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sábado, 5 de fevereiro de 2011

domingo, 2 de novembro de 2008

Colombianos no Brasil

Dezessete mil colombianos vivem no Brasil, para eles nem as FARCs nem o governo da Colômbia parecem terem muito o que dizer.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

COLÔMBIA

COLÔMBIA

As confissões de um paramilitar colombiano


Herbert Veloza, ex-chefe paramilitar colombiano, admite ter assassinado três mil pessoas e revela vínculos com políticos ligados ao governo, militares e policiais. Mais de 60 congressistas da base governista de Álvaro Uribe estão sendo investigados pela Corte Suprema de Justiça e pelo Ministério Público colombiano por vínculos com os paramilitares.

Claudia Jardim - Agência Brasil de Fato

CARACAS - O ex-chefe paramilitar colombiano Hebert Veloza admitiu ter sido responsável junto com seu grupo armado pelo assassinato de mais de três mil pessoas entre os anos de 1994 e 2003. "Calculo que meus dois grupos assassinaram 3 mil pessoas ou mais. Muitos deles eram atirados ao [rio] Cauca", respondeu ao ser questionado quantas pessoas havia matado.

HH, como ficou conhecido Veloza, também reconheceu que morreram mais inocentes que culpados. "Mas assim é a guerra", afirmou em entrevista ao jornal colombiano El Espectador publicada neste domingo. "Matamos muita gente só pelo fato de que eram apontadas", em referência às pessoas que são identificadas como colaboradores ou simpatizantes das guerrilhas colombianas.

Massacres
HH, que foi considerado como um dos mais temidos chefes das paramilitares Autodefesas Unidas de Colombia (AUC), disse ter utilizado a "decapitação" para aterrorizar as comunidades. "Quando chegamos a Urabá decapitamos muita gente, era uma estratégia para promover o terror, para que tivessem mais medo de nós do que da guerrilha".

O paramilitar ingressou no controvertido programa de desmobilização encabeçado pelo governo de Álvaro Uribe, mas perdeu sua condição de "desmobilizado" quando fugiu e teria reingressado aos cartéis armados. Agora, encontra-se preso e aguarda o andamento de seu processo de extradição aos Estados Unidos para ali ser julgado pelo crime de narcotráfico.

O ex-chefe paramilitar revelou também que o grupo atuava em cumplicidade com as autoridades locais para promover os assassinatos." Em Urabá, quando começamos, deixávamos os corpos onde as pessoas eram mortas", relata. "Depois de um tempo o poder público começou a pressionar e (disseram) que nos deixariam continuar trabalhando, mas tínhamos que desaparecer com as pessoas. Assim começaram a surgir as fossas comuns", afirmou.

"Assassinávamos pessoas todos os dias, em todos os municípios de Urabá", acrescentou. Foram nestes mesmos departamentos (estados) de Córdoba e Urabá que se constituíram em 1998, sob o auspício do Estado colombiano, as AUC com o objetivo de combater as guerrilhas FARC e ELN.

Parapolítica
Na entrevista, HH confirmou as ligações de políticos, militares e policiais colombiano com os paramilitares ao afirmar que "os políticos se utilizaram das Autodefesas para alcançar seus objetivos". "Fazem qualquer coisa para chegar ao poder. Nos procuravam para que os apoiássemos, sabendo que éramos ilegais", afirmou.

Mais de 60 congressistas da base governista de Álvaro Uribe estão sendo investigados pela Corte Suprema de Justiça e pelo Ministério Público colombiano por vínculos com paramilitares. Deste grupo de parlamentares, 30 já foram condenados e estão na cadeia.

O escândalo da parapolítica ocorre em meio a uma tentativa de reforma do Judiciário que visa implementar a "imunidade parlamentar" na atual legislatura, fato que na opinião de analistas poderia coibir o julgamento de outros envolvidos com paramilitares.

Ainda na entrevista, o ex-chefe paramilitar HH afirmou que, com sua extradição e a de outros chefes da extrema-direita armada para os Estados Unidos, as vítimas "ficarão sem as verdades". "Uma guerra tão longa e tão atroz não se conta em um mês ou dois meses. Há gente que diz que a verdade não está sendo contada", disse. HH revelou que "há muitos militares que estão incomodados" em referência as possíveis declarações dos ex-chefes paramilitares que estão presos.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

E os reféns?

A morte do fundador e comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Pedro Antonio Marín usava o nome de guerra de Manuel Marulanda e era conhecido como Tirocerteiro, aparentemente não vai significar uma grande mundança de orientação da guerrilha colombiana. Mais de três mil reféns estão em poder das FARCs e a ofensiva do governo colombiano pode significar o massacre de muitos desses reféns. Aguardemos para que o pior não se estabeleça, o governo colombiano também não parece estar muito preocupado com os reféns da guerrilha.

A “democracia à moda colombiana”

A morte de Manuel Marulanda Vélez (Pedro Antonio Marín), não é o fim da insurgência na Colômbia. O líder histórico das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) estava em armas desde a derrota do levante popular do Bogotazo, em 9 de abril de 1948. Neste dia o caudilho liberal Jorge Eliécer Gaitán, advogado, político e líder de uma “cruzada ética nacional”, foi assassinado. O apelo à violência política entre oligarcas deixou a certeza de que as regras de competição política são incapazes de incluir as maiorias empobrecidas.

O episódio desatou a violência social no campo colombiano, num período de conhecido bandoleirismo, cujo saldo foram 300.000 mortos entre 1948 e 1953. Marulanda nasce para a política nessa escola, sendo um mito fundador da rebelião dos pobres. Reforça esta idéia o fato de que todos os acordos entre guerrilhas e governo de turno, desde a campanha eleitoral de 1964, quando o padre dominicano Camilo Torres desiste do protesto pacífico, resultaram em massacre de militantes em plena “trégua democrática”. A experiência das FARC participando da União Patriótica (UP), partido legal que disputaria eleições gerais e legislativas foi terrível. Entre 1987 e 1992, 4.500 militantes foram assassinados, dentre eles, dois candidatos a presidente. O resultado foi o abandono da via eleitoral e o retorno permanente às armas.

Em contrapartida, vejo que a opção pela insurgência não justifica a lógica de funcionamento das FARC. Esta organização jamais poderia tolerar o refino de cocaína e a palma africana nos territórios que controla. Não há esforço de guerra que justifique o latifúndio e talvez este seja um dos motivos porque jamais seja reconhecida como força beligerante. Mas, reitero, o impasse democrático está além das guerrilhas.

Se a democracia formal não garante a participação política é porque na Colômbia é mais seguro ser guerrilheiro do que militante de base. Sem liberdade de reunião, opinião e manifestação, não há jogo democrático que resista.


Bruno Lima Rocha é cientista político.
(blimarocha@via-rs.net / www.estrategiaeanalise.com.br)

segunda-feira, 14 de abril de 2008

FARCs não atuam nas fronteiras brasileiras

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARCs), não atuam nas fronteiras brasileiras, é que as autoridades brasileiras tem afirmado constantemente. Pois bem um problema a menos.

sábado, 5 de abril de 2008

Ingrid Betancourt

A libertação de Ingrid Betancourt virou um movimento internacional, essa semana seu marido esteve no Brasil e pediu a intervenção pessoal do presidente do Brasil. Resta perguntar quantos são os reféns, já ouvi falar em 700 e em 3000 quantos são? Se Ingrid Betancourt for libertada nos próximos dias, alguém ainda vai falar dos outros? Tem gente sequestrada a 11 anos.

TODOS SOMOS INGRID

Colombianos foram as ruas defender a libertação de Ingrid Betancourt, vestidos com camisetas onde se lê "Todos somos Ingrid".

sexta-feira, 4 de abril de 2008

terça-feira, 1 de abril de 2008