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quinta-feira, 11 de julho de 2013

MORRER É PRECISO...

Num artigo muito interessante, Paulo Angelim, que é arquiteto, pós-graduado em marketing, dizia mais ou menos o seguinte:

Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas a ausência de vida e isso é um erro existem outros tipos de morte e precisamos morrer todo dia a morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação. Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é óbvio a morte nada mais é que o ponto de partida para o início de algo novo, a fronteira entre o passado e o futuro.

Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente...

Quer ser um bom profissional? Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar só o suficiente para fazer as provas.

Quer ter um bom relacionamento? Então mate dentro de você o jovem inseguro, ciumento, crítico, exigente, imaturo, egoísta ou o solteiro solto que pensa que pode fazer plano sozinho, sem ter que dividir espaços, projeto e tempo com mais ninguém.

Quer ter boas amizades? Então mate dentro de si a pessoa insatisfeita e descompromissada, que só pensa em si mesmo. Mate a vontade de tentar manipular as pessoas de acordo com a sua conveniência. Respeite seus amigos, colegas de trabalho e vizinhos.

Enfim todo processo de evolução exige que matemos o nosso "eu" passado, inferior e qual o risco de não agirmos assim? O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo essa produtividade, e, por fim prejudicando nosso sucesso.

Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram... não se projetam para o que serão ou desejam ser... elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam acabam se transformando em projetos acabados, híbridos, adultos infantilizados. Podemos até agir, às vezes, como meninos, de tal forma que não mantemos as virtudes de criança que também são necessários anos, adultos, como: brincadeira, sorriso fácil, vitalidade, criatividade, tolerância, etc., mas, se quisermos ser adultos, devemos necessariamente matar atitudes infantis, para passarmos a agir como adultos, ou melhor, e evoluído?

Então, o que você precisa matar em si, ainda hoje, é o "egoísmo" é o "egocentrismo", para que nasça o ser que você tanto deseja... pense nisso e morra. Mas, não esqueça de nascer melhor ainda... o valor das coisas não está no tempo em que elas duram , mas na intensidade com que acontecem por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis

E aproveito pra finalizar as palavras de Angelim pra te dizer do fundo da minha alma que você é incomparável e único... Pense nisso! O meu desejo é sempre o maior... o meu maior amor é você... o meu maior amor é teu!
Erocilda Pereira

sábado, 5 de julho de 2008

MUDE!!

As palavras de Clarice Lispector que inundam o nosso coração e nos motiva a buscar novos horizontes ganham vida dentro da nossa alma. A vida é curta de demais por isso não deixe nada pra trás principalmente alguém que vocês ama muito... porque amanhã pode ser tarde em dar uma nova chance... a você em especial eu deixo essas palavras “que nos possamos sempre nos perdoar... que possamos sempre nos reencontrar... nos permitamos a nos amar!”
Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama... depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais... leia outros livros, Viva outros romances
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia... o novo lado, o novo método, o novo sabor,o novo jeito,o novo prazer, o novo amor...a nova vida.
Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações!
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida... compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... tome banho em novos horários
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo!
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena.
Erocilda Pereira

sábado, 1 de dezembro de 2007

Máscaras... cadê a sua?

A origem deste acessório é primitiva. A máscara é um recurso universalmente utilizado para se ocultar o rosto ou parte dele, para ampliar e exagerar a expressão do personagem, do animal ou do deus que ela representa. Em geral, é feita com papel, madeira, argila ou ainda pode ser pintada diretamente no rosto do ator.
As máscaras acentuam ou exageram os traços: um grande nariz na representação do palhaço no circo, ou mesmo o rosto de um ser poderoso, monstruoso como teatro de Bali ou no teatro Nô Japonês.
Usado principalmente também em rituais, o homem as utilizavam para os dias de boa caça, colheita... as danças eram homenagens aos deuses agradecendo pelo sucesso.
Cada máscara com seu significado específico. Ela vive e sobrevive através da história universal percorrendo a linha do tempo.
As máscaras são misteriosas, exalam sentimentos diferentes em cada espectador. São personagens e personagens que nos rodeiam criando fantasias em nossas mentes.
O ser humano transforma-se quando fica com a face encoberta... muda... cria um mundo diferente.
Mas pensando bem não teríamos máscaras a cada situação do cotidiano?
Em cada local entramos e colocamos uma diferente... tiramos do bolso aquela que mais convém.
No trabalho, na balada, ao lado da família cada pessoa é influenciada pelo meio a usar algo diferenciado...
Somos assim disfarçados, camuflados... vivemos atrás de máscaras que caem todos os dias. Ora decepcionando pessoas, ora causando admiração a outras.
Na internet, nos bate-papos os usuários apresentam-se mascarados, é um típico carnaval de Veneza... o interessante é como se comportam... experimente e veja com seus próprios olhos e teclado...como se soltam, se transformam, vivem uma vida que não existe.
As piores máscaras são aquelas cotidianas, são nelas que colocamos nossas expectativas e perspectivas positivas... passamos por cada situação...
Particularmente a ingratidão é a mais dolorida... quando caem... ah... nos perdemos no meio do caminho...
Estive no cinema assistindo “Antes só do que mal casado”. Uma comédia mediana não merecedora de uma nota mais que seis. Retrata com uma dose de humor as facetas de alguém que vive a rotina de um casamento logo na lua de mel. O protagonista namora uma garota por dois meses e se casa... aí começa a rolar a decepção... as máscaras caem... tudo fica insuportável.
Nada mais perigoso aqueles que acreditam nos seus personagens e suas máscaras... Homens que se acham o Super-Homem mostrando aquilo que não são... mulheres que pensam ser Angelina Jolie saem por aí com sua barriguinha transbordando por fora da calça; um visual nada interessante.
Enfim, o ser humano vive na sociedade usando inúmeras “caras”.
Devemos admitir que as haja pessoas que brincam de ser outra, para recordar ou criar situações, improvisar e entrar em ação.
Aproveite suas máscaras, tire-as do armário e use-as... curta o disfarce... a observação , a memória e a imaginação são recursos utilizados para criar as situações e os personagens. Só não vale machucar ou assustar ninguém quando a máscara cair. O importante é se divertir, mas não às custa dos outros.
Erocilda Pereira

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Sou Professor

Como professora há quatorze anos, quero deixar a todos os meus colegas de educação a minha homenagem neste dia tão nosso... tão merecido... somos vitoriosos... guerreiros e responsáveis pelas mudanças do nosso país, mesmo que seja utópico... mesmo que seja em pequenas doses homeopáticas.


Fui muitas pessoas em muitos lugares...
Sou Sócrates, estimulando a juventude de Atenas a descobrir novas idéias através de perguntas.

Sou Anne Sullivan, extraindo os segredos do universo da mão estendida de Helen Keller.

Sou Esopo e Hans Christian Andersen, revelando a verdade através de inúmeras histórias.

Sou Marva Collins, lutando pelo direito de toda a criança à Educação.

Sou Mary McCloud Bethune, construindo uma grande universidade para meu povo, utilizando caixotes de laranja como escrivaninhas.

Sou Bel Kauffman, lutando para colocar em prática o Up Down Staircase.
Os nomes daqueles que praticaram minha profissão soam como um corredor da fama para a humanidade... Booker T. Washington, Buda, Confúcio, Ralph Waldo Emerson, Leo Buscaglia, Madre Tereza, Moisés e Jesus.
Sou também aqueles cujos nomes foram há muito esquecidos, mas cujas lições e o caráter serão sempre lembrados nas realizações de seus alunos.
Tenho chorado de alegria nos casamentos de ex-alunos, gargalhado de júbilo no nascimento de seus filhos e permanecido com a cabeça baixa de pesar e confusão ao lado de suas sepulturas cavadas cedo demais, para corpos jovens demais.
Ao longo de cada dia tenho sido solicitado como ator,
amigo, enfermeiro e médico, treinador, descobridor de artigos perdidos, como o que empresta dinheiro, como motorista de táxi, psicólogo, pai substituto, vendedor, político e mantenedor da fé.
A despeito de mapas, gráficos, fórmulas, verbos, histórias e livros, não tenho tido, na verdade, nada o que ensinar, pois meus alunos têm apenas a si próprios para aprender, e eu sei que é preciso o mundo inteiro para dizer a alguém quem ele é.
Sou um paradoxo.

É quando falo alto que escuto mais.
Minhas maiores dádivas estão no que desejo receber agradecido de meus alunos.
Riqueza material não é um dos meus objetivos, mas sou um caçador de tesouros em tempo integral, em minha busca de novas oportunidades para que meus alunos usem seus talentos e em minha procura constante desses talentos que, às vezes, permanecem encobertos pela autoderrota.

Sou o mais afortunado entre todos os que labutam.
A um médico é permitido conduzir a vida num mágico momento. A mim, é permitido ver que a vida renasce a cada dia com novas perguntas, idéias e amizades.
Um arquiteto sabe que, se construir com cuidado, sua estrutura poderá permanecer por séculos. Um professor sabe que, se construir com amor e verdade, o que construir durará para sempre.

Sou um guerreiro, batalhando diariamente contra apressão dos colegas, o negativismo, o medo, o conformismo,o preconceito, a ignorância e a apatia.

Mas tenho grandes aliados: Inteligência, curiosidade, fé, amor, riso e sabedoria.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

A arte contemporânea invade as ruas de Caçador

Parece que os alunos do curso de Artes Visuais da Universidade do Contestado conseguiram atingir seus objetivos. Ganharam as ruas com suas proposições artísticas. O público que acompanhou as intervenções urbanas se perguntam o que significa aquilo tudo, pois a arte ganha novos espaços que não seja aquele das galerias e dos museus.
Lembro o mistério que rondou as cruzes da professora e artista plástica Neocy Fin de Chapecó. A obra chamou atenção do povo caçadorense sobre seus significados, à exposição que durou alguns meses deixou marcas da arte contemporânea. Algo não muito comum por aqui, mas que aos poucos toma as ruas da cidade.
Muitos acharam que ali devia ter acontecido algum tipo de conflito social, outros já apostavam nas velhas lendas dos assassinos da guerra. Muitos me perguntaram o significado da “obra”, mas não existe uma explicação definida, cabe a cada um fazer sua releitura.
Para os entendidos da arte a exposição foi um sucesso, gerou reflexão sobre o trabalho sensível da artista em relação ao tema proposto. Para os leigos não passou de uma brincadeirinha com a sociedade.
Nesta nova intervenção os alunos da UnC idealizaram uma nova forma de mostrar a arte refletindo sobre a tríade que compõem a produção do sensível: Artista – Obra – Público.
O movimento artístico contemporâneo pra quem não sabe, surge nos meados da década do século XX e vai até os dias de hoje.
A arte adapta-se à funcionalidade, absorve tudo que acontece no mundo; transcende povos, costumes, história, enfim o mundo e sua genialidade. A arte passa por um processo de simplificação do mundo, surge então um novo conceito de modernidade, e a arte moderna apaga-se e dá lugar a pós-modernidade.
Surge um novo período com uma arte renovada, adaptável, prática, funcional, mas ainda sem nome. A arte contemporânea entra em cena quando importantes mudanças no mundo e na nossa relação de tempo e espaço transformam globalmente os seres humanos.
Hoje os movimentos mais célebres estão a Op Art, a Pop Art, Abstracionismo, Arte Povera, Body Art, Internet Art, Street Art baseada na cultura do grafite e inspirada na geração do hip-hop.
Erocilda Pereira