segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Bom Dia Brasil - 12/09/2001 - O Dia Seguinte ao 11 de Setembro - Parte 2/6
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domingo, 11 de setembro de 2011
Jornal da Globo [11/09/2001]
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Plantão da Record - 11 de Setembro 2001
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Plantão da Globo - 11 de Setembro 2001 - (1/2)
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Plantão da Globo - 11 de Setembro 2001 - (1/2)
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Atentados ao vivo tv globo 11 /09/01
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11 de Setembro de 2001 - Reportagem do Jornal Nacional
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Atentados ao vivo tv globo 11 /09/01
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Egito entra em estado de alerta e embaixador de Israel deixa o país
Protestos anteontem deixaram três mortos e mais de mil feridos
Folha de S. Paulo
Israel trasladou ontem de volta ao país seu embaixador no Egito, após um ataque à embaixada israelense no Cairo, ocorrido na noite de sexta. Forças de segurança egípcias escoltaram até o aeroporto o embaixador, sua família e 86 diplomatas.
A embaixada foi invadida na noite de sexta. A bandeira de Israel foi retirada e incendiada. Há registro de três mortos e mais de mil feridos após confrontos entre manifestantes e a polícia, próximo à representação.
O ministro do Interior egípcio decretou estado de alerta no país ontem, quando prosseguia a concentração de manifestantes na região. A junta militar que governa interinamente o país anunciou que aplicará todos os artigos da lei de emergência, vigente durante o regime do ditador Hosni Mubarak, para evitar novos confrontos.
Os militares também afirmaram que vão julgar quem esteve por trás dos atos violentos contra a embaixada.
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Pseudo-indignados, grande semeadura e síndrome de vira-latas
E lá vou eu escrever pra ser odiado e isolado. Mas não me importo. Desde que deixei o trotskysmo e depois o esquerdismo por inteiro de lado, não me importo mais em viver fora de rebanhos coletivos. Prefiro a sabedoria do isolamento, a paz do indivíduo ao conforto das multidões irracionais.
O previsto desde antes de ontem aconteceu. O óbvio aconteceu. E hoje, pós sete de setembro, glorioso dia em que o saudoso Imperador do Brasil Dom Pedro I proclamou nossa independência, aquele grande campo anti-lulista está eufórico. "Nunca antes na história deste país um movimento sem o selo de qualidade esquerdista tomou as ruas", proclamam. Pois é. O chiste com a palavra de ordem do Guia Genial dos Povos Esquerdistas é proposital. Porquê se por um lado as manifestações de ontem não contaram com o selo de qualidade esquerdista, por outro reproduziram estética e conteúdo esquerdistas.
Quem não há de relacionar os narizes de palhaço e as caras pintadas com o movimento anti-Collor? Um movimento que foi gestado, criado e liderado por quem mesmo? Quem não há de relacionar o movimento anti-corrupção com o famigerado movimento "pela ética na política", gestado, criado e liderado por quem mesmo?
Muito mais do que o nascimento de um novo movimento de sociedade civil organizada independente e apartidária, com viés liberal, libertário e/ou conservador, o que se viu ontem foi um saudosista movimento que parece querer resgatar o "bom e velho PT".
Desculpem se sou chato, antipático e pessimista. Mas foi desta maneira que vi o que aconteceu ontem. E como jornalista que tento ser, gosto de prestar continência sempre ao Comandante: o Fato.
Pseudo indignados
Mas estão indignados com o quê mesmo, os que protestaram ontem? Com a corrupção endêmica que se arrasta no Brasil há 122 anos, desde que a República foi criada? E que já germinava mesmo sob a Monarquia? Indignados com a "falta de ética na gestão do Estado"? Pergunta: em que época, país ou mesmo cidade em que o poder estatal se organizou que não houve corrupção?
Informação: onde houver um ente estatal organizado, ali haverá corrupção. Como não encontramos formas melhores de conviver em civilização, especialmente em sociedades de massa, que não passem pela organização de entes estatais com certas prerrogativas especiais (como, por exemplo, o monopólio do uso da força), somos obrigados a aceitar um certo grau de corrupção por parte de tais entes. Desculpem se choco os corações mais puros. Mas esta é tão somente a verdade.
"Ah!, mas no Brasil a corrupção passou dos limites!", brandam os pseudo-indignados. Até acredito que sim. Até porquê, temos um dos aparelhos estatais mais gigantes do planeta. Obra de seguidos governos no último século inteiro que sempre preferiram acreditar mais no Estado e menos na sociedade. Mais na Pólis do que nos indivíduos livremente organizados e coordenados.
Se querem que a corrupção baixe a níveis mínimos, "toleráveis", digamos assim, não adianta gritar contra a corrupção e pedir ética, honestidade, moral e bons costumes. Tudo isso deve fazer parte da educação individual que crianças deveriam aprender no seio de suas famílias. Isto deveria ser parte de princípios básicos de formação do caráter dos nossos cidadãos. Isso não é, nunca foi e nunca será pauta política. Se querem que a corrupção baixe é inevitável que se peça menos Estado. Que se peça uma diminuição do número de ministérios. Que se acabe com o conceito, sedimentado ao longo de gerações nas cabecinhas de milhões de cidadãos brasileiros, de que o Estado é uma babá que deve cuidar de cada um desde o berço até o túmulo.
Enquanto a indignação não for ao cerne do problema e prosseguir no onanismo moralista, continuamos na estaca zero. E estamos longe, muito longe de termos indignados de verdade. O máximo que temos são pseudo-indignados. E olha lá.
Grande semeadura
Dia desses o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, tratava em sua newsletter, batizada de Ex-Blog, sobre um tal de marketing de grande semeadura. O tal marketing parece ter encontrado o meio-termo entre as mídias sociais e as mídias de massa. Não põe todos os ovos em nenhuma das grandes cestas. Faz uma divisão. Um pouco de mass mídia, um pouco de boca a boca na grande rede.
Bueno. Posso estar muito enganado, mas sinto nas manifestações de ontem um cheiro inequívoco de teste-piloto da teoria para movimentos políticos no Brasil. Se não, analisem comigo. O Globo (o jornal) sai com uma pauta uma semana antes falando do "crescimento dos movimentos anti-corrupção na internet". A pauta, de maneiras diferentes, é replicada por vários outros grandes veículos. Graças a isso a tal "marcha anti-corrupção", que reunia meia dúzia de gatos pingados na rede, acaba ganhando visibilidade e volume.
E aí vemos as manifestações de ontem, sendo a maior em Brasília, notório bastião da moral e da ética no Brasil.
Segundo o Jornal Hoje, no comecinho da tarde, eram perto de 20 mil manifestantes em Brasília. Segundo o Bonner, no Jornal Nacional, já eram 30 mil. Fazendo minhas contas deduzi que até o Jornal da Globo, com Wack e Pelajo já seriam uns 50 mil.
Mas o número é o que menos importa. O que me incomoda nisso tudo é o inequívoco artificialismo. O inequívoco cheiro de teste piloto para tentar criar um movimento de rua que contraponha o PT. E que surge de maneira planejada, calculada e dirigida, não das ruas, mas de centros de comando bem distantes de qualquer coisa parecida com "cidadãos comuns indignados". Algo que aliás, politicamente falando, simplesmente não existe.
Síndrome de vira-latas
Começou esta bobajada toda de "indignados" e "revoluções do Twitter e do Facebook" pelo Oriente Médio, Tunísia à frente e o Egito como caso mais notório e famoso. Diria o Padre Quevedo, se analista de política fosse, que "isso son coisas que non eqzisten!". Revoluções, movimentos de massa e mudanças de poder só são realizados se houver um centro coordenador. Uma direção política. É assim desde que o mundo é mundo e continuará sendo até o fim dos tempos. Com ou sem Facebook, Twitter ou que diabo ainda venha a se criar.
As "revoluções do Twitter e do Facebook" no Oriente Médio tiveram sempre a direção da famigerada Irmandade Muçulmana. Com auxílio luxuoso da Al Jazerra, esta rede de televisão terrorista que opera segundo os velhos cânones da comunicação de massa. Apenas idiotas, inocentes úteis e maliciosos consideraram os movimentos no Oriente Médio como legítima expressão de mobilização espontânea de cidadãos comuns.
Aí a coisa ganhou mais glamour ainda quando estourou na Espanha. Uma Espanha que vive uma brutal crise econômica (de resto como quase toda a Europa social-democrata) e que gerou daí o motivo para que os "indignados" de lá ganhassem corpo. Qualquer um que tenha estudado com um mínimo de atenção o caso espanhol sabe que os movimentos de rua foram gerados por grupos de esquerda com longo histórico de mobilizações de rua e ganharam massa graças a crise econômica.
Já no Chile o buraco é ainda mais embaixo, já que não há nenhuma crise econômica. O que há, tão somente, é a esquerda tentando arrebentar com o primeiro governo de centro-direita eleito em terras chilenas nas últimas duas décadas. E que usa os estudantes como massa de manobra pra isso. Simples assim.
Em tudo e por tudo, grupos políticos organizados e causas bem definidas criam os tais "indignados", pseudo-cidadãos comuns, pseudo-organizados "espontaneamente" e pseudo-mobilizados via web.
Aí entra o nosso vira-latismo. "Se o Oriente Médio, a Europa e o Chile tem indignados, nós também temos que ter!", bradam os vira-latas pátrios. Mas com qual motivo? Qual pauta? Por qual razão? Com qual foco? "Ah!, isso é o de menos, vemos depois que os indignados já estiverem nas ruas", explicam os Maquiavéis de boteco.
Junte-se a isso uma "oposição" em desespero, sem bandeiras, sem lideranças, dividida, sem diagnósticos, sem propostas alternativas para o país e temos o caldo perfeito para as manifestações de sete de setembro. "Afinal, se o PT tem sua CUT, sua UNE e seu MST, também temos de criar os nossos", pensam os apalermados "líderes oposicionistas".
Desculpe, mas não acho que seja disso que precisamos. Acho que precisamos de cidadãos indignados e pra usar a palavra mais adequada, emputecidos. Mas indignados e emputecidos de verdade. Não indignados que fazem carnaval. Não reproduzindo velhas fórmulas e slogans petistas. Não reproduzindo o mesmíssimo movimento que irá levar ao mesmíssimo lugar que o petismo levou.
Posso ser antipático. Posso ser voz isolada. Mas digo tudo o que penso. E procuro fazer isso de maneira clara e embasada.
Se houver qualquer argumento consistente, claro e embasado que me prove que as manifestações anti-corrupção do sete de setembro vão levar a qualquer coisa que não seja o desperdício de energia puro e simples, afora o desvio de foco óbvio, aí revejo minha opinião.
É isso.
Punto. E basta.
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Amorim: Brasil deu prioridade a solucionar questão nuclear iraniana
Eliane Oliveira e Evandro Éboli, O Globo
Convidado pela presidente Dilma Rousseff a assumir a pasta da Defesa, o embaixador Celso Amorim, ex-chanceler no governo Lula, só disse sim após consultar a mulher, Ana. Amorim fez uma defesa da abertura dos documentos secretos e disse que não pode haver sigilo quando se trata de violações aos direitos humanos.
Em seu primeiro dia de despacho [ontem] como ministro, se autodefiniu como nacionalista, comentou o fato de ser filiado ao PT e afirmou que o projeto para a compra dos caças para a Aeronáutica não está congelado.
"Uma coisa é ter convicções políticas, outra é partidarizar a pasta. Não vou fazer isso aqui"
Até agora, que necessidades cada Força apresentou?
São projetos específicos. A Marinha tem, sobretudo, o programa do submarino nuclear. A Força Aérea tem a questão dos caças, que tem de ser resolvida. O Exército tem os blindados. Há, também, grande preocupação com a manutenção. A tendência da área econômica é cortar custeio. Só que Forças Armadas, em grande parte, são custeio também. Temos de ter fardas para os militares, comida da cantina para os recrutas, e os pilotos têm que ter horas de voo, para poderem continuar a pilotar.
Qual a sua opinião sobre a presença do Brasil no Haiti, desde 2004?
Disse aos comandantes a minha visão e pretendo conversar com o ministro Patriota (Antonio Patriota, Relações Exteriores). A decisão é política, mas defendo uma estratégia de transição. O Brasil não pode se eternizar, mas também não pode sair de forma que prejudique os resultados obtidos.
A aproximação do governo Lula com o Irã, quando o senhor era chanceler, foi criticada por alguns setores. Isso pode incomodá-lo como ministro?
É uma bobagem pensar que o Brasil ficou amiguinho do Irã. O Brasil não deu prioridade ao Irã. Deu prioridade, sim, em parte até motivado por pedidos, para resolver um problema que é muito grave no mundo, que era o programa nuclear iraniano. Achamos que podíamos ajudar, mas só tivemos um defeito, uma falha: nós conseguimos. Não temos acordo de parceria estratégica com Irã. Defendemos o direito de todos os países terem energia nuclear para fins pacíficos, e isso é um direito assegurado pelo Tratado de Não Proliferação, do qual o Brasil é membro, e o Irã também.
Quem estava certo, o Brasil ou os membros permanentes do Conselho de Segurança?
Não inventamos o acordo. Apenas, junto com a Turquia, procuramos viabilizar algo já proposto. Antes de irmos a Teerã, o presidente dos EUA, Barack Obama, enviou-nos uma carta dizendo que o acordo estava de pé. Mas isso é página virada. Minha posição é a mesma. Na época, o Irã deveria ter 1.800 quilos de urânio enriquecido. Hoje, está como mais de 3 mil. Se o acordo fosse mantido, 1.200 quilos teriam sido retirados de lá.
Este ano, o senhor escreveu um artigo criticando o voto do governo Dilma sobre a decisão da ONU de enviar um relator de direitos humanos para o Irã. O que mudou agora?
Não estava no governo. Agora que voltei, sou solidário às posições do governo. Mas, se pedirem minha opinião, a darei.
Como o senhor dará sequência à discussão sobre a Comissão da Verdade?
A proposta que existe (no Congresso) resolveria muita coisa.
Os militares resistem, sob o argumento de que só se ouve o pessoal da esquerda.
A Comissão da Verdade é a verdade. Verdade não tem dois lados. Verdade é verdade. Sejam dois, três, quatro lados, quantos lados forem.
Qual a sua opinião sobre o fim do sigilo eterno dos documentos secretos?
No que diz respeito aos direitos humanos, não pode ter sigilo. Mesmo sob sigilo, a Comissão da Verdade vai ter acesso (aos documentos), se não não chega à verdade. As operações que ocorreram nos anos 60, 70 ou 80 ficaram para trás.
Os militares de hoje não são mais como os de ontem?
Não. E mesmo naquela época, vivíamos um processo de abertura. Mas abertura tem altos e baixos. O filme "Prá frente, Brasil" ficou pronto pouco depois do episódio do Riocentro (um atentado de militares durante um show no Rio). O sistema estava nervoso. Nove meses depois que eu saí (por ter liberado o filme, que fala de um cidadão torturado na ditadura), o filme foi liberado, sem cortes, no governo Figueiredo.
O senhor é filiado ao PT...
Uma coisa é ter suas convicções políticas. Agora, partidarizar a pasta e as atividades é muito diferente. Não vou fazer isso aqui como não fiz no Itamaraty. Por exemplo, na eleição de Lula, não perguntei aos meus colaboradores em quem votaram. Escolhi por competência. As pessoas dizem: "ah, fulano é de esquerda!" Ser nacionalista é ser de esquerda?!
Quais são os seus principais desafios?
De imediato, manter os recrutas alimentados e equipados. Isso é absolutamente necessário para que as Forças tenham credibilidade. E há projetos de longa duração e que precisam de recursos estáveis.
O processo da aquisição dos caças foi congelado?
Não. Estamos em agosto e, embora as despesas que os caças venham implicar não ocorram imediatamente, pois ainda leva muito tempo para acertar todos os detalhes do contrato, o assunto continua em pauta. Vou reler o parecer que foi entregue, vou ver direitinho. Tem relatórios, considerações de preço, recomendações.
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sábado, 10 de setembro de 2011
Movimento Contra a Corrupção cresce nas redes sociais
Tatiana Farah, O Globo
O analista de RH Saulo Resende já avisou ao pai, atônito com a atuação do filho no protesto contra a corrupção desta quarta-feira: "Eu não vou parar". Com outros 40 "amigos" conhecidos na manifestação da avenida Paulista, lançou no Facebook uma comunidade apartidária para o próximo passo do grupo: uma manifestação nacional no feriado de 12 de outubro.
- Meu pai ficou preocupado porque, em sua juventude, nos anos 70, viu o que ocorreu a quem protestava. Mas hoje o país está diferente.
Diferente mesmo: as manifestações são organizadas pelas redes sociais e só depois ganham as ruas. De volta à frente dos computadores, os jovens arquitetam novos atos para fortalecer o movimento.
Entre os organizadores, estão estudantes, profissionais liberais e grupos impensáveis em uma mesma mesa: a ala jovem da maçonaria e os hackers do grupo Anonymous, que apavoraram as autoridades abrindo caixas de email.
Os organizadores partem de grupos diferentes, como os "caras pintadas" e os jovens do "Dia do Basta". Tintas coloridas para alguns, máscara do personagem anárquico "V" para outros e cartazes de protesto para todos.
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RODA VIVA - CARLOS GUILHERME MOTA 03/08
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RODA VIVA - CARLOS GUILHERME MOTA 02/08
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Embusteiro
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RODA VIVA - CARLOS GUILHERME MOTA 01/08
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Todos são iguais
Ilimar Franco, O Globo
As redes sociais estão convocando novos atos contra a corrupção, em várias capitais do país, no dia 20 de setembro. O objetivo é transformar essa luta numa campanha de massas, como a das Diretas Já. Todas essas manifestações têm em comum: bandeiras só se forem do Brasil e políticos não são bem-vindos. Uma das organizadoras do ato na Cinelândia, no Rio, Cristine Maza explica a restrição: "Políticos e partidos estão todos envolvidos com a corrupção. Esta é uma luta da sociedade."
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Episódio ou tendência
25 mil ou 40 mil pessoas – os cálculos variam – estiveram protestando contra a corrupção na Esplanada dos Ministérios em Brasília.
Foi a mais robusta das muitas manifestações que ocorreram no 7 de setembro em vários lugares do Brasil.
Em Cuiabá, São Paulo, Rio de Janeiro, entre outras, também tiveram manifestações.
Vários testemunhos do evento de Brasília dão conta de que eram muitos jovens e imbuídos de um único sentimento: protestar contra a corrupção.
Tiveram a preocupação de não partidarizar o evento nem aceitaram doações de políticos nem de empresas. Um belo exemplo.
Provavelmente, as redes sociais – em especial, o Facebook, estrearam com força na política nacional.
A marcha foi criada e convocada pelo “face”. No na segunda-feira, mais de 25 mil pessoas já tinham aderido ao movimento na internet.
Na terça-feira, em artigo que publiquei no Brasil Econômico indagava se a marcha seria um episódio ou uma tendência.
Ainda é cedo para responder. Porém, o volume de pessoas e a forma de mobilização indicam que existe algo no ar.
Como bem disse Adriana Vasconcellos, “tudo indica que esse é apenas um começo da reação do país aos malfeitos que assistimos há anos passivamente, sem reagir.”
Depois de lavar a rampa do Congresso e de protestar pacificamente pelas avenidas de Brasília, o próximo passo – na minha opinião – deve ser a criação de um Comitê Nacional contra a Corrupção com sede em Brasília e articulação em todas as capitais.
Murillo de Aragão é cientista político
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O passado cobra
O passado cobra
Merval Pereira, O Globo
"O movimento contra a corrupção que parece estar tomando forma em todo o país trouxe à baila novamente o interesse da opinião pública sobre o julgamento do mensalão, que deverá ocorrer no Supremo Tribunal Federal (STF) no início do próximo ano.
Nada pior para José Dirceu e os 36 outros réus do que revolver o assunto, pois não deu certo o ousado plano de tentar limpar a ficha dos mais importantes políticos envolvidos no processo.
Além do próprio Dirceu, que, reafirmado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, como o "chefe da quadrilha", aparece no meio de confusões políticas, o caso mais exemplar de tentativa de recuperação de imagem que deu errado é o do deputado federal João Paulo Cunha.
Nas suas alegações finais, o Gurgel chama a atenção para o fato de que Dirceu continua exercendo forte poder político no PT, e a exposição de seus encontros reservados com ministros e parlamentares, em um quarto de hotel de Brasília, explicita esse poder que torna factível a posição de 'chefe da quadrilha'."
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
TRF libera supersalários da Câmara
O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Olindo Menezes, liberou o pagamento de salários acima do teto constitucional de 26 700 reais para servidores da Câmara dos Deputados. Numa decisão de nove páginas publicada hoje, Olindo suspendeu os efeitos de uma liminar concedida pela Justiça Federal em Brasília em julho que barrava o pagamento dos supersalários.
No final de agosto, uma colega de Olindo, Mônica Sifuentes, havia mantido a decisão de primeira instância segundo a qual salários, benefícios e outras verbas recebidas por funcionários da Câmara têm de ficar submetidas ao teto. O presidente do TRF, porém, desconsiderou as decisões anteriores e garantiu os supersalários da Câmara. Olindo, aliás, também já deu decisões para liberar o fura-teto no Senado (Leia mais em MP recorre no TRF contra supersalários do Senado).
Por Lauro Jardim
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Plantão da Globo - Começa ataque ao Afeganistão 2001
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Jornal da Globo - Forças armadas dos EUA entram em alerta após atentado ...
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Abertura do Fantástico Sobre o 11 de Setembro de 2001
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Veja as primeiras imagens da Guerra do Golfo (1991)
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Rejeitada por Lula, Marta surge no ‘topo’ do Datafolha
Folha
O Datafolha realizou sua primeira pesquisa de intenção de voto para a eleição municipal de São Paulo.
Refugada por Lula, a ex-prefeita Marta Suplicy (PT), hoje senadora, aparece na primeira colocação em todos os cenários.
Na média, Marta amealha vantagem de 14 pontos percentuais sobre seus antagonistas.
Preferido do ex-soberano, o ministro petê Fernando Haddad (Educação) amarga a lanterninha da sondagem. Oscila entre 1% e 2%.
Os dados recolhidos pelo Datafolha nas ruas de São Paulo ajudam a entender a relutância de José Serra em subir ao ringue paulistano.
A despeito da superexposição obtida na campanha presidencial do ano passado, Serra aparece 11 pontos percentuais atrás de Marta. Nesse cenário, a coisa ficou assim:
Marta: 29%; Serra: 18%; Celso Russomano (PP): 13%; Netinho de Paula (PCdoB): 8%; Soninha Francine (PPS): 6%...
…Paulinho da Força (PDT): 6%; Gabriel Chalita (PMDB): 3%; Luiz Flávio Borges D'Urso (PTB); 2%; Eduardo Jorge (PV): 2%.
No cenário em que o candidato do PSDB é o senador Aloysio Nunes Ferreira, Marta vai a 31%. Russomano escala a segunda colocação, com 15%.
A seguir, tecnicamente empatados em terceiro, vêm: Netinho (9%), Soninha (8%), Paulinho e Aloysio (7% cada um).
E se o candidato do PT for Haddad? Bem, nesse caso, no seu melhor cenário, o queridinho de Lula amealha 2%.
Na primeira colocação, aparecem, empatados, Serra e Russomano, cada um com 19%. Uma igualdade que, de novo, constrange o nomão do tucanato.
À frente de Haddad, aparecem Netinho (13%); Paulinho e Soninha (9% cada um); e Chalita (5%).
Na lanterna, numericamente empatados com o preferido de Lula, surgem o verde Eduardo Jorge e o advogado D'Urso, ambos com os mesmos 2% de Haddad.
Excluindo-se Marta e Serra da contenda, escala a primeira coloicação, o pepê Russomano, com 20%. Nessa hipótese, Haddad fica com 1%.
Se o candidato tucano for o deputado estadual Bruno Covas, amealha 6%. Se for o secretário de Energia José Aníbal, 4%.
Feita assim, com um ano e dois meses de antecedência, a pesquisa do Datafolha serve mais como munição partidária do que como estatística eleitoral.
Em manifestação expontânea, quase um terço do eleitorado da capital paulista declara que ainda não se fixou em nenhum candidato.
A liderança de Marta e a vice-liderança de Serra escoram-se no grau de conhecimento da dupla, o chamado “recall”.
Contra ambos pesam as altíssimas taxas de rejeição. No caso de Serra, 32% dos pesquisados disseram que não votariam nele em nenhuma hipótese.
Outros 30% disseram que jamais votariam em Marta. Afora os dois, só Netinho exibe semelhante grau de rejeição: 32%.
Nesse quesito, Haddad, por desconhecido, exibe uma taxa de rejeição negligenciável, praticamente inexistente.
De resto, as legendas talvez levem em conta na hora de definir seus candidatos o peso específico dos “padrinhos” de seus contendores.
Nada menos que 40% dos entrevistados disseram que poderiam votar num candidato apoiado por Lula.
O apoio de Dilma é levado em conta por 26% dos eleitores. O do governador tucano Geraldo Alckmin exerce influência sobre 27% dos donos dos votos.
Na hipótese de optar por azarões, PT e PSDB terão de suar a camisa para compor coligações que ampliem a vitrine da propaganda eletrônica.
A importância da quantidade de minutos de televisão cresce na medida exata da taxa de desconhecimento do peixe a ser vendido.
Não é à toa que Lula move-se para tentar empurrar para fora do tabuleiro postulantes como Chalita, Netinho e Paulinho.
Interessa ao ex-soberano arrastar para a eventual chapa encabeçada por Haddad PMDB, PCdoB, PDT e todo o etectétera que quiser associar-se ao risco.
Escrito por Josias de Souza
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Rudolfo Lago
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09/06/2011 - 16h34
Minoria em seu próprio governo
“Parece ter ficado uma lição para Dilma: paquidermes podem ser animais bem dóceis, até resolverem não ser”
É comum acontecer, em países que, ao contrário daqui, não têm eleições para o Executivo e para o Legislativo casadas, os presidentes ficarem em minoria no Congresso. Agora, nunca se viu um governante eleger uma base avassaladoramente grande, fazer a oposição entrar em parafuso, forjar a quase extinção de uma das suas legendas adversárias, e, mesmo assim, perder de forma vergonhosa, como aconteceu com a presidente Dilma Rousseff na votação do Código Florestal. Naquele dia, nas últimas semanas de maio, Dilma não foi derrotada por seus adversários. Ela foi derrotada pelos seus aliados. Ficou, assim, em minoria dentro do seu próprio governo.
Duas frases ditas naquela quarta-feira, 25 de maio, resumem com perfeição esse fenômeno. A primeira foi dita pelo líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN): “Eu também sou governo”. A segunda foi dita pela senadora Kátia Abreu, do Tocantins, líder ruralista que está trocando o DEM pelo PSD: “Se eles têm os ministros do Meio Ambiente, nós temos os ministros da Agricultura”.
Henrique Eduardo Alves orientou o PMDB a desafiar solenemente as orientações vindas do Palácio do Planalto. Quando questionado, disse que ele era tão governo quanto a presidente! Ou seja: negou a Dilma o posto de chefe, colocou-a como mais uma. Que, naquele momento, devia enfiar a viola no saco porque estava em minoria. E Kátia, que não é governo, arrematou com uma constatação certeira: o governo é mesmo dividido com relação às questões ambientais, abriga ao mesmo tempo ambientalistas e representantes do agronegócio. A senadora, pelo menos, mostrou que, neste ponto, o conflito enfiado dentro do próprio governo não é uma exclusividade de Dilma.
Adotou-se no Brasil uma lógica de composição de maioria política que o ex-ministro das Comunicações Sérgio Motta certa vez apelidou de “partido-ônibus”: apertando, sempre cabe mais um. Não interessa saber como o político pensa, se tem alinhamento ideológico com os pensamentos que vão nortear a administração, nada disso. Se está disposto a votar com o governo, é bem-vindo. E ganhará seu naco de poder. Assim, os governos brasileiros costumam ter gente ligada a toda e qualquer linha de pensamento que possa se reverter em votos nas eleições e nas votações no Congresso. Há o megaempresário e há o sindicalista. Há o religioso retrógrado e há o cientista arrojado. Há o moralista conservador e há o representante dos homossexuais. E há o ecologista e o empresário rural. Que tudo se resolva na base da queda de braço. E, Dilma viu agora, se o presidente ficar do lado menor, problema dele.
Dilma está furiosa. Foi tratorada pelos seus aliados. Para quem tem fama de mandona, deve ter sido mesmo horrível ficar de espectadora na votação do Código Florestal. Parece ter ficado uma lição sobre a sua base de sustentação imensa, mas sem qualquer alinhamento ideológico: paquidermes podem ser animais bem dóceis, até resolverem não ser.
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Assista à íntegra da entrevista com Tariq Ali
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terça-feira, 6 de setembro de 2011
Especialistas debatem sobre a criação de novos estados no Brasil
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Na PB, médicos operam crânio com furadeira de obra
Simultaneamente, a Associação Médica da Paraíba divulgou uma denúncia que indica que também os governantes deveriam tomar ciência das carências brasileiras.
Revelou-se que os médicos do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, o maior da Paraíba, trabalham sob condições impensáveis.
Realizam cirurgias cranianas com furadeira convencional, dessas que são usadas em marcenarias e na construção civil.
Por quê? O craniótomo, equipamento cirúrgico que deveria ser empregado para perfurar cabeças, está quebrado faz mais de um ano.
Com a furadeira de obra, procedimentos realizados em dez minutos passaram a consumir uma hora. Afora o suplício, eleva-se o risco de vida dos pacientes do SUS.
O improviso nas cirurgias de crânio é apenas parte do descalabro exposto em relatório da entidade que representa os médicos paraibanos.
No seu lero-lero radiofônico, Dilma revelou o desejo de redistribuir os médicos pelo mapa do Brasil.
Quer que parte dos estudantes de medicina –5 mil dos 24 mil que se servem de crédito oficial— vá trabalhar no interior do país.
Pelas contas do governo faltam médicos em cerca de 2 mil municípios brasileiros. Quem topar mudar-se para essas localidades terá desconto na dívida com o MEC.
A certa altura, Dilma soou assim: “Um dos maiores objetivos do meu governo é fazer com que a qualidade de atendimento do SUS seja igual àquela praticada, por exemplo, nos grandes hospitais privados do nosso país…”
“…Vamos garantir atendimento humano e de qualidade e isso é um compromisso a ser buscado todos os dias.”
Para esta segunda-feira, Dilma talvez devesse se autoimpor o compromisso de disparar alguns telefonemas para a Paraíba.
Se médicos veteranos são submetidos ao impensável no maior hospital público de João Pessoa, como convencer os novatos a enfrentar o inacreditável nos fundões do Brasil?
Josias de Souza
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Especialistas debatem sobre a criação de novos estados no Brasil
Postado por Atílio às 11:32 PM 0 Comente Aqui!
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domingo, 4 de setembro de 2011
É ILEGAL E DESMATA
Marina Silva
Na última semana, o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) entregou à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado seu relatório sobre o projeto do Código Florestal. Não surpreendeu.
Manteve todos os vícios de origem, que agridem a Constituição, trazem insegurança jurídica e incentivam novos desmatamentos. Poderia ter melhorado, agregando contribuições dos cientistas e especialistas ouvidos no Congresso.
Poderia ter esperado a reunião com juristas. Mas não. Passou recibo e assinou embaixo.
Já se esboça operação política para que, rapidamente, esses retrocessos sejam legitimados. No Senado, parece haver articulação entre governo e ruralistas para que se aprove o projeto com rito sumário na CCJ. É o que se depreende da manifestação pública da ministra do Meio Ambiente, sinalizando aprovação ao relatório, e das declarações da presidente da Confederação Nacional da Agricultura à imprensa sobre um suposto acordo com o relator na Comissão de Meio Ambiente, Jorge Viana (PT-AC), para votá-lo até outubro.
As coisas começam a ficar mais claras. Senão, como entender a lamentável decisão de entregar a relatoria de três das quatro comissões que analisam o Código no Senado para um mesmo senador, aquele que fez uma lei estadual flagrantemente inconstitucional, reduzindo a proteção das florestas em Santa Catarina, equívoco que, agora, está propondo para todo o país?
Repete-se o distanciamento entre a posição do Congresso e a vontade da sociedade, acrescido da tentativa de criar a falsa sensação de que o projeto é equilibrado e bom para as florestas. Isso não é verdade.
Nenhuma das sugestões dos ex-ministros do Meio Ambiente foram consideradas.
Tampouco as dos cientistas.
Segundo uma primeira avaliação do Comitê em Defesa das Florestas, integrado por CNBB, OAB, ABI, entidades ambientalistas, sindicais e empresariais, o relatório não só não corrige os retrocessos, mas os consolida e aprofunda (ver minhamarina.org.br).
Transferir competências da União para os Estados vai promover uma guerra ambiental e gerar legislações permissivas, antiambientais e irresponsáveis. Juristas de renome, como o ministro Herman Benjamin, do STJ, têm alertado para a necessidade de observância do princípio jurídico da "proibição de retrocessos".
Ele entende que o projeto reduz a proteção das florestas, em vez de ampliá-la.
O debate no Senado pode ser mais amplo, profundo e sem pressa. Todos os argumentos e questionamentos devem ser analisados com isenção. É inaceitável que a manobra rural-governista em curso coloque por terra a esperança depositada no Senado e nos compromissos de não retrocesso assumidos pela presidente Dilma.
Marina Silva escreve às sextas-feiras na Folha de S. Paulo
Postado por Atílio às 10:44 PM 0 Comente Aqui!

