sábado, 31 de março de 2007
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O rabino Henry Sobel foi preso nos Estados Unidos quando furtava gravatas numa loja de griffe.
O rabino Henry Sobel foi um dos mais atuantes líderes religiosos na resistência à ditadura militar e na luta pelos direitos humanos. Chegou mesmo a enfrentar atritos com os membros mais conservadores da comunidade judaica por suas posições em muitos momentos. Emocionou o país ao defender o enterro em solo sagrado do jornalista Vladimir Herzog e de Iara Iavelberg, companheira de Carlos Lamarca, judeus que a ditadura “suicidou”.“Já faz tempo, eu vi você na rua, cabelo ao vento, gente jovem reunida/ Na parede da memória, essa lembrança é o quadro que dói mais”
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi cassado na Câmara dos Deputados pelo envolvimento com o esquema do mensalão. O procurador-geral da República classificou-o, em seu relatório sobre o escândalo, como chefe da quadrilha. Dirceu hoje vive de representar empresas que têm negócios e interesses com o governo.Durante a ditadura militar, Dirceu destacava-se no movimento estudantil com seus discursos inflamados, que podiam surgir a qualquer momento, encarapitado num poste ou em cima de uma caixa de madeira. Dirceu organizou o último Congresso da UNE. Foi para o exílio trocado pelo embaixador americano Charles Elbrick, que foi seqüestrado pelo MR-8. Virou, então, personagem de uma história rocambolesca: em Cuba, submeteu-se a uma cirurgia plástica que modificou o seu rosto e retornou ao Brasil com uma identidade falsa."Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude/ Tá em casa, guardado por Deus, contando o vil metal”
Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu no Palácio do Planalto o senador Fernando Collor. Foi a primeira vez que Collor voltou ao Palácio depois do seu impeachment. Estava lá com a bancada do PTB. Collor tem sido um entusiasta defensor do governo Lula no Congresso.Em 1989, Fernando Collor derrotou Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições. Mais tarde, após uma intensa investigação numa CPI mista no Congresso, descobriu-se que havia um esquema de corrupção capitaneado por Paulo César Farias, que fora tesoureiro de Collor na campanha. O dinheiro administrado por PC chegou a pagar despesas de Collor, como a compra de um automóvel, um Fiat Elba. Nas ruas, as pessoas, num movimento capitaneado pelo PT e pela UNE, pintaram as suas caras para pedir a imediata deposição de Collor num processo de impeachment.“Nunca mais você saiu à rua em grupo reunido/ O dedo em V, cabelo ao vento, amor e flor, que é do cartaz?
Era a geração que dizia que ia mudar o mundo. Quando ela chegasse ao poder, muita gente acreditava que a canção que embalaria esse momento seria algo assim como o Imagine, de John Lennon. Que, então, já não houvesse mais “nada pelo qual se mate ou se morra” e que iríamos ver “todas as pessoas vivendo em paz”, sem mais sentir “ganância ou fome”. Afinal, eram palavras de um “sonhador”, mas como ele dizia, ele “não era o único”. No entanto, a realidade hoje parece ser embalada muito mais pelos versos de um compositor menos conhecido e mais modesto. Um certo cearense fã dos Beatles e de Lennon. As canções que embalam o tempo dessa tal geração no poder estão mais para “Como Nossos Pais” e “Velha Roupa Colorida”, de Belchior. Que sejam, pelo menos, na versão rascante, gritada, indignada, de Elis Regina. "Minha dor é perceber/ que, apesar de termos feito tudo o que fizemos/ Nós ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”
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Oficialmente, o primeiro blog de que se tem notícia entrou no ar em 1º de abril de 1997. É o Scripting News, criado por Dave Winer. Portanto, estamos perto do aniversário de 10 anos.
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sexta-feira, 30 de março de 2007
Paulo Henrique Amorim exercitando sua fértil imaginação está vendo um iminente golpe, patrocinado pelos controladores de vôo. Afirmar que os controladores de vôo querem derrubar o governo me parece uma idiotice, como veio de um jornalista experiente, talvez esteja sob efeito de algum medicamento forte ou de álcool.
"CONTROLADORES SÃO OS CAMINHONEIROS DE ALLENDE
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 263
. Uma greve nacional da Associação dos Donos de Caminhões financiada pela CIA ajudou a derrubar o presidente Salvador Allende, do Chile, em 1973.
. O objetivo do “paro” dos caminhoneiros era exatamente o dos controladores: desorganizar a produção.
. Chave da operação dos caminhoneiros chilenos era derrubar os Ministros da Defesa, Carlos Prats e Orlando Leteleier, com o que se acabava por desmoralizar o Presidente da República.
. No Chile de Allende, havia um mínimo de pluralidade na imprensa – uma parte da imprensa apoiava o presidente eleito pelo povo.
. Aqui, os controladores de vôo já há algum tempo aplicam a chantagem de “parar” o país.
. Hoje, nesta sexta-feira, conseguiram.
. Aqui, os controladores de vôos contam com o apoio de 90% da imprensa escrita e uma parte da imprensa de televisão.
. E têm o mesmo objetivo dos colegas chilenos: derrubar o Presidente da República.
. A reivindicação dos controladores de vôos não é uma questão sindical ou militar - é política e tem como alvo a estabilidade das instituições democráticas.
. O objetivo, aqui, também, é desestabilizar o Ministro da Defesa, Waldir Pires, que já conta com uma resistência razoável das Forças Armadas, que não se esquecem que ele serviu ao Presidente João Goulart.
. A outra parte da operação consiste em provocar a queda do Presidente da República pela mão da imprensa e de uma CPI que, agora, contou com a ajuda providencial de um Ministro do Supremo Tribunal Federal.
. No Chile, como aqui, o “paro” dos controladores tem a função de jogar a classe média contra o Governo. Quem anda de avião é a classe média.
. O “paro” dos nossos caminhoneiros se deu imediatamente depois que o Presidente da República decolou para se encontrar, neste sábado, com o Presidente Bush.
. É obvio que a intenção é esvaziar e constranger o Presidente da República.
. Para isso, de novo, os caminhoneiros contarão com o apoio da imprensa, que saberá explorar o “apagão aéreo”, como forma de embaraçar o Presidente da República num momento em que trata de importantes negociações com o Presidente da nação mais poderosa do mundo.
. Em 1981, o presidente Ronald Reagan enfrentou uma greve de controladores de vôo com a demissão de 11 mil de 13 mil controladores grevistas.
. Aqui, o governo trabalhista já foi longe demais na tentativa de negociar com os controladores.
. Os controladores demonstraram que têm um poder de chantagem ilimitado.
. Só o uso da lei resolverá o problema.
. A hora de negociar passou.
. Os nossos caminhoneiros estão na ilegalidade e no golpe."
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Ministro defendeu projeto durante evento no Rio de Janeiro nesta sexta (foto: Tasso Marcelo/Agência Estado)
O ministro da Justiça Tarso Genro defendeu nesta sexta-feira (30), no Rio de Janeiro, a criação de presídios especiais no Brasil exclusivos para jovens de 18 a 23 anos.Segundo o ministro, o objetivo dessas carceragens especiais seria tentar recuperar jovens que cometeram algum delito, separando-os de criminosos mais perigosos.
"Estamos pensando em um sistema carcerário disciplinar para uma faixa da sociedade de 18 a 23 anos, para que a recuperação seja mais facilitada e não haja contaminação da criminalidade mais consolidada", disse Genro a jornalistas, após proferir aula inaugural na Faculdade Cândido Mendes.
"Hoje, nós temos uma população carcerária muito grande, com distintos níveis de criminalidade. Por que não pensar de maneira adequada, cientificamente planejada e bem discutida, um determinado tipo prisional que tenha a contenção desse pessoal mais jovem", questionou.
Tarso Genro pretende discutir essa proposta no governo e convocar especialistas para debater o tema. O ministro acredita que a criação desses presídios para jovens não exige mudanças na lei.
"Não é necessária uma emenda constitucional, não precisa mudar a lei. Pode ser uma medida administrativa."
O presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, presente ao evento, apoiou a proposta do ministro da Justiça. "Vejo com bons olhos. O importante é tratar os jovens que ainda podem ter uma perspectiva de vida e que estão misturados a criminosos de alta periculosidade", afirmou.
G1
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Quem paga os salários dos professores de educação básica são os governos estaduais e as prefeituras, e em regra pagam um piso abaixo do que é proposto. Este piso no entanto é absolutamente insuficiente para manter um nível de vida digno para o magistério.
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quinta-feira, 29 de março de 2007
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Policiais federais estão insatisfeitos com os seus vencimentos. Depois de tanto serem usados politicamente no último período, o pessoal começa a expor o que pensa.
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Veja este vídeo da TV senado que conta um pouco da história de Florino Peixoto o segundo presidente da história republicana do Brasil.Clic no link abaixo.
Floriano Peixoto
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Bon Jovi-Always
From this moment on - TGO
Quase sem querer
INÚTIL-ULTRAJE A RIGOR
O TEMPO NÃO PARA-CAZUZA
IDEOLOGIA-CAZUZA
SUNDAY
PINK FLOYD
Raul Seixas - Tente Outra Vez Clipe
Cazuza - Vida Louca Vida
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terça-feira, 27 de março de 2007
O PT em Caçador vive a síndrome da próxima vez. Ao final de cada eleição a população comenta nas ruas, da próxima vez o PT ganha, agora já foi um susto. Bom na próxima vez, aparentemente o PT está mais preocupado em honrar a tradição de ter candidato próprio a prefeito, é a sindrome da próxima vez se antecipando.
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Parecia, na minha cabeça, que a inteligência não tinha nada a ver com a visão, e sim com a massa encefálica de cada indivíduo e com a periodicidade com que ela é usada... Afinal, tudo que cai em desuso, atrofia.
Não sou psicólogo, nem neurologista, entendo pouco dessas coisas da mente, apesar de me esforçar para aprender... Mas há algum tempo recebi um e-mail que me fez mudar de idéia. Nele dizia que para sermos “mais inteligentes”, é necessário exercitarmos o cérebro, oportunizando a ele o máximo de situações novas todos os dias, desafiando sua incrível capacidade de adaptação: algo como, mudar a disposição dos móveis da casa, escritório, ou qualquer outro local de trabalho; andar por caminhos diferentes, trocar o relógio do pulso esquerdo para o direito, caminhar de costas, memorizar placas na rua, usar o mouse com a mão contrária à costumeira, ou frear o automóvel com o pé esquerdo (Ôpa! Isso é perigoso... melhor não tentar!)... e o melhor exercício para a mente, na minha opinião, que é a leitura de bons livros e textos, enriquecendo nosso vocabulário e excitando nossa criatividade.
Provas da incrível e incontestável capacidade de adaptação do cérebro humano, não faltam, haja visto muitos deficientes físicos, mentais e sensoriais que não se renderam aos obstáculos impostos pela vida e conseguem interagir com este mundo globalizado e desumano à altura daqueles considerados “normais”... Como conseguem levar uma vida normal?... Exercitando as partes do cérebro atrofiadas por nossa preguiça e vencendo barreiras limítrofes impostas pelo preconceito fétido dos (a)normais.
Seguindo este raciocínio, as pessoas que dependem de lentes corretivas para a visão, também exercitam mais o cérebro, pois periodicamente precisam atualizar o grau de seus óculos, necessitando, para isso de uma adaptação e um exercício mental que é tanto maior quanto a diferença do grau de deficiência em relação aos mortais que usufruem de uma visão perfeita.
Isso muito me consola e me faz lembrar de muitos “míopes” ou deficientes visuais famosos: O grande poeta Carlos Drummond de Andrade, O cronista catarinense Maicon Tenfen que é cego de um olho, mesma deficiência de Luiz Vaz De Camões, que há mais de quinhentos anos atrás, apesar de perder um olho na guerra, nos presenteou com sua obra incomparável e de um valor incalculável para a Literatura, não só Portuguesa, mas universal, além de tantos outros contemporâneos, como Jô Soares, o cantor e compositor Silvio Brito, etc...etc...etc...
Se exercitar mais o cérebro é sinal de inteligência, então eu sou inteligente, pelo fato de há cada seis meses precisar trocar as lentes dos meus óculos e desafiar a capacidade de meu cérebro adaptar-se com novas situações, fato que ocorre com qualquer “quatro zóio” , provando que este mito é verdadeiro: Quem usa óculos é mais inteligente que os outros (Isso deve deixar meu oftamologista e as óticas muito contentes...).
Mas não precisa ser míope, ou estrábico para ampliar a inteligência. Basta jogar brasa na massa cinzenta e fazê-la funcionar diariamente, submetendo o cérebro aos desafios do dia-a dia, encarando-os como uma situação nova que ativa o pensamento, mantendo-o reciclado e fortalecido a cada momento. Feito isso, estaremos vencendo a preguiça mental, tão presente no nosso cotidiano e por conseqüência, tornando-nos mais “inteligentes”.
Márcio Roberto GoesMais um gênio míope...
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segunda-feira, 26 de março de 2007
Por Paulo Donizetti de Souza e Nicolau Soares
Quando Mino Carta comandou a criação da Veja, em 1968, Paulo Henrique Amorim estava por perto, e acabou sendo o primeiro correspondente da revista em Nova York. Hoje, ele faz questão de observar que Mino abomina a cria. Diz que considera Veja uma publicação de extrema direita, mas só quando está bonzinho – em seu estado “normal”, chama-a de boletim do pensamento fascista. Graduado na Fundação Escola de Sociologia e Política, de São Paulo, sua formação jornalística, segundo ele próprio, deu-se na imprensa escrita.
Em 2005, lançou em parceria com a jornalista Maria Helena Passos Plim-Plim – A Peleja de Brizola contra a Fraude Eleitoral (Editora Conrad), livro-reportagem sobre o Caso Proconsult, uma tentativa de fraudar as eleições para governador do Rio de Janeiro em 1982.
No meio eletrônico, Amorim abriu o escritório da Globo em NY – depois passou por Band, Cultura e Record, onde permanece, apresentando o programa Domingo Espetacular. Inaugurou as coberturas em tempo real para webTV no antigo Zaz e estreou com o multimídia UOL News em 2000. Hoje, hospeda no IG seu site Conversa Afiada.
O jornalista acredita que a imprensa “trabalhou, trabalha e trabalhará” pela abreviação do mandato do presidente Lula e que a mídia é antitrabalhista, e portanto anti-Lula, desde a era Getúlio. Mas crê que o mundo das comunicações dá vários sinais de que está em processo de mudança no país. Amorim deixa claro que não gosta de FHC, da Globo, da imprensa farisaica, do Ronaldinho “Fenômeno”, de quem fala mal do Rio de Janeiro e de nordestinos. O que ele realmente gosta é de confusão.
A TV ainda é o veículo mais influente sobre a sociedade não-organizada. Como você vê o desempenho da TV brasileira na formação da inteligência dos cidadãos?A TV brasileira não nasceu para isso. Ela copiou o modelo americano, que se opôs ao inglês. O modelo inglês veio do rádio. A BBC rádio inspirou a criação da televisão. A certa altura da história americana, com o presidente Roosevelt, o governo teve de escolher entre fazer televisão pública ou privada. Roosevelt escolheu televisão e rádio privados porque ele tinha 100% dos jornais americanos contra ele. Então, fez um acordo com os donos de emissoras e deixou a legislação correr na linha da privatização para poder chegar ao povo americano. Roosevelt fez uma reforma institucional muito importante do ponto de vista dos programas sociais. E essa opção política casou com os interesses econômicos nos Estados Unidos de tal maneira que, quando a televisão saiu da costela do rádio, ela já era uma televisão privada.
E o Brasil?Já saiu inspirado pelo modelo americano. A televisão brasileira já nasceu com o grande conglomerado do Chateaubriand, que foi substituído pelo conglomerado Globo. E a cumplicidade, o vínculo entre o Estado brasileiro e a Rede Globo foi tão profundo que se chegou a uma situação que durante muito tempo permitiu que a Globo, com 50% da audiência, tivesse 75% da verba publicitária – uma situação sem paralelo num regime democrático. Essa anomalia que fez com que a TV brasileira não só não desempenhasse o papel de formar os brasileiros como também se tornasse um monopólio virtual, na prática, de um único grupo de televisão, um grupo conservador e que interfere no processo político sempre no lado não-trabalhista.
A que você atribui esse desempenho? Competência estratégica empresarial?Foi uma combinação. Beneficiou o regime militar e foi explorada empresarialmente muito bem por Roberto Marinho, que conseguiu sufocar os concorrentes, e escolher os concorrentes. A certa altura do governo Geisel, Roberto Marinho escolheu os adversários. Escolheu o grupo Manchete e o grupo Silvio Santos. Ou seja, ele não só criava as condições que o beneficiavam como escolhia com quem queria brigar.
Como essa situação começa a mudar?O que muda agora são três fenômenos paralelos. Um é que pela primeira vez a Globo tem um adversário com grana, a Record. Pela primeira vez tem um adversário com dinheiro para enfrentá-la no terreno dela, que é a telenovela. Segundo lugar: pela primeira vez na história do Brasil o governo não é amigo dela. Para o meu gosto, o governo Lula trata a Globo bem demais, mas não como a tratavam Fernando Henrique, José Sarney, e todos os governos militares.
Mas há quem diga que o ministro das Comunicações, Hélio Costa, é um braço da Globo no governo.Não, porque o poder saiu do Ministério das Comunicações. O poder hoje está nas mãos de Dilma Rousseff (ministra-chefe da Casa Civil).
E terceiro...A democratização do acesso através dos meios de comunicação via internet.
Guardadas as devidas limitações da exclusão digital.Claro, mas elas estão diminuindo. Tem aí o computador popular, a instalação de computadores nas escolas públicas, as lan houses. Está acabando o monopólio. Vem aí a revolução do vídeo na internet. Essa coisa monolítica Jornal Nacional-falou-tá-falado não é mais assim, não. Eles deram o golpe no primeiro turno, mas não conseguiram no segundo. Alckmin teve no primeiro turno mais votos que no segundo. E Lula teve contra Alckmin mais votos do que contra Serra.
Fale um pouco da sua história, da sua formação profissional.Eu me formei em imprensa escrita. Fui para a televisão com mais de 40 anos. Minha carreira chegou num ponto em que eu não tinha mais para onde ir na imprensa escrita. Fui trabalhar primeiro na TV Manchete, depois na Globo, e depois fui para Bandeirantes, Cultura e hoje Record. Minha formação é de jornalismo escrito e por acaso eu me dei bem em televisão. Deus me beijou na testa e eu tenho facilidade de me comunicar com a câmera, portanto, com o público. Mas minha escola jornalística é a do Mino Carta na Veja. É uma coisa quase pré-histórica.
Você diz que a Veja é uma revista de direita.Isso é quando eu estou bonzinho, generoso. A Veja hoje é o boletim do fascio. O Mino repudia a Veja.
Como você avalia sua conduta profissional nas eleições, no pós-eleições, na relação com a política?Por causa do meu trabalho de televisão, procurei ser um jornalista, digamos, não-engajado. Porém, a certa altura, achei que meu trabalho na TV Record, nesse programa Domingo Espetacular, me permitia fazer uma escolha. Eu não pretendo mais ter um papel de jornalista que mexa com política e economia numa televisão aberta. Para isso criei um site, o Conversa Afiada, hospedado no IG, que tem lá, para quem quiser ler, uma seção chamada “Não coma gato por lebre”, em que estabeleço com muita clareza quais são as minhas inclinações. Não gosto de FHC, Daniel Dantas, Rede Globo, imprensa farisaica, do Corvo do Lavradio (Carlos Lacerda), Ronaldo dito “o fenômeno”, Flamengo – sou Fluminense –, de quem fala mal do Rio, de quem fala mal de nordestino, de Brasília, de pós-moderno, de Dry Martini com uma gota a mais de Martini, de filme de terror, de Amsterdam Avenue, de urna eletrônica e de gatos. Não engano ninguém.
A democratização do acesso à informação pode contribuir para o jornalismo independente ou derruba de uma vez por todas o mito e cada um vai assumir sua posição publicamente?Quando você fala em jornalismo independente, eu penso em um jornalismo desligado dos grandes grupos. E com o mínimo de recursos, muitas vezes. Hoje, com uma câmera de celular você filma. Não esqueça que a execução de Saddam Hussein foi gravada com celular e divulgada pelo Google. As redes de televisão dos Estados Unidos estavam pensando no que fazer com o vídeo, e o Google já tinha botado no ar. A eleição para o Senado americano foi decidida com um celular. O famoso senador que chamou um indiano de macaco perdeu a eleição porque foi para o YouTube.
Uma discussão que vem sendo feita nos movimentos sociais é um plano governamental para a democratização da comunicação.Eu acho que o movimento sindical brasileiro, o PT e o governo Lula bobearam. Eles menosprezaram o poder da imprensa conservadora. Nenhum dos três teve peito para enfrentar a imprensa conservadora e criar uma imprensa alternativa. O Brasil é o único país razoavelmente sério do mundo que não tem um jornal trabalhista. Um La República, um El País, não tem no Brasil. Culpa do movimento trabalhista, e aí eu incluo o PT, os sindicatos e o governo Lula. O governo achou que ia chamar a Globo, encantar a família Marinho. Eles são contra Lula desde Getúlio Vargas. Quando Getúlio morreu, o povo foi para a rua e fechou o jornal O Globo. A família Mesquita é contra Lula desde o Getúlio Vargas. Outro erro que o PT cometeu, que Lula cometeu, foi achar que eles eram diferentes dos trabalhistas, Getúlio, Jango, Brizola. Para os conservadores, não tem diferença. A diferença é a seguinte: o que é o problema número um do Brasil? A carga tributária ou a distribuição da renda? Essa é a questão. É como nos Estados Unidos. George Bush é a favor de tirar imposto de rico e Clinton é a favor de distribuir a renda. Aqui no Brasil, Getúlio, Jango, Brizola e Lula querem distribuir a renda. Do outro lado, Fernando Henrique Cardoso, José Serra, que pode ter todas as idéias de esquerda, mas se comporta como homem de direita. Não me interessam as idéias do Serra, me interessa a prática do Serra.
Não precisa ser selvagem.O capitalismo sabe ganhar dinheiro, mas não sabe distribuir. Então tem de haver mecanismos pelos quais seja possível distribuir dentro do regime da livre-iniciativa. Tem de haver um entrechoque entre os que são a favor de reduzir impostos e os que são a favor de distribuir renda. Cinco anos um, cinco anos outro, e por aí vai. Isso é democracia. Não pode é ser sempre de direita. Mas o que eu gosto é de democracia, de confronto, de pau. Fui formado assim, sou filho de uma família de classe média baixa e passei a minha vida lutando, eu gosto disso. O que não gosto é de pensamento único. E durante a hegemonia do neoliberalismo, codificado por Margaret Thatcher e por Ronald Reagan, e aqui imposto por Fernando Henrique e a imprensa que o cerca até hoje, criou-se um sistema de pensamento único. É isso que eu acho que tem de ser desmontado. Acho que essa é minha modestíssima contribuição como jornalista. Não significa que eu seja petista, socialista, nada. Sou apenas um jornalista que gosta de confusão.
Os brasileiros têm condições de saber o que está acontecendo na América do Sul através dos nossos jornais?Não, a nossa cobertura internacional é grotesca. Os jornais brasileiros não prestam. A rigor, não tem o que ler. Começa que cinco páginas são dedicadas à reforma ministerial que non me ne frega niente. Que me frega quem vai ser ministro das Cidades? Não muda a natureza do café que eu tomo no boteco, com mais ou menos açúcar. Se Marta vai ser ministra, que me interessa? Faça uma enquete na rua e pergunte o nome do ministro das Cidades. Ninguém sabe, e é bom que não saiba, não precisa saber, não interessa. Por que eles fazem isso? Para demonstrar que Lula não sabe decidir. Era uma coisa que se dizia de Getúlio também. Ele ficou com a fama de que criou a frase “deixa estar para ver como é que fica”. E foi o homem que mais mudou as estruturas sociais do Brasil. E ele mudou o país, mudou o Código de Minas, a lei de gestão do trabalho, criou a Petrobras, a Eletrobrás, mulher passou a votar.
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Festa do Município
Deixando as preferências políticas à parte, o que se viu na Festa do Município deste ano foi realmente uma tentativa frustrada de levar o público ao Parque das Araucárias para a comemoração dos 73 anos de Caçador. No primeiro dia, poucas pessoas e atrativos fracos. No segundo dia, à tarde, Silker Show, uma atração destinada às crianças, se apresentou para umas 30 pessoas, dentre as quais, umas 10 crianças. À noite, o público correspondeu e mais de 12 mil expectadores viram a banda Titãs e o caçadorense André Jean. Já no domingo, a festa estava praticamente morta e a chuva atrapalhou ainda mais. Nem a tentativa de se fazer um bolo gigante deu certo. Alguns comentários já postados no Portal Caçador On line mostram o que os caçadorenses estão achando da comemoração.
“Nem lembrei”
Frase do secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Gilmar Ramos, para dizer que não tinha nem pensando na imprensa de Caçador, responsável pela divulgação da Festa. Na verdade, nem uma sala para os profissionais trabalharem foi providenciada. Havia apenas um computador colocado ao lado dos equipamentos da rádio, mas sem internet.
Deselegância
Em pleno aniversário do Município, uma das lideranças que também tem trabalhado pelo desenvolvimento de Caçador, o secretário Regional Valdir Cobalchini (PMDB), mesmo comparecendo ao Desfile Alegórico, não foi chamado para compor o palanque oficial. Ficou no meio do público, assistindo ao evento.
Deselegância I
Uma clara deselegância por parte de uma Prefeitura que vem sendo atendida pelo Governo do Estado, representado em nossa região pelo secretário Cobalchini. Aliás, fazem poucos dias que Saulo participou de uma maratona de inaugurações de obras com dinheiro do Estado. Este tipo de atitude lembra de mesquinharias da política antiga, que já parecia superada em nossa cidade.
Desculpa?
Do prefeito Saulo Sperotto na inauguração da Câmara: "Se não houver uma mudança rápida nisso (ele falava que a minoria dos impostos fica em Caçador, apenas 15%, sendo que o Governo Federal recebe 65%), vai ser muito difícil para nós darmos uma boa qualidade de vida para a nossa população. Por isso, tenho que ir para Florianópolis e Brasília, buscar recursos para o nosso Município".
Será?
Parece que esta coluna errou. Acordos dos bastidores do Partido dos Trabalhadores podem levar para a candidatura a prefeito o empresário Assis Pereira. Na verdade, ele pode vir a compor uma chapa pura, com o vereador Marcos Creminácio como vice.
Ladeira abaixo
E a disputa entre o vereador Beto Comazzeto (PMDB) e o vereador e secretário de Infra-Estrutura, Itacir Fioreze, o Fically (PP), em torno do uso de máquinas em locais particulares pode acabar fazendo o projeto de ambos de um dia serem prefeitos virar água.
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sábado, 24 de março de 2007
Tancredo Neves ensinava que não se deve nomear quem não se pode demitir. Por isso, não nomeava parentes - nem seus, nem de amigos mais próximos. Se precisasse tirá-los, por alguma razão funcional, criaria uma crise doméstica.
No governo que não chegou a assumir, evitou colocar em seu ministério (herdado por Sarney) potenciais candidatos à sua sucessão. Como demiti-los sem provocar uma crise política na sua própria base? Por essa razão, manteve à distância de seu staff o nome mais influente de seu partido, Ulysses Guimarães.
Lula não segue essa sábia lição. Acaba de nomear para o Ministério do Turismo a ex-prefeita Marta Suplicy, que chega ruidosamente como pré-candidata a dois cargos de primeira linha: a prefeitura paulistana, em 2008, e à sucessão presidencial de 2010. E chega pedindo que sua pasta, secundária no espectro ministerial, seja incrementada, pois, do jeito que está, não funcionará como plataforma eleitoral.
Ora, se não atender à ministra, inflando o cofre de sua pasta, Lula abrirá frente de atritos com ela própria e com os que a querem disputando aquelas eleições. Se atendê-la, brigará não apenas com os demais candidatos potenciais de sua base, como com os demais ministros, que se sentirão desmerecidos politicamente.
Outro axioma está sendo aí ignorado – desta vez por Marta: o de que não se deve colocar a carroça adiante dos bois. Sabe-se que, em política, açodamento resulta em antecipação da guerra. Sucessão presidencial é guerra. Quem primeiro se expõe ao sol e ao sereno é o primeiro a ser bombardeado, por todos os lados.
O ex-ministro José Dirceu, que no curto período em que exerceu o poder mostrou ignorar como poucos os seus mistérios, precipitou-se e pagou caro por isso. Assumiu a chefia da Casa Civil como superministro, candidato ostensivo à sucessão. Saiu pela porta dos fundos, cassado, na segunda metade do mandato.
Fazia questão de ser visto e identificado como o ministro que mandava no presidente. O Superzé. Dava entrevistas em tom agressivo, mandava recados duros aos correligionários, ocupava ostensivamente todos os espaços.
Brigava em público com os ministros da área econômica, querendo impor-lhe diretrizes, como se estas emanassem do próprio presidente da República. Não emanavam, como se viu depois.
Dirceu chegou a incluir-se em todos os grupos de trabalho interministeriais formados para dar agilidade a projetos governamentais. O resultado é que, não sendo ele o super-homem, não comparecia à maioria das reuniões, e aqueles grupos, idéia engenhosa, acabaram não funcionando.
A história ensina que as eminências pardas são, acima de tudo, discretas. Aparecem o mínimo possível – e falam ainda menos. São, acima de tudo, eficientes. Agem – e muito – na sombra. Não se gabam de influir: apenas influem. A ministra Dilma Roussef, sucessora de Dirceu na Casa Civil, exerce influência bem superior à dele, e o faz sem ostentações.
Com Dirceu, Lula viu-se na circunstância que Tancredo recomendava evitar. Não tinha coragem de demiti-lo. Caíra na cilada de nomear alguém que lhe infundia temor reverencial. Já na primeira mancada de Dirceu, o escândalo Waldomiro Diniz, Lula teve que absorver o desgaste da situação por não ter peito para defenestrá-lo.
Ninguém duvida de que, fosse outro o ministro, e Lula teria estancado aquela hemorragia na hora, demitindo-o. Não o fazendo, submeteu-se a um longo período de anemia política, que desembocou na crise do Mensalão, que quase o leva ao impeachment.
Com Marta, Lula reincide no erro de nomear alguém que sonha com o seu lugar. Alguém que não fará do cargo que ocupa uma instância de assessoria administrativa do presidente (como deve ser um ministério), mas um palanque estratégico para funcionar como atalho para o próprio Palácio do Planalto.
Terá nela um adversário íntimo – e um ministro a menos.
Ruy Fabiano é jornalista
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Deu no Blog do Noblat:
O Brasil tem 32,1 milhões de internautas interessados especialmente em aproveitar os benefícios da Rede para a educação e aprendizagem. Os usuários são jovens, com média de 28 anos de idade, 10,7 anos de estudo e renda três vezes superior à média da população. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fazem parte de um suplemento da Pesquisa por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2005 e traçam um panorama do uso da web e da telefonia celular no país. Leia mais aqui"
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Blog do Gian
Blog do Mello
Blog do Noblat
Blog do Noel
Blog OXI...GÊNIUS !?
Contos da Escola
Pobre Virtual
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Acredito que o PT está pronto para governar Caçador desde o Pleito passado (2004), o que está faltando é simplesmente o comprometimento de seus filiados, acreditar que o partido é realmente uma força política. É preciso ainda, livrar-se do ranço político, deixar de ter medo deste que não leva e nunca levou a nada. Abdicar de interesses particulares, e abraçar os interesses de Caçador, isso sim é ser caçadorense. 2008 trará consigo, os ventos da mudança. "
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sexta-feira, 23 de março de 2007
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quinta-feira, 22 de março de 2007
Postado por Atílio às 9:55 PM 0 Comente Aqui!
Marcadores: Notícias de Caçador
- “Do prefeito, nenhum projeto real que tenha beneficiado a população, exceto da Festa do Município com os portões abertos, mas isso é mesmo uma obrigação do poder público, já que o cidadão paga os impostos e teria o direito de ter essa festa de graça”
- “ta mal e o prefeito está cheio de boas intenções, mas de boas intenções diversos lugares estão lotados”.
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Marcadores: Notícias de Caçador
Veja parte do embate entre Simon e Collor
http://www.youtube.com/watch?v=BVW8hXl4PPo
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Lenha na fogueira
O vereador Alcedir Ferlin jogou ainda mais lenha na fogueira nas discussões de ontem acerca do uso das máquinas na Prefeitura em terreno particular sem autorização da Câmara. Ele afirmou que a Prefeitura só lança projetos de fantasia e que não viu nenhuma ação por parte do Executivo.
Lenha na fogueira I
“Do prefeito, nenhum projeto real que tenha beneficiado a população, exceto da Festa do Município com os portões abertos, mas isso é mesmo uma obrigação do poder público, já que o cidadão paga os impostos e teria o direito de ter essa festa de graça”, declarou Ferlin na sessão desta segunda. Ele afirmou ainda que a Prefeitura “ta mal e o prefeito está cheio de boas intenções, mas de boas intenções diversos lugares estão lotados”.
Festa
O vereador Deoclides Sabedot também usou a palavra para afirmar que para fazer a Festa do Município em Calmon, cascalhando estradas para realizar um evento, o prefeito foi bom, mas para fazer as obras aqui em Caçador está difícil. Ele se referiu a melhoria da estrada que leva até a chácara do Jair Carneiro, onde foi realizado um rodeio, que já fica nas terras do município vizinho.
Reclamação
Além disso, esta questão já foi tema de reportagem neste Portal, onde os moradores e donos de terras da estrada que fica à direita desta onde os rodeios são realizados, e que leva até o município de Timbó Grande, estão indignados com a situação da mesma, afirmando que as máquinas nem ao menos passaram pelo local, mesmo estando tão próximas por um bom tempo.
Encurralado
Pelo jeito, mais uma vez, o prefeito Sperotto está encurralado pelos vereadores de Caçador. Depois de ter colocado máquinas trabalhar no terreno da Reunidas, sendo alvo de um processo no Ministério Público, ele agora está diante da mesma situação, só que com uma diferença: da outra vez ele não sabia que não era certo. Agora, com o alerta do MP ele já sabe.
Médicos
E o projeto dos médicos, que chegou à Câmara há pouco mais de uma semana, não foi votado nesta segunda. Mesmo assim, estavam presentes representantes da classe de saúde, para ouvir alguma coisa a respeito de uma possível data de aprovação. Segundo presidente da Casa, Gilberto Gonçalves, a Comissão de Constituição e Justiça está analisando, sendo que depois ele passará para a Comissão de Finanças e por último para a de Saúde. A sua votação provavelmente deverá sair nos dias 2 e 3 de abril.
Médicos I
Aliás, com a calorosa discussão acerca dos acontecimentos com as máquinas da Prefeitura, quase que uma explicação, para os presentes interessados no projeto dos médicos, não aconteceu. O vereador Marcos Creminácio teve que pedir a palavra e enfatizar que as pessoas estavam ali e pediu quando ele provavelmente seria votado.
Segurança
Gonçalves ainda aproveitou para dizer que não pode mais sair em festas em Caçador já que não se sente mais seguro. Segundo ele, está recebendo ameaças e está se sentindo com medo de aparecer em público, sob pena de “ser abordado por alguma daquelas pessoas que se favoreceram quando aprovamos o projeto aqui nesta casa”. O presidente se referiu ao projeto da Guarda Municipal que foi aprovado até mesmo pelos vereadores da oposição.
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Marcadores: Notícias de Caçador
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quarta-feira, 21 de março de 2007
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Parabéns ao Senador Pedro Simon, que ocupou a tribuna do senado hoje, para lembrar a todos que Collor foi cassado, por ser o que é um CORRUPTO.
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Veja a entrevista do sociólogo Roberto Damatta a TV Câmara
Roberto Damatta
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Marcadores: Entrevistas, Vídeos
terça-feira, 20 de março de 2007
Hélio Schwartsman, é editorialista da Folha e Bacharel em filosofia.
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Marcos Arruda
Cena Um
Disco 195. Ocupado. Tento várias vezes ao longo de uns 20 minutos. Afinal, trrrrrimmmmmmmmm.
- Cedae, bom dia. Para consertos, aperte 1... para reclamações, aperte .
Quando afinal consigo falar com um ser humano, digo:
- Eu gostaria de dar parte de um escapamento de água na casa no. 107 da Rua João Afonso, no Humaitá. Há vários dias a água escapa por um buraco no encanamento, bem perto do relógio que marca a entrada da água.
- O relógio gira?
- Gira sim. Mas o vazamento já deve ter desperdiçado milhares de litros de água cada dia!
- Para nós isto não importa, porque o inquilino está pagando!
Cena Dois
Salto do carro ao lado de um orelhão duplo, na rua Martins Ferreira. Coloco o cartão telefônico na fenda. O telefone não funciona. Vou para o outro. Mesma coisa.
Pago dois reais para deixar o carro atrás da Cobal. Busco o orelhão próximo à esquina da São Clemente com a Rua Marques. Ele não funciona. Entro na Cobal e busco o orelhão. Ele não funciona.
Martinha, minha irmã, se mudou sábado passado. Havia combinado com a Telemar-Oi de eles fazerem na sexta-feira a transferência da linha da casa antiga para o novo apartamento. Não veio ninguém e ela está sem telefone e sem internet para o fim-de-semana. Ela depende de ambos para o seu trabalho de intérprete.
Interrupções no uso do Velox têm impedido que trabalhemos com a presteza e agilidade que os beneficiários esperam de nós: eu, como consultor econômico, pesquisador e educador, minha mulher como professora e tradutora, meu filho fazendo trabalhos de grupo com colegas, todos nós usando a internet e o correio eletrônico. Em fevereiro passamos cinco dias sem o serviço Velox, que é da Telemar-Oi, privatizada, concessionária monopolista de um serviço essencial nesta e noutras regiôes do país.
Cena Três
Somos vários no ponto do ônibus, na esquina da Voluntários com a Rua Dona Mariana. Várias senhoras esperam pela condução que lhes sirva. Quando afinal o ônibus de uma delas chega perto do ponto, ele vem por fora. Ela se agita. Tem cerca de 75 anos, e não consegue atrair a atenção do motorista com seus gestos ansiosos. O ônibus passa ao lado do que está no ponto e segue adiante, deixando-a para trás, frustrada e impotente.
Chega o meu ônibus. Espero que ele se aproxime do ponto. Ele está atrás de dois outros, que estão parados no ponto. De repente, o trânsito na segunda pista esvazia, o ônibus sai detrás dos outros e arranca, passando ao lado dos outros e enquanto eu fico gesticulando e assoviando no vazio.
Afinal, tomo o ônibus seguinte, uns dez minutos depois. Pergunto ao motorista:
- Está muito quente aqui dentro! Como é que o senhor aguenta trabalhar assim?
Ele coloca a mão no capô do motor e diz:
- Veja como isto aqui aquece. Como é que minha cabeça pode trabalhar bem se está sendo cozinhada pelo calor e pelo barulho durante mais de oito horas por dia?
Os ônibus que servem a cidade do Rio de Janeiro, são construídos sobre chassis de caminhão, pelas grandes transnacionais automobilísticas. Por isso, o motor é na frente e dentro do ônibus, infernizando motorista e passageiros com calor e barulho acima do tolerável. Se a isto se acrescentam os freios mal regulados, que assoviam cada vez que o motorista tem que fazer o ônibus diminuir a velocidade ou parar, temos aí uma combinação literalmente intolerável. Recordemos que as linhas de ônibus são concessionárias privadas da Prefeitura Municipal. É ela a responsável por garantir os bons serviços dessas linhas ao público.
Cena Quatro
Ponho o carro em marcha para descer a rua João Afonso. A rua ainda é calçada com paralelepípedos. Isto não seria problema, se a Prefeitura tivesse um serviço de manutenção alerta e eficiente, como é o caso da Prefeitura de Paris em relação a grande parte das ruas e praças da cidade, que também são calçadas com paralelepípedos. Quando dirijo o carro para o meio da rua, o peito de aço que protege o chassis raspa nas pedras fazendo um barulho arrepiante de metal sendo ferido.
A rua está dilacerada como se tivesse havido um bombardeio aéreo localizado sobre ela. A parte da rua em que moramos é uma ladeira de uns 40 graus de inclinação. Em frente do número 80 existe uma área de pedras deslocadas, colocadas dentro do buraco que as contém sem qualquer arranjo ou fixação. A área cobre metade da largura da rua de uma calçada à outra. Em frente do número 75 existe um buraco sem pedras, de uns 40cm de profundidade e meio metro de largura, bem no meio da rua. Algumas partes da rua apresentam corcovas, pois a terra sob o calçamento deslizou com as chuvas abundantes do mês de janeiro, deslocando os paralelepípedos e facilitando seu desprendimento. Alguns deles estão pousados no meio fio, e alguns moradores e outros motoristas que estacionam nesta rua (professores do Colégio Pedro II e do Pedrinho são os mais frequentes) os utilizam para calçar as rodas a fim de que não deslizem.
A presença desses dois colégios na esquina e no interior da rua João Afonso são um tormento para os moradores da parte alta da rua. Todo dia de aula, de 7h30 às 8h, de 12h30 às 13h e de 17h30 às 18h é quase impossível sairmos de carro porque as vans e os carros que trazem os alunos e alunos bloqueiam o trânsito. Muitas vezes há conflito entre quem sobe e quem desce. Um só carro de um motorista indignado é capaz de bloquear a rua de 10 a 15 minutos, porque ele quer a prioridade de passagem. Os podres poderes do Município jamais tomaram conhecimento das nossas queixas. Os moradores já fizeram abaixo-assinados e petições, sem obter qualquer retorno.
Conclusão
Quanto o Estado é privatizado, corrupto, podre, os serviços deixam de ser públicos para tornarem-se pútridos.
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Marcadores: Artigos
O degelo no Ártico acelerou-se nas últimas décadas e pode causar uma sucessão de mudanças nas regiões temperadas do planeta, alertam estudos divulgados pela revista Science. De acordo com a pesquisa, há quatro geleiras árticas cujo degelo ameaça aumentar o nível do mar. Esse degelo, segundo outro estudo, deve-se à poluição atmosférica. Segundo Mark Serreze, cientista do Centro Nacional de Dados sobre a Neve e o Gelo na Universidade do Colorado, o desaparecimento do gelo nos mares árticos chegou a um momento "crítico", cujo impacto "não se limitará à região ártica". Segundo Serreze, o acúmulo de gelo nos mares árticos foi negativa desde 1979, quando começaram a ser utilizados satélites para sua observação. O cientista acrescentou que, desde aquele ano, foi perdida uma média anual de aproximadamente 100 mil quilômetros quadrados de gelo como resultado do aumento da concentração dos gases que provocam o efeito estufa. – O Ártico perde muito gelo nos meses do verão, e parece que também está gerando menos gelo no inverno – afirmou. E quando o gelo chega a um estado vulnerável, a situação chega a um ponto de desorganização tamanho que é possível que estejamos avançando rapidamente rumo a um Ártico sem gelo, acrescentou. Serraze disse que, como o aumento das temperaturas registrado nas últimas décadas deve-se à emissão de gases estufa na atmosfera, a curto prazo não se pode prever um fim da diminuição do gelo nos mares árticos. O cientista lembrou que, em geral, a perda de gelo é associada por muitas pessoas a seu efeito negativo sobre a fauna, especialmente sobre os ursos polares, e a sua responsabilidade para a erosão nas regiões litorâneas do Alasca e da Sibéria. No entanto, afirmou, outros estudos também associam a perda de gelo a mudanças nos padrões atmosféricos que provocam aumento ou diminuição das precipitações nos Estados Unidos e na Europa. Outro estudo publicado na Science, realizado por cientistas da Universidade de Edimburgo e da University College de Londres, dá números mais precisos sobre o degelo. Este, aponta, é de 125 milhões de toneladas por ano. Os cientistas Andrew Shepherd e Duncan Wingham afirmam que esse degelo é suficiente para aumentar o nível do mar em 0,35 milímetro por ano. Como prova, apresentam o caso de quatro geleiras antárticas cujo degelo foi detectado mediante observações por satélite e que constituem uma ameaça para os níveis marítimos. Essas geleiras, no leste e no oeste da Antártida, provêm de bacias submarinas que fluem nos oceanos e são vulneráveis às mudanças de temperatura, afirmam. Segundo relatório de cientistas da Universidade Pierre e Marie Curie, em Paris, também publicado pela Science, o aquecimento global está ocorrendo cada vez com maior rapidez no norte do planeta, e se deve à crescente concentração de gases estufa. As fontes de poluição incluem as da região eurasiana, as emissões de navios e os incêndios florestais, apontam. A publicação dos estudos coincidiu com uma reunião científica na cidade de Hannover, Estado norte-americano de New Hampshire, para determinar o impacto do aquecimento global. Segundo os cientistas, o aquecimento é maior em torno da linha do Equador, mas as mudanças que produz nessa altura são menos dramáticas que as que ocorrem nos pólos. As conseqüências das mudanças climáticas, dizem, afetarão todos os habitantes do planeta, cada aspecto da vida humana, e ninguém poderá evitá-las.
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Marcadores: Aquecimento Global, Meio ambiente
segunda-feira, 19 de março de 2007
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Banho de Sangue
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A Guerra do Iraque completou hoje quatro anos, são 650 mil civis iraquianos e três mil soldados norte-americanos mortos, aumentouo número de atos de terrorismo no mundo, enfraqueceu o Estado de Direito nos Estados Unidos. Há 140 mil soldados norte-americanos no Iraque que vive uma guerra civil desde a deposição do ditador Sadam Hussein, e Bush quer mandar mais 30 mil.
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Marcadores: Notícias de Caçador
domingo, 18 de março de 2007
Os 10 maiores emitentes de dióxido de carbono na atmosfera: 1º EUA; 2º China; 3º Rússia; 4º Japão; 5º Alemanha; 6º Índia; 7º Grã-Bretanha; 8º Canadá; 9º Itália; 10º Coréia.
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Marcadores: Meio ambiente
Infelizmente nossas escolas são vistas como espaços de convivência, algo como uma praça de alimentação de um Shopping Center. Antigamente íamos a escola para aprender. Hoje, nossos jovens estão indo para conviver.
Quando vemos os resultados dos exames nacionais do ensino, não deveríamos nos assustar, são apenas uma manifestação da realidade de nossas escolas. Nós professores, também estamos paulatinamente perdendo esse espaço da escola, como espaço do conhecimento, e da aprendizagem.
Tudo isso é profundamente lamentável.
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Marcadores: Educação
O papa recentemente desaprovou o 2º casamento dos católicos. Triste a constatação de que na entrada do séc. XXI, a autoridade máxima da Igreja, não está nem um pouco receptiva para as proeminentes realidades do mundo.
Em breve o papa vem ao Brasil, e será uma boa oportunidade da igreja brasileira, chamar a atenção do sumo pontífice para a importância da atualização da igreja, diante da realidade que afeta milhões de católicos no Brasil e no mundo.
Pessoas que tiveram insucesso no 1º casamento estão impedidas pelas leis católicas de buscar a sua felicidade, através de um novo relacionamento. Só mesmo uma igreja realmente desencarnada do mundo pode continuar defendendo tal proposição.
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Marcadores: História
sábado, 17 de março de 2007
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O aeroporto continua sendo uma opção para milhares de brasileiros que querem melhorar de vida. É lamentável, que muitos brasileiros prefiram correr os riscos de uma vida no exterior, a buscar uma colocação no mercado de trabalho brasileiro.
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Unidos
Vereador e presidente da Câmara, Gilberto Gonçalves (sem partido), que no Legislativo é oposição ao Executivo, deixou as diferenças de lado na reunião do Cefet, nesta quarta-feira, e conversou por um longo tempo ao pé do ouvido com o prefeito Saulo Sperotto. O assunto: o desenvolvimento de Caçador, através do centro para cursos técnicos.
Unidos I
Aliás, coisa que poucos viram até hoje pôde ser notado na reunião em prol do Cefet. Como se tratava de um projeto amplo, abraçado por diversas entidades, não houve discussões políticas entre Gonçalves e o prefeito Sperotto. Na verdade, eles chegaram a um consenso com a maior facilidade. Tudo pensando em Caçador.
Candidato
“O PT vai manter a tradição e lançará, em 2008, candidato próprio a prefeito de Caçador”. Do vereador petista, Marcos Creminácio, na sessão de segunda-feira, na Câmara. Dentre os nomes mais cogitados e fortes dentro do partido, o ex-presidente do Legislativo ainda mantém a sua posição. Além dele, outro possível nome pode ser o empresário, Assis Pereira.
Frase
“Não queremos praia, queremos tecnologia para Caçador”. Do empresário Gilberto Seleme, na reunião do Cefet, nesta quarta-feira.
Médicos
Continuam as discussões acerca da questão dos salários dos médicos de Caçador. No entanto, o prefeito Saulo Sperotto já garantiu que ou os médicos aceitam o termo de ajuste de conduta imposto pelo Ministério Público ou “eu serei obrigado a abrir um processo administrativo para novas contratações”. O chefe do Executivo ainda revelou que existem muitos profissionais pedindo para trabalhar em Caçador e que a situação será resolvida.
Médicos I
Cá entre nós: essa novela já está indo longe demais. Quem está perdendo com certeza é a população de Caçador, que fica sem atendimento ou é mal atendida por profissionais sem vontade de trabalhar, já que não há uma definição.
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Marcadores: Notícias de Caçador
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Leio na Folha de S. Paulo (06/03) um editorial intitulado "Nota vermelha":
"Quando já não parece mais possível receber más notícias sobre o desastre educacional, eis que elas não param de chegar. A última má nova saiu de um recorte paulistano do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem): nenhuma escola estadual da maior cidade do país obteve ‘nota azul’ na prova. Todas as 621 escolas consideradas tiveram rendimento inferior a 50%.
"O momento é propício para observarmos a educação, em São Paulo e em outros estados. Os instrumentos de avaliação revelam o fracasso. E as más notícias continuarão a chegar, porque problemas educacionais não se resolvem do dia para a noite."
Nas últimas linhas daquele editorial da Folha, pede-se que José Serra se manifeste, pois caberia a ele, neste caso, dar explicações e propor políticas que não façam a educação desaparecer em meio a tantas outras políticas...
Um imenso desânimo
Poderíamos mencionar outros nomes comprometidos com o desastre: o ex-governador Geraldo Alckmin, o ex-secretário da Educação Gabriel Chalita e, ampliando, o ex-ministro Paulo Renato. Haverá outros. Não tiveram todos eles a faca, o queijo, a caneta e as verbas nas mãos ao longo dos últimos anos?
Mas, pensando melhor, para que chamá-los? Dirão algo de relevante aos pais, aos jovens, aos professores, à sociedade? Não têm o espírito educacional de que precisávamos. É melhor procurar outras pessoas cujas idéias possam despertar ações eficazes, mudanças reais.
Nas estantes de pedagogia das livrarias, estudos (melhores ou piores) apresentam análises e propostas. Não faltam teóricos. E não faltam, nas escolas públicas e privadas, professores que se destacam pela criatividade, pelo dinamismo... mas podem morrer afogados em meio às ondas do imenso desânimo.
"E a parte deles?"
Notícias recorrentes sobre o baixo rendimento escolar de nossos alunos desmoralizam os docentes brasileiros. Os políticos que prometeram valorizar a educação fingem que não é com eles, desaparecem. Aqui embaixo, lemos algo sobre pacotes genéricos e a necessidade de recursos para salvar a educação...
Enquanto isso, os professores vão ao orkut desabafar, como nesta mensagem de uma comunidade:
"É só bordoada em cima do professor, afinal eles têm a ‘prova científica e irrefutável’ de que não somos competentes. Mas e a parte deles? E a redução de alunos por sala? E a melhoria da estrutura física da escola? E a nossa formação? E a nossa valorização salarial?"
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No que tange a prática da leitura e do estudo entre nossos alunos, duas coisas me chamaram a atenção nos últimos dias:
Uma delas, foi há duas semanas atrás, com meu amigo, compadre e colega de página no Jornal Informe de Caçador, quando ele disponibilizava aos leitores a oportunidade de contemplar uma grande obra de Carlos Drummond de Andrade, falando justamente sobre mentira e verdade, mesmo tema da minha coluna naquela edição. O que o Mário Caschinski fez foi um grão de areia na construção do conhecimento da nossa Língua e nossa Literatura, que julgo ser uma das mais ricas e diversificadas do mundo. Se todos buscassem inspiração na Literatura, compreenderíamos melhor nosso mundo, porque os olhos de um escritor são sensíveis a ponto de expor a verdade sem máscaras ou meias palavras.
Mas a maior surpresa, tive esta semana, quando questionava meus alunos sobre as obras que leram durante as férias... Em todas as turmas eu fazia uma pergunta simples: Quem leu um livro inteiro nestas férias?... Pouquíssimos levantavam a mão, em algumas turmas, não ví um único braço erguido.
Desanimado, quase rasgando meu diploma, eis que chego numa sala de primeiro ano de ensino médio e faço a mesma pergunta... Uma única e solitária menina ergue a mão, no meio da sala, declarando meio sem jeito:
“Normalmente, leio um livro por semana, professor.”
“O quê?” - Perguntei arregalando os olhos, quase não acreditando no que ouvia. Ela prosseguiu com seu relato que me fez acreditar novamente no meu trabalho:
“Verdade! Leio todas as noites antes de dormir, mas minha mãe reclama que eu fico muito tempo com a luz do quarto acesa...”
“E o que você faz?” - Indaguei curioso, como se estivesse descobrindo algo sobrenatural (e na verdade, estava)...
“Eu apago a luz do quarto e leio com a luz de neon do celular...”
Meu Deus! Neste momento, “me caiu os butiá do borso”, pois às vezes, nem eu alcanço a marca de um livro por semana, ainda mais com a família dando contra... Tive vontade de pegar aquela menina no colo, beijar-lhe a testa e sair carregando-a como se fosse um troféu pelos corredores do Wanda... Tive ímpetos de sair na janela e gritar para todo o “Martellão”: -“Eu tenho uma aluna que lê!... Isso é incrível! Vamos chamar a imprensa falada, escrita e televisionada para relatar este fato, que merece ser capa de todos os jornais e revistas, manchete do Jornal Nacional, precisa virar fofoca do TV Fama e destaque do Fantástico.”
É incrível, mas este fato me deu uma injeção de ânimo, sabendo que uma menina de quinze anos não se rende a falta de estrutura de nossas escolas públicas, nem a contrariedade de sua mãe. Então, quem sou eu para não tentar dar também meu grão de areia para salvar a educação?
Márcio Roberto Goes
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