
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Petistas de SP
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ONU está condicionada a 5 países: Pérez Esquivel
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Marta diz a aliados que vai até o fim
Em reunião na terça-feira com um grupo de apoiadores no PT, a senadora Marta Suplicy reafirmou sua disposição de se manter na disputa interna para definir o candidato do partido a prefeito da capital no ano que vem.Marta, que embarcou para uma missão oficial do Senado nos EUA, afirmou que, quando voltar, no dia 10, deverá retomar a agenda de contato com militantes do partido.
Os aliados da ex-prefeita apostam na polarização com Fernando Haddad como forma de garantir sua vitória nas prévias, marcadas para dezembro.
Participaram da conversa com Marta os deputados Candido Vaccarezza e José Mentor.
Eles farão novas tentativas de convencer os deputados Jilmar Tatto e Carlos Zaratini desistirem de disputar a indicação para apoiar Marta.
Assim, avaliam, ela venceria Haddad, que tem conseguido avançar nas correntes internas e obteve apoios importantes nas últimas semanas.
As conversas já estariam mais avançadas com Tatto, mas o deputado teme que Marta desista da pré-candidatura mais adiante, o que o deixaria em situação desconfortável.
Escrito por Vera Magalhaes
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As obras

As tão decantadas obras para a copa do mundo andam no mesmo ritmo das demais obras públicas que interessam aos Brasileiros.
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Clube da luta
Dora Kramer, O Estado de S. Paulo
O mais recente charivari entre tucanos, envolvendo a exclusão do ex-governador José Serra e do senador Aloysio Nunes do programa de TV do PSDB paulista, seria só mais uma escaramuça entre correligionários não fosse também uma perfeita tradução da incapacidade do partido de se acertar internamente e tocar a vida em frente.
Aloysio reclamou no Twitter e o governador Geraldo Alckmin respondeu pelos jornais com uma desculpa esfarrapada - redução do tempo do programa - e a promessa de que no próximo serão todos devidamente "prestigiados".
Indigência total de espíritos. Como de resto têm sido as ações oriundas de um PSDB em crise de abstinência provavelmente resultante do poder precoce conquistado (em 1994) apenas seis anos após a fundação do partido (em 1988).
Uma hora é a briga pela "tomada" da máquina do partido, outra hora é a contratação de pesquisa para definir rumos e que só produz novos desacertos e, com frequência, propostas de temas para reflexão a fim de motivar ações são desqualificadas internamente numa autofagia intelectual de dar dó.
Tucanos não conversam com tucanos a não ser que pertençam ao mesmo grupo de afinidades eleitorais, enquanto a direção do partido só se manifesta para dizer que vai tudo bem quando as evidências mostram como tudo vai mal.
Vivem de subterfúgios, troca de ironias, gestuais minúsculos e atos isolados em prol deste ou daquele interesse, sem que haja qualquer formulação estratégica que indique à sociedade que por trás da sigla exista um partido.
O PSDB hoje é uma confederação de emburrados sem rumo, cuja principal ocupação é dar vazão a ressentimentos mútuos por intermédio de atos e palavras que não se conectam entre si.
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Papa pede ajudas concretas para o Corno de África
SIC Notícias
Cidade do Vaticano, 05 out (Lusa) - O papa Bento XVI apelou hoje à comunidade internacional para que envie "ajudas concretas" aos milhões de pessoas a passar fome no Corno de África.
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Dnit: CGU abre nova investigação
A Controladoria-Geral da União (CGU) informou ontem, em nota, que iniciou sindicância para apurar novas denúncias sobre irregularidades envolvendo o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e a organização não governamental Instituto Nacional de Desenvolvimento Ambiental. A última edição da revista Veja relaciona o general Jorge Fraxe, que assumiu a diretoria-geral do Dnit após a saída de Luiz Antonio Pagot, a um esquema de corrupção. Fraxe manteria relações estreitas com a ONG. Além de Fraxe, foi apontado o envolvimento de duas funcionárias do Dnit, nomeadas por Pagot.
Correio do Povo
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Corrupção
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Manuela D’Ávila
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Palestinos ficam mais perto de ingresso na Unesco
O Globo
O conselho da Unesco autorizou nesta quarta-feira que os 193 países-membros integrantes do organismo realizem uma votação sobre adesão plena dos palestinos como Estado. Trata-se da mais recente iniciativa da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em busca de reconhecimento.
Na votação desta quarta no conselho, 40 representantes entre os 58 membros votaram a favor de levar a solicitação palestina a um pleito mais amplp, com quatro votos contrários - de EUA, Alemanha, Romênia e Letônia - e 14 abstenções.
Isso significa que uma votação sobre o ingresso palestino será realizada na conferência geral da agência cultural da ONU, que acontece de 25 de outubro a 10 de novembro, e envolve os 193 países membros, baseada em Paris.
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Evasão escolar - 22/09/2011
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Hoje é o Dia Mundial do Professor
O tema da data, neste ano, é “Professores para a igualdade de gênero”, já que a profissão é exercida, em grande parte, por mulheres; e a desigualdade ainda é uma dificuldade a ser transposta e um desafio a ser enfrentado em diversos países.
A educadora gaúcha Juçara Dutra Vieira, vice-presidente da Internacional da Educação (IE), participará das comemorações que ocorrem hoje em Paris. Desde 1994, membros da IE organizam atividades para marcar a data mundial. Segundo dados da Unesco, pelo menos mais 9 milhões de professores precisarão ser contratados, até 2015, em alguns países do mundo, para que se alcance a Meta do Milênio, que estabelece a promoção de Educação para todos.
Correio do Povo
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Flash: Presidenta Dilma se encontra com o presidente da Bulgária
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Depois de comercial de Gisele, ministra quer opinar em novela
Uma semana depois de pedir para tirar do ar um comercial de lingerie com a modelo Gisele Bündchen por considerar a peça agressiva à mulher, a Secretaria de Políticas para Mulheres tomou outra decisão polêmica.
A pasta enviou um ofício à Globo demonstrando preocupação com o personagem Baltazar - interpretado por Alexandre Nero -, da novela "Fina Estampa". Na trama, ele humilha e bate na mulher Celeste, vivida por Dira Paes.
Em ofício enviado ontem à emissora, a ministra Iriny Lopes sugere à Rede Globo e ao autor da novela, Agnaldo Silva, que Celeste procure a Rede de Atendimento à Mulher, por meio do telefone 180.
A ministra sugere ainda que, diferentemente de casos anteriores, em que o agressor é apenas punido, que Baltazar seja encaminhado aos centros de reabilitação previstos na Lei Maria da Penha.
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Malufaram
Hoje, se depender da presidente da República, ninguém rouba – comete “malfeito”.
Outro dia, ela demitiu mais de 20 pessoas do Ministério dos Transportes envolvidas em “malfeitos”– em roubo, jamais.
Não sem razão. Afastamento ou demissão por suspeita de roubo obrigaria a abertura de inquérito. E ao cabo de um inquérito, a pessoa pode escapar incólume ou ser processada. É sempre arriscado.
Demissão ou afastamento por “malfeito’, não. Fica a nódoa na biografia do atingido, mas ela dura pouco. A memória coletiva é fraca.
Tiro por Brasília, onde moro desde 1982.
É crescente o número de políticos bandidos que trafegam sem restrições em pontos de intenso movimento. Nunca vi um só deles ser hostilizado.
O senador cassado Luiz Estevão, condenado por roubo, é olhado com inveja quando pilota sua Ferrari amarela.
Apesar dos cabelos brancos - ou da escassez de cabelos no caso de alguns-, meia dúzia de senadores de vários partidos acreditou mesmo assim na balela do que a imprensa batizou de “faxina ética”. E há duas semanas procurou para uma conversa a ministra Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil da presidência da República.
O que passa, minha amiga Gleisi? Por que a presidente começou e depois suspendeu a “faxina ética”? Se for por falta de apoio no Congresso, estamos aqui para apoiá-la, argumentaram.
Gleisi cortou a esperança deles de uma tacada só: “A governabilidade é quem dita os limites da “faxina ética”.
Traduzindo para leitores pouco versados na língua exótica dos políticos e dos jornalistas que escrevem sobre política: presidente só governa se contar com maioria de votos no Congresso. Quanto mais folgada, melhor.
Em certas questões, você não pode contrariar os que o sustentam sob pena de ser abandonado. “Faxina ética” não lhes interessa.
A eles interessa a elasticidade das regras da administração, a falta de fiscalização rigorosa e a cumplicidade explícita ou disfarçada do poder público com a roubalheira.
É por isso que o verbo “malufar” saiu de moda, sabia? E é por isso que os políticos não mais se envergonham de Maluf. Ficaram parecidos com ele.
Diferente do passado. Políticos respeitados, e aqueles que ocupavam cargos de destaque, evitavam ser flagrados confraternizando com Maluf. Pegava mal.
Alguns mais enfezados como o ex-governador Mário Covas, de São Paulo, sentiam prazer em espinafrar Maluf. E se valiam disso com inteligência para vencer eleições.
Quem, hoje, se elegeria espancando Maluf? O contrário é possível.
Dono em São Paulo de fatia expressiva de votos, Maluf pode ajudar a decidir uma eleição. É cortejado, pois, por quem precisa dos seus votos.
Há pouco, do governador Geraldo Alckmin para baixo, quem conta na política de São Paulo foi à festa de aniversário de Maluf.
Temos, pois, que o arrenegado, beiçudo, bode-preto, canhoto, cão, capeta, coisa, coisa-ruim, coxo, diacho, excomungado, maldito, mal-encarado, malvado, pé-de-cabra, pedro-botelho, porco, sujo, tentador ou tinhoso perdeu a carga de malignidade que o distinguia com ou sem razão dos seus pares. Virou um de nós!
Perdão! Virou um deles.
A política “malufou”. Cada um ao seu modo, os três poderes da República “malufaram”.
Na última década, segundo a revista Veja, 39 juízes foram investigados pela Polícia Federal. Deles, 31 acabaram denunciados à Justiça e sete chegaram a ser julgados. Apenas dois foram condenados. E só um está preso – em casa.
Maluf, a mulher e quatro filhos do casal respondem desde a semana passada a mais um processo criminal por suspeita de lavagem de dinheiro.
Novidade? Qual o quê!
O único fato novo, concreto, registrado desde a interrupção da “faxina ética” foi o roubo de vassouras plantadas no gramado do Congresso durante um ato contra a corrupção.
Blog do Noblat
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Justiça de Mato Grosso determina quebra de sigilo de Blairo Maggi
UOL
A Justiça Federal de Mato Grosso determinou a quebra de sigilo fiscal do ex-governador de Mato Grosso e atual senador, Blairo Maggi (PR), do ex-secretário de Saúde, o promotor criminal Marcos Henrique Machado –que agora é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado– e de mais quatro pessoas acusadas pelo Ministério Público Federal (MPF) de improbidade administrativa.
Segundo o MPF, o esquema que envolvia fraude em licitações causou prejuízo aos cofres públicos em mais de R$ 9 milhões. Uma empresa do segmento de saúde, a Home Care Medical, também teve o sigilo quebrado, por ter sido supostamente beneficiada na gestão de Maggi.
A decisão é do juiz substituto federal Marllon de Souza, que também exigiu ao Banco Central informações sobre existência de ativos dos acusados.
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Entrevista: Alexandre Schneider (Ao vivo) - 04/10/2011
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
Procuradores veem indícios de crime em negócios de Palocci
Ministério Público Federal prepara inquérito criminal para examinar 'fatos novos' sobre consultoria de ex-ministro
Procurador-geral diz que dará sinal verde, mas advogado não vê razão para abertura de outra investigação
Andreza Matais e Felipe Seliman, Folha de S. Paulo
O Ministério Público Federal prepara-se para abrir um inquérito criminal para investigar a atuação do ex-ministro Antonio Palocci como consultor de empresas.
Procuradores que analisam o caso informaram a Procuradoria-Geral da República de sua intenção e relataram que encontraram "fatos novos" ao examinar os negócios particulares de Palocci.
Palocci faturou R$ 20 milhões com sua empresa de consultoria no ano passado, quando exercia o mandato de deputado federal e chefiou a campanha que levou Dilma Rousseff (PT) à Presidência.
Seus negócios foram revelados pela Folha em maio, abrindo uma crise que levou à sua demissão em junho.
Palocci chefiava a Casa Civil e foi o ministro mais influente da largada do governo Dilma.
O episódio marcou o início de uma série de mudanças promovidas por Dilma no primeiro escalão de sua equipe. A presidente substituiu mais quatro ministros, três deles envolvidos em escândalos.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse à Folha que foi consultado pelos procuradores que analisam o caso e afirmou que dará sinal verde para que abram o inquérito criminal.
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Censurado: Enigmas do Antigo Testamento (Canal de História) - 3/3
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O Evangelho de Judas
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
MEC aprova contas de municípios que desviam verbas
Júlio Fernandes/MDS
Estão roubando as verbas públicas das escolas. Concentre-se nisso. Esqueça todo o resto, inclusive a crise que vem da Europa e dos EUA.
O dinheiro destinado ao financiamento da merenda e do transporte escolar das crianças brasileiras, que já é pouco, é diminuído pelos desvios.
Visto assim, isoladamente, o roubo dos recursos do ensino básico é apenas um escândalo. Converte-se em escárnio quando se descobre que o governo dá de ombros.
Os repórteres Roberto Maltchik e Fábio Fabrini informam: o Ministério da Educação avaliza as contas de municípios que malversam o dinheiro.
Acha pouco? Pois há mais: o ministério libera verbas novas para prefeituras que não comprovam a regularidade na aplicação do dinheiro velho.
Há pior: mesmo quando os malfeitos são detectados pela Controladoria-Geral da União, o MEC apõe o carimbo de aprovadas nas contas micadas.
Sim, caro leitor, em matéria de fiscalização de verbas educacionais, o governo ignora os desvios que o governo detecta.
O dinheiro saiu de uma arca chamada FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). As cifras alcançam a casa dos bilhões.
Entre 2005 e 2011, migraram dessa caixa brasiliense para os cofres de Estados e municípios R$ 15,28 bilhões.
O grosso, R$ 12,79 bilhões, foi destinado a um programa de alimentação escolar. O resto, R$ 2,49 bilhões financiou –ou deveria ter financiado— o transporte escolar.
As prestações de contas, quando apresentadas, entram numa fila que caminha em velocidade de tartaruga paraplégica.
Dos relatórios apresentados entre 2008 e 2009 sobre as verbas da merenda, menos de um terço mereceu a análise do MEC.
Dos documentos que se referem à aplicação das verbas de transporte, 90% ainda esperam por uma análise dos “gestores” federais.
A demora, por inaceitável, produz o inacreditável. Por exemplo: em setembro, a Polícia Federal prendeu o prefeito da cidade alagoana de Traipu.
Por quê? Descobriu-se que a prefeitura desviara R$ 8,2 milhões em verbas educacionais. Os desvios foram praticados entre 2007 e 2010.
Pois bem. Ainda que as prestações de contas de Traipu carregassem indícios dos malfeitos, o MEC não os teria farejado.
Em pleno ano 2011, a última conta de Traipu analisada pelo ministério refere-se ao longínquo exercício de 2006.
Por meio de nota, o FNDE disse que analisa a escrituração das prefeituras de duas maneiras.
Numa, leva em conta as informações que recebe dos conselhos constituídos nos municípios para fazer o “controle social” da aplicação dos recursos.
Noutra, perscruta os extratos bancários das contas abertas espeficiamente para movimentar as verbas liberadas por Brasília.
Tratado como panacéia pelo petismo, o tal “controle social”, exercido por pessoas da própria comunidade, resulta em fiscalização de fancaria.
Tome-se, por eloquente, o caso da cidade de Lagoa do Piauí. O time da CGU passou por lá. Detectou fraudes ba licitação de oito rotas de transporte escolar.
Supostamente apresentadas por empresas diferentes, as propostas continham os mesmos erros de português.
Transportavam-se alunos como se fossem animais, ora na carroceria de caminhões ora em ônibus precarious, guiados por motoristas inabilitados.
Os conselheiros que faziam o “controle social” em Lagoa do Piauí limitavam-se a endossar os dados recebidos da prefeitura. Coisa usual no país, diz a CGU.
Afora o transporte inadequado, a criançada matriculada nas escolas da cidade paiauiense ficou sem merenda em março.
Em março, as crianças matriculadas nas escolas da cidade ficaram sem merenda. Nos arquivos do MEC, as contas da alimentação estão catalogadas como “recebidas”.
A equipe da CGU esteve também na cidade de Presidente Sarney, assentada nos fundões do Maranhão.
Varejou as contas da merenda de 2007 (“aprovadas” pelo MEC) e de 2008 e 2009 (“recebidas”, de acordo com os registros do ministério).
Descobriram-se fraudes nas licitações. Verificou-se, de resto, que a comida da merenda era mal armazenada e preparada com água suja.
Retorne-se ao início: esqueça tudo. Pense só nisso: estão roubando as verbas das escolas. E o MEC brinca de “controle social”.
- O blog no twitter.
Escrito por Josias de Souza às 08h39
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Falta contraditório no governo
Como já é sabido e visto por todos, há diferenças entre Dilma e Lula que vão além do estilo pessoal.
Lula é um político da negociação em torno da mesa, de raiz sindical. Dificilmente erra quem aposta que ele adotará uma solução moderada, um meio-termo entre as diversas consultas que faz até tomar uma decisão.
Esse estilo, de ouvir diferentes opiniões e tirar a média, sugere um caminho mais seguro e mais sábio. No geral, erra-se menos. Mas também se ousa menos.
Por exemplo, há críticas fundadas de que o governo Lula perdeu uma chance de ouro de reduzir os juros básicos da economia na crise 2008-2009. Não fez isso porque tirou a média entre as opiniões do então presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que continua na mesma posição no atual governo.
Dilma tem mais certezas do que Lula. Numa reunião com auxiliares ou aliados, por exemplo, esse traço de personalidade fica evidente ao tomar partido de uma diretriz administrativa.
A política de juros continua a ser um bom exemplo dessa distinção entre Lula e Dilma. A presidente avalia que é hora de reduzir a taxa básica, a Selic. Inexiste contraditório no governo sobre o tema. O Banco Central está alinhado com a Fazenda, ainda que um pouco a contragosto. Mas está.
Ao fugir do meio-termo de Lula, Dilma se arrisca mais. Se estiver certa, o resultado será mais eficaz do que no governo do antecessor. Se estiver errada, o prejuízo será maior.
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Aposta
Uma maior tolerância com a inflação é outra decisão política da administração Dilma que difere da anterior.
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Alerta
Lula fez um alerta ao governo Dilma. Disse que achava um erro o discurso de que o Brasil sofreria com a atual crise. Na visão dele, o mercado e a imprensa já se encarregam de falar isso. Ele aconselhou a atual administração a bater na tecla de que o Brasil está preparado para enfrentar mais um mergulho planetário numa crise econômica. O pessimismo oficial, avalia Lula, tira ânimo dos empresários para investir e das famílias para consumir.
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Opinião
Henrique Meirelles tem dito que discorda da última decisão do Banco Central de reduzir os juros.
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Correção de rumo
O discurso de Dilma na sexta (30/09) de condução responsável da economia teve o objetivo de acalmar o mercado. Merece crédito a política de tentar tirar do Brasil o campeonato mundial de juros altos, mas a forma como essa política vinha sendo comunicada pela Fazenda e pelo Banco Central gerou desconfiança no mercado e até entre aliados políticos do governo. Dilma falou para corrigir sua política de comunicação.
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Em busca de um discurso
O seminário que o PSDB fará no Rio no final de outubro terá três destaques. Os tucanos insistirão no discurso de que a melhora do Brasil só aconteceu porque eles construíram a base com o Plano Real.
Os outros dois destaques serão a tentativa de construir, no médio prazo, uma proposta concreta de salto de qualidade na saúde e na educação. Por exemplo, uma forma de gerenciar melhor a verba, o que teria acontecido na gestão Serra na Saúde durante o governo FHC.
Outro ponto: depois de universalizar o acesso ao ensino, na época em que Paulo Renato foi ministro da Educação de FHC, o PSDB pretende apresentar propostas para dar qualidade à escola pública.
Kennedy Alencar
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domingo, 2 de outubro de 2011
sábado, 1 de outubro de 2011
Em outras palavras
Dora Kramer, O Estado de S. Paulo
Em boa hora a presidente Dilma Rousseff corrigiu o que pareceu - em princípio - ter sido uma precipitação da ministra das Relações Institucionais, que explicitou com todos os efes e erres a intenção do governo de criar um novo imposto para financiar a ampliação dos recursos a serem aplicados na saúde pública.
Ideli Salvatti marcou até data para o governo enfrentar a questão no Congresso: 2012, em pleno ano eleitoral, segundo a concepção da ministra a época ideal para se falar em tirar mais algum do bolso do eleitor.
Dilma correu para tentar consertar o estrago. Aproveitou uma entrevista a um programa popular em emissora de TV aberta para recuperar o discurso do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de que o governo fará primeiro a sua parte, melhorando o serviço, para só então falar em imposto novo.
Note-se, porém, que a presidente não desmentiu totalmente a ministra. Descontado o prazo, na verdade, confirmou com outras palavras a declaração de Salvatti. Dilma disse que "a própria população" vai aceitar colaborar para o aumento da arrecadação quando começar a notar as melhorias.
Quais sejam? Na visão da presidente, o aumento da oferta de médicos e a melhor distribuição dos profissionais pelo País afora.
Quando, como e mediante o atendimento de quais critérios de desempenho a população seria chamada a se manifestar a respeito da conveniência da criação de mais um imposto?
A presidente não esclarece, assim como não deixa claro se haveria metas a serem cumpridas, se há um prazo para o governo justificar a cobrança com fatos e dados muito bem objetivos.
Deixou no ar apenas a vaga ideia de que haverá um momento em que os cidadãos acabariam por compreender que precisam de "mais coisas" e que, para dá-las, o governo também precisa de mais dinheiro.
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