Por: Tiago Dantas
A palavra corrupção vem do latim corruptus, que significa “quebrado em pedaços”, em outra interpretação, “apodrecido, podre”. Podemos dizer, então, que a palavra corrupção significa tornar-se apodrecido, tornar-se podre, apodrecer. Fora do contexto e ao pé da letra – que não deixa de ser uma magnífica explicação – corrupção é o uso ilegal do poder, objetivando beneficiar a si próprio ou pessoas ligadas por uma rede de interesses.
Quando dizemos que corrupção é o uso ilegal do poder, não nos referimos apenas ao poder político, nem aos cínicos sistemas de troca de favores e presentinhos dentro da esfera política brasileira, nos referimos a todo tipo de poder: poder político, econômico, intelectual, religioso, militar.
É importante desassociar corrupção com política!
A corrupção brasileira, especificamente, não é atual, esse nojento elemento está, infelizmente, enraizado na formação cultural do nosso povo. Os colonizadores portugueses davam ridículos espelhos para os índios, com o objetivo de obter o apoio deles. Isso não seria uma forma ilegal de uso do poder intelectual? Quantos capangas já foram contratados e pagos para matar outras pessoas?
‘Jeitinho brasileiro’, quem nunca ouviu falar disso? A vontade de obter vantagem em cima de tudo, desprezando o lado ético, mesmo nas pequenas coisas, é uma característica corrupta e imoral de boa parte dos brasileiros. Pode parecer bobo, mas as mesmas pessoas que reclamam e amaldiçoam os políticos corruptos, na maioria das vezes, já foram corruptas em inúmeras situações.
Leia a estória de João (criado com o propósito de exemplificar):
João está muito entusiasmado porque fez uma novíssima carteira de estudante (falsa é claro, porque há muito não frequenta uma sala de aula) e irá pagar meia entrada em um jogo de futebol que ele está doido para assistir. João vai para o estádio e lá dentro, entre um intervalo e outro, surge o assunto ‘política’. Sim, ele e seus amigos arrebentaram com os políticos brasileiros! Falaram mal, criticaram, zombaram. No final do jogo, ele vai embora para casa e é pego pela polícia andando em alta velocidade, João oferece uma propina ao guarda, este aceita deixando-o ir embora sossegado. Ao chegar em casa, assiste o noticiário na TV, se depara com outro escândalo de corrupção política, mas uma vez, ele inicia um discurso hipócrita contra os políticos brasileiros...
Como reprovar um ato que você mesmo pratica? Afinal de contas, portar um documento falso é crime, asssim como a transgressão às leis de trânsito e o suborno.
Talvez a solução para tudo isso seja uma mudança nas nossas raízes. Se cada cidadão tomar uma nova posição priorizando a honestidade, a ética e reprovando a corrupção através de suas ações, com certeza atingiremos essas raízes, assim não seremos mais obrigados a ingerir essa fruta podre chamada corrupção.
A palavra corrupção vem do latim corruptus, que significa “quebrado em pedaços”, em outra interpretação, “apodrecido, podre”. Podemos dizer, então, que a palavra corrupção significa tornar-se apodrecido, tornar-se podre, apodrecer. Fora do contexto e ao pé da letra – que não deixa de ser uma magnífica explicação – corrupção é o uso ilegal do poder, objetivando beneficiar a si próprio ou pessoas ligadas por uma rede de interesses.
Quando dizemos que corrupção é o uso ilegal do poder, não nos referimos apenas ao poder político, nem aos cínicos sistemas de troca de favores e presentinhos dentro da esfera política brasileira, nos referimos a todo tipo de poder: poder político, econômico, intelectual, religioso, militar.
É importante desassociar corrupção com política!
A corrupção brasileira, especificamente, não é atual, esse nojento elemento está, infelizmente, enraizado na formação cultural do nosso povo. Os colonizadores portugueses davam ridículos espelhos para os índios, com o objetivo de obter o apoio deles. Isso não seria uma forma ilegal de uso do poder intelectual? Quantos capangas já foram contratados e pagos para matar outras pessoas?
‘Jeitinho brasileiro’, quem nunca ouviu falar disso? A vontade de obter vantagem em cima de tudo, desprezando o lado ético, mesmo nas pequenas coisas, é uma característica corrupta e imoral de boa parte dos brasileiros. Pode parecer bobo, mas as mesmas pessoas que reclamam e amaldiçoam os políticos corruptos, na maioria das vezes, já foram corruptas em inúmeras situações.
Leia a estória de João (criado com o propósito de exemplificar):
João está muito entusiasmado porque fez uma novíssima carteira de estudante (falsa é claro, porque há muito não frequenta uma sala de aula) e irá pagar meia entrada em um jogo de futebol que ele está doido para assistir. João vai para o estádio e lá dentro, entre um intervalo e outro, surge o assunto ‘política’. Sim, ele e seus amigos arrebentaram com os políticos brasileiros! Falaram mal, criticaram, zombaram. No final do jogo, ele vai embora para casa e é pego pela polícia andando em alta velocidade, João oferece uma propina ao guarda, este aceita deixando-o ir embora sossegado. Ao chegar em casa, assiste o noticiário na TV, se depara com outro escândalo de corrupção política, mas uma vez, ele inicia um discurso hipócrita contra os políticos brasileiros...
Como reprovar um ato que você mesmo pratica? Afinal de contas, portar um documento falso é crime, asssim como a transgressão às leis de trânsito e o suborno.
Talvez a solução para tudo isso seja uma mudança nas nossas raízes. Se cada cidadão tomar uma nova posição priorizando a honestidade, a ética e reprovando a corrupção através de suas ações, com certeza atingiremos essas raízes, assim não seremos mais obrigados a ingerir essa fruta podre chamada corrupção.

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