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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Democratas Lulistas

E não que tem membro do outrora combativo partido dos Democratas, doido para passar para o PMDB e aderir ao Lulismo. Não são hilários? Estavam com Serra, mas gostariam estar com Dilma. E não teriam feito aquele corpo mole?

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Os Democratas

Os Democratas andaram meio confusos depois das eleições, até pensaram em se exterminar, seguindo ironicamente a sugestão do presidente Lula. Parece que decidiram continuar existindo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Kassab converteu-se em formiga cortadeira do DEM

Gilberto Kassab tornou-se uma saúva em seu partido. Ou o DEM se livra dele ou ele acaba com o que restou do DEM.

De mudança para o PMDB, o prefeito de São Paulo picota sua quase ex-legenda enquanto arruma as malas.

Jura que a "eventual saída” nada tem a ver com a presidência de Rodrigo Maia, estorvo à fusão do DEM com o PMDB.

Desmente-se ao defender a renovação da direção partidária. "[...] Se os resultados não são positivos, vale a pena fazer uma avaliação".

Avalie-se pois: no alvorecer da campanha, Rodrigo Maia flertou com Aécio Neves. O DEM foi ao colo de José Serra porque o grupo de Kassab prevaleceu.

Difícil saber se Aécio produziria os “resultados” que Kassab reclama. É certo, porém, que a aposta do prefeito desaguou em derrota.

Kassab diz que trabalha pelo “fortalecimento da sigla”. Como assim? "O Brasil precisa de partidos fortes, com propostas claras, e não vejo o DEM nesse rumo".

O prefeito aperta o passo: "Temos alguns meses para que possamos encontrar, quem sabe, esse rumo”.

Soa como se buscasse um atalho capaz de levar o DEM a “retomar a condição de um partido com densidade, dimensão e clareza na relação com a sociedade civil".

Em verdade, a relação que interessa a Kassab estreitar é com a sociedade $ervil. Deseja integrar-se ao consórcio partidário governista.

Uma vitória com Serra representaria para Kassab um prêmio de loteria. Derrotado, tenta virar o jogo de um perde-perde para um perde-ganha.

Achega-se à coligação de Dilma Rousseff na suposição de que pode subverter a lógica que determina aos perdedores o sacrossanto exercício da oposição.

Se Lula tivesse bola de cristal, talvez não tivesse pronunciado aquela frase fatídica: “Precisamos extirpar o DEM da política” brasileira.

Deixando o trabalho à saúva, o presidente livraria sua biografia do constrangimento de uma frase infeliz


Josias de Souza

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

o que os democratas queriam tanto com a indicaçao do vice foram hilários

O que os democratas queriam tanto com a indicaçao do vice de José Serra? indicaram um vice inexpressivo, e, logo eles que chamavam Dilma de poste, indicaram um deputado carioca de poucas expressão, que não atraiu votos nem no RJ, aliás, apareceu muito pouco na campanha, foi uma das tantas rateadas campanha do PSDB. Foram hilários.

sábado, 27 de março de 2010

O DEM na sucessão presidencial

Excluído da chapa do PSDB à corrida presidencial, o DEM vive situação de desconforto político. Tornou-se o patinho feio da oposição, aliado necessário, mas problemático.

Embora tenha afastado os seus filiados que se envolveram no mensalão de Brasília – e, nesse sentido, dado uma lição ao PT, que conservou e prestigiou os seus mensaleiros e aloprados -, o partido saiu chamuscado. E tem contra si o fato de que tudo é muito recente.

O eleitor vota com a memória dos últimos meses. O mensalão do PT ocorreu há cinco anos; o do DEM, agora. Está no noticiário, gerando a cada dia desdobramentos que o expõem.

Por mais que se tenha livrado dos infratores, vê diariamente o epíteto “mensalão do DEM” estampado nos jornais. E paga um preço alto por isso.

A primeira conseqüência é óbvia: o candidato tucano José Serra não o quer por perto. Em política, o contágio é imediato - e evitado. Diante disso, o partido cogita em partir para o tudo ou nada. E isso se materializaria com o lançamento de candidatura própria, mesmo com escassas chances de sucesso.

Está em exame entre os democratas a candidatura à Presidência da República da senadora Kátia Abreu (TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura e líder dos ruralistas. Ela adquiriu projeção nacional quando da extinção pelo Senado da CPMF, há três anos. Foi a relatora da proposta que baniu aquele tributo.

Antes, porém, já se destacava na luta contra as invasões de terra pelo MST. Ganhou destaque com a eleição para a presidência da CNA e, mais recentemente, com a instalação da CPI mista que investiga as atividades e fontes de financiamento ao MST.

É, pois, a única liderança conservadora de projeção no Congresso. Sua candidatura, além de estabelecer um contraponto às demais – que, sem exceção, se apresentam como de esquerda -, propiciaria ao DEM a chance de se defender dos ataques recentes e colocar em exame a agenda conservadora.

Desde o fim da ditadura militar, o receio de ser rotulado como direita fez com que muitos políticos que não avalizam a agenda da esquerda silenciassem. Ou fingissem apoiá-la.

O Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), por exemplo, lançado em dezembro do ano passado, provocou grande reação na sociedade, por mexer em questões tidas como pétreas.

Proíbe o uso de símbolos religiosos em locais públicos, libera o aborto, retira do Judiciário o monopólio de decidir sobre invasões de terra, estabelece censura oblíqua à imprensa, reabre a lei de anistia e prevê critérios do Estado para financiamento de obras culturais, entre outras coisas. Foi criticado e impôs recuos ao governo, mas não por razões ideológicas, mas de disputa de poder.

Essa é a agenda dos chamados movimentos sociais e de ONGs que gravitam em torno deles. Têm hoje presença maciça no governo e nos partidos de esquerda.

Uma eventual eleição de Serra, por exemplo, não baniria esses temas da agenda, nem seus agentes. Poderia impor uma redução de intensidade na ação desses grupos.

Kátia Abreu seria o outro lado dessa moeda, abrindo o debate ao outro pólo, que até aqui só se manifesta – e se impõe – quando a discussão é econômica.

O país, há anos, convive com o paradoxo de sustentar uma economia conservadora ao lado de um discurso político progressista. Essa ambigüidade tem, no plano de governo de Dilma Roussef, calcado no PNDH 3, o primeiro sinal de abalo.

Não se conhece ainda o plano de governo de José Serra, nem o de Ciro Gomes ou Marina Silva, que falam com muita cautela de questões econômicas, evitando falar em mudanças e optando pela evasiva de “melhorar o que está aí”.

Não há dúvida de que uma candidatura conservadora do DEM, mesmo sem chances aparentes, dará outra dinâmica ao debate sucessório, conferindo-lhe efetivo conteúdo ideológico.



Ruy Fabiano é jornalista