele sobre o plano de saúde proposto por ela, dizendo que os folhetos são 'claramente falsos' e acusando Obama de usar táticas republicanas na disputa entre os dois pela candidatura presidencial democrata.
Numa discussão amarga, o comitê de Obama defendeu os folhetos, dizendo que são corretos, e criticou a 'campanha negativa' de Hillary.
'Você deveria se envergonhar, Barack Obama', disse Hillary após um comício no Ohio, Estado crucial para sua campanha. "

O bem falante

O ministro Paulo Bernardo, Planejamento, vem falando com desenvoltura sobre o caso dos cartões, só não tem dito que era função do seu ministério fazer o devido controle no uso dos ditos cartões.

Pequenas e grandes maracutaias

Anda ganhando seguidores a tese de que os tais cartões corporativos envolvem pequenos quantias, ou seja são pequenas maracutais, que não deveriam merecer maior atenção, que deveria ser dispensada as grandes negocitas. O problema é que um conjunto de pequenas maractuais vai formando um bolo nada desprezível, além do mais tudo é dinheiro público.

Boa!

Debate: Os partidos em 2008

AS LEIS DE IMPRENSA NO BRASIL

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

A polêmica das aprovações

Vida Global

Vida Global:
"Argentina cresceu 8,7% em 2007

A economia da Argentina registrou uma expansão de 8,7% em 2007, de acordo com estimativas anteriores.

Para este ano, é previsto um crescimento em torno de 8%."

Vida Global

Vida Global: "'Só um terço da Amazônia chega ao século XXII '

Se a temperatura da Terra aumentar por causa do aquecimento da atmosfera, a maior parte da Floresta Amazônica está condenada a desaparecer, prevê o ecologista americano Daniel Nepstad, um dos maiores especialistas na região.

Em entrevista ao jornal argentino La Nación, Nepstad adverte para o risco de secas e grandes incêndios florestais na Amazônia.

Durante a seca de 2005, que atingiu o Oeste da região, no Brasil, Equador e Peru, 2,5 mil quilômetros de floresta foram incendiados. "

A renúncia de Fidel

Escrito por Frei Betto
20-Fev-2008

Fidel Castro, 81, renunciou às suas funções de presidente do Conselho de Estado de Cuba e Comandante-em-Chefe da Revolução. Entregue aos cuidados de sua saúde, prefere manter-se fora das atividades de governo e participar do debate político – que sempre o encantou – através de seus artigos na mídia. Permanece, porém, como membro do Birô Político do Partido Comunista de Cuba.

No próximo domingo, 24, Raúl Castro, 77, será eleito pelos novos deputados da Assembléia Nacional para ocupar as funções de primeiro mandatário de Cuba.

Esta é a segunda vez que Fidel renuncia ao poder. A primeira ocorreu em julho de 1959, sete meses após a vitória da Revolução. Eleito primeiro-ministro, entrou em choque com o presidente Manuel Urrutia, que considerou radicais as leis revolucionárias, como a reforma agrária, promulgadas pelo conselho de ministros. Para evitar um golpe de Estado, o líder cubano preferiu renunciar. O povo saiu às ruas em seu apoio. Pressionado pelas manifestações, Urrutia não teve alternativa senão deixar o poder. A presidência foi ocupada por Osvaldo Dorticós e Fidel voltou à função de primeiro-ministro.

Estive em Cuba em janeiro deste ano para participar do Encontro Internacional sobre o Equilíbrio do Mundo, à luz do 155º aniversário de nascimento de José Martí, figura paradigmática do país. Retornei em meados de fevereiro para outro evento internacional, o Congresso Universidade 2008, do qual participaram vários reitores de universidades brasileiras.

Nas duas ocasiões encontrei-me com Raúl Castro e outros ministros cubanos. Reuni-me também com a direção da FEU (Federação Estudantil Universitária), estudantes da Universidade de Ciências Informáticas, professores de nível básico e médio e educadores populares.

Ilude-se quem imagina significar a renúncia de Fidel o começo do fim do socialismo em Cuba. Não há nenhum sintoma de que setores significativos da sociedade cubana aspirem à volta ao capitalismo. Nem os bispos da Igreja Católica. Exceção a uns poucos que, em nome dos direitos humanos, não se importariam que o futuro de Cuba fosse equivalente ao presente de Honduras, Guatemala ou Nicarágua. Aliás, nenhum dos que se evadiram do país prosseguiu na defesa dos direitos humanos ao inserir-se no mundo encantado do consumismo...

Cuba não é avessa a mudanças. O próprio Raúl Castro desencadeou um processo interno de críticas à Revolução, através das organizações de massa e dos setores profissionais. São mais de um milhão de sugestões ora analisadas pelo governo. Os cubanos sabem que as dificuldades são enormes, pois vivem numa quádrupla ilha: geográfica; única nação socialista do Ocidente; órfã de sua parceria com a União Soviética; bloqueada há mais de 40 anos pelo governo dos EUA.

Malgrado tudo isso, o país mereceu elogios do papa João Paulo II por ocasião de sua visita, em 1998. No IDH 2007 da ONU, o Brasil comemorou o fato de figurar em 70º lugar. Os primeiros setenta países são considerados os melhores em qualidade de vida. Cuba, onde nada se paga pelo direito universal à saúde e educação de qualidades, figura em 51º lugar.

O país apresenta uma taxa de alfabetização de 99,8%; conta com 70.594 médicos para uma população de 11,2 milhões (um médico para 160 habitantes); índice de mortalidade infantil de 5,3 por cada 1.000 nascidos vivos (nos EUA são 7 e, no Brasil, 27); 800 mil diplomados em 67 universidades, nas quais ingressam, por ano, 606 mil estudantes.

Hoje, Cuba mantém médicos e professores atuando em mais de 100 países, incluído o Brasil, e promove, em toda a América Latina, a Operação Milagros, para curar gratuitamente enfermidades dos olhos, e a campanha de alfabetização Yo si puedo (Sim, eu sou capaz), com resultados que convenceram o presidente Lula a adotar o método no Brasil.

Haverá, sim, mudanças em Cuba quando cessar o bloqueio dos EUA; forem libertados os cinco cubanos presos injustamente na Flórida por lutarem contra o terrorismo; e se a base naval de Guantánamo, ora utilizada como cárcere clandestino (símbolo mundial do desrespeito aos direitos humanos e civis) de supostos terroristas for devolvida.

Não se espere, contudo, que Cuba arranque das portas de Havana dois cartazes que envergonham a nós, latino-americanos, que vivemos em ilhas de opulência cercadas de miséria por todos os lados: "A cada ano, 80 mil crianças morrem vítimas de doenças evitáveis. Nenhuma delas é cubana". "Esta noite, 200 milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma é cubana".

Frei Betto é escritor, autor de "Calendário do Poder" (Rocco), entre outros livros.

Inauguração da Recordnews

O presidente e o bispo Edir Macedo e ninguém reclamou de golpismo.

Ciro Gomes

Ciro Gomes voltou a constar no noticiário nacional, tudo por conta de grosserias proferidas contra a atriz Letícia Sabatela. Elegância não é mesmo o forte do senhor Ciro Gomes. O fato é que o homem fez o tipo do ministro bem comportado do governo Lula, para ver se ganhava o apoio do PT para a disputa presidencial e até agora parece que não alcançou maior sucesso.

Beleza II

As mudanças climáticas

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Ela achou que seria moleza

A senhora Clinton achou que seria fácil ser indicada candidata do Partido Democrata a presidente dos EUA, e, as coisas foram se complicando.

Deu pane!

A campanha de Hilary Clinton entrou em pane, é que estão dizendo várias especialistas na eleições americanas.

MARINA SILVA

Blog do Noblat:
"Marina Silva: a equilibrista
Entre o verde e o poder, ministra do Meio Ambiente está há 5 anos no cargo e se mantém, apesar das polêmicas
De João Domingos:
De todos os auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra do Meio Ambiente, a petista Marina Silva, é a que mais se equilibra no meio do jogo de forças políticas poderosas e contraditórias que dominam o governo. Ora o confronto é com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, por causa das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como as duas usinas do Rio Madeira, ora o desgaste é com a Agricultura - primeiro com o ex-ministro Roberto Rodrigues, que defendia a liberação de transgênicos, depois, com Reinhold Stephanes e o agronegócio.
No mês passado, o choque foi com ninguém menos do que o 'patrão da Esplanada', o presidente Lula, hoje com uma visão a respeito do meio ambiente muito diversa da que é defendida por Marina e o próprio PT dos tempos em que era oposição e estava longe do Planalto. Quando a ministra divulgou a informação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de que o desmatamento na Amazônia havia crescido nos meses de novembro e dezembro, a reação de Lula foi irada. 'O que ela está fazendo?! Ficou louca?!', disse o presidente, segundo relato feito por dois ministros que estavam com ele no momento em que ficou sabendo que Marina convocara uma entrevista para dar a má notícia. Leia mais em Marina Silva: a equilibrista"

O Gás é Nosso

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Entrevista: José Eduardo Cardozo, novo secretário-geral do PT

Entrevista: José Eduardo Cardozo, novo secretário-geral do PT

Veja – O senhor foi candidato à presidência do PT com a proposta de refundação do partido, de expurgar os corruptos e as práticas de corrupção. Dois meses depois de ser derrotado, assume a secretaria-geral do partido presidido por um aloprado (Ricardo Berzoini) e com influência de mensaleiros. Como explicar essa contradição?
José Eduardo Cardozo – Não há contradição. A executiva do PT é formada proporcionalmente por todas as correntes. A chapa pela qual eu fui candidato, a Mensagem ao Partido, chegou em terceiro lugar e ficou com parte do comando. Garanto que todos os membros de nossa chapa no diretório nacional seguirão nossas propostas, nossa linha de conduta. Vamos defender a instituição do código de ética, o resgate da democracia partidária e a depuração ética do partido. Só aceitei assumir a secretaria-geral com esses compromissos.
Veja – Mas é possível conseguir isso com o partido ainda dominado pelo Campo Majoritário dos "aloprados"?
José Eduardo – Espero que sim. Há uma percepção hoje em todas as correntes do PT de que é necessário resgatar os compromissos éticos históricos do partido.
Veja – O seu nome chegou a ser cogitado para ocupar a relatoria da CPI dos Cartões. O senhor acha correto uma investigação deixar de fora os gastos pessoais e familiares do presidente Lula e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso?
José Eduardo – É inaceitável um tipo de acordo que implique cumplicidade com o ilícito. Aliás, acordos na vida política devem ser feitos à luz do dia e dentro de parâmetros éticos. Mas é importante frisar que em assuntos que envolvam segurança de estado e de autoridades há que ter muita cautela para que, no calor de uma disputa política, não se criem problemas para o país. Tudo deverá ser investigado, mas o que trouxer riscos para a segurança do estado não poderá ser divulgado publicamente.
Veja – Vamos analisar, então, uma questão prática. A ex-ministra da Igualdade Racial Matilde Ribeiro deixou o cargo depois da revelação sobre seus gastos irregulares com o cartão corporativo. Mas o PT, em vez de repreendê-la ou abrir um processo interno, soltou uma nota atribuindo sua saída ao preconceito das elites. Não está na hora de o PT parar de passar a mão na cabeça de seus aloprados?
José Eduardo – Não quero analisar situações individuais, pré-julgamentos são sempre ruins. Mas qualquer desvio ético que um petista cometa tem de ser rigorosamente punido. Nós temos de ser mais duros com nossos militantes e dirigentes do que somos com nossos adversários. Um partido que entende que a ética é indispensável para a construção da democracia, como nós sempre sustentamos, não pode defender a ética para fora e não colocar a ética para dentro. Em qualquer escândalo, denúncia ou suspeita, o PT tem de ter uma postura ativa. Seja para absolver, seja para condenar. Não pode se omitir, não pode passar a mão na cabeça.
Veja – Mas, no caso dos cartões, o PT não está passando a mão na cabeça?
José Eduardo – Não. A intenção clara do PT é que qualquer situação que envolva o uso de cartões corporativos seja investigada a fundo. Mas não se pode esquecer que esse caso dos cartões é um problema de descontrole administrativo da máquina da União não só no atual governo. É um problema pontual, envolvendo alguns funcionários, que os nossos adversários utilizavam para transformar em uma crise política do governo do PT. Querem carimbar no PT e em Lula uma questão administrativa, o que é um erro. Como seria um erro se tentássemos carimbar no PSDB erros do governo FHC no uso de cartões. Esse perío-do no governo nos ensinou que devemos dar o peso e o tom certos às coisas, sob pena de nossa retórica política se voltar contra nós mesmos. Isso não significa impunidade. Mas nunca devemos pegar uma situação estrutural e administrativa, que tem de ser corrigida, e transformá-la em uma crise. Esse comportamento leva a generalizações do tipo "todo mundo é igual". E nem todo mundo é igual na política.
Veja – Mas não são as práticas dos políticos brasileiros, a sucessão de escândalos em todos os partidos, que levam a essa generalização?
José Eduardo – Estou convencido de que a questão da ética e da falta de dimensão republicana de separar a coisa pública da coisa privada é o principal problema brasileiro da atualidade. Não é uma questão nova. Desde a chegada de Cabral até hoje, a distinção entre o público e o privado não existe. Não é à toa que se consolidaram frases como "Rouba, mas faz". Isso traz um viés perverso de dizer que todo político é ladrão, como se fosse da genética da classe política se apropriar da coisa pública. Quando se diz que todo político é ladrão, não se faz uma denúncia, mas se legitima o crime. Há muita corrupção, mas, de 1988 para cá, criaram-se novos mecanismos de controle da administração pública. Mecanismos de transparência como a liberdade de imprensa e o trabalho do Ministério Público permitiram que situações que existiam e estavam escondidas viessem à tona. Hoje há mais mecanismos para detectar a corrupção. Quanto mais um governo incentiva a transparência, mais exposto ele está.
Veja – Com esse discurso, o senhor quer dizer que não há corrupção no governo Lula? Como membro da CPI dos Correios, o senhor acha que o mensalão existiu ou compactua com a visão de colegas de partido de que foi tudo um complô das elites contra o governo Lula?
José Eduardo – Eu tento evitar conflitos semânticos. E a palavra mensalão pode ter vários sentidos. Naquele caso, eu não tenho dúvida de que houve situações de ilegalidade com a destinação de recursos financeiros de forma indevida a aliados políticos. Não tenho a menor dúvida.
Veja – O senhor não está minimizando muito o que aconteceu?
José Eduardo – Vou ser claro: teve pagamento ilegal de recursos para políticos aliados? Teve. Ponto final. É ilegal? É. É indiscutível? É. Nós não podemos esconder esse fato da sociedade e temos de punir quem praticou esses atos e aprender com os erros.
Veja – O senhor já teve sérias divergências com o ex-ministro José Dirceu. Hoje, mesmo depois de ter sido cassado e denunciado, ele ainda é um dos mais influentes membros do PT. Essa influência não é nefasta para o partido?
José Eduardo – Posso falar isso com bastante tranqüilidade porque sempre tive muitas divergências com o José Dirceu. Mas é inegável o papel que ele teve na construção do PT, no combate à ditadura, na chegada de Lula à Presidência. Essa história não se apaga. É natural que tenha uma influência grande no PT.
Veja – O senhor é a favor da anistia política para ele?
José Eduardo – Há um processo no Supremo Tribunal Federal contra Dirceu. Ele próprio diz que espera ser absolvido no Supremo para dar início ao processo de anistia. É uma postura legítima. Agora, com muita franqueza, no processo de cassação do Dirceu, olhando as provas, não havia motivos para a condenação.
Veja – O PT fez uma festa para celebrar seu 28º aniversário. O que há para comemorar e o que há para se envergonhar na história do partido?
José Eduardo – Temos de nos orgulhar de ser o maior partido de esquerda da América Latina. De termos dirigido grandes prefeituras e inovado a história administrativa brasileira com projetos como o orçamento participativo. De termos administrado estados importantes. E de termos elegido o primeiro presidente da República vindo da classe trabalhadora. É evidente que existiram equívocos na nossa história. O principal é o fato de alguns dirigentes, por um pragmatismo equivocado, terem esquecido que a questão ética é indispensável na construção de nossas bandeiras. Isso nos trouxe muita dor, muito sofrimento, muito desgaste.
Veja – O senhor acha que o PT deve ter candidato à sucessão de Lula? Ou pode apoiar alguém de outro partido, como Ciro Gomes ou Aécio Neves?
José Eduardo – Seria absurdo para um partido com a dimensão do PT, que tem o atual presidente da República, renunciar a priori a uma candidatura presidencial. Seria uma demonstração de fraqueza incompatível com o que o PT tem de história política. O PT tem de lutar para ter o candidato da aliança à Presidência, mas sem ignorar que os outros partidos também têm o direito de fazê-lo. Diante dessa realidade, cabe a nós respeitar os aliados, não tratá-los com autoritarismo e buscar construir uma candidatura comum. De preferência, do PT.
Veja – Em duas capitais – Belo Horizonte e Vitória – há negociações para alianças entre o PT e o PSDB nas eleições para prefeito deste ano. O senhor defende essa aproximação?
José Eduardo – A agenda eleitoral brasileira, com disputa a cada dois anos, cria falsas polarizações e distanciamentos que talvez não devessem ocorrer. Mas a grande verdade é que, no atual quadro, os principais antagonistas do PT são o PSDB e os Democratas. Isso não pode ser desprezado na formulação de alianças. É muito difícil aceitar uma aproximação com esses partidos, que serão nossos principais adversários em 2010.
Veja – Quem deve ser o candidato do PT à prefeitura de São Paulo?
José Eduardo – A ministra Marta Suplicy. O PT tem de usar os nomes que mais fortalecem o partido nas grandes cidades. Em São Paulo, a Marta reúne condições de ganhar as eleições. Temos de convencê-la a ser candidata. Mas é legítimo que ela não queira. Se não quiser, há outros nomes, como o meu.
Veja – O presidente Lula será o principal cabo eleitoral do PT? Quais os pontos fortes do governo dele?
José Eduardo – Sem dúvida, Lula será nosso cabo eleitoral mais importante. Ele conseguiu fazer um marco na história política brasileira que é o combate à exclusão social. Outro marco é a conquista da estabilidade econômica, que permite ao governo atuar fortemente na busca do crescimento.
Veja – Quais os pontos fracos?
José Eduardo – Obviamente, o governo Lula cometeu erros. O principal foi a falta de um investimento sério na reforma política. Nosso sistema eleitoral é hipócrita, promíscuo, causa corrupção. É um sistema que enfraquece os partidos, que torna insuperável as relações fisiológicas e clientelistas para a conquista de maioria no Legislativo pelo Executivo. É difícil que ainda saia alguma reforma nestes últimos três anos de governo, mas o PT não pode abandonar a idéia. É preciso procurar diálogo com os partidos da base e da oposição na busca de um grande esforço pela reforma política. Chegou a hora de termos um pouco mais de maturidade, que nem sempre a classe política tem, para pensar um pouco mais no estado brasileiro do que em nossas disputas políticas.
Veja – Com esse sistema que está aí e a sucessão de escândalos, ser político hoje é motivo de orgulho?
José Eduardo – As pessoas entram na política por idealismo, por vaidade, por carreirismo e alguns até pela perspectiva do enriquecimento. Enquanto esse sistema prevalecer, aqueles que entram buscando agir de forma séria sofrem um ônus pessoal tão grande que vão deixando a política. É triste se comportar com lisura, com ética, e passar numa praia e ouvir: "Ô, mensaleiro!". Lembro que, certa vez, cheguei em casa uma noite e minha filha, então com 7 anos, me perguntou, chateada: "Pai, nosso dinheiro é roubado?". Fiquei chocado. "Como assim, minha filha?" "Na escola, disseram que político é ladrão e que você rouba." Por essas e outras, cada vez mais vejo pessoas honestas saindo da política. E cada vez mais tende a aumentar a participação de pessoas desonestas, do crime organizado, de setores sem nenhum compromisso com o interesse público. Sem a reforma política, os éticos correm o risco de ser derrotados definitivamente pelos desonestos.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

O comandante renunciou

Fidel CAstro renunciou ao cargo de presidente de Cuba. Quanto todos achavam que a presidência de Cuba era vitalícia, o velho comandante abandonou o cargo, ainda em vida, como numa espeécie de deboche aos seus críticos mais ferrenhos. Seu sucessor será Raul Castro.

Que venham as vagas!

Governo Federal quer criar 500.000 vagas nas escolas técnicas até 2010. Que venham as vagas, de preferência com um ensino de qualidade.

Fotos e palavras

Dizem que tem imagens que valem mais do mil palavra é a pura verdade, e dependento da foto, não há palavra que a contradiga.

O susto dos peemedebistas

A possibilidade do governador Luis Henrique ter seu mandato cassado está assustando os peemedebistas em Santa Catarina. Justo na hora em que se preparam para disputar mais um pleito municipal.

Clinton está suando a camiseta

Clinton a candidata da burocracia democrata não esperava que o senhor Barack Obama fosse segurar o rojão por um tempo longo. A camapanha da senhora Hilary parece que entrou em crise permanente, trocam todo mundo e a candidata, quase perfeita, não se recupera.

Vida Global

Vida Global:
"Fidel deixa presidência de Cuba

O comandante Fidel Castro vai deixar a presidência de Cuba depois de 49 anos. Ele era o chefe de Estado há mais tempo no poder depois da rainha Elizabeth II, da Inglaterra. Mandava no país desde a vitória da revolução, em 1º de janeiro de 1959.

Em 31 de julho de 2006, Fidel foi obrigado a transferir temporariamente todos os seus cargos para o irmão, general Raúl Castro, para ser operado com urgência de uma hemorragia gástrica."

Charge

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Tordilho Negro-Teixeirinha


CANÇÃO A CAMINHO DO CÉU

Foram montanhas? foram mares? foram os números...? - não sei.

Por muitas coisas singulares, não te encontrei. E te esperava, e te chamava, e entre os caminhos me perdi.

Foi nuvem negra? maré brava? E era por ti! As mãos que trago, as mãos são estas. Elas sozinhas te dirão se vem de mortes ou de festas meu coração.

Tal como sou, não te convido a ires para onde eu for. Tudo que tenho é haver sofrido pelo meu sonho, alto e perdido, - e o encantamento arrependido do meu amor.

Cecília Meireles

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Matando a saudade

Blog do Noblat :
"José Dirceu volta ao Palácio do Planalto
'O poder me fascina', disse o candidato do PT à Presidência em 1989, Luiz Inácio Lula da Silva. A frase ganhou adeptos. José Dirceu, o ex-chefe da Casa Civil, ainda se diverte com isso. Foi Zé Dirceu quem indicou o deputado federal Edson Santos para a Secretaria de Igualdade Racial do Planalto. Nunca, depois de afastado por Lula, Dirceu esteve tão perto dele como agora. A manobra contou com o apoio do chefe-de-gabinete do presidente, Gilberto Carvalho, e do comandante do PT, Ricardo Berzoini, que avalizaram o nome. A companheirada agradeceu. O presidente do PT do Rio, Alberto Cantalice, e o braço carioca de Dirceu, Marcelo Sereno - ambos do grupo de Edson que domina o partido no Estado - viajaram para Brasília. Comemoraram a nomeação junto a outros petistas na festa de 28 anos do partido. "

Entrelinhas

Entrelinhas::
"FHC, o bélico

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso escreveu (...) um interessante artigo no qual manda um recado claro para os governadores Aécio Neves e José Serra: quer o PSDB ao lado do DEM, fazendo oposição radical ao governo Lula na eleição de 2010. Aécio hoje não fala mal do governo petista e adoraria ser o nome de Lula na eleição. Serra tem moderado as críticas e já se diz por aí que também não quer fazer campanha com discurso oposicionista. Cardoso ficará sozinho ou conseguirá convencer seus pares de que é preciso bater em Lula para ganhar a eleição?"

Jango foi vigiado

Blog do Noblat :
"Documentos apontam que Jango era vigiado no exílio
De Simone Iglesias:
Documentos da polícia e do Exército do Uruguai até hoje inéditos comprovam que o presidente João Goulart (1918-1976) era vigiado no exílio por ser considerado 'subversivo'. Em documento do Departamento de Inteligência do Exército, o primeiro do governo uruguaio a vir à tona, Jango aparece em lista com outros seis brasileiros por 'estar comprometido com a subversão'.
Abaixo dos nomes, há uma ordem para que 'se tenha conhecimento das atividades das pessoas mencionadas'. Não fica claro a quem ou a quais órgãos a determinação foi dada. Assinante da Folha leia mais em: Documentos apontam que Jango era vigiado no exílio"

É errado votar por amizade?

Não é errado votar num amigo para um cargo públicao como o de vereador. O único problema é que o seu voto terá repercussões e seu voto não deve ser um presente. Lhe sugiro que compre um presente para um candidato amigo, mas vote naquele que você, conscientemente considerar o melhor. As nossas vidas dependem dos nossos votos.

Sinto Vergonha de Mim. Rui Barbosa

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Sua majestade o ladrão

Centenas de privilégios aos ladrãos de colarinho branco. Não temos nem a vergonha de furtar a noite, hoje os amigos do alheio atuam a luz do dia.
O roubo aparentemente tornou-se um símbolo nacional tão forte quanto a bandeira e o hino nacional. E os ladrões dão entrevistas, como se não tivessem nada a explicar, e, ainda procuram manter a majestade, que um dia tiveram ao ocupar cargos públicos para por a mão no alheio.

Manobras

Os governantes manobram com o dinheiro que deveria ser investido na educação e a sociedade aceita pacificamente tudo o que é feito, vozes isoladas se levantam e são sufocadas pelo roldão dos interesses mesquinhos que rondam a educação.

Igreja Unversal X Folha de São Paulo

A Igreja Universal decidiu processar o Jornal Folha de São Paulo. E para isso, está utilizando seus fiéis no Brasil inteiro. Muitos estão vendo uma tentativa de intimidação do Igreja para com certos veículos de imprensa. A Igreja alega que foi vítima de preconceito.

Chávez na Nicarágua



O velho Ciro Gomes de sempre

Ciro Gomes não resistiu já fazia tempo que não largava uma das suas . Fazer o que? Ele mesmo diz que as mãos estão cheia de..., bom assista ao vídeo.
http://mais.uol.com.br/view/1575mnadmj5c/ciro-gomes-e-atriz-leticia-sabatella-batem-boca-no-senado-040270D4B90386

Vida Global

Vida Global:
"Turismo de argentinos no Brasil caiu 30%

O número de turistas argentinos diminuiu em cerca de 30% neste verão, informa o Sindicatos de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Florianópolis, a capital de Santa Catarina.
A maioria veio ao Brasil de carro e ficou três semanas."

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Final de semana chegando

BEM ESTAR

O melhor que pode acontecer na vida de alguém é estar sentindo-se bem, a vontade e em paz com seus semelhantes. Com certeza é a meta de muitas pessoas, espero que você chegue nesta condição, ou já esteja nela. Difícil conseguir isso em uma sociedade, conflitava e injusta como a nossa, mas como não tentar?

Imaginação

Dar asas à imaginação, eis algo necessário para nossa saúde mental. Necessitamos viajar, alongar distâncias, mesmo que sem sair do mesmo lugar.
A nossa imaginação é capaz de produzir prodígios, alguns simplesmente maravilhosos, outros até relativamente simples, mas portadores de energias poucas vezes despertas.
Imagine o que você seria sem a sua imaginação? Pareceríamos um vegetal, em busca de um lugar para satisfazer as nossas necessidades mais primitivas.
Viver entre pessoas pouco imaginativas também nos cobra um preço. Nesses ambientes, só sobrevivemos descendo ao mais simples itinerário da repetição do mesmo. E nada mais perverso para a nossa vida do isso.

As campanhas e o dinheiro

Não damos muita bola, mas uma das coisas que os partidos mais levam em consideração ha hora de fecharem coligações é as possibilidades de arrecadarem dinheiro para fazerem campanha. É nessa hora que o eleitor deveria estar absolutamente atento, e conferir o que os candidatos podem apresentar além de campanhas caras, e sem conteúdo, em propostas e projetos.

Blog do Noblat

Blog do Noblat :
"Três ministros votam pela cassação do governador de SC
Três dos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já votaram a favor da cassação do governador reeleito de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Ele é acusado por adversários de abuso de poder econômico na divulgação de propaganda institucional durante a campanha eleitoral de 2006.
No entanto, o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Marcelo Ribeiro, que pediu para analisar o caso. Não há previsão para quando o recurso voltará a ser julgado. Leia mais em: TSE: três ministros votam pela cassação do governador de SC"

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Cartões Corporativos

Esse negócio dos cartões corporativos, já vem pipocando há muito tempo. Agora o negócio ganhou o status de escândalo nacional. Deve ter abusos sim, e não deve ser só no governo federal.

Os comunistas estão trabalhando

Os militantes, simpatizantes e dirigentes do PC do B em Caçador estão trabalhando no silêncio, e com método. Não digam que será uma surpresa, se no pleito de outubro os comunistas com apenas uma ano de vida em Caçador elegerem o seu vereador.

Os centenários

O Brasil possui uma média de seis pessoas por cidade, com mais de cem anos de idade. O que vamos fazer para que esses centenários vivam com dignidade?

Salve!

Salve! As centrais sindicais, depois de uma longa hibernação, parece que vão iniciar uma campanha, pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Antes tarde do que nunca.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

PT E PMDB II

PMDB de Caçador ainda não desistiu de aliança com o que chamam de irmão mais novo, o PT. Faz 20 anos que estão tentando, vai que conseguem.

Parceria (Trocar link)

Quem estiver interessando em trocar link comigo, deixe o endereço nos comentários

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Brasil e Bolívia

Blog do Noblat:
"O que nos diferencia da Bolívia
A frase do dia é inacreditável. Como um homem, um ministro de Estado, pode dizer uma barbaridade dessas?
Em primeiro lugar, seu Paulo Bernardo, ao assumir o governo, constatadas irregularidades graves no governo anterior, o Lula deveria ter botado a boca no trombone.
Em segundo lugar, depende do Governo Lula a abertura dos 'sigilos'. O comando, infelizmente, está nas mãos dele.
Em terceiro lugar, será que o Brasil jamais se livrará de figuras como as que mandavam no país nas décadas de 50, 60, 70, 80, 90? Raios, que grude! Morrem alguns, outros sobrevivem, outros vão nascendo, crescendo e ficando iguaizinhos. Isto aqui só tem uma diferença da Bolívia: é milhões de vezes maior."

Governo prepara anistia para desmatadores

Blog do Noblat :

"Governo prepara anistia para desmatadores
Ante alta da devastação, idéia é reduzir área intocada das propriedades de 80% para 50% e reverter perda total
De João Domingos:
Para tentar reduzir e compensar o desmatamento na Amazônia Legal, o governo planeja dar uma anistia a quem derrubou ilegalmente a floresta.
Pela medida em estudo nos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, empresas e agricultores poderão manter 50% das fazendas desmatadas, voltar à legalidade e ter direito ao crédito agrícola oficial se aceitarem recuperar e repor a floresta dos outros 50% das propriedades. Feitas as contas, se a decisão for adotada, o governo vai legalizar em torno de 220 mil quilômetros quadrados de Amazônia desmatada ilegalmente, uma área correspondente à soma dos Estados do Paraná e Sergipe.
A obrigatoriedade estabelecida no Código Florestal, de manter reserva legal correspondente a 80% do tamanho do imóvel, podendo desmatar e produzir nos demais 20%, continuará valendo para quem não derrubou a mata ou para quem adquirir propriedade nova. Leia mais no Estadão"

Péssima Notícia

Blog do Noblat :
"Baleado no estômago o presidente do Timor-Leste
O presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, foi baleado na manhã desta segunda-feira (ainda neste domingo no Brasil) em um ataque contra sua casa, na capital do país, Dili. No atentado morreu seu segurança, segundo disse o porta-voz do Exército, Domingos da Câmara. Ramos Horta, segundo as primeiras informações, foi baleado no estômago e estava sendo operado por médicos na base militar australiana em Dili. As tropas australianas participam da missão de segurança da ONU no país."

domingo, 10 de fevereiro de 2008

PT E PMDB

Sou capaz de apostar que a aliança PT E PMDB em caçador não sairá, e, é bom que não saia, os caçadorenses, acima dos cálculos políticos, merecem ter opções de voto no próximo pleito.

Liberdade para matar!

Continua forte a pressão para que se continue vendendo livremente bebidas alcoólicas nas margens das rodovias federais. Ora, deveria ser proibido a venda em todas as rodovias brasileiras, o que a turma quer é liberdade para que se continue matando livrevemente nas nossas rodovias. Verdadeiros bandidos tem circulado com a cara cheia de bebida por nossas rodovias. Tem que proibir mesmo, parar, multar, prender, retirar a habilitação. Porque? Como são tratados os homicidas. Assim deve serem tratados os homicidas do Trânsito.

QUE COISA!

Blog do Noblat - Ricardo Noblat: O Globo Online: "Cartão - Governo Lula deveria ser elogiado, diz Tarso
'O governo Lula deveria estar sendo elogiado pela transparência que foi inaugurada por ele. Esse é um tema colocado pela imprensa e pela oposição. Queremos investigar e vamos investigar o uso dos cartões nos últimos 10 anos e aí vamos ver que vai dar o governo Lula na ponta como quem mais combate a corrupção'. (Tarso Genro, ministro da Justiça, ao chegar hoje para a reunião do Diretório Nacional do PT, em Brasília."
COMENTÁRIO:
Que coisa ministro, e o senhor já foi considerado um dos maiores intelectuais do PT.

Será que os militares estavam certos?

São tantas as acusações contra a midia, também chamada de golpista, que somos tentados a acreditar que os militares tinham razão, quando censuravam os jornais, matavam jornalistas, prendiam e torturavam. Será que seríamos um país melhor com um mídia, digamos estatal, exclusivamente, noticiando só o que os governos querem?

Mauricio Rands

Mauricio Rands, PT de Pernambuco, vai ser o novo líder do governo na Câmara. Tem um narizinho e uma arrogância, típico de alguns líderes políticos no congresso nacional.

Ainda tem viúva chorando

Quase dois meses depois da morte da CPMF ainda tem viúva chorando.

Recordnews

E a Recordnews prometeu jornalismo 24 horas, até agora só realizou plenamente é manter um plantão policial que ultrapassa metade da progamação. É isso ou estão muito enganado. É cobertura absoluta em qualquer ocorrência policial que aconteça em SP. Venderam gato por lebre.

Voltei aos filmes

Nessas férias aproveitei para assistir alguns filmes que há muito tempo gostaria de ter assistido fiquei quase dois anos afastado dos filmes, por razões um tanto quanto aleatórias, acho que foi bom, pois assim tudo nos últimos dois anos soa como novidade.

Ele é um intelectual

Bento XVI, antes de ser Papa, era um reconhecido intelectual da Igreja Católica. Difícil mesmo é torná-lo tão popular como João Paulo II.

São as razões do coração

Curioso em Belo Horizonte tucanos e petistas encenam uma aliança para disputar a eleição municipal. Que coisa, enquanto em SP, parecem inimigos mortais, em Minas encenam casamento. São as razões do coração.

Serviços

A internet oferece infinitos tipos de serviços, alguns inclusive ilegais. O melhor é abrir o olho.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Descanso.

A falta de efetivos momentos de descanso pode nos cobrar um preço alto em determinados momentos das nossas vidas.

Asprilla



Brasil, campeão

Osiris Lopes Filho*
Tão logo o povo brasileiro livrou-se da CPMF, parlamentares ávidos de promoção política começaram a hastear a bandeira da saúde, pretendendo criar tributo cuja arrecadação lhe seria destinada.E o governo Lula retirou do lixo das finanças públicas velhos expedientes, carcomidos pela obsolescência, como o aumento irracional de tributo – imposto sobre operações financeiras – que alcança atividades essenciais e estratégicas: crédito, seguro, câmbio e valores mobiliários, cuja vítima será o povo consumidor, uma vez que a carga decorrente será incorporada, como custo, ao preço dos produtos e serviços, praticado no mercado.Trata-se de manipulação tributária, cujo pressuposto é o desconhecimento da população acerca do funcionamento dos tributos, como componente dos preços que se formam na economia.A indignação popular e empresarial que tal indecência manipuladora provocou indica que houve um aprendizado, por parte das vítimas da extorsão praticada e que, cada vez mais, fica difícil a utilização pelo governo de tal expediente, de atribuir ao povo o ônus da sua imprevisão e incompetência. Esfola-se o povo. Todavia, o espoliador não consegue manter a postura de bom moço.A voz da indignação popular e empresarial acusa, com procedência, a carga tributária do país de ser a maior do mundo. Alguns técnicos amestrados, pressurosos, correram a contestar tal afirmativa. Disseram que, em 2006, a carga tributária (somatório de todos os tributos arrecadados pelo poder público) situou-se em torno de 36% do Produto Interno bruto (PIB), ao passo que a carga dos países da União Européia situa-se em 40% do PIB, e que na Escandinávia – Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega – a carga tributária fica em torno dos 50% do PIB. Portanto, a do Brasil não seria a maior do mundo; pelo contrário, na escala da intensidade, o fardo tributário carregado pelo nosso povo seria classificado como de peso médio.Essa relação entre carga tributária e PIB é uma medida para se estabelecer comparabilidade entre os diversos países. Constitui uma primeira aproximação da questão. Paga-se tributo não para engordar o Estado e os titulares do poder, mas para o poder público realizar a sua missão de garantir o bem-comum, o bem estar dos cidadãos, fornecendo serviços básicos – educação, saúde, urbanização, água, esgoto, saneamento, previdência, assistência social, segurança – em nível decente e digno.Não há, no Brasil, equilíbrio entre o que se arrecada e o que o poder público, de seu lado, fornece em serviço e obras públicas. Morre-se nas filas dos hospitais, morre-se em acidentes nas estradas (decorrentes de sua má-conservação), morre-se vitimado por bala perdida nas ruas, morre-se de febre amarela, pois não se vacinou adequadamente o nosso povo.O funcionamento do Estado brasileiro é calamitoso. Insuficiente. Não realiza adequadamente a sua missão É inadimplente, pois não retribui ao povo, o que arrecada extorsivamente. A pressão tributária padecida pelo cidadão brasileiro é brutal e não tem retribuição adequada. Realmente, considerada a insuficiência da ação estatal em retribuir ao povo o que obteve a título de tributos, somos campeões no campo da carga tributária. Conquista de triste campeonato.
Osiris de Azevedo Lopes Filho, Advogado, Professor de Direito na Universidade de Brasília – UnB – e Ex-Secretário da Receita Federal.


50 BELOS GOLS

Comentários

Ouça o comentário de Lúcia Hypolito sobre:
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A Reforma Ministerial
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A Posse de Edson Lobão:
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Charge

Prefeitos deveriam ser proibidos de viajar

Pensando bem, os prefeitos deveriam ser proibidos de viajar. teriam que ficar vendo aquilo que não fizeram para melhorar o lugar onde vivem.

O que fazem com o dinheiro?

O que faz a CUT com todo o dinheiro que arrecada dos professores catarineneses, filiados ao SINTE?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Obviedades

Que País é Este? Era o título de uma música do famoso cantor Renato Russo. Pois esse país é aquele onde temos vergonha de dizermos algumas obviedades.
Somos uma nação de velhacos, covardes, larápios, medíocres, amigos do alheio, nossos ídolos são do tipo macunaíma.
Somos a pátria do contentamento imbecil, a nação dos rubinhos, dos planos mirabolantes que se perdem na roubalheira de sempre.
Somos o país do futuro, daquele futuro que não chega nunca, e de um presente onde sempre tem alguém passando a mão na carteira do vizinho.
Somos a pátria dos políticos sacanas, que dizem uma coisa para você, e depois fazem outra coisa, mas você já sabia o que ele iria fazer, mas vota para provar que é mesmo um imbecil.
Aceitamos como absolutamente normal, aquilo que deveria deixar a todos revoltados.
Originalmente publicado em oito de julho de 2007

Com qual combustível rodamos

É sempre bom vermos quais as coisas que efetivamente nos movem. No entanto nem sempre conseguimos visualizar corretamente aquilo que nos movimentaa.
Em muitas situações achamos que somos movidos por uma determinada coisa, mas o nosso motivador é bem outro. Por isso estar atento aquilo que nos joga para a frente é sempre importante.
Se não sabemos com qual combustível rodamos, mais riscos temos de ficar na estrada.

A Igreja e o aborto

Blog do Noblat :
"Igreja lança sua maior ofensiva contra o aborto no Brasil
De Vannildo Mendes e José Maria Mayrink:
Sob o lema “Escolhe, pois, a vida”, adotado pela Campanha da Fraternidade de 2008, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou ontem a maior ofensiva da Igreja contra a proposta de legalização do aborto no País. Também estão sendo combatidas quaisquer intenções de se permitir eutanásia (procedimento que antecipa a morte de um doente incurável) e pesquisas com embriões humanos. "

Por uma sociedade ecossocialista

Uma das principais bandeiras do ex-deputado federal João Alfredo é a luta pela defesa do meio ambiente. Mestre pela UFC (Universidade Federal do Ceará) em Direito Ambiental, participou das comissões de meio ambiente em seus mandatos tanto na Assembléia Legislativa do Ceará como na Câmara Federal, além de ter integrado o Conselho Estadual do Meio Ambiente.
João Alfredo presta consultoria ao Greenpeace, que atua internacionalmente em questões relacionadas ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável. Na primeira parte desta entrevista, ele fala sobre os desafios no combate aos transgênicos e sobre a importância dos movimentos socioambientais para a construção de uma sociedade comprometida com os diversos aspectos da sustentabilidade.
ADITAL - Como o senhor começou a se envolver com questões ambientais e, especificamente, com o trabalho do Greenpeace?
João Alfredo - A minha militância ambientalista vem desde a época em que fui eleito pela primeira vez deputado estadual então pelo PT, no Ceará, em 1986. Em todos os meus mandatos (três de deputado estadual e um de deputado federal) participei, como membro, das comissões de meio ambiente, tanto da Assembléia Legislativa, como da Câmara Federal. Integrei, por vários mandatos, o Conselho Estadual do Meio Ambiente. Fundei, com outr@s companheir@s, o Instituto Ambiental de Estudos e Assessoria. Defendi dissertação, para alcançar o grau de mestre, na UFC, na área do Direito Ambiental. Por tudo isso, fui convidado pelo Greenpeace para prestar consultoria na área de políticas públicas, em especial na questão da Amazônia e do combate aos transgênicos.
ADITAL - Qual o papel dos movimentos sociais no que se refere ao desenvolvimento sustentável?
João Alfredo - Os movimentos sociais, ou, melhor dizendo, os movimentos socioambientais têm um papel fundamental na luta pela sustentabilidade, em seus aspectos social, ambiental, ético, cultural, étnico e político. É essa visão ampla, sistêmica, de sustentabilidade que pode conceituar melhor esse novo padrão civilizatório que queremos construir, uma vez que o conceito de desenvolvimento sustentável se encontra bastante desgastado, pelo seu uso, de forma, muitas vezes, oportunista por quem não tem compromisso nenhum com um modelo novo de sociedade. Digo que é fundamental, porque são essas comunidades mais tradicionais, mais sofridas, que vêm, a um só tempo, sofrendo mais diretamente com a degradação e a poluição, mas, também, resistindo ao atual modelo (e seu modo de produção capitalista), gestando as sementes dessa nova sociedade. Assim é com os índios, ribeirinhos e seringueiros da Amazônia, que resistem ao avanço do agronegócio sobre a floresta; com os pescadores em todo o nosso litoral, na luta contra a carcinicultura e o turismo predatório; na articulação de agroecologistas, camponeses e ambientalistas contra os organismos geneticamente modificados (transgênicos ou ogm) e a monocultura, seja ela dos eucaliptos, seja da cana, seja da soja, seja da pecuária. Enfim, é essa aliança entre os movimentos sociais e ambientais que está forjando as bases dessa nova sociedade. Uma sociedade socialmente justa e ambientalmente equilibrada. Uma sociedade ecossocialista.
ADITAL - Muitas críticas já foram feitas em relação às decisões da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança sobre a liberação comercial de organismos geneticamente modificados. Como o Greenpeace monitora essas deliberações e quais as críticas acerca da Lei de Biossegurança?
João Alfredo - O Greenpeace faz parte, ao lado de outras entidades dos movimentos sociais, ambientalistas, camponeses e de consumidores, de uma campanha nacional chamada "Por um Brasil livre de transgênicos". É a campanha que tem acompanhado as reuniões da CTNBio, demandado a Justiça, mobilizado parlamentares, pressionado o governo e feito manifestações contra as liberações irresponsáveis e ilegais que estão ocorrendo no Brasil, principalmente no que concerne ao milho transgênico. Essas liberações têm sido feitas contra a própria Lei de Biossegurança - que não é um bom instrumento (pois retirou atribuições importantes dos ministérios do Meio Ambiente e da Saúde) - ao ponto de dois órgãos do próprio governo - o Ibama e a Anvisa - terem recorrido contra essa liberação. Isso porque não haviam sido realizados, pelas empresas, estudos que pudessem garantir a não existência de impactos sobre a saúde humana (principalmente para recém-nascidos, lactantes e gestantes) e o meio ambiente. Hoje, essas liberações - feitas por uma comissão, a CTNBio, majoritariamente formada por representantes ligados às multinacionais de sementes trasngênicas - se encontram suspensas pela Justiça e aguardando uma posição do Conselho de Ministros do Governo Federal (que deve julgar os dois recursos já mencionados).
ADITAL - A questão dos transgênicos vem chamando atenção por meio dos protestos dos agricultores que vêem suas plantações contaminadas. Como a sociedade civil pode se proteger dos malefícios causados pelos transgênicos?
João Alfredo - Primeiro tomando conhecimento da situação e consciência dos riscos que representam os transgênicos. Como consumidores, rejeitar os transgênicos e priorizar produtos da economia camponesa e da agricultura ecológica. Como cidadãos, protestar contra as ações e omissões do governo, inclusive exigindo a rotulagem de produtos que contenham ogm, como manda a lei, para que possamos exercer o direito de opção quanto à nossa alimentação. (Envolverde/Adital)

Testemunhos da variação climática

O professor Luiz Pessenda e sua equipe de seis alunos trabalham nos mangues da Ilha do Cardoso na reconstrução do paleoambiente, isto é, no estudo do que ocorreu no Brasil nos últimos 40 mil anos em relação ao clima e à vegetação. Esse espaço de tempo é determinado pela capacidade máxima de detecção do tempo pelo método do Carbono 14, que, segundo Pessenda, é extremamente confiável e de uso universal. Trabalhos semelhantes o professor associado da USP já realizou na Amazônia, especialmente na Ilha de Marajó.
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A datação de materiais interessa a pesquisadores de muitas áreas do conhecimento, especialmente arqueólogos, geólogos, químicos e físicos como o próprio Pessenda, que é formado na Unesp de Rio Claro, tem mestrado e doutorado em química analítica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP de Piracicaba, especialização em solos e nutrição de plantas pelo Cena e fez pós-graduação em isótopos ambientais no Canadá.
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Para entender o clima atual é preciso conhecer o clima do passado. Muitas instituições e empresas interessam-se por isso. Entre 60% e 70% das pesquisas e dos exames feitos no laboratório do Cena têm caráter de cooperação científica e acadêmica, e pelo menos 20% são prestação de serviço. Com a Vale do Rio Doce existe convênio, pois a empresa de mineração possui reserva de 23 mil hectares de mata atlântica em Linhares (ES) e está interessada em prestigiar e dar apoio logístico a pesquisas científicas sobre solos, botânica, animais e aves, entre outros aspectos. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) não recusa ajuda a projetos do Laboratório de Carbono 14, cujo curso é avaliado pela Capes com nota máxima.Empunhando um “testemunho” do mangue, tubo de aproximadamente 1,80m cheio de material para análise, Pessenda informa que será uma tarefa para alguns meses.
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Dentro do tubo de alumínio pode haver vestígios de ossos, carvão, madeira e conchas – tudo será datado. É possível que os resultados indiquem que em outros tempos a conformação da Ilha do Cardoso e demais áreas do litoral brasileiro tenha sido bem diferente do que é hoje, e até que tenha havido várias glaciações. O clima de épocas antigas tinha suas peculiaridades, porque não sofria interferência do homem. Atualmente, a atuação humana força mudanças.
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Um dos integrantes da equipe de Pessenda, Antonio Álvaro, que acaba de concluir o curso de Biologia na Esalq, confirma que há indicação de que o nível do mar pode ter sido mais baixo do que agora, ou que tenha variado algumas vezes, assim como o clima variou entre períodos secos e úmidos. Outros pesquisadores que ao meio-dia da segunda-feira passada acabavam de retornar da Ilha do Cardoso, suados e enlameados, eram Mariah Izar Francesquini e Jaime Rissi Passarini. Uma parte da equipe recolhe material da mata, outra do mangue, e cada pesquisador faz no laboratório a análise do material que coletou. No final é feita uma apresentação do conjunto, que servirá de subsídio para o estudo mais completo do quaternário na Ilha do Cardoso.

(Envolverde/Jornal da USP)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Lúcia Hypolito afofa o PMDB

OUÇA O COMENTÁRIO:
http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/politica.asp

A arte de falar sozinho

Escrito por Gabriel Perissé
28-Nov-2007


Observem. Pelo menos na cidade de São Paulo tenho visto muitas pessoas falando sozinhas. Não deve ser fenômeno apenas desta cidade de correrias sem destino. Talvez não seja fenômeno exclusivo de grandes cidades. Talvez seja fenômeno mundial.

Rubem Braga, em alguma crônica, escreveu que Paris era indiscutivelmente uma boa cidade para se falar sozinho na rua, mesmo em português. Toda rua é palco para monólogos com ou sem audiência atenta.

Sempre houve pessoas falando sozinhas na rua, gesticulando, olhando o infinito. Nem sempre é loucura. Ou nunca é loucura. Ou então somos todos loucos, porque todos falam sozinhos. Pensar é falar consigo mesmo. Dialogar com outras vozes habitantes em nós. Somos legião. Moram em nós outras vozes, com as quais concordamos ou discordamos o tempo todo.

Aliás, há pessoas que, até quando falam com alguém, sozinhas estão falando, porque não estão realmente falando com o outro. Estão apenas falando. Falando consigo mesmas. Não querem ser compreendidas ou rejeitadas. Querem falar porque precisam falar. O outro poderia ser uma parede. Poderia ser um espelho.

Há pessoas que conversam com objetos, outra forma de falar sozinhas. Há pessoas que dirigem palavras ao computador. Xingam o computador. Pedem que ele não trave. Pedem que ele colabore.

Rezar é falar sozinho? Sonhar é falar sozinho? Cantarolar uma música é falar sozinho? Falar sozinho é conversar com o diabo?

Também falam sozinhos aqueles que escrevem. O leitor não está ali. Falamos sozinhos, ou com as palavras conversamos. E o leitor, depois, ao ler o texto, também está falando sozinho. O autor não está ali, apenas a sua sombra, o eco, a imagem, a lembrança, a palavra.

José Angelo Gaiarsa, no livro As vozes da consciência, de 1991, afirmava algo insólito: “a finalidade última do homem é falar sozinho”. Uma frase talvez ridícula, pensava o próprio autor. Mas essa frase algo me diz. Converso sozinho com a minha consciência, e a minha consciência conta-me coisas.

Falar sozinho não é egoísmo, não é idiossincrasia, não é problema. É solução. É saudável introspecção. Falando de mim para mim, eu saio de fora para dentro. Saio da dispersão, entro em contato com esse estranho eu que eu sou.

O poeta português José Gomes Ferreira disse tudo: “Que o primeiro poeta que nunca falou sozinho pelas ruas se levante e me atire a primeira estrela!”.


Gabriel Perissé é doutor em Educação pela USP e escritor.
Web Site: http://www.perisse.com.br/

Provocações

Na atividade política as provocações exercem um papel de destaque, vide o comportamento do presidente Hugo Chávez um provocador por excelência. Ele provoca a todo o momento os EUA, sempre na expectativa de se projetar no noticiário internacional, e forçar os EUA a algum tipo de resposta. Freqüentemente as autoridades americanas calam, certas de que poucos dão credibilidade a Chávez.
Os EUA, podem estar subestimando o poder das provocações periódicamente lançadas pelo presidente venezuelano.

O MEC

O MEC sob a gestão de Fernando Haddad é um caso raro de sucesso. Pouco faz, e todo mundo finge que está satisfeito. Temos um ministro, boa pinta, mais parece um ex-modelo aposentado, dá entrevistas, coloca as idéias direitinho, na televisão, mas não vemos nada chegar até as escolas.
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É, portanto, o ministro perfeito, fala bem, é bem educado, serve para engordar as estatísticas furadas do governo, não desagrada a elite, que não depende das escolas públicas, e todo mundo aplaude.
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Falou-se tanto, em uma reforma universitária, nada foi feito. Ampliou-se o número de universidades federais, sem nenhuma preocupação com a qualidade e todo mundo aplaudiu.
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E assim vamos indo, de fingimento em fingimento, perdendo preciosas oportunidades de melhorar a educação Brasileira.
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Aliás melhorias o ministro já tranqüilizou, só em 2020, quando espero, profundamente, o senhor Haddad esteja longe do cargo que ocupa.

Como conciliar os antigos credos com as novas convicções?

Nas circunstâncias dos anos 80, frente à grande ofensiva do mal chamado neoliberalismo, e, sobretudo, frente à desagregação fulminante do socialismo soviético e de suas adjacências na Europa Central, a revolução cubana pareceu adernar. Progressivamente, e no desespero, engavetou antigos dogmas igualitaristas e nacionalistas e se abriu para o turismo e para o capital internacional, mantendo, porém, a centralização política e o partido único. Para as esquerdas brasileiras, envolvidas em lutas institucionais democráticas, tornou-se cada vez mais dificíl lidar com a revolução cubana.
Exercitou-se o turismo ideológico, de solidariedade, suscitando entre críticos impiedosos a maldosa asserção de que Cuba transformara-se na Disneylândia das esquerdas. Pequenos grupos ativos ainda tentam manter a chama, organizando eventos e atos públicos de apoio, mas uma grande parte observa com constrangimento as últimas evoluções da política do Estado cubano e as viagens de seu Líder Máximo.
Na luta desigual entre Golias (EUA) e David (Cuba), é quase insuportável não olhar o pequeno com simpatia. Pode ser uma atitude generosa, mas já não tem nada a ver com o internacionalismo revolucionário de antanho.
E assim, nas relações entre as esquerdas brasileiras e a revolução cubana, tão marcadas em outros tempos pelo heroísmo e pela idéia da revolução, sobrou uma certa melancolia. E uma atmosfera de naufrágio.
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Daniel Aarão Reis Filho é professor de História Contemporânea da UFF.

Caçador Online

Caçador Online:
"Moradores apresentam prioridades do bairro Alto Bonito

Ass. Imp. Prefeitura Municipal

O prefeito de Caçador, Saulo Sperotto e o vice-prefeito, Lucir Telmo Christ, receberam nesta quarta-feira, o presidente da Associação de Moradores do bairro Alto Bonito, Alorindo de Oliveira Santos e alguns representantes dos moradores.
Na ocasião, foi apresentada uma lista de solicitações de melhorias no bairro. Dentre as prioridades, estavam o asfaltamento das ruas Elias Biasi e José Raimundo Pierdoná, construção de praça de lazer e um campo de futebol, transporte para crianças até a escola, melhoria no atendimento nos Postos de Saúde dos bairros próximos onde os moradores do Alto Bonito são atendidos, ampliação da rede de água até o Hidrante do Sesi e a substituição de lâmpadas em um trecho da SC 451, entre o Pet e o Mercado Santa Fé.
O prefeito explicou sobre cada uma das solicitações, a maioria já em andamento ou processo de licitação na prefeitura. “As ruas solicitadas, por exemplo, já encontram-se listadas para a primeira etapa do cronograma de asfaltamento e a rede de abastecimento de água deve ser terminada até o próximo mês”, garante Sperotto.
Ele também comentou que tem grande possibilidade de construção do local de lazer e campo de futebol, conforme solicitado. Além disso, o prefeito se comprometeu em verificar a possibilidade do transporte escolar e da troca da iluminação na região. "

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

As Igrejas gostariam de proibir o Carnaval?

Os Judeus brigaram para proibir a representação do Holocausto na avenida. Podem estar com a razão, mas mais uma vez uma religião entra em choque com o carnaval carioca. Porque tanta discórdia? As Igrejas gostariam de proibir ocarnaval?

Chegando aos 35 anos


Chego, eu, neste seis de Fevereiro, aos 35 anos, feliz mesmo, estava nesta foto, lá pelo fim de 1973. O General Médici prendendo e torturando e eu nem bola, quem derá tivesse permanecido assim, achando que tudo tá sempre numa boa.

Ivete Sangalo Musa do Carnaval Bahiano

Cantar sobre o ovo bom e esconder o gorado

José Nêumanne do Estadão

O carisma do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - ou seu teflon, ou sua blindagem, seja lá o que for - desafia até o senso comum e a sabedoria dos mais velhos. Minha avó paterna, Nanita Germano, dizia duas coisas que a experiência de sua longevidade confirmara e reconfirmara, mas o presidente tem desmentido nestes cinco anos de gestão. A velha sertaneja jurava que “em boca fechada não entra mosquito” e também que “quem fala muito dá bom dia a cavalo”.

Um contemporâneo e como ela natural da aprazível cidade serrana de Luís Gomes, na serra do mesmo nome, no Rio Grande do Norte, o comerciante Gaudêncio Torquato, pai do colega homônimo desta página, ensinava a quem se dispusesse a ouvir a ancestral filosofia dos mascates: “Quem quer vender ouve o freguês e diz amém.”Egresso de outra região serrana de clima frio no meio do sertão, a de Garanhuns, em Pernambuco, Sua Excelência, contudo, pisoteia essas tiradas de lucidez e sabedoria popular com a mesma freqüência com que despreza os cânones gramaticais. Na semana anterior à folga nacional generalizada decretada por Momo, o chefe do governo driblou a coerência (a “virtude dos imbecis”, segundo Chatô, outro “rei do Brasil”), jogou a lógica aristotélica para escanteio e mandou às favas o óbvio ululante, sem, contudo, pôr em risco o apoio da galera nas arquibancadas fiéis.

Lula passou cinco anos comemorando as constatações periódicas feitas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de que a devastação da Amazônia estava sendo detida. Tratava-se de um sofisma simplório: clareiras abertas na floresta para pastagens ou por motosserras continuavam devorando a mata virgem, mas a um ritmo mais lento, como “nunca antes na história deste país”. Com o mesmo ímpeto com que soltava fogos de artifício às boas notícias, contudo, ele vituperou contra a fonte delas quando esta constatou o oposto. Fiel à máxima pragmática que derrubou o sério diplomata Rubens Ricupero do Ministério da Fazenda do governo-tampão de Itamar Franco, de que governos alardeiam boas notícias e tentam esconder as ruins, o presidente cantou sobre o ovo que parecia bom, mas tratou de esconder no borralho o que gorou.

No caminho, passou por cima dos fatos, sem constrangimentos. Diante da constatação do Inpe de que foram desmatados 3.235 quilômetros quadrados entre agosto e dezembro do ano passado, o que fez a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, acionar o alarme, seu instinto de político o fez convocar imediatamente uma reunião com seis ministros para tratar do problema. Depois, seguindo sua estratégia de agir sem pensar muito para não deixar os outros pensarem antes, suspendeu o crédito concedido a agricultores e pecuaristas dos municípios onde mais se desmatou. Da noite para o dia, aos pecuaristas e latifundiários de hábito se juntaram novos vilões: os pequenos agricultores beneficiados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. E resolveu adotar de novo a solução malograda do recadastramento de 80 mil propriedades, com 100 milhões de hectares. Nada disso, é claro, vai deter a velocidade da devastação da floresta tropical, mas também nada disso reverterá sua estratégia do ziguezague na gestão e, sobretudo, no discurso sobre ela.

Com um estoque inesgotável de metáforas e um fôlego que deixa a oposição zonza, ele não avançou um milímetro no rumo do que fazer com uma tragédia que assusta o mundo (daí os simpáticos ingleses do Guardian terem perdido a paciência com ele) e fez baixar uma cortina de fumaça sobre o assunto. Mas não conseguiu ocultar a contradição entre seus ufanistas programas que dependem da expansão da área agrícola (dos quais a estrela é o do biocombustível) e a preservação da mata. Nem esconder a evidência de que o governo federal é, de longe, o maior latifundiário da região, com 76% das terras da Amazônia Legal, e não tem idéia de como cuidar delas, como denunciou, em nota, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Desconhece sua vocação panglossiana, contudo, quem imaginou que isso pudesse abatê-lo. Pois, com a mesma veemência com que açoitou os vendilhões do santuário ecológico devastado, passou a chicotear os alarmistas que se assustaram com o aviso do Inpe. Sem se incomodar com a possibilidade de engolir algum mosquito, quem sabe um transmissor da febre amarela silvestre, comparou: “Você vai ao médico detectar que está com um tumorzinho e, em vez de fazer biópsia e saber como tratar, já sai dizendo que está com câncer.” Como se ele não tivesse passado um mandato inteiro e o primeiro ano do segundo a dar às conclusões do Inpe, até prova em contrário uma instituição científica de sólida reputação, foros de ressonância magnética. E prosseguiu: “É como se você tivesse uma coceira e achasse que é uma doença mais grave.” Ao abandonar o gramado das metáforas futebolísticas e fazer diagnósticos médicos, terá ele confundido prurido com metástase?

Como os ingleses do Guardian não lhe tiram votos nem os pecuaristas da Irlanda alteram seu prestígio nas pesquisas eleitorais, no dia seguinte Lula resolveu atacar os europeus que deixaram de comprar carne brasileira alegando problemas sanitários que qualquer patrício está cansado de saber que existem mesmo em nosso rebanho. E, como a autoridade federal é cúmplice na farta produção de pretextos clínicos para o protecionismo da clientela externa, o presidente resolveu bater abaixo da linha da cintura de quem fica do outro lado do balcão, enxotando as boas maneiras e adotando uma atitude temerária para qualquer bom negociante, como sabia Gaudêncio Torquato, o pai: “Eles têm a ‘vaca louca’ e ficam dando palpite aqui.” Dificilmente perderá um voto com isso, mas, ainda assim, terá perdido, além da razão, uma boa ocasião de ficar calado.

*José Nêumanne, jornalista e escritor, é editorialista do Jornal da Tarde