quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Lula e Calígula

Lula e Calígula
Conta-nos a história que o imperador romano Júlio Cesar Calígula, além de outras extravagâncias, resolveu nomear o seu cavalo preferido, Incitatus, senador de Roma. Tomado pela glória Calígula perdeu a razão e, por conseguinte, o senso do ridículo, praticando esse e outros atos estapafúrdios.

Ora, apesar de tão distante, pelo tempo decorrido, encontramos semelhanças quanto ao caráter insano de Calígula quando lemos nos jornais a noticia de que um campo de petróleo, por sugestão do bajulador e subserviente presidente da Petrobrás Sergio Gabrielli, deveria ser batizado com o nome Lula. Não deixa de ser uma extravagância e a dose foi tamanha, que o próprio Lula, num lampejo de bom senso, tentou corrigir o disparate afirmando que lula, no caso, seria o nome do “crustáceo”.

Não sabemos se essa proposta tão ridícula e tão ao gosto da extraordinária vaidade do ex-presidente prosseguirá. De qualquer forma, esse episódio é motivo, se não de estranheza ou perplexidade, mas, com certeza, de indignação, diante de um testemunho tão eloquente de bajulação e falsa modéstia.

Mas por que haveremos de lamentar tanto? A história está repleta de Lulas e Calígulas. Está repleta, também, de ironias e uma delas está justamente no fato do capitalismo internacional ter sido outrora agraciado com o extraordinário desempenho do metalúrgico polonês Lesh Valessa que, sob as bênçãos do Papa, conseguiu resgatar a Polônia para as hostes do capitalismo. Enquanto aqui, o metalúrgico Lula, revelou-se um irrepreensível quadro político capaz de prestar inomináveis serviços ao sistema vigente.

A baixos custos, conseguiu cooptar a massa dos desvalidos, tranformando-a num imenso colégio eleitoral, através do programa Bolsa Família. Por outro lado, conseguiu imobilizar as centrais sindicais e estudantis, ministrando generosas propinas e, dessa maneira, garantir a burguesia vultosos lucros e um momento de indiscutível tranquilidade fazendo jus ao reconhecimento público, emitido por Barack Obama quando o considerou “o cara”.
Gilvan Rocha

Nenhum comentário: