domingo, 10 de setembro de 2006

A bomba da Veja

Entrelinhas:
"Veja abortou 'denúncia' contra o governo
Um passarinho de bico longo contou a este blog que a revista Veja estava preparando uma capa com 'novas denúncias' contra o governo federal. Não deu detalhes sobre a reportagem, mas disse que poderia ser algo grave, com a intenção de prejudicar a candidatura do presidente Lula. A operação parece ter sido abortada (ou adiada), pois a capa da semana da revista é sobre o site You Tube. Faltam 3 capas de Veja antes da eleição. A última, da véspera do pleito, não conta, pois não haveria tempo hábil para qualquer repercussão política. Portanto, na prática serão duas capas antes da eleição. Lula que se cuide..."
Fonte http://blogentrelinhas.blogspot.com/

Artigo

Campanha eleitoral como enganação
Leonardo Boff
Quem escuta o que dizem e mostram os candidatos na televisão tem que fechar os olhos e se perguntar: em que país essa gente de fato vive? É um Brasil tirado da Utopia de Thomas Morus: haverá altos níveis de crescimento, inclusão social, redistribuição da riqueza, reforma agrária completa, superação da violência endêmica, revolução educacional e por aí vai.
Este cenário é um embuste e não tem nada a ver com o Brasil real, carente de toda ética, com um povo cada vez mais cansado de promessas não cumpridas, refém de uma classe política atrasada e irremediavelmente drogada em corrupção.Como sair desta situação permanente de crise? Não sei, mas desconfio. O que sei é a severa advertência de nosso economista-humanista, Celso Furtado, em seu livro Brasil: a construção interrompida (1992): “O tempo histórico se acelera e a contagem desse tempo se faz contra nós.
Trata-se de saber se temos um futuro como nação que conta na construção do devenir humano. Ou se prevalecerão as forças que se empenham em interromper o nosso processo histórico de formação de um Estado-nação”.Desde o momento em que a economia colonizou a política e a submeteu à sua lógica de acumulação a qualquer custo, social e ambiental, criando uma profunda discrepância entre a racionalidade dos mercados e o interesse social, interrompeu-se a construção de um país com futuro para o seu povo.
Dentro do quadro atual da política e da forma como o Estado se organizou, dando centralidade ao Banco Central e às agências reguladoras que mantêm manietadas as mãos do Executivo, não há salvação para o Brasil. Quem detém o poder real é o sistema financeiro e seus órgãos de atuação. A fala do presidente se esvaziou. O que conta mesmo e todos ficam à espera e atentos são as decisões do Banco Central e do Copom. Assim é também nos EUA. Bush pode dizer as muitas bobagens que diz, geralmente num inglês muito ruim, e não conta muito. Mas, quando fala o presidente do FED, a nação e o mundo param: é ele que decide os destinos da economia, os níveis de juros, o aumento ou a diminuição da dívida externa de todos os países.
A ser isso verdade, nem deveríamos eleger um presidente, mas um presidente do Banco Central. Não é ele que, de fato, decide? Ou então obrigar o candidato à presidência, já em sua campanha, a dizer quem vai ocupar o cargo de presidente do Branco Central. Aí sim o voto popular contaria e saberíamos, mais ou menos, os rumos do país.O que nos falta para sairmos da crise? Celso Furtado nos dá uma sugestão no livro acima citado: “falta-nos a experiência de provas cruciais como as que conheceram outros povos cuja sobrevivência chegou a ser ameaçada”. Qual seria nossa prova crucial?
Tiremos o exemplo de nosso país vizinho, a Argentina. Seu presidente Kirchner não disse ao sistema financeiro mundial e ao presidente Bush “não vou pagar a dívida”. Seria negar o sistema em sua essência, o que o alijaria do mundo. Mas, inteligentemente, disse: “vou pagar a dívida; mas para cada dólar, pago apenas dez centavos”. E não retirou a palavra. E todos, mesmo recalcitrando, tiveram que aceitar. Ele enfrentou a prova crucial e passou. Hoje, a Argentina cresce três vezes mais que o Brasil.
Por que nosso futuro presidente não enfrenta a mesma prova crucial face aos rentistas nacionais? Liberaria fundos para um crescimento real para o povo. Essa seria a verdadeira política que colocaria a economia a serviço do bem comum

Educação

Os representantes dos candidatos a presidente fizeram um debate sobre educação na TV câmara, foi um festival de baboseiras. Diagnósticos que todos sabemos, promessas que todos conhecemos , de concreto todos vão implementar o FUNDEB, e nós que já conhecemos o FUNDEF, que prometeu mundos e fundos e não foi cumprido pela maioria dos administradores ficamos assistindo ao festival de baboseiras.

Professores

O candidato Cristóvam Buarque prometeu dobrar o salário do magistério, os demais candidatos não prometeram isso, mas dão a entender que vão na mesma linha, e nós vamos fingir que acreditamos que em 2007 tudo será diferente.

Banheiro nas Escolas

Os candidatos a presidente descobriram que cerca de vinte por cento das escolas brasileiras não tem banheiro e já garantem nos próximos quatros anos vão construir banheiro em todas. Em pleno século XXI, temos escolas sem banheiro, sem biblioteca e até sem carteira e por ai vai. E é difícil acreditar que os governantes vão se empenhar muito para sanar esses graves problemas. E a sociedade diz o que?

Vergonha!

Professores dos estados e municípios brasileiros ganham salários indignos a décadas e nada se apresenta como recuperação. Nos 27 estados e nos 5600 municipios brasileiros a situação é a mesma, baixos salários, a média salarial dos professores que trabalham 40 horas não chega a mil reais, e no entanto temos vistos governadores e prefeitos neste ano propor aumentos de três à oito por cento com a maior cara de pau.
Só para comparar os policiais civis e militares, que não necessitam terem curso superior, tem uma média salarial maior que o magistério, outros servidores públicos com segundo grau tem média salarial maior que o magistério, e o que os governos estão oferecendo, enrolação. Mesmo os estados que possuem uma estrutura melhor que muitos municípios, o discurso é o mesmo.
E a sociedade segue quieta a anos, com o mesmo discursinho, as greves prejudicam os alunos, e os baixos salários não prejudicam? É uma vergonha, vergonha, até parece que a sociedade não tem um mínimo interesse na própira educação dos seus filhos.Vez por outra vemos argumentos furados sendo jogados ao vento. "Mas os professores andam de carro novo", verifiquem quantos compraram sem financiamento.
Porque não fazem um levantamento sério para verem qual a situação sócio-econômica da maioria do magistério brasileiro. Estes governos descomprometidos com tudo e com todos, porque não fazem um censo sério do magistério brasileiro? Iriam ver que muitos professores valorizam tanto um veículo próprio, para viverem correndo de uma escola para outra. Verifiquem qual é a jornada de trabalho média dos professores, se for menos de 4o horas semanais, não precisam conceder aumento.
PORQUE TÃO POUCOS JOVENS PROCURAM OS CURSOS DE LICENCIATURA? QUEM VAI DAR AULA PARA OS FILHOS DA SOCIEDADE?

Rodovias

Sobre as rodovias brasileiras só uma palavra estão uma vergonha muito pouco foi feito e todos os dias vemos relatos de centenas de mortos e feridos e quais as ações ? Ou falta sinalização, ou estão em reparos, ou não tem placas ou tem buracos, e dele dinheiro para as empreiteras fazerem péssimas obras.

Entrevista

Filha de Che lembra pai com ternura


Aleida, hoje com 45 anos, fala sobre temas atuais e recorda momentos que passou junto ao seu pai quando criança
Marcelo Netto Rodrigues, da Redação

Brasil de Fato- Você tinha seis anos quando seu pai foi assassinado. Quem lhe deu notícia e onde você estava?
Aleida Guevara - Eu ia cumprir sete anos em novembro e meu pai foi assassinado em outubro. Fazia dias que em Cuba já se ventilava a notícia, mas não havia uma certeza absoluta. Então, já haviam fotos grandes dele coladas nas paredes das ruas, trazendo alguns dizeres. E me lembro de estar dentro de um carro, vendo estas fotos do meu pai por toda a parte e eu não entendia por que justamente naquele dia havia tantas fotos do meu pai. Como eu ainda era pequena, não podia ler de forma corrida, com velocidade. Então, não sabia o que os cartazes diziam. E perguntava: "Por que o meu pai? Por que o meu pai". E ninguém me respondia. Alguns choravam, outros abaixavam a cabeça.
BF - Como você se deu conta?
Aleida - Numa dessas noites, me levaram à casa em que Fidel morava com a "tia" Célia Sánchez. Ela me disse que o meu "tio" (como Aleida chama Fidel) queria falar comigo. Então, subi encantada para o último andar onde ele vivia e vi que minha irmã mais velha (Hildita, filha única do primeiro casamento de Che, com Hilda Gadea) estava lá. E pensei: "Que estranho a Hildita estar aqui". E Fidel nos disse: "Eu recebi uma carta do seu pai que diz que se ele morrer em combate, ele não quer que vocês chorem por ele porque ele foi um homem que viveu como queria e morreu como queria. Portanto não se pode chorar por um homem que tenha feito isso". Então, Fidel pediu a nossa palavra de que não iríamos chorar pelo meu pai se isto um dia viesse a acontecer. E nós dissemos sim. A questão é que meu "tio" queria nos dar a notícia, mas minha mãe queria dar-lhe ela própria. De toda maneira, ele nos quis preparar. Ele não havia recebido nenhuma carta deste tipo, era simplesmente uma forma de preparar uma menininha a quem vão dizer que nunca mais verá o seu papai.
BF - Quantos dias já haviam passado da morte do seu pai?
Aleida - Uns dez dias depois de a notícia estar rondando. Isso porque a notícia oficial só foi dada ao povo cubano, depois de confirmada, no dia 18 de outubro, e meu pai havia morrido no dia 9. Bom, no dia seguinte ao nosso encontro com Fidel, me lembro que eu tinha uma inflamação de dente, e me levaram novamente à casa dele, e a tia Célia tentou me dar um remédio, que era muito ruim. Aí, Célia me diz: "Leva este prato de sopa de milho para a tua mãe que está no meu quarto". Eu fiquei feliz porque há dias minha mãe estava cortando cana como parte de um trabalho voluntário e, então, quando chego com o prato de sopa minha mãe está chorando, e ela me diz: "Senta na cama, que eu vou falar contigo". Eu não lembro de minha mãe ter dito algo como "seu papai morreu". O que recordo é que minha mãe tirou uma carta e que começou a lê-la. A carta é aquela que diz que "quando lerem este carta é que eu não estarei mais entre vocês, seu pai foi um homem que sempre atuou como pensa, segundo suas convicções, etc". Ao final da carta, ele diz: "recebam um beijo grande do seu papai". E esta menininha de seis anos uniu o início ao final da carta e aí eu me dei conta que meu papai havia morrido. Que eu não teria mais papai. Exatamente esta foi a minha sensação e não de que ele havia morrido.
BF - E qual foi a reação de sua mãe?
Aleida - Minha mãe, que sempre foi um píer que um se aproxima quando está em dificuldade, parecia completamente destroçada. Então eu me incorporei e disse: "Mamãe, não podemos chorar, meu papai morreu como ele queria e não se deve chorar por homens assim". Ela não imaginava o que Fidel havia me dito no dia anterior, que no final, sem querer acabou não somente me ajudando a receber a notícia como me ajudou a ajudar minha mãe.
BF - Como você passou esta noite?
Aleida - Dormimos cedo, e no outro dia quando amanhecemos eu tinha uma espécie de grade posta de um lado da minha cama, na mesma cama em que eu dormi com minha mãe. E perguntei: "O que é isto, mãe? Faz tempo que eu já durmo sozinha e nunca caí". Não, é que o seu "tio" veio durante a noite e como ele não sabe que você já é "grandinha" pôs a proteção para que você não caísse. Então, me enchi de ternura porque este homem grande estava preocupado por uma menininha que poderia cair de sua cama. Foi um gesto muito lindo de Fidel que eu sempre recordarei.
BF - E os dias seguintes?
Aleida - Meu "tio" quis nos proteger um pouco. Para nos dar um pouco de descanso, nos mandou para uma casa um pouco mais afastada para que ninguém nos incomodasse por um tempo porque todos na escola diziam: "Os filhos do Che, que pena". E pouco tempo depois, ele me manda buscar dizendo que quer me dar um presente. Minha mãe disse: "Eu sei que seu tio quer te dar um presente, mas você, por princípio, não pode aceitar nada". Fidel disse: "Eu quero te dar alguma coisa de presente. O que você quer?" Eu respondi: "Nada". Ele disse: "Uma menina que não queira nada é muito estranho. Diga-me o que quer". Respondi: "Quero um globinho terrestre para estudar". "Sim, mas mais que isso", disse ele. No apartamento em que estávamos haviam quatro quadros, uma pintura de uma guajira (camponesa), um guajiro, uma guajirita e um guajirito, ou seja, uma família de camponeses independente em casa quadro. E eu sempre fui apaixonada pelo olhar do guajirito. E eu disse: "Eu quero este", apontando com meu dedinho. E eu ainda tenho este quadro na minha casa até hoje. Fidel se desprendeu dele e o deu para mim. Estas coisas te fazem pensar no privilégio que eu tenho tido como ser humano. Não somente ser filha de um homem e uma mulher tão especial, mas sim ter a possibilidade de ter um contato mais humano com um homem tão lindo como Fidel também.

BF - O que você recorda da última janta em família antes do seu pai partir para Bolívia, na qual ele apareceu já disfarçado como Rámon, supostamente um amigo de Che?
Aleida - Minha mãe havia advertido o meu pai de que eu conhecia muito bem os seus gostos. Que ele teria que ter cuidado com isso. Quando percebi que Rámon (na verdade Che) se serviu de vinho tinto puro - já que eu tinha a lembrança de que meu pai sempre tomava o vinho com água em casa -, e ele despejou o vinho no copo sem água, eu dou um pulo e grito: "Você não é amigo do meu papai nada porque meu papai põe água no vinho e é assim como se toma". Minha mãe me disse que o homem não se cabia na roupa de tão orgulhoso que estava de sua filha por ter defendido os seus gostos com tanta paixão. Quando acabamos de jantar, cai e machuquei a cabeça numa mesa de mármore rosa no meio de uma brincadeira com meus irmãos. E aí, meu pai me tomou em seus braços, já que também era médico e sabia que eu havia acabado de comer e havia batido fortemente a cabeça. De alguma maneira, ele me comunica um sentimento. Voltamos a brincar e eu digo a minha mãe que quero lhe contar um segredinho. E segredinhos de crianças de cinco, seis anos sempre saem a plena voz, e aí eu digo: "Mamãe, eu acho que aquele homem está apaixonado por mim". E para ela foi tremendo, mas para o meu pai mais ainda e se emocionou muito neste momento porque não podia me explicar por que queria de uma forma especial.
BF- Qual a primeira recordação que tem do seu pai?
Aleida - É muito nebuloso. Talvez, uma noite que ele me põe de castigo no meu quarto. Ele estava jantando com uns amigos argentinos, e como a janta não era oficial, a comida vinha do abastecimento normal de nossa casa, da "libreta", que não era suficiente. Nesta época, as crianças tomavam café-da-manhã na escola e almoçavam também por lá, depois voltávamos para casa, nos banhávamos e dormíamos sem problemas. Mas como eu vi os preparativos de uma festa, eu disse que também queria participar e voltar a comer. Como se explica para uma menina que não tem comida suficiente para ela e para os convidados? Meu pai tentou me explicar e eu insisti: "Não, eu quero comer com eles e pronto". E começo a chorar. Ele me põe no quarto e me diz: "Quando você parar, me chame que eu venho te buscar". Voltou à mesa, e percebeu que sua filha não chorava mais. Ele achou tanta graça que me sentou em suas pernas e me deu de sua própria comida. Muito pedagogo não era, mas era meu papai.
BF - Você consegue imaginar como seria a fisionomia do seu pai hoje com 78 anos, se estivesse vivo?
Aleida - Não me passa pela cabeça e não me interessa. Sabe por quê? Porque um dia quando eu era adolescente eu disse ao meu irmão Camilo (engasga um pouco para falar): "Se meu papai estivesse aqui, poderíamos discutir com ele coisas, aprender coisas dele, imagine quantas coisas poderíamos fazer (...) E Camilo, que é muito mais alto que eu, me olhou de sua altura e me disse: "Se o papai estivesse vivo, ele não seria nosso papai". E é verdade. E aprendi a lição que a vida você não pode mudar. E esta é ponto. Então, para que tentar imaginar coisas que não são? A imagem que tenho do meu pai está ali como nas fotos que vi ou como as que tenho em minhas recordações que aparecem como flashes.
BF- É possível recordar do momento em que foi tirada aquela que é considerada a última foto em família?
Aleida - Não. Eu tinha quatro anos e meio. Contudo, lembro de algo mais bonito. Nestes mesmos dias da foto, Ernestito (último filho de Che) acaba de nascer e eu vejo um homem vestido de militar, que agora eu sei que era meu pai. Imagina uma menina baixinha olhando para um homem que lhe parece enorme com uma mão grande está tocando a cabeça do meu irmãozinho que está apoiado no ombro da minha mãe, com um gesto de ternura tão extraordinário, que eu estou com 45 anos e me recordo perfeitamente bem desta cena. E tenho certeza de que ninguém me a contou. Fecho os olhos e a estou vendo. O que me chama a atenção é o gesto desta mão grande tocando com tanta ternura a cabecinha do bebê. Depois, me coloquei a pensar, a inventar, quantas coisas meu pai poderia estar pensando neste momento porque logo ele estará deixando nossa casa, não sabe o que vai pensar meu irmão um dia quando cresça e que talvez nunca possa voltá-lo a ver.
BF - Quantos anos tem sua mãe hoje (ela está com 71 ou 72 anos)?
Aleida - Não. Não digo nada sobre ela. Ela nunca dá entrevistas sobre o meu pai. Jamais. Nunca. Ela não quer.
BF - Por quê?
Aleida - Porque não quer. Você quer uma razão maior do que não querer fazer uma coisa? Internamente ela respeita muito a sua intimidade para compartilhá-la com os outros. Muitos sugeriram que ela escrevesse suas memórias. E ela acaba de escrevê-las, e quem sabe, será logo publicada. Esperemos isso.
Fonte Brasil de Fato

sábado, 9 de setembro de 2006

Mais uma batidinha confira no vídeo

http://www.youtube.com/watch?v=VWYaJNc-g84

Veja o Vídeo a batida do Amin

http://www.youtube.com/watch?v=UpEdy2skxew

Miséria

Miséria (1989) Arnaldo Antunes / Sérgio Britto / Paulo Miklos

Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Índio mulato preto branco
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Miséria é miséria em qualquer canto
Filhos amigos amantes parentes
Riquezas são diferentes
Ninguém sabe falar esperanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Todos sabem usar os dentes
Riquezas são diferentes
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes A morte não causa mais espanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Miséria é miséria em qualquer canto
Fracos doentes aflitos carentes
Riquezas são diferentes
O sol não causa mais espanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Cores raças castas crenças
Riquezas são diferenças

Ciclope / Warner Chappell

Artigo

O FIM DA POLÍTICA
Não é ao fim da política que estamos assistindo, mas à sua recomposição democrática num plano superior.
FOLHA DE SÃO PAULO - São Paulo, domingo, 03 de setembro de 2006 TENDÊNCIAS/DEBATES

A TESE do "fim da política", ou da ditadura do economicismo sobre a vida pública, teve sua elaboração mais coerente no chamado Consenso de Washington, que pretendia extinguir a subjetividade política como momento de construção do mundo social. A mesma tese volta agora em novas roupagens de direita e também tingidas por posições de "esquerda".
O niilismo não sem dignidade de uma parte da intelectualidade do país constata que a política se tornou inútil ante o novo sistema global de poder financeiro, ao qual todos se renderão. Outras mentes acadêmicas brilhantes constroem a tese de que "o voto não é o mais importante da democracia" pois estão desgostosas com a aceitação de Lula, porque o povo "despreparado" não concorda com seus elaborados argumentos.
O que preocupa em tais teses não é o que essa parte da intelectualidade recomenda como negação da política, mas o que poderia recomendar se avançasse com coerência. Como é certo que as pessoas não desistirão de fazer política, de interferir na vida social, de tentar mudar as instituições ou melhorá-las, as receitas são previsíveis. A conseqüência desse niilismo, decepcionado com a vida democrática, seria formar uma frente anti-Lula pelo voto nulo? Seria voltar-se para a "ação direta" extraparlamentar? Seria fazer um colégio eleitoral de colunistas mais honestos, dignos e "isentos" para eleger o presidente?
Na verdade, a crise de perspectivas de uma parte da velha esquerda é a mesma de uma parte da elite de direita, cujas recomendações para enterrar Lula não foram aceitas pelo povo. A crise de perspectivas da esquerda vem do fato de que Lula é um "moderado", quando eles queriam que fosse um revolucionário proletário.
E a crise de perspectivas da direita vem do fato de que, "lamentavelmente", o governo deu certo, melhorou a vida real dos brasileiros -e a maioria do povo não só entende mas também defende o seu presidente. Certamente as objeções a Lula também se originam no fato de que, na cena política nacional (com a mesma volúpia de antes), apareceram erros graves e antigos.
O quadro se agravou porque se tratava de um governo que tem compromissos com a luta contra a corrupção sistêmica. Nada foi encoberto. Todos os partidos foram alvejados -o que não era esperado pela elite tucano-pefelista, que comandou o país no tempo de FHC. Esse processo, político e jurídico, desenterrou erros estrategicamente amplificados contra o PT, não só porque o PT havia criado o mito da sua pureza absoluta mas também porque era conveniente, para parte da oposição, degradar as relações políticas para tentar golpear o governo. Na verdade, o PT será devedor, a médio prazo, por ter recebido tal vigor crítico, pois ele impulsiona o saneamento dos nossos vícios e a afirmação das nossas virtudes republicanas, que, de resto, qualquer partido democrático guarda, em maior ou menor grau, dentro de si.
As dificuldades para operar as mudanças que combinassem os interesses empresariais privados com políticas distributivas de certo alcance social e a situação pré-falimentar do país no fim do governo Fernando Henrique -atado ao FMI com a combinação de juros altos e inflação alta- levaram muitos à total impaciência. O desfecho desse desencanto, nas suas diversas variantes, rapidamente se transformou em ódio de classe contra Lula e o PT. Até com ataques pessoais, como se viu em ameaças de agressão física ao presidente. A "grande política", no Brasil, não está no seu fim, mas no seu começo.
As instituições estão funcionando regularmente, o lixo da corrupção sistêmica está sendo retirado de baixo do tapete, as eleições jogarão o país para um novo patamar democrático e já há consenso da necessidade de uma ampla reforma política, seja quem for o eleito em outubro. Portanto, não é o fim da política que estamos presenciando, mas o seu recomeço. Insisto, não é ao fim da política que estamos assistindo, mas à sua recomposição democrática num plano superior. Neste, aqueles que não votavam em Lula porque identificavam nele um igual a si (incapaz), agora votam em Lula porque o julgam um igual a si (muito capaz). Só isso já bastaria para justificar sua reeleição.
TARSO FERNANDO HERZ GENRO, 59, advogado, é ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. Foi ministro da Educação (2004-2005), ministro da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (2003-2004) e prefeito de Porto Alegre pelo PT (1993-96 e 2001-02). É autor de "Utopia Possível" (Artes e Ofícios), entre outros livros.

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Carta do Cara de Pau

CARTA AOS ELEITORES DO PSDB
Brasília (7 de setembro)
"Atravessamos um momento paradoxal: de aparente desconexão entre o que é o sentimento da opinião pública e o discurso eleitoral rotineiro; de tanta desfaçatez dos que ocupam o poder e de tanta informação sobre a corrupção e os desmandos de quem deveria dar as pautas de comportamento pensando mais na Nação que em seus umbigos e nada mais faz do que se jactar de grandezas inexistentes."
"indignados ficamos quando vemos o Presidente e seus arautos passarem a mão na cabeça dos que "erraram" (como se eles próprios não fossem os culpados) com a desculpa de que "todos são iguais" ou, então, em versão mais sofisticada da mesma falta de vergonha, dizerem que "a culpa é do sistema".Comecemos por aí. "
"No caso do mensalão a fonte foi pública; é roubo do dinheiro do povo, ainda que empréstimos fictícios de bancos privados tenham sido usados para encobrir esse fato. Os arrecadadores obedeciam a diretrizes de um partido, com a cumplicidade de partes da administração. A prática deu-se sob o olhar benevolente de ministros e mesmo com a cumplicidade de alguns deles (refiro-me à acusação do Procurador Geral da República). "
"O próprio Presidente, que é responsável pelos ministros, não tendo atuado para demiti-los nem depois do fato sabido, é passível de crime de responsabilidade. E, mais do que simplesmente corromper pessoas, corrompeu-se uma instituição, o Congresso Nacional."
"nós do PSDB não fomos suficientemente firmes na denúncia política de todo esse descalabro no momento adequado. Não será agora, durante a campanha eleitoral, que conseguiremos despertar a população. "
"nos diferenciarmos da podridão reinante, temos a obrigação moral de não calar.É verdade que também somos responsáveis pelo que hoje se vê: a cada dia mais corrupção; a cada dia, menor reação."
"Erramos no início, quando quisemos tapar o sol com a peneira no caso do senador Azeredo. Compreendo as razões: ele é pessoalmente decente; tudo se passou durante a campanha para sua reeleição como governador, que afinal ele perdeu. Mesmo assim, calamos muito tempo e sequer dissemos o que sabemos: entre os responsáveis pelas finanças de campanha do então governador estava seu vice, hoje ministro do Presidente Lula. Nem isso dissemos com força!"
"Ainda que o eleitorado não nos acompanhe neste momento, deixaremos as marcas de nosso estilo, de nossas atitudes, para calçar um futuro melhor para o país."
"Alckmim pode dizer o que Lula não pode porque sua história não passa por acusações de suborno a prefeituras. "
"Há, portanto, razões de sobra para não temer a discussão do crime, das drogas e da violência, temas que tanto preocupam o povo. E há como nos diferenciarmos das forças governistas no debate. Esta diferenciação é essencial. Se não, por que votar em nós? Essa diferenciação começa no aspecto moral mas avança em tudo mais. Não quero cansá-los, mas é descabido aceitar que a política econômica atual seja a continuidade da nossa. Sim e não. Mantiveram o que era óbvio (metas de inflação, câmbio flutuante e superávits primários), pois do contrário já estaríamos a ver os protestos das donas de casa contra a inflação e a carestia. Mas, sem avanços nas reformas e sem ousadia diante de um panorama favorável na economia mundial, o custo da aplicação dessas medidas será grande. Sem reforma da Previdência (o que foi aprovado não teve seqüência nas leis complementares e portanto nada mudou de fato), tornou-se impossível baixar os juros há mais tempo. Assim, para manter a boa apreciação dos credores internos e externos, o superávit primário teve que se manter nas alturas, sufocando os recursos para a construção de estradas e da infra-estrutura em geral."
"A verdade é que há uma gastança irresponsável e um novo inchaço do governo, sem nenhuma preocupação com a qualidade dos gastos."
"Isso sem esquecer do "aparelhamento" do estado, com as sucessivas nomeações de companheiros" e aliados, sem a devida qualificação técnica. "
"Privatizamos sim, e nada temos a esconder no processo de privatização: tudo foi feito em leilões públicos, com preços que quando foram estimulados pelo governo foi para sem maiores e se maiores não foram em certos casos (por exemplo, na Light do Rio de Janeiro, ou na Vale do Rio Doce) foi porque o "mercado" avaliou que, nas condições da época, mais não valiam, quer dizer: não havia empresas dispostas a comprar pelo preço estipulado porque o consideravam alto. O empenho do governo foi para que houvesse mais lances, tal era o temor do capital privado (sobretudo o nacional) que considerava elevados os valores mínimos dos leilões. "
"E a privatização da Rede Ferroviária Nacional, acaso não foi um êxito?Sendo assim, o PSDB não deve alimentar dúvidas metafísicas sobre se teria sido certo ou errado privatizar. Não que tudo deva ser privatizado: jamais aceitamos a privatização do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobrás, por exemplo. "
"Onde estão as PPP? Nenhuma saiu do papel, sem esquecer que quando privatizávamos, o Tesouro recebia recursos dos particulares enquanto que agora, com a filosofia lulista das PPP, dá-se o contrário: é o Tesouro quem dá dinheiro aos particulares para que eles invistam... "
"hesitamos na política externa, dando margem à difusão de que acreditamos que para combater o hegemonismo político-ideológico é preciso seguir a tradição populista latino-americana, nada fazemos para garantir acordos comercias que nos interessam, isolando-nos cada vez mais em um Mercosul enfraquecido por nossa falta de liderança. "
"Em suma, se quisermos exercer uma liderança renovadora precisamos manter os antigos compromissos democráticos, radicalizando-os, através da reforma política com a introdução do voto distrital e da fidelidade partidária; precisamos reatar os fios entre o partido e a sociedade, buscar o diálogo com os sindicatos e movimentos populares (agora mais fácil pela quebra do hegemonismo petista). A visão moderna de democracia impõe a participação ampliada da cidadania no processo deliberativo, inclusive senão que principalmente, na rotina partidária, revigorando, as prévias para a seleção dos candidatos. Precisamos romper os vínculos ideológicos que ainda nos prendem à visão estatista-desenvolvimentista e rechaçar todas as formas de populismo, substituindo-as por práticas genuinamente populares com a presença mais ativa dos cidadãos e militantes na formatação das políticas do partido e na implementação dessas nos estados em que governamos. Precisamos assumir que, no contexto atual, ser progressista é lutar para democratizar a sociedade, sustentar políticas que reduzam a pobreza até sua eliminação, gerando empregos sem contentar-nos com o necessário assistencialismo e sem ficarmos embaraçados com a forma capitalista do crescimento da economia, à espera do novo Godot, a "revolução salvadora". Esta não está em nosso horizonte histórico, embora o ideal da Justiça possa e deva continuar a motivar nossos corações a lutar cada vez mais pela redução das desigualdades sociais."
Recortei algumas partes das carta como ilustração do que está pensando o senhor Fernando Henrique Cardoso

Blog do NOBLAT

Blog do NOBLAT: "07/09/2006 ¦ 13:47

Afinal, o povo sabe ou não sabe votar?
Do Blog do Mello (http://blogdomello.blogspot.com)

'Os adversários do governo Lula em geral - tucanos e 'indignados úteis, em particular - têm que decidir: afinal, o povo sabe ou não sabe votar?

Quando da vitória arrasadora do 'não' no referendo, houve uma verdadeira festa na Internet. Todos diziam que o povo já não se deixava mais manipular pela mídia, nem pelos tais formadores de opinião. Agora, que as pesquisas indicam que Lula deve vencer no primeiro turno, a culpa é do povo, 'que é burro e não sabe votar'.
Afinal: o povo sabe ou não sabe?'"

Compromisso do Serra

http://www.youtube.com/watch?v=o_1PejF3Bzg

terça-feira, 5 de setembro de 2006

Dá-lhe André

LU!
"Eu já sei o que fazer, agora venha o que vier, aceito o hoje e o amanhã;
O que você deixou escrito, só existem dois tempos que não devem ser vividos;
E quando eu estou no presente vejo nosso amor imortal
Não importa o que aconteceu nosso amor não morreu!
E você vivia a me acompanhar;
Todo dia, em todo lugar;

Lu! Minha Luz;
Minha amada imortal!

E as coisas na real, são tão pequenas,
É correria o dia inteiro pra juntar dinheiro,
Tanto trabalho já nem compensa mais,
Se voltamos todos pro mesmo lugar, pro mesmo lugar, pro mesmo lugar.
Vamos pular, pra ver onde vai dar,
Se pra gente nem mesmo o céu é o limite!
Só peço pra você que me espere meu bem!"

OUÇA A MÚSICA NO LINK ABAIXO
www.conection.com.br/

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Um novo blog a cada segundo

Observe que a quantidade de blogs tem dobrado a cada 6 meses e a se manter essa projeção, teremos em setembro deste ano, ou seja no próximo mês aproximadamente 70 milhões de blogs. Ainda segundo dados da Technorati quase 75 mil novos blogs são criados a cada dia, resultando em média em novo blog a cada segundo. Adicionalmente, tem-se verificado que a atualização do conteúdo dos blogs ocorre semanalmente em cerca de 10% deles.

domingo, 3 de setembro de 2006

Escravidão


´Fazendas do Brasil usam pobres como escravos´, diz The Sunday Times
Em artigo intitulado Escravos da Floresta, o jornal britânico descreve as precárias condições de trabalho que brasileiros enfrentam na Amazônia

LONDRES - Um artigo intitulado Escravos da Floresta, publicado neste domingo no jornal britânico The Sunday Times, afirma que os fazendeiros da Amazônia não estão apenas destruindo o meio ambiente, mas também usando brasileiros pobres "para fazer seu trabalho sujo, deixando-os endividados, presos em cativeiro e abandonados".
De acordo com dados citados na reportagem, pelo menos 25 mil pessoas estariam vivendo em escravidão no Brasil, trabalhando sob um calor extremo, em condições terríveis, muitas vezes presos por dívidas criadas por seus empregadores.
O jornal denuncia que esses homens - quase sempre ingênuos e sem estudo - deixam suas cidades de origem depois de ouvirem promessas de trabalho com bons salários e excelentes condições de moradia na Amazônia.
Eles seriam recrutados pelos "gatos", funcionários de ricos fazendeiros da região amazônica. Quando chegam a seu destino, no trem conhecido como "Expresso da Escravidão", os trabalhadores "são informados de que devem dinheiro aos proprietários das terras pelos gastos com a viagem, então começam a trabalhar já endividados", afirma o The Sunday Times.
O dominical britânico cita um relatório de 2003, nunca publicado pela Organização Internacional do Trabalho (ILO, na sigla em inglês), que diz que "casos de humilhação são freqüentes e casos de tortura física, como homens levando coronhadas e apanhando com correntes, já foram registrados".
Bhavna Sharma, da ONG Anti-Slavery International, afirma na reportagem acreditar que o governo brasileiro está genuinamente fazendo o possível para resolver o problema, mas que não teria os recursos necessários para ser bem-sucedido.
O artigo conclui que mesmo quando esses trabalhadores são libertados e passam a receber pagamentos do governo durante três meses, a tendência é que eles retornem ao ciclo de exploração.
"Eles voltam a não ter nada. Então, acabam escolhendo a mesma solução de antes - o ´gato´. É um círculo vicioso", contou o Frei Xavier Plassat, que tenta acabar com a escravidão no Brasil há 17 anos.
COMENTÁRIO: PORQUE A POLÍCIA FEDERAL NÃO INVESTE PESADO EM ALGUMAS PRISÕES NO CAMPO? FICARIA BEM NA TELEVISÃO, VAI Aí UMA DICA.

HH "será a vitória da corrupção"

02/09/2006 - 18h15
Para Heloísa, se Lula vencer, "será a vitória da corrupção"

ROSA FERRO
colaboração para a Agência Folha, em Maceió

A candidata do PSOL à Presidência, Heloísa Helena, voltou a atacar o presidente Lula, hoje, em campanha em Maceió (AL), onde fez caminhada nas ruas do centro. Para a senadora, se houver reeleição, "será a vitória da corrupção na administração pública".Heloísa Helena também criticou a declaração de Lula em relação as demissões na fábrica da Volkswagem, em São Bernardo do Campo, que disse que "no mundo do trabalho é assim" (com demissões). "É inadmissível essa declaração. Qualquer pessoa de bom senso sabe o significa do desemprego para as famílias. Ele fala assim porque não é com ele", afirmou.
Sobre a declaração de voto em Lula feita pelo o ex-presidente Fernando Collor de Mello, que é candidato ao Senado pelo PRTB em Alagoas, a senadora disse apenas que "os dois são compatíveis". A candidata comentou também a megaoperação da PF pelo país, na última sexta-feira, que prendeu integrantes da facção PCC e assaltantes de banco, afirmando que é preciso uma nova estrutura nos sistema de segurança.
Qualquer país que se preze e queira combater o crime organizado tem que estruturar seus sistemas de segurança pública nos Estados e federal para que possa promover uma repressão implacável ao crime, que atua de várias formas, na fronteiro, por meio do narcotráfico e das quadrilhas que comandam de dentro e de fora dos presídios.
COMENTÁRIO: Não é por nada não, que senadora tem colecionado inimigos dentro do PT, ela já vai entrar para a História com a ex mais odiada pela companheirada. Se ela provocar um hipotético segundo turno, deve se preparar para receber muitos elogios dos ex-amigos.

Universidade Pública no Oeste Catarinense

Por que o Oeste Catarninense não conseguiu uma Universidade Federal ainda? Porque? Porque? provavelmente porque ninguém tomou a iniciativa de criar um grande movimento para que isso acontecesse. Ficar esperando pelos políticos parece ter sido a pior opção feita pela nossa sociedade. Vamos aproveitar as eleições e perguntar quais os candidatos estão dispostos abraçar está reinvindicação.
Tem que ter coragem o poderoso sistema ACAFE, provavelmente não se interesse por isso.

Blog: um novo poder de comunicação

Blog: um novo poder de comunicação

Comunicação é uma arte e esta arte tem sido muito bem exercitada por um número cada vez maior de usuários da Internet. Como? Uma quantidade de pessoas em crescimento quase exponencial tem se tornado blogger (autor de blog). A blogosfera (espaço virtual dos blogs) não pára de crescer.


Observe que a quantidade de blogs tem dobrado a cada 6 meses e a se manter essa projeção, teremos em setembro deste ano, ou seja no próximo mês aproximadamente 70 milhões de blogs. Ainda segundo dados da Technorati quase 75 mil novos blogs são criados a cada dia, resultando em média em novo blog a cada segundo. Adicionalmente, tem-se verificado que a atualização do conteúdo dos blogs ocorre semanalmente em cerca de 10% deles.

Mais o que é exatamente um blog?
Um blog é uma espécie de diário eletrônico interativo através do qual pessoas podem expor suas idéias e comunicar suas opiniões pela Web. Encontra-se na Web diversos tipos de blogs como, por exemplo: diários pessoais, blogs de famílias, blogs de análises e comentários, revisões ou comentários de produtos, ou mesmo aqueles que contêm vários de tipos de mídias (fotos, músicas e filmes). Importante observar que hoje em dia, mais de 10% dos usuários da Internet têm ou já tiveram blogs e que mais de 1/3 dos usuários da Internet lêem blogs. O que isso significa?
Atualmente, o blog constitui mais uma ferramenta de informação e comunicação. Ele já é considerado um novo paradigma de aquisição e disseminação da informação, servindo como alternativa a mídia tradicional. Além disso, é uma ferramenta interativa ao permitir comentários e a interação entre aqueles que comentam, tornando-se assim numa ‘rede social’, uma blogosfera, onde esforços colaborativos interagem, aumentando o efeito da rede. Mas, há algo que deve ser considerado: Não há padrão profissional existente nas demais mídias e, portanto, faz-se necessário checar as fontes antes de aceitar a informação divulgada como verdadeira. Adicionalmente, algo que impressiona é a forma e a taxa nas quais as informações são colocadas e comentadas nos blogs.


Segundo dados da Technorati, 1.2 milhões de informações são colocadas nos blogs diariamente, o que numa taxa de quase 50 mil por hora. Determinados fatos como a Tsunami no Oceano Índico, o furacão Katrina causaram picos na quantidade de inserção de novas informações nos blogs.

É importante perceber que o blog atua como um ‘escape’ para muitas pessoas como no caso de photoblogs (blog de fotos) ou moblogging (blog usando dispositivos móveis como celular e PDA). Todavia, os blogs têm sido mais utilizados para expressar opiniões, apresentar novas informações, realizar algum tipo de promoção ou marketing e, principalmente, para comunicar idéias e informações. O importante aqui é que o blog permite a interação, essa é a palavra chave. Os autores escrevem, os leitores lêem e comentam, os autores e outros leitores respondem aos comentários e, assim comunicação e interação simplesmente ocorrem.

Algo que merece ser destacado aqui é que o blog atua como uma ferramenta para compartilhar conhecimento e, portanto, provê suporte à gestão do conhecimento. Esses dois aspectos são de suma importância: o fato de permitir o compartilhamento do conhecimento que resulta num ‘blog corporativo’ auxiliando na gestão do conhecimento (isto será discutido num artigo futuro) e sua ‘força’ como meio de comunicação. É impressionante como as pessoas têm lido e dado atenção aos conteúdos disponibilizados nos blogs e mais, o quanto as pessoas dedicam de seu tempo para criar e freqüentemente adicionar conteúdo ao blog, além de responder a comentários. Esse sucesso e crescimento de usuários se devem a um fator, ou melhor, uma necessidade humana: a comunicação (interação na busca pela informação).

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Especialistas dão dicas para o sucesso dos blogs

30/08/2006 - 13h59
Especialistas dão dicas para o sucesso dos blogs
MARIANA BARROSda Folha de S.PauloInteresses em comum são a cola que faz com que os internautas grudem os olhos em determinados diários virtuais. Alguns cuidados, no entanto, podem engrossar o caldo de sua audiência.Para Roger Rocha, professor de criação para internet da Miami Ad School, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), é importante que o blogueiro lance mão de um ponto de vista independente. "O estilo pessoal é o que dá o molho. É interessante para os visitantes conhecer aquele ponto de vista, comprometido com valores individuais e desvinculado de linhas editoriais corporativas", afirma.Segundo Rocha, os blogs que tendem a fazem uma simples compilação de notícias não funcionam por não terem um ponto de vista consolidado. O professor afirma ainda que a relevância e o grau de atualização da página também são decisivos para que o diário vingue."Um blog será do tamanho da audiência que se interessar por aquele determinado assunto", diz Pedro Cabral, presidente da AgênciaClick, especializada em publicidade on-line. Para ele, o autor de um blog de sucesso tem, basicamente, duas opções de papel a assumir: ser um especialista no assunto que aborda ou se firmar um comunicador habilidoso."Se, por exemplo, eu tenho um ótimo gosto musical e meus amigos me vêem como referência no assunto, posso escrever um blog sobre isso e assumir o papel de expert. Outra possibilidade é que meus amigos me enxerguem como alguém que sabe quais são os blogs mais legais, o que me faz ser um comunicador", explica.Ao alcance de todosDe acordo com Cabral, qualquer um pode conseguir uma audiência de 200 pessoas mensalmente. O número calculado por ele leva em conta alguém que tenha um perfil na rede social Orkut, cujas páginas têm um acesso mediano de 150 visitas mensais, e que mantenha cerca de cinco contatos diariamente em um programa comunicador instantâneo.Divulgar o diário entre as pessoas mais próximas a você é o primeiro passo para que ele se torne conhecido --ainda mais porque, em se tratando de internet, a propaganda boca a boca é a alma do negócio.NichosSe seu blog não incitar multidões, no entanto, não se sinta derrotado. A pulverização da audiência também faz parte da dinâmica da rede."É o fenômeno da fragmentação da mídia. Cada vez mais as pessoas vão buscar seus iguais, com interesses em comum", analisa Cabral.A escritora Ivana Arruda Leite (doidivana.zip.net), concorda. "Gosto de falar para os meus iguais. Gente demais me dá aflição", conta ela, que diz que, em sua fantasia, bloga como se estivesse em uma sala de visitas.

Parreira é apresentado aos jogadores da África do Sul

Parreira é apresentado aos jogadores da África do Sul
Coitado deles eles não merecem

Todos os Homens do Presidente

Um grande filme vale a pena assistir é nota dez.

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Se lembra em quem votou para Deputado Estadual?

Em quem os Caçadorenses votaram em 2002 para Deputado Estadual
Votos Nome
15.522 - RENO LUIZ CARAMORI
4.868 - VALDIR VITAL COBALCHINI
2.442 - HELIO PIRES
1.614 - LIZEU MAZZIONI
823 - CELESTINO ROQUE SECCO *
405 - ODETE DE JESUS PRESTES DO NASCIMENTO *
371 - NARCIZO LUIZ PARISOTTO *
340 - DIRCEU LUIZ DRESCH
233 - NEIDE TEREZINHA FURLAN
232 - ANTONIO CARLOS VIEIRA *
220 - CÍRIO VANDRESEN
179 - ANTONIO CERON *
149 - ROMILDO LUIZ TITON *
112 - JOSÉ EMÍLIO BOGONI
98 - IVAN ROBERTO MARTINS
94 - JOARES CARLOS PONTICELLI *
90 - FRANCISCO DE ASSIS KÜSTER
85 - GUI PEREIRA DOS SANTOS
85 - ALBA TEREZINHA SCHLICHTING
72 - RENATO LUIZ HINNIG
70 - LÍCIO MAURO FERREIRA DA SILVEIRA *
69 - CESAR ANTONIO DE SOUZA *
61 - JOÃO PAULO KARAM KLEINUBING *
56 - MAURO MARIANI *
56 - JORGINHO DOS SANTOS MELLO *
47 - JAIME ALDO MANTELLI
44 - SERGIO DE SOUZA SILVA
42 - LOURIVAL DE SOUZA
42 - FRANCISCO DE ASSIS NUNES *
39 - HERNEUS JOÃO DE NADAL *
38 - MAURICIO JOSÉ ESKUDLARK
34 - GELSON LUIZ MERÍSIO
33 - PLINIO AUGUSTO FREITAS SILVEIRA
32 - ALCIDES ALONÇO LEONEL
32 - GETULIO FERREIRA
30 - LILIANE ZUCHI
25 - MOACIR SOPELSA *
24 - NORIVAL RAULINO DA SILVA
24 - AFRÂNIO TADEU BOPPRÉ *
23 - MÁRCIO JOSÉ PEREIRA DE SOUZA
22 - AFONSO SPANIOL
22 - SERGIO ROBERTO LYRA
21 - LEDSON LUIZ ALBINO
19 - JOSÉ FRANCISCO DA ROSA
18 - LUIZ EDUARDO CHEREM *
17 - MARCOS ANTONIO VIEIRA
A lista contêm algumas imprecisões, mas é só para refrescar a nossa memória.
Fonte TRE SC

O Bixo ta pegando

Adversários decidem atacar Lula no horário eleitoral
Agencia Estado
O resultado das últimas pesquisas eleitorais provocou uma reação coletiva dos principais candidatos da oposição nos programas desta tarde no horário obrigatório de propaganda eleitoral na televisão. O tema da corrupção no PT e no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se a linha condutora das campanhas de Geraldo Alckmin (PSDB), da senadora Heloísa Helena (PSOL), do senador Cristovam Buarque (PDT) e de José Maria Eymael (PSDC).O tom dos discursos seguiu a linha do pronunciamento feito ontem no Senado pelo candidato a vice na chapa de Cristovam, senador Jefferson Péres (PDT-AM). Depois de anunciar que abandonará a vida pública daqui a quatro anos, desencantado com o mundo político e com a tolerância dos eleitores com a corrupção, Péres criticou a opinião pública por manifestar, nas pesquisas, apoio majoritário a Lula, mesmo ciente do que se passou no campo da ética no seu governo.
Numa rápida aparição no horário de Cristovam, Péres reforçou o apelo à consciência do telespectador: "Ética é ter vergonha na cara", disse ele. "É isso que falta à maioria dos políticos e aos eleitores que votam nesses políticos." A ex-petista Heloisa Helena foi direta na questão. Ela ressaltou, contudo, não acreditar que os brasileiros possam reeleger Lula sabendo das suas relações com o que chamou de "banditismo político".
Helena acusou o presidente de liderar uma campanha eleitoral milionária e de querer "corromper o Brasil".
Alckmin também partiu para o ataque, mas com a ressalva, feita por uma apresentadora, de que os brasileiros "têm raiva da corrupção". Pela primeira vez, um "comercial" da sua campanha relacionou os membros do comando do PT e ex-ministros do governo Lula - José Dirceu, José Genoino, Luiz Gushiken, Sílvio Pereira, Delúbio Soares e Humberto Costa - à figura do presidente da República. Ao final, uma apresentadora sugere que Lula não poderia ignorar a corrupção que foi comprovada à sua volta.
Com base na mudança de clima na campanha na televisão registrada hoje, pode-se dizer que a oposição encontrou um foco do discurso com que pretende "desconstruir" a imagem do presidente Lula.
A linha de Alckmin parece se resumir na frase "Lula não merece seu voto", dita por uma apresentadora no final do programa e estampada em letras garrafais nos comerciais de 15 segundos inseridos na grade de programação das emissoras. A senadora do PSOL adotou a linha "Não se deixe corromper", e a de Cristovam, dada por Jefferson Péres, procura desafiar o eleitor com um apelo do tipo "não seja corrupto como eles".
A probabilidade da vitória de Lula no primeiro turno, por larga maioria de votos, como indicado pelas pesquisas Sensus e Datafolha, forneceu aos marqueteiros o pretexto para redirecionar as campanhas oposicionistas. E, curiosamente, a linha adotada por todos eles - uma altamente provável coincidência, pois todos concorrem entre si - é a de considerar inacreditável a tendência de consagração do presidente petista e de sugerir ao eleitor que se detenha e pense sobre as conseqüências do seu voto.
Segundo fontes da campanha de Alckmin, a estratégica de confronto direto com o projeto de reeleição foi antecipada e deverá aumentar de tom no programa desta noite. A fonte disse que o marketing de Alckmin avalia, com base em suas pesquisas qualitativas, que o candidato já foi devidamente apresentado ao telespectador e está "politicamente credenciado" a atacar os pontos vulneráveis da campanha do presidente Lula.

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Artigo

30/08/2006
A oposição estudou, mas só as matérias que não caem na prova
Alon Feuerwerker

Nunca vou me esquecer daquele primeiro turno na eleição presidencial de 1989. Já de noite, passei pelo colega que redigia o texto para o jornal (Folha de S.Paulo) cravar a passagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao segundo turno, em lugar do até então provável Leonel Brizola (PDT). O experiente repórter parecia bem preocupado, olhando alternadamente para o seu terminal e para os lados.

A pesquisa do Datafolha permitia dizer que Lula acabaria a apuração na frente de Brizola. Mas o jornalista estava -compreensivelmente- alarmado com a possibilidade de protagonizar uma "barriga". Sabe como é, as pesquisas têm o chamado "intervalo de confiança", para o qual quase ninguém liga.

Vai que bem daquela vez o levantamento caísse nos 5% dos casos em que o resultado estoura a margem de erro. O sujeito e o jornal iam passar o resto da vida se explicando.

A História conta que o jornal cravou (sozinho) e acertou. Saberia-se depois que havia sido um episódio fundador da moderna democracia brasileira. O punhado de votos que levou Lula a ultrapassar Brizola e ir ao segundo turno contra Fernando Collor acabaria definindo o cenário das disputas político-eleitorais nas duas décadas seguintes. Às vezes a gente se esquece, mas, mantidas as regras do jogo, 2010 será a primeira eleição presidencial sem Lula.

Aliás, as sucessões presidenciais brasileiras desde a redemocratização só tiveram dois candidatos realmente competitivos: Lula e o anti-Lula. O segundo personagem foi interpretado por mais de um ator, enquanto o primeiro ator interpretou mais de um personagem. Começou como um radical, que recusou o apoio de Ulysses Guimarães no segundo turno de 1989, e chegou a 2002 como um moderado, da Carta aos Brasileiros e das alianças sem limites definidos.

O Lula de 2002 e dos anos seguintes (quando ficou claro que a Carta aos Brasileiros era para valer) exorcizou e liquidou o personagem anti-Lula. Acho que a oposição nunca compreendeu isso, ainda que todos os elementos a partir de 2003 tenham reforçado essa nova realidade. Diferentemente daquelas peças teatrais que ficam décadas em cartaz com o mesmo enredo e vários atores revezando-se nos papéis, agora era o enredo que tinha mudado.

Um dos problemas do PSDB e do PFL é se oferecerem como candidatos a um papel que já foi excluído do enredo da peça. Se no passado o anti-Lula era embalado e nutrido por medo do radicalismo (real ou imaginário, tanto faz) do PT e de seu principal líder, hoje o antilulismo acabou se reduzindo a uma caricatura de si mesmo. O que se apresentava antes como resistência a uma possível ditadura de esquerda, hoje não consegue escapar da armadilha de ser visto apenas como expressão de elitismo.

Caro leitor, não não se zangue nem perca o seu precioso tempo discutindo a materialidade dessas idéias, sua conexão com a realidade estrita. Não é dela que trata este texto, mas do plano imaginário -que numa eleição é o que vale. A oposição brasileira está na situação do estudante que se preparou erradamente para o vestibular. Empenhou-se ao máximo, estudou bastante, mas estudou as matérias erradas. Sabe muito, mas sobre assuntos que não vão cair na prova.

A oposição achou que voltaria ao poder surfando na rejeição a um Lula ferido pelos sucessivos escândalos da crise política. Descuidou de construir um programa alternativo para o país e uma aliança política verdadeiramente nacional. No Brasil, quando se usa a palavra "nacional", ela necessariamente precisa incluir duas categorias: os pobres e o Nordeste. A oposição apostou num messianismo às avessas, com base nas classes médias do sul e do sudeste. Nem aritmeticamente faz sentido.

Fonte Blog do Noblat

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Apesar das tristezas seguimos em frente

Eleição

Fracasso nas urnas ronda ex-ministros
Terça-feira, 22 de agosto de 2006
Petistas e integrantes de PMDB, PSB e PC do B vão mal nas pesquisas

Ter na biografia o título de ex-ministro do governo Lula não tem ajudado o desempenho eleitoral de 11 ex-integrantes do primeiro escalão que se candidataram a cargos majoritários. As dificuldades não atingem só petistas, mas também filiados do PSB, do PMDB e do PC do B que passaram pela Esplanada dos Ministérios, todos agora candidatos a tomar uma dura surra nas urnas. Têm desempenho eleitoral ruim os candidatos petistas aos governos da Bahia, Jaques Wagner (Relações Institucionais); de Minas, Nilmário Miranda (Direitos Humanos); de Santa Catarina, José Fritsch (Pesca); do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (Cidades); e de Pernambuco, Humberto Costa (Saúde).
De outros partidos, vão mal os peemedebistas Amir Lando e Romero Jucá, que comandaram a Previdência e lutam, respectivamente, pelos governos de Rondônia e Roraima; e Eduardo Campos (Ciência e Tecnologia), que também é candidato ao governo de Pernambuco.
Até o ex-ministro da Educação Cristovam Buarque, que saiu do PT e disputa a Presidência pelo PDT, enfrenta o problema. Ele tem o dobro do tempo da senadora Heloísa Helena (PSOL) na TV e no rádio, mas continua com 1% da preferência dos eleitores, enquanto a candidata tem perto de 12%.
Dois ex-ministros de Lula tentam o Senado e nenhum têm chances de vitória hoje. Agnelo Queiroz (Esportes), do PC do B, perderia para Joaquim Roriz (PMDB) no Distrito Federal. E Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário), do PT, seria vencido por Pedro Simon (PMDB) no Rio Grande do Sul.
Aloizio Mercadante (PT), ex-líder do governo no Senado, parece ter herdado a maldição. Senador mais votado do País em 2002, seria derrotado já no primeiro turno na eleição ao governo de São Paulo pelo tucano José Serra, segundo as pesquisas. O curioso é que os ex-ministros vão mal apesar do favoritismo de Lula nas pesquisas. Aparentemente o presidente escapou ao bombardeio de denúncias que marcou a segunda metade de seu governo, mas atingiu em cheio o PT e aliados.
O próprio presidente tem se empenhado em desvincular sua imagem da do partido. Para o secretário-geral do PT, Raul Pont, os ex-ministros não enfrentam só uma maldição, mas a "má vontade" dos meios de comunicação. "Veja o Rio Grande do Sul. As pesquisas dizem que 70% não têm candidato ao Senado. Aí, os jornais divulgam que o favorito é Simon.
Não levam em consideração os indecisos que podem virar seu voto e eleger Rossetto." Pont acha que nenhuma vitória está consolidada, nem a de Lula. "A campanha começou de fato há uma semana. Há um forte desalento no eleitor. O desenrolar do processo pode mudar a situação." Para ele, a situação do PT poderia estar até pior. "Houve um ano de massacre da mídia em cima do PT. Qualquer partido que tivesse sofrido o massacre que sofremos não sobreviveria. Sobrevivemos e estamos caminhando."
Fonte O Estado de S. Paulo - João Domingos

Entrevista com o candidato Jussim

27/08/2006 Fonte - Caçador Online
Antônio Carlos Jussim de Souza, 45 anos, natural de Serra, Espírito Santo, mora em Caçador há 11 anos. Formado em ciências contábeis e administração, pós-graduado em administração tributária, atualmente é auditor fiscal da receita federal licenciado para concorrer a uma vaga no Congresso Federal.
Este é Jussim, candidato do PDT a deputado federal que recebeu em seu gabinete esta semana a reportagem do Portal Caçador Online para uma entrevista. Concorrendo a um cargo político pela primeira vez, Jussim se define como uma pessoa de coragem, personalidade e que gosta de grande desafios.
Segundo o candidato, ele é um dos únicos da região com chances reais de se eleger deputado federal. Para concretizar seu objetivo, Jussim aposta em uma proposta que ele define como inovadora e essencial, a luta contra o preconceito.
“Portadores de necessidades especiais, negros, índios, mulheres, homossexuais, idosos e qualquer pessoa que sofra na pele algum tipo de preconceito podem contar com o apoio e com o meu trabalho”, afirma o candidato que espera contar também com votos de pessoas simpatizantes desta causa.
Além de suas propostas, como por exemplo, criar uma organização a nível mundial que defenda o interesse das vítimas de preconceito, Jussim falou também da campanha, comentou sobre sua participação em ações sociais ligadas ao jovem e ao esporte, disse ter em Brizola e Heloisa Helena exemplos de bons políticos e abriu o jogo sobre suas intenções de voto.
Confira a entrevista completa a seguir:
Entrevista Antônio Carlos Jussim (PDT), candidato a deputado federal
Caçador Online: Como foi que você decidiu entrar pra carreira política?
Jussim: Eu vejo que nossos deputados federais são muito fracos. Eles geralmente defendem interesses de terceiros, que não tem personalidade própria na maioria dos casos, eu vejo que são pessoas sem qualificação. E nesse contexto de pessoas desqualificadas eu vi que posso ser diferente e ser útil no Congresso Federal.
C.O: Quem é o Jussim, como você se define?
J: Eu digo que sou uma pessoa de coragem muito grande, que gosta de enfrentar desafios e sempre procurando buscar coisas novas. Essas são as três características que eu julgo mais marcantes em mim.
C.O: Como está a campanha?
J: Nós estamos acreditamos plenamente que vamos chegar ao nosso objetivo. Entendemos que nosso partido vai eleger de 1 a 2 deputados federais e com 30 a 40 mil votos nós temos boas chances de se eleger. E como a nossa proposta é uma coisa nova, diferente, nós temos conquistado pessoas que nunca nos viram. Sem contar que na nossa região tem poucos candidatos a deputado federal com chance de ganhar e isso pra nós é um fator bastante positivo.
C.O: Quantas pessoas estão envolvidas na campanha?
J: Nós estamos trabalhando intensamente, temos mais de mil pessoas envolvidas na campanha, a maioria voluntários, em todas as regiões, temos gente em Videira, Jaraguá do Sul, Florianópolis, Itajaí, Indaial, Balneário Camboriu, Joaçaba, entre outras.
C.O: A sua principal bandeira, que você citou como proposta inovadora, é a luta contra o preconceito, como surgiu isso?
J: É um conjunto de fatores. A coisa que mais me marcou em Caçador foi a criação do futsal feminino que hoje é campeão brasileiro e campeão mundial. Quando nós colocamos este projeto houve muito preconceito, diziam que futebol não é pra mulher, que lugar de mulher era na cozinha, e muitas coisas parecidas com isso. Outra coisa que me marca muito é o preconceito racial contra os negros que a gente vê seguidamente no dia-a-dia. Então isso me sensibiliza, me revolta e por isso eu direcionei a campanha para este lado.
Jussim com as atletas do futsal feminino de Caçador, equipe que ele ajudou a fundar.
C.O: A que tipo de preconceito você se refere, quais os grupos irão poder contar com o seu trabalho na Câmara Federal?
J: Pessoas portadoras de necessidades especiais, negros, homossexuais, mulheres, idosos e qualquer outra pessoa que de uma forma ou outra sente na pele o preconceito.
“Mulher, se você não quer ser submissa e objeto, o problema é seu. Agora, se você não quer, o problema é nosso” (mensagem da campanha do candidato)
C.O: Qual seria na pratica suas propostas para esta questão?
J: Uma das nossas propostas é paralelamente a candidatura é fundar uma associação de caráter mundial de preferência, de combate ao preconceito. Essa associação iria pressionar muito os parlamentares na aprovação de projetos que visem atender os interesses dessa associação. Por exemplo, colocar o preconceito como crime com a definição de penas rigorosas para quem tiver esse procedimento.
Jussim acompanhado da secretária de gabinete em Florianópolis, Geisa Carla.
C.O: Qual sua opinião em relação às cotas para negros e índios nas universidades?
J: Eu acho que essas cotas é uma forma de preconceito com os próprios negros e índios. Acho que deveríamos pensar em outra forma pra resolver isso.
C.O: Além do preconceito qual o seu argumento pra convencer os outros públicos?
J: Na realidade existe três tipos de público, aquele que se beneficia com o sistema, que certamente não vai nos apoiar, aquele que é prejudicado com o sistema que sofre preconceito, e aqueles que simpatizam com a idéia. Eu acredito inclusive que os simpatizantes aderem mais a nossa proposta do que os que sofrem preconceito.
C.O: Você saiu no jornal com um turbante na cabeça em solidariedade ao povo árabe que estava em guerra no Oriente Médio, de onde vem essa criatividade?
J: Veja bem. Eu sou pouco conhecido, nunca fui candidato a nada. Eu vou concorrer com pessoas que foram prefeito, que foram secretários de estado, que já beneficiaram muita gente e que já tem um eleitorado. Então pra concorrer com eles eu só tenho uma alternativa, a criatividade e mostrar que nós acreditamos realmente na proposta. Mesmo porque eles têm poder aquisitivo pra campanha e eu não.
“Somos solidários ao povo árabe, na sua luta insólita, pela construção de uma sociedade mais justa” (mensagem da campanha do candidato)
C.O: Qual é o político que você mais admira?
J: Existem dois políticos, em primeiro lugar que eu acho ser o melhor político do Brasil de todos os tempos chama-se Heloisa Helena. Em segundo lugar o Brizola que era um homem forte, não tinha medo dos poderosos. Ele combatia e queria fazer um país melhor apontando para o socialismo que eu acho que é a melhor alternativa que se tem pro mundo. A Heloisa Helena além dessas virtudes do Brizola ela é mulher, nordestina, o partido dela é pequeno, e ela se candidatou à presidência da república. Essa determinação e personalidade fazem dela a pessoa que eu mais admiro na política brasileira.
C.O: Em quem você vai votar?
J: Eu vou votar em mim pra deputado federal, pra deputado estadual Kismar Brustolin (PDT), pra senador Bispo Flori (PDT), pra governador Manoel Dias (PDT) e pra presidente ainda estou em dúvida entre Heloisa Helena e Cristóvão Buarque.
C.O: Como você vê a onda de corrupção pela qual passa o Brasil?
J: Nossas propostas visam inibir a corrupção. Na realidade se bobear a corrupção vai existir e nós temos que fazer com que a possibilidade disso existir seja menor. Por exemplo, uma de nossas propostas é fazer com que fiscais, juizes, policiais, promotores fiquem em uma cidade no máximo dois anos. Não é que essas pessoas sejam corruptas, mas agindo dessa forma é uma medida para dificultar a corrupção.
C.O: Como você pretende manter sua relação com Caçador se for eleito?
J: Nós vamos ter um relacionamento que vai depender da própria região. Vai ser como um filho que vai ganhar presentes ou castigos. Se uma entidade qualquer quer um benefício ela vai ganhar se tiver concurso público, por exemplo, e não apadrinhada. Pra receber o benefício tem dizer o porquê que merece.
C.O: Alguma mensagem final que você queira deixar para os leitores e eleitores?
J: “O segredo do sucesso não é prometer, e sim ser diferente em agir”.Peço o voto de todos que querem um deputado federal para lutar pela região e por todos aqueles que aprovam nossas propostas.
Mais informações sobre o candidato no site www.jussim1224.can.br

Caçador Online

06/08/2006 Fonte - Caçador Online
Entrevista Valdir Cobalchini, candidato a deputado estadual
Dono de um carisma que conquista desde crianças até os mais experientes, Valdir Vital Cobalchini, ou simplesmente Cobalchini, é um dos candidatos a deputado estadual por Caçador nas eleições de outubro. Com 42 anos de idade, ele concorre pela terceira vez ao cargo e desta vez acredita ser “o melhor momento de todos”.
Como todo bom trabalhador, ele começou sua carreira política desde cedo, com 19 anos. Peemedebista de carteirinha, Cobalchini já foi assessor dos governadores Casildo Maldaner e Paulo Afonso, mas seu grande momento foi nos últimos três anos como Secretário de Desenvolvimento Regional de Caçador.
Em entrevista ao Portal Caçador Online, Cobalchini contou sua trajetória, falou da campanha, dos apoios, dos projetos que irá trabalhar caso chegue à Assembléia Legislativa e revelou como pretende conquistar 35 mil votos para garantir a eleição. O candidato que concorre com o número 15200 comentou também sobre a atuação do Governo Estadual que ele considera “o melhor da história de Santa Catarina”.
Ele ainda falou sobre a coligação e quais os candidatos que irá votar. Em relação à onda de corrupção que assola o Brasil, Cobalchini lamentou e disse ainda acreditar na política como “a melhor maneira para melhorar a vida das pessoas”. Finalmente ele falou sobre suas pretensões para um futuro mais distante e deixou uma mensagem aos eleitores Confira a entrevista na íntegra.

Caçador Online: Como foi o início da sua carreira política? Quais os mandatos que já exerceu até aqui?
Cobalchini: Iniciei a minha carreira política em 1983, como assessor do Deputado Federal Casildo Maldaner (PMDB). Tinha apenas 19 anos na época. Após isto, coordenei a campanha do Deputado Estadual Gasparino Raimondi (PMDB) em 1986 e me tornei seu chefe de gabinete. Com a morte do governador Pedro Ivo e com Casildo assumindo em seu lugar, fui assessorar o governador. Após, assumi a Diretoria Geral da Secretaria de Negócios do Oeste. Após deixar o governo do estado, fui assessor do deputado federal Valdir Colatto (PMDB), na Câmara dos Deputados. Em 1994 fui um dos coordenadores da eleição do governador Paulo Afonso (PMDB) e me tornei seu chefe de gabinete. Em 1998 disputei minha primeira eleição como deputado estadual. Fiquei na primeira suplência, chegando a assumir o mandato em 1999. Em 2001, tornei-me chefe de gabinete do prefeito de Caçador, Onélio Menta (PMDB). Em 2002, não havia me preparado para disputar a eleição, mas devido a grande insistência do então candidato ao Governo do Estado, o hoje governador Luiz Henrique (PMDB), acabei me candidatando mais uma vez, no intuito de contribuir com sua eleição. Após a eleição de Luiz Henrique, tornei-me o primeiro Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional de Caçador, cargo que ocupei até o início deste ano, quando descompatibilizei-me para mais esta eleição.

C.O.: Você já foi candidato a deputado estadual em eleições passadas, como está a expectativa pra esse ano. Considera que agora é seu grande momento?
Acredito que este é, sim, meu grande momento. Foram quatro anos de muito trabalho diante da Secretaria Regional. Foram mais de R$ 185 milhões investidos em toda a região. Consolidamos nosso trabalho não apenas na região, mas em todo o Estado. Acredito que, com o apoio da região pela qual trabalhamos tanto durante estes quatro anos, desta vez conquistaremos o mandato na Assembléia Legislativa.

C.O.: Como está a campanha?
Está indo muito bem. Organizamos a campanha da melhor maneira possível, contando com um escritório central em Caçador, que coordena a campanha para todo o Estado e várias coordenações regionais nas demais regiões. Temos coordenações para a região do Planalto Norte, situada em Porto União, em Videira, em Joaçaba, em Chapecó, no Extremo Oeste e em Florianópolis.

C.O.: Comenta-se que o eleitorado de Caçador divide votos entre você e o deputado Reno Caramori (PP) que é novamente candidato, onde você está buscando mais votos e quantos votos você considera necessário pra se eleger?
Como explicava anteriormente, nossa campanha está organizada em todo o estado. Temos coordenações regionais espalhadas em todos os quadrantes de Santa Catarina, além de coordenações municipais. Acredito que este é o nosso grande momento e o mandato na Assembléia será conquistado em benefício de todos os moradores da região, que vão encontrar no deputado o mesmo estilo que tiveram no secretário: muito trabalho.

C.O.: Você tem recebido bastante apoio de lideranças políticas da região, quais os mais importantes?
É difícil destacar os apoios mais importantes. Temos recebido diversos apoios e todos eles vem igualmente somar para o êxito de nosso projeto. Temos o apoio dos sete prefeitos que compõe a Secretaria Regional. Temos o apoio de presidentes de Câmaras de Vereadores. Recebemos o apoio de diversos empresários. Estes apoios nos fazem sentir que o trabalho a frente da Secretaria foi bem sucedido e dão uma boa perspectiva para a nossa eleição.

C.O.: Se for eleito, o que você vai defender, quais são seus projetos pra Assembléia Legislativa?
Geração de Empregos para jovens, através do programa “Portas Abertas”. Através deste programa, pretendemos dar incentivos para que os empresários contratem os jovens em seu primeiro emprego. Aumento dos investimentos na Saúde e na Educação. A educação foi a principal área de nossa atuação frente a Secretaria e pretendemos aumentar ainda mais os investimentos nesta área. Quanto à Saúde, todos sabem que esta é uma das principais carências do interior do Estado. Descentralização da Política Industrial, promovendo ainda mais o desenvolvimento por toda a Santa Catarina. Através da descentralização da Política Industrial, pretendemos compensar as vantagens que produtores do litoral do estado tem, como portos, aeroportos e outras estruturas a sua disposição, com incentivos fiscais a quem produz e gera empregos no interior. Mudanças na Legislação Ambiental, adequando a Legislação existente a nossa realidade. Não podemos continuar reféns de uma legislação que criminaliza o produtor, legislação esta que está completamente fora de nossa realidade. Apoio a atividades agroflorestais, que formam a principal base da economia de nossa região. Investimentos em Cultura, Lazer e Turismo. Já fizemos isto durante nossa gestão na Secretaria Regional, através de eventos como a Fúria Cabocla. Maciços investimentos em Infra-Estrutura rodoviária e energética, garantindo o desenvolvimento econômico gerador de empregos. Saneamento básico, apostando na saúde preventiva. Construção de moradias populares através de um grande programa habitacional no Estado. Pretendemos fazer este programa em parceria com o governador Luiz Henrique, que quer desenvolver estas moradias através da madeira produzida em nosso Estado. Segurança pública, garantindo o direito de nossos cidadãos de levarem uma vida dentro da lei e da ordem. E a construção de uma Universidade pública regional, garantindo o ensino público, universal e de qualidade para todos.

C.O.: Um dos principais problemas em Caçador atualmente é a agricultura, você tem algum projeto nessa área?
Pretendemos apresentar proposição na Assembléia destinando um significativo percentual do Fundo Social para incentivar Programa de Apoio na área agroflorestal. Acreditamos que isto pode ajudar muito nossos agricultores, melhorando a sua renda.

C.O.: Qual a sua avaliação do atual Governo do Estado de Santa Catarina e uma breve análise das próximas eleições pra governador?
Como participante ativo do processo da descentralização, acredito que este é o melhor governo da história de Santa Catarina. A descentralização levou o desenvolvimento a todas as regiões do estado, sem discriminação de qualquer natureza.
Esta eleição ao Governo do Estado na minha opinião, irá ser um plebiscito entre dois modelos de governar: um democrático, participativo, sem discriminação, por toda a Santa Catarina e outro autocrático, centralizador, discriminatório e concentrador do desenvolvimento.
Não tenho a menor dúvida que Santa Catarina irá optar pelo diálogo, pela participação, pelo desenvolvimento em todo o Estado, reelegendo o governador Luiz Henrique (PMDB) para mais um mandato.
Na inauguração da Escola Wanda Krieger,Prefeito de Caçador Saulo Sperotto, Luiz Henrique e Cobalchini

C.O.: Está apoiando a candidatura de algum deputado federal e senador?
Nossa coligação apóia a candidatura do prefeito Raimundo Colombo (PFL) ao Senado Federal. Acreditamos que como grande prefeito que foi em Lages, reeleito com mais de 75% dos votos e com toda sua trajetória política, Colombo tem excelentes condições de fazer um grande mandato no Senado Federal. Para Deputado Federal estamos fazendo uma “dobradinha” com o deputado Mauro Mariani (PMDB). Mariani foi o mais votado deputado estadual eleito pelo PMDB na última eleição e tem aberto muitas portas para a nossa candidatura, em especial na região do Planalto Norte. Mauro foi ainda Secretário de Infra-Estrutura no governo Luiz Henrique e foi um forte parceiro em nossa atuação na regional. Tem ainda uma grande ligação com o setor madeireiro, que é a base da economia da nossa região. Por isto tudo, estamos apoiando a sua eleição, acreditando que com isso, poderemos melhorar o nível da representação no Congresso Federal.

C.O.: Analisando o cenário nacional, você é da ala do PMDB que apóia uma coalizão governista com o presidente Lula ou não?
Não. O PMDB de Santa Catarina está fechado com a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) a Presidência da República. Acreditamos que é um momento importante pelo qual o Brasil passa e precisamos de mudanças.

C.O.: Como você reage a toda essa corrupção que está se revelando na política nacional?
Tenho uma carreira absolutamente limpa. Nunca foi feita contra mim qualquer denúncia de corrupção. Sinto uma tristeza muito grande com este quadro, que acaba jogando os políticos todos na mesma vala. Mesmo com todas as decepções diante de um quadro como este, ainda acredito na política como a melhor maneira para melhorar a vida das pessoas e é por isto que continuo atuando nela, procurando mostrar através do trabalho, que não são todos iguais.

C.O.: Supondo que você se eleja, quais suas pretenções para seu futuro político após este mandato? Pretende um dia voltar a atuar em Caçador?
Mesmo eleito, manterei uma forte atuação no município. Pretendo montar um escritório na cidade para atender os interesses da nossa comunidade. Estarei ainda freqüentemente atuando aqui, já que Caçador foi a casa que eu escolhi e que prontamente me acolheu.

C.O.: Qual mensagem você deixa para os eleitores?
Gostaria de dizer a todos que lerem esta entrevista, que pensem bem na hora de eleger o seu deputado. Analisem seu histórico de trabalho. Vejam o que ele já realizou e o que ainda pode realizar pela cidade e pela região. Analisem seu compromisso com a ética. É um momento muito importante na vida do nosso país. Precisamos de deputados comprometidos com a ética na política e com uma visão que apresente resultados concretos para a nossa população. Acredito que tenho este perfil e por isto estou me colocando como uma das opções para os que desejam construir um estado e um país melhores.

: A Política na sala de aula

A Política na sala de aula
A Política na sala de aula
Professor fala sobre a importância de discutir política em tempos de crise.
Francisco Bicudo e Elisa Marconi

As denúncias de corrupção, a crise que se traduz em propinas, mensalão e sanguessugas e a apatia da sociedade com a atual disputa eleitoral não impedem que o professor Edson Gabriel Garcia fale de política com entusiasmo e empolgação. “Discutir esse tema quando as coisas vão bem é fácil. Difícil, mas necessário, é enfrentar o assunto e incentivar o debate quando estamos atolados na crise. Faz parte, explica o educador, formado em Pedagogia e Letras. Guiado por esse espírito e coerente com seu discurso, ele acaba de lançar De Olhos Bem Abertos, livro que se propõe a contribuir com reflexões sobre temas como democracia, cidadania, representação institucional, participação e esferas de poder – todos eles, portanto, intimamente associados à idéia da política, entendida pelo autor como “a arte da discussão e da negociação em busca do bem-estar comum”.
Leia mais
Garcia conta que a intenção de colocar a obra à disposição da sociedade surgiu a partir de duas motivações. De um lado, havia o desejo de aproveitar a própria experiência profissional, já que o autor é também assessor do vereador Carlos Gianazi. “Vejo a política por dentro, onde ela acontece, fato que me ofereceu o privilégio de poder escrever de dentro do furacão”.

Dicas de Filmes

Dicas de Filmes:
"1492 - A Conquista do Paraíso
O filme de Ridley Scott que tem Gerard Depardieu no papel principal, focaliza o principal momento da expansão marítima espanhola, quando em 1492 Cristóvão Colombo tentou atingir o Oriente navegando para o Ocidente.


1900 (Novecento)
O filme faz uma retrospectiva histórica da Itália desde o início do século XX até o término da Segunda Guerra Mundial, com base na vida de Olmo, filho bastardo de camponeses, e Alfredo, herdeiro de uma rica fam&ia


a Familia
O filme focaliza a história da Itália no século XX, através da vida da abastada família do intelectual Carlo, caracterizando a bipolarização ideológica entre fascismo e comunismo que marcou o mundo d


A Lista de Schindler
Aproveitando a recente decisão do governo e de empresas alemãs em indenizar as vitimas do Holocausto, conheça o principal filme sobre o trabalho escravo de judeus durante a Segunda Guerra.


A MISSÃO
O filme retrata a 'Guerra Guaranítica' na região de Sete Povos das Missões, no final do século XVIII, época dos tratados de fronteiras assinaados entre Portugal e Espanha.



A Odisséia
As aventuras de Odisseu com os mitos e lendas característicos da Grécia Homérica, numa megaprodução de Francis Ford Coppola.



A Rainha Margot
O filme retrata a França em 1572, quando do casamento da católica Marguerite de Valois e o protestante Henri de Navarre, acaba servindo de estopim para um violento massacre de protestantes conhecido como a 'noite de São Bartolomeu'.

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

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Um perda para o Brasil

"28/08/2006 - 09h12
Corpo de dom Luciano Mendes de Almeida é velado em SP

Folha Online

O corpo de dom Luciano Pedro Mendes de Almeida, 75, que morreu domingo (27) por falência múltipla dos órgãos, está sendo velado na Catedral da Sé, em São Paulo. Ainda hoje o corpo será conduzido de avião a Belo Horizonte e, de lá, irá para Mariana, onde será sepultado.

Dom Luciano estava internado no Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, desde o dia 17 de julho, para tratar de um câncer no fígado. Ele foi transferido para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), onde permaneceu em estado grave, sedado e respirando com a ajuda de aparelhos.

Juca Varella/Folha Imagem

Dom Luciano Mendes de Almeida
No Hospital das Clínicas, Dom Luciano tratava de um tumor provocado por uma recidiva do câncer desenvolvido há dois anos. Em 2004, submeteu-se a uma cirurgia no fígado para retirada do tecido doente. Ele havia contraído hepatite C há cerca de cinco anos, devido a uma transfusão. Em alguns casos, o câncer de fígado aparece como uma das complicações da hepatite C.

Presidiu a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) de 1987 a 1994, tendo sido também secretário-geral de 1979 a 1987. Foi vice-presidente do Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano)de 1995 a 1998.

Dom Luciano escrevia uma coluna publicada aos sábados na Folha de S.Paulo. Natural do Rio de Janeiro, entrou para a ordem religiosa de Santo Inácio (dos jesuítas) e doutorou-se em Filosofia em 1965. Foi sagrado bispo "

domingo, 27 de agosto de 2006

Grande novidade

PT teme 'fome' do PMDB por cargos em eventual 2º mandato de Lula

No Planalto e no PT, cresce a preocupação de que, se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sair vitorioso nas eleições de outubro, ele fique refém do PMDB no segundo mandato, pela perspectiva de uma base parlamentar ainda mais frágil que a atual. É o que informa hoje o 'Painel' da Folha de S.Paulo, editado por Renata Lo Prete.

Daí a proposta de um pacto de conciliação política, feita por Lula na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social --o presidente acena acena para a oposição, especialmente para os tucanos Aécio Neves e José Serra, na tentativa de estabelecer um contrapeso à voracidade de Renan Calheiros e companhia.

O grande temor é de o PT perder cargos na máquina federal para o PMDB.

Tarso Genro, ministro de Relações Institucionais, é o mais pró-pacto entre seus pares e tem manifestado os medos petistas. Luiz Dulci --da Secretaria-Geral-- e Marco Aurélio Garcia --assessor para Assuntos Internacionais-- pertencem à ala do governo que defende apenas abrir espaço ao PMDB, sem buscar entendimento com a oposição.

Nesta semana, um grupo do PMDB se reúne com Lula para discutir cargos no segundo mandato. Nelson Jobim, aposentado do Supremo e pós-quarentena, já participa oficialmente das negociações. Além de reivindicar áreas inteiras do governo, o PMDB também fala em disputar a presidência da Câmara mantendo a do Senado."

Boa previsão

Eleição deve renovar mais de 60% da Câmara, dizem especialistas
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ANDREZA MATAIS
da Folha Online

O índice de renovação da Câmara dos Deputados após as eleições deve chegar a 62%, segundo estimativa do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). Historicamente os índices de renovação da Câmara oscilam entre 40% e 60%. Em 2002, o índice de renovação foi de 46%.

O percentual deve aumentar porque os técnicos do Diap acreditam que os eleitores devem rechaçar nas urnas os candidatos suspeitos de envolvimento com denúncias, como a máfia das ambulâncias e o mensalão.

A expectativa é que o eleitorado opte por nomes novos para tentar 'limpar' a Câmara. Seria uma reação à decisão do plenário da Câmara, que negou o pedido de cassação de 11 mensaleiros, por exemplo.

O Diap, a consultoria Arko Advice e o cientista político David Fleischer fazem esse trabalho de futurologia há anos. Os três concluíram que o PT será o partido mais punido nas urnas e o PMDB deverá eleger a maior bancada.

Os votos dos petistas deverão migrar para partidos de esquerda como PSB, PDT e PPS. Já o crescimento do PMDB, PFL e PSDB será decorrente da perda de vagas no parlamento do PTB, PP e PL, os partidos do 'mensalão'.

'Este Congresso vai pagar um preço alto em função da paralisação nas votações, da eleição de Severino Cavalcanti [para a presidê"

Visite vale a pena

:: Programa Ambiental "A Última Arca de Noé"

Vereadores mirins recebem instrutores

24/08/2006 20:07 - Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Caçador
A sessão ordinária da Câmara Mirim teve a participação de dois instrutores do Programa Educacional de Prevenção às Drogas ontem. Os policiais militares Deon e Bortolini, explicaram para os representantes das escolas, os tipos mais comuns de drogas, solicitando que cada um reforce a campanha dentro de cada unidade educacional, como se fosse uma seqüência do trabalho desenvolvido por eles. Os instrutores também comunicaram que começarão a trabalhar também com alunos de 6ª. Série e não apenas de 4ª. Série como ocorre hoje.

A idéia de levar os policiais partiu da coordenação do projeto, que busca alternativas diferentes de trabalho para os mirins, além das sessões. Deon e Bortolini falaram que muitos adolescentes iniciam o contato com as drogas para parecer mais adulto, ou então não para tentar fazer parte de um grupo, ou ainda para não serem taxados de careta, mas que isso acaba custando um preço muito alto, depois que ficam viciados.

Os instrutores destacaram que pelo fato dos vereadores mirins terem sido eleitos pelos colegas, eles possuem uma ascendência dentro da escola, sendo vistos como exemplos e que o comportamento deles é muito importante para o projeto. “ Na verdade, a gente poderá considerar eles também como instrutores dentro de cada escola, nos auxiliando na seqüência do projeto, como uma extensão do mesmo”,disse.

A sessão de ontem também marcou a posse da vereadora mirim Maiara Aline de Souza, da Escola João santo Damo, que substituirá o al"

Quase um quinto do eleitorado pretende anular voto para deputado federal - 26/08/2006

Folha Online - Brasil - Quase um quinto do eleitorado pretende anular voto para deputado federal - 26/08/2006:
Quase um quinto do eleitorado pretende anular voto para deputado federal
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da Folha Online

Pesquisa Datafolha aponta que 18% dos eleitores ouvidos declararam ter a intenção de anular seu voto para deputado federal. Em 2002, somente 3% dos eleitores votaram nulo no momento de escolher um representante para a Câmara dos Deputados. Ou seja, confirmado o resultado da pesquisa, haveria um aumento de 500% no voto nulo.

A sondagem também revela que 57% dos eleitores não lembra dos candidatos a deputado estadual e federal em quem votaram nas eleições de 2002. Os resultados fazem parte de pesquisa do instituto Datafolha, publicada na edição deste domingo da Folha de S.Paulo.

Veja o resultado completo da pesquisa na edição impressa da Folha deste domingo, que já está nas bancas."