terça-feira, 30 de novembro de 2010

E o caseiro Francenildo, hein?

O governo Dilma começa mal quando aponta para a Casa Civil ninguém menos que Palocci, envolvido em diversos escândalos. Por Rodrigo Constantino*

O Estadão destacou em manchete: “Palocci é confirmado na Casa Civil”. O poderoso cargo, que já foi ocupado por José Dirceu, Dilma Rousseff e Erenice Guerra, sempre foi palco de grandes escândalos de corrupção. O governo Dilma começa mal quando aponta para tal função crucial do governo ninguém menos que Palocci, já envolvido em diversos escândalos diferentes. Como diz a máxima: “À mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecer honesta”. O ministério da Casa Civil deveria ser ocupado por alguém acima de qualquer suspeita. Palocci está muito longe de representar algo parecido.

Em 2005, Palocci se viu envolvido no escândalo do “mensalão”, após ser acusado por Rogério Buratti, seu ex-secretário em Ribeirão Preto, de receber entre 2001 e 2004 R$ 50 mil mensais de propina da empresa Leão&Leão, que seria favorecida em licitações da prefeitura. Palocci foi denunciado em 2006 pelo Ministério Público de São Paulo por crimes de formação de quadrilha, peculato e adulteração de documentos públicos. Em 2007, ele foi condenado em primeira instância pela Justiça, por irregularidades em Ribeirão. A lista continua.

Mas o caso que o derrubou do governo Lula, mostrando que estava completa a transformação do médico de fala mansa (Dr. Jeckyl) no “monstro” (Mr. Hyde) do livro de Stevenson, foi a quebra de sigilo do pobre caseiro Francenildo Costa, que era testemunha da presença do então ministro na mansão alugada em Brasília para a chamada “república de Ribeirão Preto”. O episódio, totalmente bizarro, expôs a verdadeira natureza de Palocci.

O uso da máquina estatal como instrumento de espionagem particular é uma das maiores ameaças ao Estado de Direito, e tal crime não pode ser ignorado pelos liberais só porque Palocci tem fala mansa e prega mais austeridade fiscal. O Mr. Hyde sempre estará lá, pronto para vir à tona sempre que for necessário para o projeto petista de poder.

* Rodrigo Constantino é diretor do Instituto Liberal

Pirrotecnia providencial

Porque parte da mídia, aquela cooptada, induz o povo a engolir a gororoba sem mastigar como se fosse mingau , vamos ver o Lula gazeteiro - que nada fez em 8 anos para controlar a entrada de armas e drogas no Brasil - creditar a seu favor o que na verdade não passa de um atestado de ausência e/ou incompetência para resolver este problema.

Na verdade essa ausência sempre serviu ao programático propósito de levar o necessário caos à sociedade, para depois elles construirem sobre os escombros o que entendem por sociedade ideal.

Agora, com total "pirrotecnia" endossada pelas Forças Armadas, vemos a maior engabelação do governo Lula , digna de se tirar o chapéu...em proporções midiáticas mais que nacionais... mundiais!

Reconheço a maquiavélica maestria...é assustadora! Concluo que a decadência mental e moral não é prerrogativa tupiniquim...se lá fora também engolirem essa pílula dourada e venenosa, é sinal de que o mundo inteiro vai mesmo muito mal das pernas.
Postado por
Mara Montezuma Assaf

Dados do IBGE

Segunda Guerra Mundial 15 Ultimos Dias De Adolf Hitl 3/6

Segunda Guerra Mundial 15 Ultimos Dias De Adolf Hitler 6/6

Segunda Guerra Mundial 15 Ultimos Dias De Adolf Hitl 5/6

BBC - Amazônia sofreu destruição de 17% em cinco anos, diz ONU

BBC - Amazônia sofreu destruição de 17% em cinco anos, diz ONU
Em apenas cinco anos, 17% da Flores Amazônica foram destruídos, segundo um relatório prestes a ser divulgado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma). A destruição se refere ao período entre 2000 e 2005. Durante este período foram queimados ou destruídos 857 mil km² de árvores - o equivalente ao território da Venezuela, segundo informações divulgadas pelo jornal francês Le Monde e confirmadas pelo Pnuma à BBC Brasil.

A maior parte do desmatamento ocorreu no Brasil, mas os outros sete países que também abrigam a floresta estão sendo responsabilizados pela Pnuma, com exceção da Venezuela e do Peru. O Pnuma prevê que o relatório final, com mais dados ainda sigilosos, seja divulgado durante o encontro anual de seu conselho administrativo, marcado entre 16 e 20 de fevereiro em Nairóbi, no Quênia.

"A progressão das frentes pioneiras na Amazônia e as transformações que elas introduziram são tantas que o movimento de ocupação dessa última fronteira do planeta parece irreversível", disse o órgão da ONU ao Le Monde.

Além do desmatamento, a grande corrida pela apropriação das gigantescas reservas de terra e das matérias-primas da região também tem um papel importante na deterioração da Amazônia, segundo o jornal.

"O modelo de produção dominante não leva em conta critério algum de desenvolvimento sustentável, conduz à fragmentação dos ecossistemas e à erosão da biodiversidade", afirmou o Pnuma.

A entidade também condenou a situação das populações que habitam a floresta, que "vivem uma situação de grande pobreza". "A riqueza retirada da exploração dos recursos naturais não é reinvestida na região", disse.

O Le Monde conclui o artigo citando que o Pnuma pede um maior envolvimento internacional para ajudar financeiramente os países que abrigam a floresta, e cita como possível caminho o Fundo Amazônia, que prevê o investimento de fontes estrangeiras para desenvolver projetos que combatem o desmatamento.

Charge

Cotidiano - No fogo cruzado

Humor da Caneca Nelson Freitas

Cotidiano - Pequena dúvida

Guerra no RJ - BOPE troca tiros com traficantes

Polêmica. 03/03/2010 - 9h30


Ex-guerrilheiro José Mujica assume a presidência do Uruguai e promete, como Lula, ser conservador na Economia. A velha esquerda está chegando ao fim?
Sim - 52%
Não - 48%
Total de votos: 230

Dilma paga a fatura já na largada

Dilma paga a fatura já na largada

Kennedy Alencar

Ao acolher tantas sugestões do presidente Lula para formar o novo governo, Dilma Rousseff paga já na largada a principal fatura política da campanha eleitoral.

Ela ganhou por obra dele. Tem consciência disso. E é grata a Lula.

A presidente eleita enquadrou auxiliares que andaram lhe dizendo que Lula talvez estivesse fazendo pedidos em excesso. Disse que é uma relação a prova de intrigas.

"É como a relação da mãe que colocou o filho no colo, viu ele crescer e sair de casa, mas ainda faz tudo para protegê-lo", definiu, de acordo com o relato de um auxiliar.

Eleita sob a bandeira da continuidade, surpresa seria ela não dar ouvidos a Lula. Com o tempo, ela terá oportunidade para montar uma equipe mais com a sua cara.

A experiência indica que o ministério da posse sofre baixas numa velocidade de Primeira Guerra Mundial.

Na primeira reforma ministerial de Lula, em janeiro de 2004, seis caíram e três mudaram de postos. Duas pastas acabaram fundidas. Um ministério foi criado.

Dos atuais 37 ministros, apenas 5 estão com Lula desde 1º de janeiro de 2003: Celso Amorim (Relações Exteriores), Luiz Dulci (Secretaria-Geral), Jorge Armando Félix (Gabinete Institucional), Henrique Meirelles (Banco Central) e Guido Mantega (Fazenda). Mantega trocou de posto duas vezes.

Interessa a Dilma usar o escudo político de Lula neste momento. Ela se beneficia da popularidade e do capital político do presidente para tomar medidas duras e negociar com partidos no Congresso. Também poderá dividir a conta de percalços futuros de ministros "lulistas".

Em relação a uma eventual dificuldade de autoridade sobre quem foi seu colega, um integrante da cúpula da transição afirmou, sob reserva: "A Dilma sabe deixar bem claro quem é que manda".

O Mapa

O MAPA

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...

(É nem que fosse o meu corpo!)

Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...

Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso...

(Mário Quintana. Em "Apontamentos da História Sobrenatural")

Renan Calheiros apodreceu_fala Ideli Salvatti

Cotidiano - Apoio ilustre

(25/10/2010) Frei Betto e a instrumentalização da Igreja Católica

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Velhas feitiçarias

Velhas feitiçarias

Para o historiador romano Políbio a história não passava de uma infinita espiral. Tal visão casa-se perfeitamente com, por exemplo, a cosmovisão do hindu ou budista da Samsara, os ciclos reencarnatórios necessários e repetitivos necessários ao aperfeiçoamento e por fim a dissolução do espírito no Nirvana.

Aplicada a política, a visão de Políbio permite traçar alguns paralelos entre períodos encontrando situações comuns para a análise ex post facto adaptada a novas conjunturas.

Esta técnica pode ser muito útil evitando que erros cometidos em situações semelhantes no passado sejam repetidos no presente. Mas também pode se revelar extremamente perniciosa quando os que dela fazem uso pretendem que situações análogas ocorridas no passado sejam idênticas no presente. Não o são por um motivo simples: se a conjuntura não é rainha absoluta da ação, ela acaba tendo sim um papel importantíssimo a desempenhar em cenários políticos.

Toda esta introdução verborrágica e pseudo-intelectualóide vem para que este desimportante escriba interiorano lance seus pitacos para o período pós e pré-eleitoral. Sim. Também para o período pré-eleitoral, porque ali foi condicionada e arquitetada boa parte da derrota da oposição.

Aécio e o Tancredismo


Aécio Neves da Cunha, neto e herdeiro político do saudoso Tancredo Neves, vem desde 2002, quando venceu sua primeira eleição para o governo de Minas Gerais, tentando construir uma estrada que o leve ao Planalto. Desejo legítimo, afinal, a ambição pelo poder maior é o motor primordial da política. Entretanto, cumpre-se analisar como este desejo tem prejudicado de maneira bastante aguda o agrupamento político do qual Aécio, ao menos em tese, faz parte, a centro-direita brasileira.

Aécio tem pautado seu discurso, mais das vezes, por um regionalismo que em pleno século XXI, em um período de economia globalizada, quando mesmo o conceito de nação vai perdendo cada vez mais importância, encontra-se completamente fora do lugar.

Justiça seja feita: o tal do regionalismo nem chega a sair da lavra do próprio Aécio, que ao menos em declarações públicas costuma ser muito mais ponderado, digno e leal do que seus áulicos. Mas fato é que o líder mineiro tem permitido que em seu entorno tais teses floresçam e prosperem, ganhando corpo especialmente na opinião pública mineira, que vale lembrar, representa o segundo maior colégio eleitoral do país.

O resultado, óbvio, evidente, inescapável, é que os favorecidos por tal ambiente em Minas Gerais tem sido justamente os maiores inimigos (não, o PT não é um simples adversário. É um verdadeiro inimigo da democracia) do campo político do qual Aécio faz parte.

Vitórias seguidas do PT nas eleições de 2002, 2006 e 2010 no território mineiro não me deixam mentir. É matemático. Ao incentivar a voga de que "Minas merece um presidente", "Minas não aceita mais se submeter a São Paulo" e outras bobagens sem par, Aécio da Cunha Neves, seus áulicos, o PSDB mineiro e mesmo uma certa intelectualidade, encastelada em grande parte na imprensa anti-PSDB nacional, conseguem um único resultado: ajudar o PT a se manter no poder com a maior das facilidades.

Retomemos o fio do Tancredismo. A corrente política criada por Tancredo serviu muito bem para um determinado momento da conjuntura nacional: a redemocratização de 1985. Por quê? Very, very simple. As eleições foram indiretas. Era preciso partir de uma base local forte, que desse poder de fogo diante dos convencionais. O motivo de Tancredo ter sido o candido pelo PMDB e não o eterno presidente da legenda, Ulysses Guimarães, é tão somente este: Tancredo tinha um governo de estado para "operar", Ulysses não.

De Minas, Tancredo só conseguiu a unidade de correntes políticas tão díspares como os liberais da Arena, que depois formaram o PFL e dos esquerdistas do PMDB, por um único motivo: havia a bandeira da redemocratização do país. Fora disso, tal aliança era simplesmente impossível de ser reproduzida.

A impressão que se tem, às vezes, analisando o neo-Tancredismo redivivo no Aecismo, é que os áulicos, a intelectualidade em órbita e last but non least, do próprio Aécio Neves, é que estão tentando repetir uma estratégia política cujo prazo de validade venceu há exatos 25 anos.

Lulismo e o Neo-Getulismo


Voltemos a Políbio e encaremos a história como uma grande espiral repetitiva. Neste contexto, Lula parece ser o Getúlio do século XXI. É claro que as bases sociais e políticas mudaram. É óbvio (ás vezes os aecistas parecem não dar muita bola para isso) que a conjuntura, especialmente a conjuntura econômica é radicalmente distinta. Mas fiquemos com a semelhança.

Primeiro, Lula é fruto do neo-trabalhismo, oriundo do novo sindicalismo do ABC paulista, um sindicalismo ad infinitum mais capitalista que aquele criado por Getúlio a partir da CLT e do verticalismo estadonovista. Mas ainda assim, não deixa de ser um herdeiro moderno do sindicalismo getulista. Sendo assim, o PT seria uma espécie de PTB moderno.

Mas aí há que se abrir um parentêse: enquanto o PTB assentava-se apenas na máquina sindical, o PT logrou ir muito além. Se espraiou pelo campo, modelando via Igreja católica "progressista" uma sólida aliança com movimentos campesinos, por fim centralizados no MST. Ganhou a adesão da intelectualidade "progressista". E aquela mesma Igreja "progressista" que celebrou o casamento de PT e MST, garantiu ao partido em seus primórdios uma capilaridade pelos rincões brasileiros inimaginável para o velho PTB.

O esquema de hoje é infinitamente mais profissional do que o de antanho. Os sindicalistas do PT controlam hoje fatias gigantescas do capital nacional via fundos de pensão. Uma gentileza, que como tantas outras, devem ao período de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) na presidência. Só este pequeno detalhe já mostra a diferença de força entre o velho e o novo sindicalismo.

O grupo de Aécio acha que discursos de união farão esta gente abrir mão de seu poder espontâneamente, quando contam com todos os instrumentos para mantê-lo e ampliá-lo? Aécio acha que a sua oferta de aliança estapafúrdia, cuja construção começou na prefeitura de Belo Horizonte, faria o PT abrir mão da presidência em troca do Palácio da Liberdade? De fato tais análises sugerem que Aécio, seus áulicos e seus candidatos a intelectual subestimam demais a inteligência político-estratégica do petismo.

JK e a saída Juraci

Corria o ano 1959 da Graça de Nosso Senhor, quando Juscelino Kubitschek, preocupadíssimo com seu retorno ao poder em 1965 reuniu um grupo de políticos e assessores para traçar a melhor estratégia. Vários cenários foram estudados e um dos cenários em que mais se investiu foi o de uma candidatura de "unidade nacional". No entender de JK, o próximo quinquênio seria de recessão e o presidente que assumisse fatalmente teria de tomar medidas impopulares para conter o descontrole inflacionário que fatalmente adviria da irresponsável política fiscal "desenvolvimentista" aplicada durante seu governo.

A mágica era simples: tentar fazer candidato pela UDN, principal partido de oposição a JK, Juraci Magalhães, que dentro de sua legenda havia tentado ser um "moderado", liderando a ala que várias vezes no Congresso apoiou o governo de JK. O PSD de JK, sem candidato, ficaria de fora do pleito. Passado o quinquênio, com Juraci fazendo o trabalho de pôr a casa que JK havia deixado bagunçada em ordem, o malandro Juscelino voltaria nos braços do povo com o seu bom e velho desenvolvimentismo.

Não deu certo, já que estas bruxarias saídas das plagas das Gerais costumam nunca dar certo. Exceto em uma conjuntura excepcional como a que elegeu Tancredo, que coincidente e tragicamente acabou por não colher os frutos de tão ortodoxa estratégia, qual seja, a de reunir opostos em uma mesma coalizão política.

Quanto a Juraci, vale lembrar que no curtíssimo período democrático que vivemos de 1946 a 1964, por várias vezes seu nome apareceu como de "consenso" e "pacificação" entre a UDN e o PSD, adversários irreconciliáveis. Entretanto, Juraci sequer conseguiu ser candidato. Entenderam aecistas, ou será preciso desenhar?

Voltando a Tancredo


Concluo dizendo que pareceu faltar a Aécio neste pleito um tantinho da inteligência política de seu avô. Porque é inegável que Tancredo foi dos mais inteligentes, hábeis e sábios articuladores políticos da Terra de Vera Cruz no século passado.

Fosse vivo e certamente Tancredo teria aconselhado Aécio a ser vice de José Serra. Isso não teria evitado a derrota, muito provavelmente. Mas Aécio sairia do pleito como novo e inconteste líder da oposição.

Ao bater o pé, fazer birrinha, não aceitar o cargo e por fim ver Dilma Rousseff triturar José Serra em seu território no primeiro e no segundo turnos, Aécio conseguiu colocar em seu próprio caminho grandes pedras, que serão difíceis de remover nos próximos quatro anos.

A desconfiança que Aécio conseguiu gerar no pouco de militância de verdade que o PSDB tem, terá de ser superada com uma oposição muito consistente e mais importante, com a reconstrução da unidade do PSDB.

E unidade, vale lembrar, não se reconstrói querendo eliminar serristas ou outras idéias mirabolantes saídas da pena de intelectuais pró-Aécio. Se constrói na peleja política, em um clima de lealdade e companheirismo. E tenho dito.

Eduardo Bisotto

Edir Macedo (prof. Olavo de Carvalho)

Precisamos torcer para que Dilma reorganize a República

FOTOS DO RIO 'PACIFICADO'

PT e PMDB

PT e PMDB, estão a fazer um democrático, harmonioso e construtivo debate, para ver quem pega mais cargos no governo Dilma. Não está descartada a utilização do BOPE e das Forças Armadas em tão elevado debate.

“Afinal, de que adiantou eleger uma mulher se o homem vai continuar mandando?” (Roberto Jefferson, presidente do PTB)

NBR Entrevista - PAC Logística

Charge

Cena Carioca


ROUBOLÂNDIA BRASILEIRA

Lula poderia dar conselhos a Obama: 'governar é arte cênica'

PSDB precisa ir ao psiquiatra

domingo, 28 de novembro de 2010

Um dos graves problemas dos brasileiros

Um dos graves problemas dos brasileiros é dizerem que não entendem de política, e deixar a política para os ditos profissionais, que ai sim fazem o que querem deitam e rolam.

A CIA e os Nazistas (2/5)

A CIA e os Nazistas (1/5)

LULA: Brasil e Estados Unidos separados pelo Atlântico

Enviado por Ricardo Noblat - 24.11.2010| 1h28m.Obama diz que Coreia do Norte é ameaça à paz

O Globo

No primeiro pronunciamento após o confronto na Península Coreana, o presidente americano, Barack Obama, disse nesta terça-feira que a Coreia do Norte representa uma ameaça séria e contínua, e cobrou da China, tradicional aliado do regime comunista, uma postura definida na crise.

- Esse é só mais um incidente provocativo de uma série que nós vemos nos últimos meses. Vou falar com o presidente sul-coreano (Lee Myung-bak). Nós condenamos o ataque e estamos pressionando a comunidade internacional a pressionar a Coreia do Norte - afirmou Obama em entrevista ao canal ABC News.

O presidente americano evitou falar de uma eventual ação militar contra a Coreia do Norte, mas deixou claro que a Coreia do Sul é um dos aliados mais importantes dos EUA, fundamental para a segurança na região do Pacífico.

- Nós queremos ter certeza de que todas as partes da região vão reconhecer que isso é uma ameaça séria e contínua com a qual temos que lidar - declarou Obama.

- Chamamos especificamente a China a ter uma posição firme e a deixar claro para a Coreia do Norte que há uma série de leis internacionais que eles têm que obedecer - completou.

O Rio de Janeiro pacificado!

Acorda, Brasil!

EM bom português, tudo o que aconteceu no Rio de Janeiro nesta ultima semana é a comprovação do muito que não foi feito pelo Brasil na área de segurança nos ultimos anos!

Portanto, não parabenizo Cabral e muito menos o governo Lula! Se o povo fosse um pouco mais politizado, também pensaria o mesmo.

Resumindo: o que se vê é o que não foi feito. ACORDA, BRASIL!

Mara Montezuma Assaf

Domingo Espetacular - O Traficante Luciano Pezão 2ª Parte

Domingo Espetacular - O Traficante Luciano Pezão 1ª Parte

Guerra no Rio! Bandidos atingem base da polícia com balas traçantes 26/1...

sábado, 27 de novembro de 2010

Olavo de Carvalho — Imbecilização Esquerdista brasileira — True Outspeak...

Corrupção no Brasil é um grande rabo de lagartixa

Alexandre Garcia falando sobre Segurança Pública

A JUSTIÇA BRASILEIRA ESTÁ NA UTI



Senador Pedro Simon faz pronunciamento histórico sobre as constantes arbitrariedades no Supremo Tribunal Federal.

O senador Pedro Simon também comentou sobre a Operação Satiagraha, em que o juiz Fausto De Sanctis determinou a prisão do banqueiro Daniel Dantas por duas vezes, mas o Presidente do STF Gilmar Mendes concedeu, em 48 horas, dois H.C's cangurus contra a prisão do banqueiro bilionário.

Deputado Afanásio sobre Lula, no programa Conversa de Botequim.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Desafio e reação

Merval Pereira


O que está acontecendo no Rio nos últimos dias é simplesmente terrorismo e como tal deve ser combatido, com a participação das Forças Armadas, mas não como responsáveis pelas operações, mas sim assumindo suas funções naturais.

O economista Sérgio Besserman, que foi um dos estrategistas da política de retomada dos territórios ocupados pelos bandidos no Rio, lembra que terrorismo é uma questão de segurança nacional e, portanto, mesmo sem alterar a Constituição já caiu o anteparo constitucional que sempre foi usado para evitar que as Forças Armadas se envolvessem nessa questão de segurança criminal.

O professor de História Contemporânea da UFRJ, Francisco Carlos Teixeira, considera um equívoco pensar que só é terrorismo aquilo que parte de grupos políticos, com um programa político, e objetivos bem estabelecidos, como libertação de um território, ou luta contra um regime.

“Terrorismo é um método de ação, não um objetivo”, ressalta Teixeira. Quando uma pessoa ou um grupo organizado usa da violência, em especial contra população civil ou autoridades constituídas num Estado de Direito, é terrorismo”.

Já Besserman lembra que terrorismo não luta para ganhar a guerra, mas para ganhar a comunicação, que no caso do Rio é instalar o pânico na população, sugerir que são capazes de impor elevados custos a todo o Rio de Janeiro, de modo a forçar algum tipo de acordo, ou explícito, ou tácito.

“E o que cabe às forças de segurança do estado, mas não apenas a elas, mas também, à União e à sociedade civil, é uma reação de não aceitar o jogo deles”, salienta Besserman, que considera que o que a Secretaria de Segurança vai fazer agora é um trabalho de inteligência, para demonstrar aos traficantes que o custo da ação terrorista é muito superior ao ocasional ganho que eles possam ter.

Para o professor Francisco Carlos Teixeira, malgrado o princípio correto praticado pelo governo estadual de restabelecer o controle territorial, com a extensão da soberania do Estado de Direito, uma política pública aprovada pela maioria esmagadora da população, o grande erro é não dar a dimensão política adequada ao combate ao narcotráfico.

“Não se trata apenas de “pedir” ou não ajuda federal. A ação federal deve, precisa, ser constante com ou sem pedidos formais”, diz ele.

Não se trataria de uma intervenção, mas de exigir que a Receita Federal, a Policia Federal e as Forças Armadas cumprissem com mais rigor e eficiência suas funções.

“Não quero dizer que são ineficientes ou incompetentes”, esclarece Teixeira, para quem “simplesmente o governo federal não deu a prioridade que o caso necessita”.

Estas instituições – típicas do Estado Moderno e expressão de sua soberania – não foram chamadas e equipadas para a uma luta direta contra o narcotráfico.

Teixeira ressalta que também por seus métodos (bombas, incêndios de carros, uso de armas de grosso calibre – chegando a atacar veículos das Forças Armadas ou derrubar helicópteros da Policia) reconhecemos um desafio direto ao Estado de Direito e, aí, a coisa é política.

“Desafiar o Estado em duas de suas condições de Estado Moderno: o monopólio da violência organizada e o acesso ao território, colocando graves problemas de exercício da soberania, é um fato político”, afirma Teixeira.

O economista Sérgio Besserman chama a atenção para o fato de que esse não é um problema apenas nosso, mas global.

O exemplo do México é o mais claro de todos. Na sua análise, o tráfico de drogas passou a ser um grande negócio global, a oferta de armas muito sofisticadas aumentou, elas ficaram muito mais baratas.

E a existência de muitos conflitos locais por todo o planeta faz com que exista uma enorme oferta de armas de segunda mão.

“Tornou-se possível a quem queira confrontar o monopólio da força por parte do Estado se armar”.

Para Francisco Carlos Teixeira envolver as Forças Armadas é um erro, e ele chama a atenção para o que está acontecendo no México, aonde cerca de 50 mil homens das Forças Armadas lutam há quatro anos contra 7 cartéis de drogas, já com 28 mil mortos, desde dezembro de 2006, na maioria civis inocentes.

“O que ocorreu lá? Ineficiência e, claro, a inadequação de função, ao lado da intrusão da corrupção e do suborno nas Forças Armadas, e forte choque entre autoridades civis e militares, inclusive no controle do espaço público”.

Segundo Teixeira, o Estado deve tomar as decisões necessárias com suas instituições republicanas, e todos já sabemos quais são estas ações: ao lado de um projeto correto e apoiado pela população precisamos que (a) a Receita Federal controle o fluxo anormal de recursos, a lavagem de dinheiro e as operações fronteiriças; (b) a PF interrompa a entrada de armas e de drogas; (c) as Forças Armadas tenham meios materiais para o efetivo controle das fronteiras, de forma organizada, permanente e com modernos recursos tecnológicos.

Além disso, as Forças Armadas podem trabalhar na formação de pessoal em logística, inteligência, preparação de ações anti-motins e demonstração e treinamento de armas e, principalmente, armamento não-letal. Segundo ele o equipamento da nossa PM é ainda muito ruim, com graves déficits de material de defesa pessoal.

O professor Francisco Carlos Teixeira dá um depoimento pessoal: “Eu próprio vi, em Rondônia, a ação exemplar do Exército no controle do fluxo de drogas na fronteira (e do desmatamento). Mas, a piada é que tais ações possuem calendário, posto que o diesel distribuído é insuficiente para patrulhas diárias durante 30 dias do mês. Assim, os bandidos ( traficantes e desmatadores ) esperam dia 15 ou 18 de cada mês para reiniciar suas operações, quando já sabem que o diesel acabou”.

†Gregorian - Angels†

Dança do Ventre - Mariana Poças - Espada



Antonielle Valcarenghi


Olavo de Carvalho fala de Emir Sader

Não tava tudo pacificado?

O presidente Lula disse ontem que os cariocas podem ficar tranquilos, que ele tá apoiando o Cabral. Pois o homem durante esse ano foi ao Rio quase toda semana, e o negócio tá dessa maneira. Que apoio ele vai dar agora? Não tava tudo pacificado?

Vanessa Freitas

A amnésia de Garotinho

A amnésia de Garotinho

Anthony Garotinho tem usado o seu blog durante a semana para bombardear Sérgio Cabral de críticas. Justas ou não, é como se o próprio não tivesse sido governador e secretário de segurança do Rio em anos anteriores. Analisa Garotinho:

- Volto a repetir pela milionésima vez, sem entrar no Alemão não vai se desarticular o Comando Vermelho

Por acaso a família Garotinho, nos oito anos em que esteve no poder, desarticulou o Comando Vermelho ou qualquer outra facção do crime organizado?

Lauro Jardim

Uma guerra na América do Sul?

Uma guerra na América do Sul?
(19/mar) Sim, por várias razões, ela é possível, afirma o pesquisador Bajonas Teixeira de Brito Junior, para quem “nos EUA, a presidência mudou de cor, mas a casa continua branca”. Leia

E o Rio de Janeiro

E as tais Unidades de Policia Pacificadora. O nome é lindo mais ao que temos visto a tal da pacificação do RJ é tarefa para muito tempo. Foram anos de descaso, e o atual governador, ao que parece é muito bom de fala e de solenidades ao lado do presidente Lula.

E no Rio de Janeiro


La última decisión de Salvador Allende

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Os 79 porquinhos

“O legal da história de ter aceito com bom humor o apelido de “Três Porquinhos” é que a turma de Dilma mostra que não tem medo de Lobo Mau. Mas que está disposta a enfrentar a cara feia com um sorriso nos lábios”

Rudolfo Lago*
Se disputassem um prêmio de simpatia, o presidente Lula venceria sua sucessora, Dilma Rousseff, de lavada. Todo mundo que conviveu mais de um minuto com a nossa presidente eleita sabe que ela não é lá muito de sorrisos gratuitos. Mas é engraçado como as circunstâncias e outras características dos indivíduos podem às vezes mudar as coisas. Apesar de toda a sua fama de fechadona e antipática, Dilma está se saindo muito mais bem humorada e tolerante com as cotoveladas do jogo político partidário do que Lula jamais foi.

O presidente nunca escondeu sua falta de paciência com os rapapés da etiqueta política. O jogo de encenação, de frases de duplo sentido, de insinuações e gestos comuns à política partidária e parlamentar nunca foi a praia de Lula. Tanto que, como ele mesmo sempre disse, Lula achou um porre a sua experiência como deputado. Foi nela que Lula concluiu que há no Congresso pelo menos “300 picaretas”, e foi pensando assim que ele presidiu. A existência do mensalão é um pouco decorrência disso. Algo assim: “Se o que esses caras querem pra votar conosco é dinheiro, vamos dar dinheiro pra esses caras e tocar a nossa vida”. Lula cresceu no meio sindical – de luta política mais direta, sem rapapés. Além disso, é extremamente vaidoso, coisa que só cresceu com seus acertos e o aumento da popularidade. Assim, ficar fazendo acenos e tentando decifrar recados de políticos sempre esteve longe das suas preferências.

Quando se trata de reagir a esse jogo político, Dilma tem se mostrado menos refratária às suas regras do que foi Lula nestes oito anos. A forma como ela e sua equipe de transição incorporaram na semana passada o apelido “Três Porquinhos” é um claro exemplo disso. Lula fica irritado até hoje quando chamam o avião presidencial que comprou de “Aerolula”, uma piada óbvia. Dilma e sua turma deram um nó naqueles que cunharam o apelido. Não há nada mais matador para um implicante do que você rir também do apelido que ele inventa.

Na hora em que Dilma e seu triunvirato – o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e os deputados José Eduardo Cardozo e Antônio Palocci – aceitaram com bom humor o apelido de “Três Porquinhos”, acabou a piada. E acabou também o que a piada representava nas entrelinhas: uma crítica do PMDB ao fato de Dilma ter se cercado apenas de petistas para formar o Estado Maior da sua equipe de transição. Sem cara feia, o recado está dado: “Olha, PMDB. É assim que será, e pronto”.

Em vez de ficar irritada com o apelido, Dilma demonstrou entender qual é o jogo que se inicia. Uma situação que ela terá que ter muito jogo de cintura para administrar, caso não queira ver toda a sua costura política desandar. Em vez dos “Três Porquinhos”, Dilma sabe que tem que se preocupar mesmo é com os “79 porquinhos”. Tomemos emprestada a bancada que o partido elegeu para a Câmara no ano que vem para designar o PMDB.

Os “79 porquinhos” jogam pesado. Não têm medo de Lobo Mau. Não constroem casas de palha nem de madeira. Ao embarcar como fizeram na campanha de Dilma, os “79 porquinhos” conseguiram algo que nunca obtiveram em todos estes anos de país redemocratizado: uniram-se, praticamente todos, num só projeto. Uma coisa dessas,no PMDB,não se faz por decreto. Nem Michel Temer, nem José Sarney, nem ninguém, tem poder, num partido que é uma confederação de interesses regionais, para impor nada. Houve, então, um consenso, um entendimento conjunto desses caciques de que a aposta valia a pena. E de que a aposta valia a pena para os interesses particulares de cada um.

Por isso, o PMDB não hesitará um minuto em lutar por cada espaço que conseguir obter no novo governo. No mínimo, exigirá um governo de fato com lógica de coalizão. Mas não ficará apenas nisso. Disputará cargo por cargo. Pasta por pasta.

Na cúpula peemedebista, a conclusão final para a história do blocão que o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), tentou formar para tentar tirar do PT a primazia da escolha do presidente da Câmara foi de que o movimento foi um tiro no pé. Mas o blocão ter surgido demonstra qual será a disposição dos “79 porquinhos”. E se Dilma não tivesse agido rápido para neutralizá-lo teria problemas lá na frente.

Se os “79 porquinhos” desistirem de engrossar na disputa pela presidência da Câmara, vão exigir uma compensação. E assim será, sempre. O legal da história de ter aceito com bom humor o apelido de “Três Porquinhos” é que a turma de Dilma mostra que também não tem medo de Lobo Mau. Mas que está disposta a enfrentar a cara feia com um sorriso nos lábios. Na política, parece ser uma prática recomendável.




*É o editor-executivo do Congresso em Foco. Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília em 1986, Rudolfo Lago atua como jornalista especializado em política desde 1987. Com passagens pelos principais jornais e revistas do país, foi editor de Política do jornal Correio Braziliense, editor-assistente da revista Veja e editor especial da revista IstoÉ, entre outras funções. Vencedor de quatro prêmios de jornalismo, incluindo o Prêmio Esso, em 2000, com equipe do Correio Braziliense, pela série de reportagens que resultaram na cassação do senador Luiz Estevão

Rudolfo Lago*

Disputa pelo poder abre crise interna no PSDB

Por Christiane Samarco, de O Estado de S.Paulo, estadao.com.br,
Disputa pelo poder abre crise interna no PSDB
BRASÍLIA - A disputa de poder entre tucanos de São Paulo e de Minas Gerais ganhou contornos de batalha ostensiva. A entrevista do presidente do PSDB paulista, José Henrique Reis Lobo, ao 'Portal do Estadão', no final de semana, levou o deputado Nárcio Rodrigues (PSDB), presidente dos tucanos mineiros, a reagir duramente: 'Vão ter que nos engolir'.

'Não interessa ao PSDB que se aposentem Serra, Tasso e FHC', diz Reis Lobo

Na entrevista, Reis Lobo contestou a tese da 'refundação' do PSDB, ideia defendida pelo senador eleito Aécio Neves (MG). Ele também citou Aécio apenas como um nome em meio ao 'conjunto de novas lideranças que emergiu das urnas' e defendeu que o candidato derrotado à Presidência José Serra terá papel político que extrapolará uma eventual candidatura à prefeitura de São Paulo em 2012.

Nárcio Rodrigues disse ao Estado: 'Não reconheço no José Henrique Reis Lobo autoridade para tratar do projeto nacional para o partido'.

Depois acrescentou, mostrando que os tucanos mineiros consideram que não haverá prioridade política para Serra: 'Fomos extremamente respeitosos à fila, concordando que em 2006 era a vez de Geraldo Alckmin (SP) e, em 2010, de Serra. Agora (2014) é a nossa vez (de Aécio).

Ao falar sobre 'refundação', na entrevista ao portal estadao.com.br, Reis Lobo disse: 'Se a expressão for apenas um eufemismo usado pelos que querem a renovação das lideranças do partido, não acho que interesse ao PSDB nem ao Brasil que se aposentem figuras com a experiência dos ex-governadores José Serra e Tasso Jereissati e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso'. Para o tucano paulista, o trio histórico do partido é 'insubstituível'.

A reação de Nárcio Rodrigues foi estudada, como ele mesmo revelou. 'Telefonei ao Aécio, que está viajando, e avisei que vou começar a bater.'

O clima de animosidade crescente entre as alas do candidato derrotado a presidente José Serra e do senador Aécio Neves, que já vislumbram um enfrentamento em 2014 na escolha do próximo presidenciável do PSDB, preocupa o tucanato.

'Esta discussão é precoce e inadequada. Faz dez dias que saímos da eleição e não fomos vitoriosos. A hora é de juntar e não de dividir', adverte o presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE).

o que os democratas queriam tanto com a indicaçao do vice foram hilários

O que os democratas queriam tanto com a indicaçao do vice de José Serra? indicaram um vice inexpressivo, e, logo eles que chamavam Dilma de poste, indicaram um deputado carioca de poucas expressão, que não atraiu votos nem no RJ, aliás, apareceu muito pouco na campanha, foi uma das tantas rateadas campanha do PSDB. Foram hilários.

Ideli Salvatti no CQC - Defende mensaleiros e acha que o povo apóia

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Coreia do Sul ameaça pedir armas nucleares dos EUA

A Coreia do Sul ameaçou hoje pedir a reinstalação de armas nucleares dos Estados Unidos no país depois que a Coreia do Norte revelou ter construído uma instalação nuclear para enriquecer urânio.
Desde 1991, com o fim da Guerra Fria, os EUA retiraram seu arsenal nuclear da Península Coreana.
Nelson Franco Jobim

Pecuária e soja já desmataram 45% de terra indígena em Mato Grosso

Pecuária e soja já desmataram 45% de terra indígena em Mato Grosso
A Terra Indígena Marãiwatsede, no muicípio de São Félix do Araguaia, norte de Mato Grosso, sofre com invasão da pecuária ilegal: cerca de 90% de sua área está ocupada ilegalmente, e a Fundação Nacional do Índio (Funai) já identificou 68 fazendas no território indígena.

A informação é da repórter Liana Melo, em matéria do jornal O Globo. De acordo com a reportagem, um levantamento do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) mostra que a pecuária e a soja já desmataram 45% da mata nativa da TI Marãiwatsede, área habitada pelos índios Xavante.

Até mesmo o prefeito de São Félix do Araguaia é dono de uma fazenda dentro da terra indígena. Filemon Gomes Costa Limoeiro (PPS/MT) possui uma fazenda de 250 hectares, onde cria 400 cabeças de gado. O prefeito disse à reportagem que está recorrendo da decisão da Justiça Federal de Cuiabá que considerou os índios como donos da terra, e disse que vai querer indenização para sair da área.

O grupo JBS-Friboi, a maior empresa de alimentos do mundo, também comprava carne ilegal. A partir de outubro de 2009, quando o frigorífico passou a rastrear sua carne após a pressão de ONGs e do Ministério Público, o grupo retirou da lista de fornecedores 17 propriedades no Mato Grosso. Cinco delas estavam em terras indígenas, inclusive na Marãiwatsede.

Sojicultores também ameaçam a região. De acordo com Verena Glass, autora do estudo "Impactos da soja sobre Terras Indígenas no estado do Mato Grosso", da ONG Repórter Brasil, a produção de soja estimula a degradação, erosão, empobrecimento e desertificação do solo, contaminação de cursos d'água e disseminação das queimadas em terras indígenas.

Acuados pelos fazendeiros e pecuaristas invasores, os xavante se vêem obrigados a portar armas de fogo na defesa de seu território. "O branco é o que mais desmata aqui. Todos os anos pedimos para ele parar com a destruição, mas ele diz que a mata é dele e vai derrubar", diz o cacique Damião Paradzané.
Glória Vasconcelos

Reino Unido - Mais restrição a imigrantes

O Globo

O Reino Unido vai reduzir em um quinto o número de imigrantes de fora da União Europeia autorizados a trabalhar no país, informou o governo nesta terça-feira.

O limite adotado pela coalizão conservadora-liberal, no poder desde maio, não valerá para trabalhadores que recebam mais de 40 mil libras (US$ 63,5 mil) por ano, e que sejam transferidos por uma empresa de outros países para o território britânico.

Entidades empresariais, políticos de oposição e alguns membros do Partido Liberal-Democrata alertaram o governo que as restrições à imigração podem afetar negativamente a economia, por reduzirem a produtividade e, possivelmente, elevarem as folhas de pagamento.

Painel: Prefeitos de 70 municípios administrados pelo DEM podem mudar para o PMDB

DE SÃO PAULO

Prefeitos de 70 municípios paulistas administrados pelo DEM avisaram a Gilberto Kassab que o acompanharão em caso de mudança para o PMDB, informa a coluna "Painel" da Folha, editada por Renata Lo Prete.

A eles se somam 14 deputados estaduais e federais. O grupo fixou 1º de fevereiro como data-limite para a migração.

Segundo a coluna, Kassab tem dois discursos distintos sobre seu plano de voo partidário. Quando articula a adesão de prefeitos e parlamentares interessados em manter boa relação com o Palácio dos Bandeirantes, garante que, uma vez no PMDB, não se comportará como adversário de Geraldo Alckmin. Argumenta até que o movimento será importante para conter o avanço do PT em São Paulo.

Já nas conversas com PDT, PSB e PC do B, o prefeito paulistano busca se credenciar como líder de um polo alternativo aos projetos tanto do PSDB quanto do PT no Estado.

Ah, esse PMDB…

De um ministro petista sobre o modo de agir do PMDB na disputa por cargos no governo Dilma:

- Esse PMDB é engraçado…Não assume o (Nelson) Jobim e o (José Gomes) Temporão como ministros do partido; mas na hora de negociar ministérios diz que quer manter os seis que já possui.

Lauro Jardim

Vaticano esclarece que camisinha é para todos

Vida Global: Vaticano esclarece que camisinha é para todos: "No lançamento hoje de um livro com entrevista do papa Bento XVI, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, esclareceu que a declaração do papa..."

Papa admite uso de camisinha

Vida Global: Papa admite uso de camisinha: "Pela primeira vez, um papa admite o uso da camisinha 'em certos casos' para 'reduzir os ricos de contaminação' pelo vírus da imunodeficiênci..."

Osama Bin Laden - In The Name Of Allah [5]

Osama Bin Laden - In The Name Of Allah [3]

Osama Bin Laden - In The Name Of Allah [2]

Osama Bin Laden - In The Name Of Allah [1]

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Globo News Painel debate sobre a polêmica revisão do Código Florestal

Flamenco Árabe

General Leonidas Pires - PARTE 3

DOSSIÊ GLOBONEWS - PARTE 2

Polêmica. 03/06/2010 - 9h30 No bloqueio à Faixa de Gaza, quem tem razão?

Polêmica. 04/08/2010 - O Censo de 2010 vai mostrar que o Brasil melhorou, piorou ou continua igual?

O pão, o circo e o voto

Célio Borja - O Estado de S.Paulo

O momento vivido pelo País tem despertado questões e aflições. Vamos enunciar algumas delas e tentar esclarecer os horizontes.

"Muita gente acha que a democracia corre riscos quando a lei é menosprezada. Não se sabe se a legalidade que temos é firme o suficiente pra impedir retrocessos."

A legalidade é firme? Em 1946 pensávamos que a Constituição democrática que encerrou o ciclo da ditadura Vargas tinha o apoio irrestrito do povo brasileiro e que, por isso, duraria muito; mas a volta do antigo ditador ao poder quatro anos depois, e o aparelhamento do Estado por seus seguidores abalaram nossa confiança na permanência da ordem constitucional democrática.

A desestabilização das instituições não se deveu, então, à Constituição, mas aos que no governo e na oposição fraudaram a sua letra e o seu espírito, como sucederia também de 1961 a 1964. Não me animo a fazer prognósticos, ainda que acredite na possibilidade de se praticarem políticas constitucionalmente heterodoxas, como, aliás, pode ocorrer com quaisquer partidos ou pessoas que estejam no poder. Melhor será pensar o nosso presente e o nosso futuro em períodos longos como propuseram os grandes historiadores franceses da escola conhecida como Annales.

Sem nenhuma vulgaridade, o ciclo que vivemos no Brasil obedece ao imperativo de por comida no prato de todos os brasileiros e de levar aos menos afortunados educação, saúde, inserção social e participação política. Ainda uma vez, embora não queira ser pitonisa, parece-me que enquanto não se exaurir esse ciclo, a maioria dos cidadãos não atribuirá importância decisiva à boa governança, à probidade inatacável dos gestores do Estado, ao respeito que eles devem às limitações constitucionais e à ética política.

O ideal é que o progresso material e a evolução moral sigam pari passu. Isto me parece possível e percebo claramente que as pessoas e as comunidades urbanas beneficiadas por programas sociais efetivos e bem administrados despertam para outros tipos de exigência, como exação e probidade não só dos servidores do Estado como de seu próprio grupo.


"O presidencialismo imperial quebra o equilíbrio entre os poderes. A ponto de Lula ter dito à sua candidata, há algumas semanas: "Espero que o seu Congresso seja melhor que o meu."

O desejo de solução imediata e cabal dos problemas que afligem os mais necessitados se sobrepôs à legitimidade ética e à legalidade, representadas pela independência e equilíbrio dos poderes e a autocontenção dos que os exercem. Não são somente os pobres que assim procedem, mas também os que não o são. Quando o crime, organizado ou não, ameaça, pede-se ação drástica e muitas vezes injurídica, acreditando ser ela mais eficaz do que os procedimentos juridicamente legítimos.

Isto não é de hoje, é de sempre, pois os antigos já diziam salus populi suprema lex est (o bem-estar do povo é a lei suprema), para se eximirem do cumprimento da lei. Da mesma forma, quando os juízes exigem da polícia e do Ministério Público o respeito à Constituição e à lei que limitam o discricionarismo na persecução penal, e mandam o Judiciário garantir os direitos individuais de inocentes e infratores, a reação da opinião pública e da opinião publicada quantas vezes denigre o Judiciário tachando-o de frouxo e covarde. Se o presidente do Supremo Tribunal concede habeas corpus a um homem rico, logo é suspeitado de subalternidade. Por ser rico, ninguém tem cassado os seus direitos fundamentais; tão pouco por ser pobre.


"Os tribunais temem os riscos de enquadrar o presidente da República, que pouco se importa com os limites da lei."

Não creio que os tribunais tenham medo de enquadrar o presidente. Compete-lhes julgá-lo somente por crime comum, uma vez que os de responsabilidade são da alçada do Congresso. Em matéria eleitoral, temos visto soluções salomônicas que multam o presidente e sua candidata, assim como os opositores de um e de outra.

Talvez a Justiça Eleitoral se tenha dado conta dos seus excessos regulatórios que, restringindo os movimentos dos candidatos em dose cavalar, praticamente selam o resultado do pleito. Se o presidente, com seus altíssimos índices de popularidade, faz campanha desinibida por sua candidata, bafejada ainda pela cornucópia dos ricos, a igualdade visada pelo espartilho eleitoral é apenas uma balela.

Fica assim demonstrado que o que assegura a lisura do pleito e a paridade dos candidatos na largada e no desenrolar da campanha eleitoral é menos a multa e muito mais a compostura das autoridades públicas - que, infelizmente, foi jogada no lixo.

"A desvalorização do debate abre caminho para uma variante de ''democracia popular'' que poderia destruir as liberdades civis e dificultar a alternância de poder."

A alternância dos partidos e dos governantes no poder é um dos requisitos da forma republicana do Estado, como sempre ensinaram as grandes vozes da democracia brasileira, mais que todas a de Rui Barbosa. Porém, essa alternância depende do voto que, sendo livre, não pode ser direcionado pela lei ou pelo ditado de juízes a desalojar quem está para entronizar outros que lá não estão. Independentemente dos critérios formais, o que ocorre hoje na disputa pela Presidência é a persistência do desejo de pão e circo. Mas, na medida em que se realize cabalmente, esse desejo cederá a vez a outro ciclo histórico, impulsionado pela aspiração coletiva e pessoal de valores como dignidade, liberdade e justiça. Então será a vez da oposição, se ela tiver paciência, determinação e fidelidade a esse ideário.


"É preciso dotar a democracia brasileira de garantias mais sólidas."

Cada povo tem o autoritarismo que merece e o Brasil tem vivido na ilusão de que a ordem justa e o bom governo nascem da autoridade, não da liberdade. Mas estamos aprendendo com a nossa própria experiência. Os presidentes Hugo Chávez e Lula têm nas qualidades cênicas - histriônicas frequentemente - um traço comum, a exemplo dos líderes carismáticos e autoritários do passado. Não temos democracia popular, o que temos são líderes popularescos que caíram no gosto da maioria, que os tem tornado imbatíveis, pelo menos até que a fome seja saciada.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sinto saudades

Clarice Lispector



Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.

Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades.

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando n o futuro.

Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!



De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre.

Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter! Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram.



Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente como só os cães são capazes de fazer.

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar.

Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade...

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que... não sei onde ... para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi.

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês ... mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria espontaneamente quando estamos desesperados... para contar dinheiro... fazer amor ...declarar sentimentos fortes ... seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples “I miss you” ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades...

Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis!

De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência...

Chanceler Amorim no Canal Livre

7 anos em 7 minutos - Celso Amorim (Relações Exteriores)

Olavo de Carvalho Militar Brasileiro Merece Cuspe na Cara

Olavo de Carvalho - Sobre Obama

Genocídio de Ruanda (Arquivo N) 3/3

Genocídio de Ruanda (Arquivo N) 2/3

Genocídio de Ruanda (Arquivo N) 1/3

O Massacre de Ruanda - Domingo Espetacular

La CIA y Osama Bin Laden (2-2)

La CIA y Osama Bin Laden (1-2)

Dirceu e Garotinho

Em segredo, Anthony Garotinho e José Dirceu chegaram a se encontrar durante a campanha eleitoral. Como o ex-governador do Rio de Janeiro exigia um ato público ao lado Dilma Rousseff, o PT rejeitou a aliança. A propósito, Garotinho impôs a mesma condição a José Serra. Também acabou ignorado pelo PSDB.

Garotinho é daqueles políticos que tem votos e, portanto, todos querem seu apoio. Mas que seja longe dos holofotes, com a luz apagada. Se não for assim, queima o filme. Geraldo Alckmin que o diga.

Por Lauro Jardim

domingo, 21 de novembro de 2010

Brasil Nação (2)

Sucessão em SP pode aliar Kassab a petistas

AE - Agência Estado

As negociações para uma eventual troca de partido do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) começaram a alimentar articulações para unir no mesmo projeto político petistas e kassabistas em 2012 e 2014, de modo que haja um "revezamento" eleitoral nas próximas eleições. A ida de Kassab para um partido da base da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) animou petistas, que viram na provável dança de cadeiras a chance de enfraquecer os adversários tucanos em São Paulo, Estado que é reduto do PSDB há 16 anos.



Na última semana, o prefeito intensificou as conversas com o PMDB, por meio do presidente da legenda e vice-presidente eleito, Michel Temer. Com a possibilidade de Kassab ingressar em um partido aliado ao PT no plano federal - as conversas chegaram ao PSB também -, petistas e peemedebistas passaram a cogitar uma aliança que passe pela eleição municipal, em 2012, e pela estadual, em 2014.


Não podendo concorrer a uma nova reeleição para a prefeitura paulistana, o projeto político de Kassab passa necessariamente pelo Palácio dos Bandeirantes. Para viabilizar o plano, ele precisa controlar uma legenda com verbas e tempo de TV e que não sirva de apêndice aos projetos do PSDB, que tem como caminho natural lançar Geraldo Alckmin à reeleição.


O PMDB paulista serviria a esse propósito. Com a liderança de Orestes Quércia enfraquecida por questões de saúde, o partido tende a passar por um rearranjo de poder em torno de Temer, que atribuiria a Kassab a tarefa de reestruturar o partido no Estado. O PMDB paulista se enfraqueceu tanto regionalmente que só conseguiu fazer um deputado federal na última eleição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

as viagens do paulinho mixaria part1

BR-101 Bahia

Luciane Hartmann

A CANALHICE É DEMOCRÁTICA E PLURAL: CQC: Dirceu e Maluf


Para provar que a canalhice é democrática tem canalhas à esquerda e a direita, no vídeo apenas dois exemplares, MUITOS OUTROS PODEM SER ENCONTRADOS NESTA VASTA NAÇÃO.

O Dilmismo da globo

o que se ouve e se lê nos veiculos de comunicação da rede globo, são elogios rasgados a Dilma, estão construindo o Dilmismo. quem diria a emissora que parecia distante da presidente, embora tivesse mantido uma relação digamos amistosa com o Lulismo. Pensa correto quem afirma que a globo tem um DNA essencialmente governista.

A formação do povo político

José Murilo de Carvalho - O Estado de S.Paulo

Falar em democracia política é falar do governo do povo. Segue-se que a condição da existência da democracia é a presença de um povo político. Povo político, por sua vez, é aquele que dispõe de todas as condições, materiais e intelectuais, para participar conscientemente e eficazmente da vida pública de maneira direta ou indireta. É aquele que pode votar, aderir a partidos, manifestar-se nas ruas e na mídia, apoiar, protestar, rebelar-se. Povo político é a cidadania ativa.


A ideia de um povo totalmente cidadão é uma utopia. Nas repúblicas ateniense e romana, os cidadãos ativos eram apenas uma parcela do povo. Nas repúblicas de hoje, mesmo nas mais realizadas, há desigualdade nas condições de participação política. Esse fato não nos precisa perturbar. Basta-nos a convicção de que quanto maior o grau de autogoverno de um povo, mais democrático será seu governo, mais sólidas suas instituições e mais justa a distribuição da riqueza social.

A formação de um povo político exige processo longo que varia de país a país. Em alguns casos, com na Grã-Bretanha, ela se deu a partir de uma revolução econômica que implantou o mercado capitalista. Em outros, como na França, sua origem foi uma revolução política que se apoderou do Estado. Em outros ainda, como na União Soviética, o ponto de partida foi uma revolução social. Essas revoluções mobilizaram a sociedade inteira e criaram as condições para a emergência, mais cedo ou mais tarde, de um povo político. Em nosso caso, a dificuldade tem sido maior porque não passamos por revolução alguma. Nosso percurso histórico contornou a violência das revoluções, mas, por isso mesmo, e graças à persistência das desigualdades, foi muito lento na criação de um povo político.

Podemos distinguir quatro povos: o povo dos censos, que equivale ao conjunto da população de um país; o povo político, que é aquele que atua dentro do sistema representativo, sobretudo votando; o povo da rua, aquele que age e reage, mas fora do sistema formal de representação, e o povo silencioso, alheio à política. Um país será tanto mais democrático quanto maior for a coincidência entre o povo dos censos e o povo político e quanto mais reduzidos forem os povos da rua e do silêncio. Concentro a análise no povo político-eleitoral.

No que se refere a eleições, o Brasil foi de 1822 a 1881, na lei e de fato, mais democrático do que os países europeus. Cerca de 1860, por exemplo, votavam no Brasil no primeiro turno 13% da população livre. Na Grã-Bretanha votavam 3%, na Suécia, 5%, na Espanha, 2,6%. No entanto, a lei de 1881, que introduziu a eleição direta, causou grande retrocesso ao proibir o voto do analfabeto e ao dificultar a prova de rendimentos. Na época, 85% da população eram analfabetos. Na eleição parlamentar de 1886, votou apenas 0,8% da população. Foi nessa época que o biólogo francês Louis Couty escreveu que o Brasil não tinha povo, querendo dizer com a afirmação que o país não tinha povo político. A Constituição de 1891 eliminou a exigência de renda, mas manteve a de alfabetização. A consequência foi que durante toda a Primeira República (1889-1930), a participação eleitoral não passou de 5% da população. Nas eleições do centenário da independência, em 1822, apenas 2,9% votaram.

A participação de 1860 só foi recuperada em 1945, quando votaram 13,4% da população. Foram 64 anos de incrível estagnação, quando em outros países a participação eleitoral aumentava constantemente. Em compensação, após 1945, houve no Brasil uma expansão muito rápida do povo eleitoral. Em 1960, o eleitorado correspondia a 22% da população, em 1986, a 51%, em 2009, a 71%. A Constituição de 1988 foi em parte responsável por esse crescimento ao eliminar a exclusão dos analfabetos e baixar a idade para 16 anos. Foi um salto espetacular. Em 50 anos, mais de 120 milhões de brasileiros foram acrescentados ao colégio eleitoral. O aumento não se deteve mesmo durante a ditadura. Entre 1962 e 1986, o eleitorado cresceu em 53 milhões.

O Brasil passou rapidamente a ter povo político-eleitoral. A rapidez da inclusão deu margem aos populismos varguista, ademarista e lacerdista. Os políticos descobriram a nova mina de votos e trataram de explorá-la com as táticas conhecidas. Em 1964, essa súbita avalanche de votos implodiu o sistema representativo, não acostumado à presença de povo. Os milhões que começaram a votar durante a ditadura fizeram um aprendizado torto do sentido do voto. Votar era um ritual ocioso diante da emasculação do Congresso.

Temos hoje um povo político amadurecido, uma democracia sólida? Para voltar às definições, o povo político-eleitoral está hoje mais próximo do povo do censo do que em qualquer outro país, graças ao voto aos 16 anos. O povo da rua, por sua vez, reduziu-se substancialmente. Até o MST faz hoje política dentro do sistema. Quando não o faz, é por conivência das autoridades. Os traficantes que controlam partes do território urbano não são atores políticos. O povo silencioso ainda existe, mas tem peso cada vez mais reduzido. Uma novidade positiva é que, apesar de ser a participação política ainda excessivamente limitada às eleições, ela encontra hoje na internet vasto campo de atuação que está longe de ter esgotado suas potencialidades.

Assim, em termos eleitorais, pode-se dizer que temos hoje um povo político. No entanto, além de ser reduzida a participação fora das eleições, ainda não temos um povo político maduro se levarmos em conta o que Cícero já exigia para a existência de uma autêntica república: a igualdade social ou, pelo menos, legal. Com as imensas desigualdades que ainda temos, sobretudo de renda e educação, os votantes não têm a mesma liberdade de escolha. Apesar dos avanços na redução da desigualdade, o Brasil ainda possui 54 milhões de pobres, muitos deles eleitores. Além disso, 53% do eleitorado não completaram o ensino fundamental. No governo de Lula, esse eleitorado compreendeu a relação de causalidade entre voto e políticas sociais. Contudo, ele vive no mundo da necessidade, onde sua liberdade de escolha se restringe ao cálculo dos benefícios que recebe. É o caso dos 58 milhões de brasileiros que se beneficiam dos aumentos do salário mínimo e da Bolsa Família. Essas pessoas representam a opinião popular, legítima, mas prisioneira da necessidade. Não estão livres para formarem uma opinião pública independente e crítica.

Eis o dilema de hoje: a inclusão social é necessária para reduzir a desigualdade que, por sua vez, é condição para a existência da democracia. Mas, ao reduzir a desigualdade, cria, no curto prazo, um grande eleitorado dependente, terreno fértil para populismos, clientelismos e cesarismos. É o preço do tempo perdido na formação do povo político.

Guri de Uruguaiana no Estádio do Grêmio - Parte1

sábado, 20 de novembro de 2010

Cotidiano - Conflito diplomático

Nelson Freitas Jr. - Programa do Jô - 1ª Parte

OLHA RECORDE DEFENDENDO OS POBRES OU O GOVERNO: "Ódio aos pobres na Globo"


O PIOR DE TUDO É QUE O COMENTÁRIO MESMO PRECONCEITUOSO, FEZ MUITA GENTE FICAR INCOMODADA. PORQUE O GOVERNO NÃO TRABALHA PARA POPULARIZAR O LIVRO NO BRASIL? ESTÁ AÍ UMA MISSÃO PARA A NOVA PRESIDENTE. ELA PARECE QUE JÁ LEU AO MENOS UM LIVRO, O QUE JÁ É MUITO BOM.
SOBRE A DEFESA DA RECORD DOS POBRES, NÃO CONSEGUEM ENGANAR MUITA GENTE, É GOVERNISMO PURO.

Stalin & Trotsky (2/2)

Stalin & Trotsky (1/2)

Venezuela - crise interna (Sem Fronteiras) 2 de 3

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Caso Aécio Neves fosse o candidato da oposição qual teria sido o resultado?

Caso Aécio Neves fosse o candidato da oposição qual teria sido o resultado? Dilma teria ganhado no primeiro turno é o que eu acredito sinceramente.

Guri de Uruguaiana - Gremista Realista!!!

Roda Viva com FHC

Pode ser...

Há quem acredite que Serra não venceu por incompetência do PSDB e dos traidores que estão no partido. É uma visão, pode ser uma parte da verdade.

O escudeiro

Palloci parece que vai mesmo ser o escudeiro da nova presidente. Deus seja generoso com o Brasil.

O traíra

Por mais que tente o senador Aécio Neves tem dificuldade de se livrar da mácula de traíra. Seus próprios companheiros do PSDB, o visualizam dessa maneira. Vai ser difícil viabilizar uma candidatura a presidente nessas condições.

José Serra

José Serra poderá ainda ser novamente candidato a presidente pela oposição? É possível, mesmo que não unifique a oposição, como de fato não unificou neste último pleito.

Biografía de Joseph Stalin - Parte 5 de 5

Gregorian & Vangelis - WISH YOU WERE HERE

Debate sobre Previdência Social - TV Câmara

Democratas Senado - Senador Demóstenes Torres contra refúgio a Battisti

Brasil Nação (3)

CAZADORES DE NAZIS 02 FRANZ STANGL GUSTAV WAGNER EN AMERICA LATINA

CAZADORES DE NAZIS 01 FRANZ STANGL GUSTAV WAGNER EN AMERICA LATINA


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

CQC 46 - Fernando Henrique Cardoso (FHC) e Collor com Danilo Gentili e R...

O passado assombra o PMDB

O passado assombra o PMDB

Ilimar Franco

Os políticos mais experientes do Congresso avaliam que o PMDB da Câmara cometeu um erro estratégico ao anunciar a formação de um bloco parlamentar sem combinar com seu principal aliado, o PT, e com a presidente eleita Dilma Rousseff.

Eles argumentam que o PMDB, tendo Michel Temer na vice-presidência, não pode pretender agir com Dilma como o ex-presidente do partido, o falecido Ulysses Guimarães, fazia com o então presidente José Sarney, na redemocratização.

Consideram que essas atitudes envenenam relações, ao invés de contribuir para que Michel tenha uma estreita interlocução com a presidente.

Homenagem ao Dia da Sogra

Promotor: Celso Daniel foi vítima de esquema corrupto

FAUSTO MACEDO - Agência Estado
Há cerca de uma hora, o promotor de Justiça Francisco Cembranelli está expondo aos sete jurados os argumentos da acusação no primeiro julgamento do caso Celso Daniel, que ocorre no Fórum de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Segundo o promotor, o então prefeito de Santo André, do PT, executado em janeiro de 2002, foi vítima de "um plano macabro, promovido por uma verdadeira corja de malfeitores que lesava o patrimônio público e desviava recursos para campanhas eleitorais e contas pessoais". Para o promotor, a administração do PT em Santo André era "uma verdadeira máfia, e o chefe da organização era o empresário Sérgio Sombra, "amigo de Celso Daniel".



Cembranelli acentuou que não tem nenhum interesse político no caso. "Se tivesse já em agosto, quando estava em curso a campanha presidencial, eu teria realizado o júri. Não estou interessado em favorecer qualquer partido, nem prejudicar. Desejo que o PT faça um bom governo. Mas não vamos negar as evidências. Petistas desviavam dinheiro público para o caixa do partido."


O promotor afirma que Celso Daniel tinha conhecimento do esquema de corrupção e "o PT nele depositava todas as fichas na campanha de 2002 porque o candidato (o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva) já havia sido derrotado três vezes". "Dizem que o PT não queria mais uma campanha amadora, com recursos doados por simpatizantes e venda de camisetas e bonés. Então, resolveu mudar."


Segundo o promotor, Celso Daniel se insurgiu contra o esquema quando percebeu que o grupo que o cercava não tinha "qualquer ideologia partidária, quando percebeu que os recursos desviados iam para os bolsos daquelas pessoas capitaneadas por Sérgio Sombra, o mandante da morte do prefeito". "Por isso, porque resolveu se tornar um obstáculo às pretensões da máfia, Celso Daniel foi varrido, vítima de uma trama macabra." Para o promotor, o prefeito se tornou "um estorvo para a quadrilha".

Band eleições discute os últimos dias de campanha - Parte 2

Demóstenes Torres no Jô Soares Parte 4 - 08/2009

Demóstenes Torres ao Jô Soares Parte 3 -08/2009

Demóstenes Torres no Jô Soares Parte 2 08/2009

Fernando henrique Cardos - Pensando no Brasil (2 de 2)

Fernando Henrique Cardoso - Pensando no Brasil (1 de 2)

Demostenes Torres no JÔ Soares Parte 1 08/2009

Entrevista - Presidente Lula no Hardtalk - Parte 3

Entrevista - Presidente Lula no Hardtalk - Parte 2

Entrevista - Presidente Lula no Hardtalk - Parte 1

Hélio Bicudo em entrevista ao programa Sábado Especial 1/5

Hélio Bicudo em entrevista ao programa Sábado Especial 3/5

Hélio Bicudo em entrevista ao programa Sábado Especial 4/5

Hélio Bicudo em entrevista ao programa Sábado Especial 4/5

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Religiões na vida política

Um fenômeno recente, mas não tão recente e a presença da religiões na vida política. Será mesmo salutar um excessiva intromissão das religiões e dos religiosos na vida política?

Venezuela - crise interna (Sem Fronteiras) 1 de 3

Entrevista com Carlos Lacerda


Entrevista com Carlos Lacerda baixada do acervo da TV Tupi na Cinemateca brasileira. Um dos raros vídeos falados do ex-governador da Guanabara.

Wellington Salgado x Pedro Simon x Cristovam Buarque

Bela


Programa Brasil Nação (1)

No júri do caso Celso Daniel, promotor acusará PT

17 de novembro de 2010 9h 06
Agência Estado

O Ministério Público quer 12 anos de cadeia, no mínimo, e 30, no máximo, para Marcos Roberto Bispo dos Santos, primeiro réu do caso que apura a morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), que vai a júri popular amanhã, no Fórum de Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo.



A acusação, a cargo do promotor Francisco Cembranelli, vai sustentar aos jurados que o então prefeito de Santo André foi vítima de organização criminosa que se apoderava de recursos da administração e que o dinheiro desviado tinha dois destinos inequívocos: contas pessoais de integrantes do grupo e caixa de campanha do partido.


"É esta a verdade", assevera o promotor. "Havia um grande esquema de corrupção na Prefeitura de Santo André. A morte de Celso Daniel foi encomendada." Daniel foi sequestrado na noite de 18 de janeiro de 2002. Dois dias depois seu corpo, crivado de balas, foi localizado em uma estrada de terra de Itapecerica.


O promotor está convencido de que o petista foi eliminado "por um grupo de bandidos perigosos contratados para ação ousada cujo objetivo era garantir a continuidade de vários crimes contra a administração pública". Cembranelli vai dizer aos jurados que o prefeito "tinha ciência da corrupção e contrataram sua morte quando ameaçou tomar providências".


A tese de repasse de dinheiro de corrupção para o PT faz parte do arsenal de argumentos do promotor. "Está documentado. Existem vários processos em Santo André contra essas pessoas que dilapidaram o patrimônio público, desviavam dinheiro para suas contas pessoais." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Enéas Ferreira Carneiro do Prona - Sábado Especial - Parte 1

5 de setembro de 2006
Enéas Ferreira Carneiro em entrevista, no programa Sábado Especial, no canal Rede Vida. Parte 1 de 5

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Bloqueio paraguaio a Chávez

Mac Margolis, Estadão.com

Logo mais, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve concluir a devolução ao Paraguai do canhão Cristão, capturado por tropas brasileiras ao tomar a Fortaleza de Humaitá em 1868, na Guerra da Tríplice Aliança.

Bem que os vizinhos podem precisar dele. Há meses, o diminuto país é alvo da artilharia pesada de Hugo Chávez. Mesmo com sua economia em frangalhos e a oposição aos calcanhares, o líder venezuelano está empenhado como nunca em fortalecer a marca do seu Socialismo do Século 21.

No mês passado visitou Irã, Síria, Líbano, Portugal e Ucrânia, e fechou o giro com um beija-mão dos irmãos Castro. Agora deve relançar a ofensiva para conquistar uma vaga plena no Mercosul. Já se renderam ao canto bolivariano três dos quatro integrantes titulares do mercado comum sul-americano, Brasil, Uruguai e Argentina. Só falta o Paraguai.

Ou, melhor, o Senado paraguaio. Dominado pelo Partido Colorado, que mandou a ferro e fogo no país durante seis décadas, o Senado trava oposição ácida ao presidente Fernando Lugo, este sempre simpático à causa de Chávez.

Além do veto à Venezuela, a maioria dos 45 senadores também barrou a entrada do Paraguai na União das Nações Sul-Americanas, a Unasul, pacto de inspiração chavista criado para tocar assuntos das Américas longe da sombra dos EUA.

Quem diria que esse pequeno colegiado, um punhado de legisladores de um país espremido entre gigantes, conseguiria frustrar o avanço do espaçoso comandante Chávez e se tornar firewall da democracia continental?

O mundo inteiro conheceu os heróis chilenos, os 33 mineiros resgatados das trevas. Apresentam-se agora "los 45", os legisladores paraguaios na última trincheira entre o continente e o abismo diplomático.

Atrás da resistência há uma desconfiança corrosiva. Mercosul com Venezuela, alega o Parlamento paraguaio, seria um cavalo de Troia para Chávez, que já atropelou a democracia venezuelana e ainda sonha com a evangelização do continente.

Já a Unasul é vista como um projeto de interesse estratégico brasileiro, além de um palanque de conveniência para os libelos bolivarianos.

Há quem diga que a exclusão da Venezuela do Mercosul é um equívoco que acaba punindo a nação inteira pelos pecados do seu mandatário. Mais dia menos dia, argumenta-se, Chávez irá embora enquanto o povo e seu país ficarão.

Soa bonito, mas o raciocínio está mais furado do que a Fortaleza de Humaitá. O Mercosul não é um mero Lego geográfico, senão um contrato entre povos, pousado sobre instituições e erguido com princípios, valores e práticas compartilhados.

Entre eles: "a plena vigência das instituições democráticas", segundo o Protocolo de Ushuaia de 2005, "condição indispensável para a existência e o desenvolvimento do Mercosul".

A Venezuela até assinou o protocolo e desmoralizou a democracia.

Ouça os sons da Natureza

SONS DA NATUREZA (BRASIL)
Click nos links e ouça
Aves

- Trogon surrucura;Surucuá-variado;Surucua Trogon
- Pionus maximiliani, Maitaca,Scaly-headed Parrot
- Theriticus caudatus; Curicaca-comum; Buff-necked ibis
- Columba plumbea; Pomba-amargosa; Plumbeous Pigeon
- Aramus guarauna; Carão; Limpkin
- Zonotrichia capensis; Tico-tico; Rufous-collared Sparrow
- Lipalgus vociferans; Frifró; Screaming Piha
- Cyanocorax caeruleus; Gralha-azul; Azure Jay
- Pitangus sulphuratus; Bentevi; Great Kiskadee
Programa Ambiental a Última Arca de Noé

O que é alienação?


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Trololó

Trololó

Decididamente, o período de transição da presidente eleita Dilma Rousseff não começou bem. Nem para ela - que assiste a brigas entre partidos aliados, com graus de virulência acima do esperado, e até já teve, antes mesmo de pensar na formação do novo governo, de se desfazer de gente da equipe acusada de corrupção -, nem para ninguém. Nas duas primeiras semanas pós-eleição foram despertados demônios que voltaram a infernizar o país, entre eles a CPMF, hipóteses de alterações na lei de responsabilidade fiscal e uma orgia geral por aumento de salários nos altos escalões dos três poderes.

Em todos os casos, com o contribuinte pagando o pato. Como sempre.

Mas se o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teve peito para bancar a discussão sobre o renascimento da CPMF, travestindo-a como uma reivindicação dos governadores, o mesmo não fez com o aumento dos provimentos. Ao apelar pela aprovação de reajuste para a sua sucessora, Lula abriu a porteira, dando metros e mais metros de corda para que todos cobrassem o seu quinhão. Uma conta que pode elevar em 14,8% os vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e, a partir daí, reajustar todos os magistrados e subir para valores de até R$ 28 mil os salários de senadores e deputados, com efeito dominó nos 27 legislativos estaduais e nas mais de 5,5 mil câmaras municipais de todo o país. Projetos nesse sentido já tramitam no Congresso, e agora, depois do sinal de Lula, passam a ser defendidos sem qualquer pudor.

Dilma, por sua vez, aproveitou a deixa para dizer que nada quer para ela, mas sim para os seus ministros. “Alguma coisa tem de ser feita em relação ao salário dos ministros, porque caso contrário nós não vamos ter ministros para ser ministros do Brasil”, disse ela, durante a sua primeira viagem ao exterior como presidente eleita.

Sem levar em conta o tropeço na construção da frase, já que não se importam ministros de outros cantos do planeta para serem ministros no Brasil, Dilma quer fazer o país crer na falácia de que um ministro de Estado recebe apenas os R$ 11,7 mil que lhe são atribuídos no holerite. Ela própria recebia mais do que o dobro disso para participar de conselhos de administração de empresas estatais, alguns deles, como o da Petrobras, que ela presidiu, com o pagamento de mais de R$ 5 mil por reunião. Sua sucessora, Erenice Guerra, nome que ela procura apagar da memória e que definitivamente quer que o país esqueça, recebeu quase R$ 34 mil para participar de cinco reuniões do conselho do BNDES no ano e exatos R$ 5.122,00 por reunião do Conselho de Administração da Eletrobras, onde também está o secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci.

Há espaço para todos. Um dos recordistas é o ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, com assento em vários dos mais disputados, como o do BNDES, que também abriga Miguel Jorge, do Desenvolvimento Econômico, e Carlos Lupi, do Trabalho. Dirão alguns que os conselhos e suas rechonchudas remunerações complementam o salário de um ministro. Mas é inimaginável, para não dizer um acinte, permitir que conselhos administrativos cumpram esse fim.

Um dos argumentos da presidente eleita para reivindicar o reajuste é exatamente o de que os salários dos ministros estão defasados em relação ao mercado. Isso é fato. E não só no Brasil. Na maioria dos países desenvolvidos a remuneração da atividade pública nem mesmo se aproxima da dos dirigentes das grandes corporações privadas. A natureza da coisa pública é outra e, embora os ganhos devam ser dignos, jamais se equivalerão aos daqueles que competem por lucro. Sem falar no caráter político da atividade, da carreira e do prestígio pessoal. Se o salário não é lá estas coisas, quando um ministro migra para o setor privado – e no Brasil a quarentena é nula ou quase mínima – aumenta, e muito, seu valor de mercado.

Ou seja, ao fim e ao cabo, ao contrário do que Dilma quer fazer crer, ser ministro compensa. E ela, mais do que ninguém, sabe disso.

Sabe também que a conta será depositada no colo do contribuinte. O resto é trololó.



Mary Zaidan é jornalista, trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa, @maryzaidan