DEFICIT DE PROFESSORES/AS
Por quantos dias a sociedade, os formadores de opinião e os gestores ficarão “indignados e surpresos” com o documento elaborado por três conselheiros do Conselho Nacional de Educação, em Belém, sobre a escassez de professores no ensino médio. Aqui em SC o movimento sindical do SINTE/SC vem alertando desde 1993, com uma pesquisa intitulada SOS professor em extinção, que isto aconteceria se não houvesse políticas públicas emergenciais de valorização profissional, que necessariamente passa por melhores salários.
Passados 14 anos da pesquisa a situação se agravou por dois motivos: 1- não houve nenhuma política publica de valorização, pelo contrário, os salários acumulam mais perdas perdendo o poder de compra e 2 – aumentou no numero de alunos matriculados, necessitando, portanto, de mais profissionais.
Das soluções emergenciais apresentados no documento: a) Contratação de profissionais liberais como docentes; b) Aproveitamento emergencial de alunos de licenciaturas como docentes; c) Bolsas de estudos para alunos carentes em escolas da rede privada; d) Incentivo ao retardamento das aposentadorias de professores; e) Incentivo aos professores aposentados retornarem à atividade; f) Contratação de professores estrangeiros em disciplinas determinadas e g) Uso complementar de Telessalas, são importantes, mas paliativas. O retardamento das aposentadorias já aconteceu em 1998 e 2003, com as reformas da previdência, sem nenhum incentivo e não podemos admitir mais retardamento,
O surpreendente é que a solução mais importante é abordada no documento, mas não tiveram “coragem” de aponta-la como medida emergencial: melhorar os salários dos profissionais da educação. Não tiveram coragem porque dos três autores do documento dois representam os gestores, os autores que pagam os salários baixos. Eu pergunto: pagando baixos salários onde encontrar profissionais para atingir a solução a,b,c e f.
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados irá votar na próxima semana o Piso Salarial Nacional dos Profissionais da Educação. O relator está pressionado pelos governadores e prefeitos para manter a proposta inicial de R$ 850,00 como remuneração total para jornada de 40 horas e pelos professores de todo o país de R$ 1.050,00 como vencimento base para jornada de 30 horas com formação de nível médio e de R$ 1.575,00 para formação de nível superior.
Se há de fato preocupações dos gestores estaduais e municipais com o déficit de professores vamos todos pressionar o Congresso Nacional para aprovar um Piso que de fato valorize esse profissional.
Marta Vanely
Diretora CNTE e conselheira do Conselho Estadual de Educação
Por quantos dias a sociedade, os formadores de opinião e os gestores ficarão “indignados e surpresos” com o documento elaborado por três conselheiros do Conselho Nacional de Educação, em Belém, sobre a escassez de professores no ensino médio. Aqui em SC o movimento sindical do SINTE/SC vem alertando desde 1993, com uma pesquisa intitulada SOS professor em extinção, que isto aconteceria se não houvesse políticas públicas emergenciais de valorização profissional, que necessariamente passa por melhores salários.
Passados 14 anos da pesquisa a situação se agravou por dois motivos: 1- não houve nenhuma política publica de valorização, pelo contrário, os salários acumulam mais perdas perdendo o poder de compra e 2 – aumentou no numero de alunos matriculados, necessitando, portanto, de mais profissionais.
Das soluções emergenciais apresentados no documento: a) Contratação de profissionais liberais como docentes; b) Aproveitamento emergencial de alunos de licenciaturas como docentes; c) Bolsas de estudos para alunos carentes em escolas da rede privada; d) Incentivo ao retardamento das aposentadorias de professores; e) Incentivo aos professores aposentados retornarem à atividade; f) Contratação de professores estrangeiros em disciplinas determinadas e g) Uso complementar de Telessalas, são importantes, mas paliativas. O retardamento das aposentadorias já aconteceu em 1998 e 2003, com as reformas da previdência, sem nenhum incentivo e não podemos admitir mais retardamento,
O surpreendente é que a solução mais importante é abordada no documento, mas não tiveram “coragem” de aponta-la como medida emergencial: melhorar os salários dos profissionais da educação. Não tiveram coragem porque dos três autores do documento dois representam os gestores, os autores que pagam os salários baixos. Eu pergunto: pagando baixos salários onde encontrar profissionais para atingir a solução a,b,c e f.
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados irá votar na próxima semana o Piso Salarial Nacional dos Profissionais da Educação. O relator está pressionado pelos governadores e prefeitos para manter a proposta inicial de R$ 850,00 como remuneração total para jornada de 40 horas e pelos professores de todo o país de R$ 1.050,00 como vencimento base para jornada de 30 horas com formação de nível médio e de R$ 1.575,00 para formação de nível superior.
Se há de fato preocupações dos gestores estaduais e municipais com o déficit de professores vamos todos pressionar o Congresso Nacional para aprovar um Piso que de fato valorize esse profissional.
Marta Vanely
Diretora CNTE e conselheira do Conselho Estadual de Educação

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