terça-feira, 9 de novembro de 2010

O PMDB

O PMDB é um caso curioso. O partido de hoje não tem qualquer relação com o PMDB do Dr. Ulysses. Este não passa de uma federação de caciques estaduais, que estão sempre prontos para transacionar seu apoio com os governos estaduais e federal. Não consegue ter candidato à presidência desde 1994. E isto não é ruim para os caciques partidários. É bom. Permite transacionar o apoio eleitoral com o "cavalo ganhador". E depois negociar a "governabilidade".

Nesta eleição este modelo também foi adotado. Agora com uma pequena modificação: ao PMDB foi dado - por alguns analistas - o papel de fiador da democracia. Ou seja, ele não permitirá nenhuma tentativa de censura à imprensa, uma política extrena irresponsável e por aí vai. Conversa fiada. Claro que para os caciques é ótimo este papo. Eles não estão nem aí com a governabilidade, a democracia, nada disso. Querem é colocar as mãos nas empresas estatais, nos ministérios (preferencialmente de "porteira fechada"). Pobre do Brasil. Se depender do PMDB para manter as liberdades, tão duramente conquistadas, estaremos fritos.
Marco Antonio Villa, Historiador.

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